terça-feira, 1 de setembro de 2009

O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta terça feira

O Globo


Manchete: Regras estatizantes para pré-sal assustam mercado

Ações da Petrobras caem 4,4%. Empresários, podem cortar investimento

O lançamento das novas regras para a exploração do pré-sal foi marcado por um tom nacionalista. Depois de 14 anos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que quebrou o monopólio do petróleo, o Brasil entrou ontem num novo ciclo de investimento estatal. Nos projetos de lei enviados ao Congresso, o governo cria a PetroSal, empresa que terá o papel de fiscalizar e ditar o ritmo de produção e exploração das reservas. A Petrobras, que no regime atual de concessão disputa os leilões como qualquer outra empresa, passaria a ser operadora de todos os campos e teria 30% de todos os blocos. A concepção estatizante e as dúvidas em relação à capitalização da Petrobras (que pode receber US$ 50 bilhões) deixaram o mercado apreensivo. Empresários disseram que podem reduzir investimentos. Em Nova York e em São Paulo, os papéis da empresa caíram 4,4%. (págs. 1, 19 a 24 e editorial "Delírio estatista")

Perguntas e respostas
Por que é importante explorar o pré-sal?

Na maior parte do mundo, os campos de petróleo têm produção em queda hoje. Por isso, é preciso buscar novas áreas. Mas o pré-sal exige um grande investimento por ser mais caro tirar do mar

Só tem pré-sal no Brasil?

Não. Existe na África, entre Nigéria e Angola, jazidas entre EUA e México, e no Mar do Norte

Por que esta riqueza não pode ser explorada com as mesmas regras de hoje?

O governo justifica que são reservas muito grandes, estratégicas e que é preciso concentrar a maior parte de dinheiro oriundo dessas riquezas na mão do Estado para investir depois em combate à pobreza, educação, etc.

Quem vai ficar com essa riqueza?

A idéia é que todos os estados recebam recursos. Hoje, só estados produtores recebem royalties

Qual o temor dos empresários?

Muitos falam do modelo muito concentrado no Estado e outros apontam uso político do pré-sal

Greenpeace, sem convite, invade a festa

Especialistas em meio ambiente criticaram a ausência de medidas para atenuar a poluição gerada pela exploração no pré-sal. O Greenpeace invadiu a festa de Lula com faixas "Pré-sal e poluição: não dá pra falar de um, sem falar do outro". (págs. 1 e 20)

Estados produtores vão à luta no Congresso

Apesar do discurso público de vitória feito pelos governadores Sérgio Cabral, Paulo Hartung e José Serra, parlamentares dos estados de Rio, Espírito Santo e São Paulo agora vão ter que brigar no Congresso para ficar com uma fatia maior na divisão dos recursos do pré-sal. (págs. 1 e 22)

Foto legenda: O presidente Lula, ao lado de Dilma Rousseff e do presidente do Senado, José Sarney, durante o anúncio do novo modelo do pré-sal

Um palanque para Dilma

Para 3 mil convidados, metade dos pretendidos, e 16 de 27 governadores, o presidente Lula comandou uma festa de cunho nacionalista, procurando colar na ministra Dilma, virtual candidata à Presidência, a imagem da "mulher que faz". Coincidentemente, também lançou o Blog do Planalto, em que os internautas ainda não podem fazer comentários. Ontem, só fez propaganda do pré-sal. (págs. 1 e 23)

Negócios & Cia

Propostas para pré-sal e "áreas estratégicas" põem todos os estados no debate. (págs. 1 e Flávia Oliveira, páginas 24 e 25)

Charge Chico

Mais essa: Blog Lula da Silva!

- Enfim, descobri o Cesar Maia que há em mim...

MEC reprova 36,4% das instituições de nível superior

Nova avaliação do MEC reprovou 36,4% das instituições de ensino superior no país - universidades, faculdades e centros universitários. Só 1,3% desses estabelecimentos ganharam nota máxima. A Unifesp, em São Paulo, teve o melhor desempenho entre as universidades. O exame avalia aluno, professor e infraestrutura. No Rio, a melhor nota foi da Escola de Administração da FGV. (págs. 1 e 3 a 5)

Uso do Santos Dumont após 22h dará multa

O Instituto Estadual do Ambiente anunciou que vai multar a Infraero em R$ 25 mil cada vez que descumprir a proibição de operar o Aeroporto Santos Dumont entre 22h e 6h, e quando usar a rota de pouso que sobrevoa bairros da Zona Sul. (págs. 1 e 12)

Itaboraí e Rio, rotas opostas na tuberculose

Enquanto o Estado do Rio tem a maior taxa de incidência da doença no país e a capital amarga o terceiro lugar entre os municípios com mais casos, a Organização Mundial de Saúde elegeu o tratamento feito por Itaboraí como referência para o Brasil. (págs. 1 e 18)

Algodão: Brasil poderá retaliar Estados Unidos

A Organização Mundial de Comércio autorizou o Brasil a retaliar os EUA por subsídios ao algodão. O valor, entre US$ 294,7 milhões e US$ 800 milhões, gerou dúvidas. A sanção pode ser em serviços ou propriedade intelectual. (págs. 1 e 26)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Governo lança pré-sal e anuncia megacapitalização da Petrobras

Injeção na empresa deve ser a maior já feita no país; União quer ampliar fatia na exploração

Em tom nacionalista e estatizante, o presidente Lula anunciou as propostas do marco regulatório para a exploração do pré-sal. Confirmou ainda a capitalização da Petrobras em operação estimada em R$ l00 bilhões.

Deve ser a maior injeção de recursos já feita no país. Foi oficializada ainda a proposta de criar a Petro-Sal, que administrará a riqueza. O governo decidiu manter a urgência constitucional para a tramitação dos projetos.

O presidente criticou o "enfraquecimento" da Petrobras nos anos 90 e defendeu maior participação da União na exploração das riquezas como ocorrerá se o Congresso aprovar o modelo de partilha de produção.

Lula disse que governo e Congresso devem tomar decisões corretas para a riqueza, não virar "maldição". Ele deu ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), amostras de petróleo, nafta, gasolina e óleo diesel.

Em seguida, o petista sugeriu que as amostras fossem abertas no Congresso para que deputados e senadores pudessem "dar uma cheiradinha" quando os debates sobre o tema ficassem acalorados. (págs. 1 e Dinheiro)

Opinião/pré-sal

Vinicius T. Freire:
Governo pode ganhar ou perder com operação. (págs. 1 e B4)

Janio De Freitas:
Após 1 ano e meio, Lula agora quer urgência. (págs. 1 e A7)

Julio G. de Almeida e Luiz G. Belluzzo:
Futuro brilhante ou empobrecimento? (págs. 1 e A3)

Como é a proposta

1.Modelo de exploração
O óleo extraído será dividido entre União e grupos vencedores de leilão

2.Quem vai operar
A Petrobras será a única responsável por perfurar poços e extrair o óleo

3.Petrobras nos consórcios
A estatal terá participação mínima garantida de 30% em cada consórcio

4.Divisão dos royalties
Estados produtores mantêm benefícios

Foto legenda: Lula com amostra de nafta produzida a partir do petróleo do pré-sal; ele sugeriu que os congressistas dessem 'uma cheiradinha'

BB terá pacote de R$ 14,5 bi para pequena empresa

O Banco do Brasil lança hoje um pacote com linhas de credito de R$ 14,5 bilhões para micro e pequenas empresas, informa Kennedy Alencar. A medida integra estratégia para ganhar mercado dos bancos privados.

O Orçamento federal para 2010 reserva R$ 10 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida. (págs. 1, B7 e A4)

Outro secretário de Serra tem a casa assaltada em São Paulo

A casa do secretário da Saúde de SP, Luiz Roberto Barradas Barata, foi assaltada na última quarta-feira, informa Mônica Bergamo.

O roubo ocorreu dois dias antes do assalto à residência de outro secretário do governador José Serra (PSDB), Guilherme Afif Domingos (Emprego e Relações do Trabalho).

Um grupo armado assaltou anteontem à noite uma casa onde moram parentes do deputado estadual Salim Curiati (PP-SP). (págs. 1 e C8)

737 mil universitários estão em escolas ruins

Dados divulgados pelo Ministério da Educação indicam que 737 mil universitários do país estudam em instituições reprovadas pelo governo - 25% a mais que na avaliação do ano anterior.

O crescimento ocorreu porque mais instituições foram classificadas como 1 e 2 no IGC (Índice Geral de Cursos), que vai de 1 a 5.

Na avaliação anterior, 31% das instituições tinham nota 1 ou 2, ante 36% hoje. A má qualidade se concentra nas instituições municipais e privadas. A escola de economia e finanças da FGV do Rio foi a melhor faculdade. Entre as universidades, a Unifesp obteve a maior nota USP e Unicamp não participam da avaliação. (págs. 1 e C1)

TCU contesta gastos de festa da 2ª posse de Lula

Parte dos gastos da festa de posse do segundo mandato do presidente Lula foi contestada pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Segundo relatório, despesas de R$ 759 mil pagas pelo Ministério da Cultura não foram comprovadas. Nem a pasta nem a empresa que realizou o serviço comentaram a investigação. (págs. 1 e A6)

Futuro premiê do Japão ataca burocracia e quer gabinete jovem

O futuro premiê japonês Yukio Hatoyama manifestou intenção de indicar gabinete com menos burocratas e ministros mais jovens que os de governos anteriores. Também disse que o Orçamento de 2010 será refeito "a partir do zero" e que as propostas dos atuais titulares "não eram bem-vindas".

Após a vitória oposicionista, a Bolsa japonesa abriu a semana em forte alta. (págs. 1 e A15)

Cotidiano: Cobrança de lanche em voo da Gol gera tumulto entre passageiros (págs. 1 e C6)



Editoriais

Leia "Resistência estatal", que discute as organizações sociais; e "Marina e sua agenda", sobre desafios da ex-ministra no PV. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Regras do pré-sal ampliam poder do Estado na exploração do petróleo

Lula transforma lançamento do marco regulatório em ato de campanha para Dilma

O presidente Lula lançou ontem as regras para a exploração do petróleo da camada pré-sal, numa cerimônia cujo tom lembrou o nacionalismo da campanha "O petróleo é nosso", dos anos 40. O governo enviou ao Congresso, em regime de urgência, um marco regulatório em que a presença do Estado é a essência. Ele estabelece o sistema de partilha, no qual a União será dona de todo o petróleo do pré-sal. Nas áreas em que a União permitir a participação de empresas privadas, a estatal terá parcela de ao menos 30% no consórcio vencedor. “Diziam que a Petrobrás era o último dinossauro a ser desmantelado no País. Foram tempos de pensamentos subalternos", disse Lula, referindo-se ao governo FHC. Ele chamou o pré-sal de "bilhete premiado" e "dádiva de Deus". Ao lado da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata à sua sucessão, Lula disse: "O petróleo pertence ao povo e ao Estado, ou seja, a todo o povo brasileiro". (págs. 1, B1 e B3 a B9)

Análise - João Bosco Rabello
Por ora, poço não rende óleo, só voto

O pré-sal ditará o discurso nacionalista e se constituirá em poderosa arma contra a oposição. Com resultado previsto para 2020, no entanto, o pré-sal só renderá dividendos políticos aos sucessores de Lula. Hoje, só rende eleitoralmente. É o que basta. (págs. 1 e B7)

Celso Ming
Choro por royalty é político, não técnico

Os royalties indenizam os Estados por causa da exploração de recursos naturais. Não está clara a extensão dessa mamata. A aceitação das razões dos governadores a esse respeito não se baseou em critérios técnicos, mas em conveniências políticas. (págs. 1 e B6)

Foto legenda: Saia-justa - Sob o olhar de Dilma e Sarney, ativista do Greenpeace entrega faixa de protesto a Lula, durante anúncio das regras do pré-sal

Os quatro projetos apresentados

Presença forte do governo
1. Dona do petróleo, a União poderá contratar a Petrobras ou empresas privadas para retirá-lo, mas ficará com a maior parte do óleo.
2. Uma nova estatal, a Petrosal, será a representante do governo nos consórcios de exploração. Ela vai acompanhar os custos de produção.
3. A União vai aplicar o dinheiro obtido em um Fundo Social. Os rendimentos serão revertidos para áreas como educação e combate à pobreza.
4. Para permitir investimentos no pré-sal, a União vai ampliar a participação no capital da Petrobras no valor equivalente a 5 bilhões de barris.

Serra quer mais tempo para debater

A oposição pede mais tempo para discutir as propostas para o pré-sal. "O governo teve 22 meses para fazer um projeto de lei e é razoável que o Congresso e a sociedade tenham tempo para resolver isso", disse o governador de São Paulo, José Serra. (págs. 1 e B9)

Censura ao 'Estado' é citada pelo 'NY Times'

O jornal The New York Times, em sua edição de ontem, abordou a censura judicial imposta ao Estado. A reportagem coloca o caso no contexto das recentes ameaças à liberdade de imprensa na América Latina. Segundo o jornal, a decisão contra o Estado é "amplamente vista como um retrocesso”. (págs. 1 e A8)

'Estado' sob censura há 32 dias

Número de faculdades ruins cresce, mostra MEC

O número de escolas de ensino superior de excelência ficou estagnado no País, enquanto o total das consideradas ruins cresceu 29,6% entre 2007 e 2008, mostra o índice Geral de Cursos, do MEC. Apenas 21 universidades e faculdades tiraram a nota máxima (6). Foram avaliadas 2.001 instituições, e 588 tiveram conceito 1 e 2, ou seja, devem sofrer avaliação in loco do MEC. (págs. 1 e A15)

Afeganistão: Comandante pede nova estratégia

Para chefe militar dos EUA, ainda se pode "vencer a guerra". (págs. 1 e A12)

Notas e Informações: Desunião na Unasul

A desagregação política da região aumenta na razão direta da campanha de provocações a que recorre Hugo Chávez para fabricar os inimigos externos de que necessita. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil


Manchete: Regras do pré-sal favorecem Petrobras

Proposta de marco regulatório do governo adia decisão sobre royalties

Com um tom nacionalista, o governo anunciou ontem que o novo modelo de exploração de petróleo valerá não apenas para o pré-sal mas para outras áreas consideradas valiosas pelo Estado. Além do sistema de partilha de produção, da criação de um fundo social e da nova estatal que atuará nas licitações, a proposta a ser encaminhada hoje ao Congresso dará superpoderes à Petrobras e permitirá à companhia capitalizar-se com recursos da ordem de US$ 50 bilhões. A discussão sobre a distribuição dos royalties ficará para depois. (págs. 1 e Tema do Dia, A2 a A4)

Foto legenda: Vizinhos do inferno

Tsunami de fogo - O imenso incêndio florestal que se alastra sem controle pelo sexto dia nas montanhas ao norte de Los Angeles dobrou de tamanho na noite de domingo, ameaçando o principal centro de transmissão de telecomunicações da região. (págs. 1 e Internacional A23)

MEC ameaça faculdade de Valença mas exalta Ebape

Só 21 das 2 mil instituições de ensino superior avaliadas em 2008 pelo Ministério da Educação obtiveram nota máxima. A campeã foi a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), do Rio, que é particular. Mas o Centro de Ensino Superior de Valença pode ser descredenciado. (págs. 1 e País A7)

Luta contra agrotóxicos ganha apoio de São Paulo

A luta da Anvisa para tirar do mercado 14 princípios ativos presentes em mais de 200 agrotóxicos ganhou um aliado: a Assembleia Legislativa paulista votará lei que determina a retirada desses produtos em todo o estado de São Paulo. Pimentão e morango são os campeões de alimentos com resíduos tóxicos. (págs. 1 e País A9)

Editorial

Pré-sal permite alegria e exige cuidados. (págs. 1 e A8)

Informe JB

Quem convenceu Lula a manter os royalties. (págs. 1 e A4)

Anna Ramalho

Dilma exalta Ideli Salvatti em bilhetinho. (págs. 1 e A14)

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Correio Braziliense


Manchete: Triplo assassinato na 113 Sul choca Brasília

José Guilherme Villela, ex-advogado de Collor, é encontrado morto em seu apartamento junto da mulher, Maria, e da governanta, Francisca. corpos apresentam perfurações

Um crime bárbaro, sem sinais de arrombamento nem uso de armas de fogo. Assim é descrito o assassinato de Villela, ex-ministro do TSE. A tragédia foi descoberta pela neta, que pediu ajuda a um chaveiro para abrir a porta do 601/602 no bloco C. Polícia acredita que os homicídios ocorreram no fim de semana por causa do estado dos corpos das vítimas. Casal era obcecado por segurança. (págs. 1 e 27)

Lula diz que pré-sal é o passaporte para o futuro do Brasil

Coube à ministra Dilma Rousseff, ao lado de Sarney, detalhar ontem os projetos de lei enviados ao Congresso para regulamentar a exploração de petróleo em águas profundas. Mas a importância do projeto foi ressaltada por Lula, que reforçou a imagem do Brasil como potência mundial. (págs. 1 e 2 a 6)

Orçamento 2010: Reajuste mantido para servidores. Mínimo sobe 8,8%

Menor salário do país será de R$ 505,90. Governo garante verbas do PAC e aumentos prometidos ao funcionalismo público. (págs. 1, 14 e 15)

33.012 vagas

É o número de agentes temporários que o IBGE contratará por concurso para o Censo de 2010. O salário varia de R$ 760 a R$ 1,6 mil. (págs. 1 e 16)

Faculdades do DF longe da excelência

Nenhuma das instituições públicas ou particulares está na elite do ensino superior, segundo índice divulgado pelo MEC. Apenas três tiraram nota 4 em uma escala de zero a cinco. (págs. 1,10 e 11)

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Valor Econômico


Manchete: Pré-sal reforça viés estatizante

Depois de mais de um ano de discussões e vários adiamentos, o governo enviou ontem ao Congresso, com pedido de urgência constitucional, quatro projetos de lei com as novas regras para a exploração de petróleo e gás na camada pré-sal. São ações de cunho nacionalista e estatizante, traçadas na medida exata para se tornar um ativo político do governo na campanha sucessória de 2010.

Os projetos de lei instituem o regime de partilha da produção para essa nova área; criam a Petro-sal, estatal com capital 100% da União destinada a administrar as novas reservas; instituem também o Fundo Social, na verdade um fundo soberano; e definem como a União capitalizará a Petrobras em US$ 50 bilhões. O atual sistema de distribuição de royalties permanecerá até que lei específica faça mudanças. (págs. 1, A3 a A7, D1 e D2)

Foto legenda: Presidente Lula lança proposta do novo marco regulatório do petróleo, que dá poderes ampliados ao Estado na exploração do pré-sal

Nova empresa terá poder de veto em consórcios

A nova empresa estatal para cuidar dos interesses da União nas áreas do pré-sal terá poderes até para vetar decisões dos consórcios privados formados para explorar essas reservas. A Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A (Petro-sal) terá até 130 funcionários e seus dirigentes serão nomeados pelo presidente da República. Sua principal função será gerir os contratos de partilha para exploração do petróleo.

A Petro-sal terá bem mais poder que a Petoro, a norueguesa que a inspirou: ocupará 50% de todos os comitês operacionais criados para a gestão dos poços de exploração em regime de partilha. Cinco ministérios terão representantes em seu conselho de administração presidido por alguém indicado pelo Ministério das Minas e Energia -, que designará os dirigentes da empresa. A estatal poderá participar, como sócia, nos contratos de partilha com a Petrobras e outras empresas petrolíferas. (págs. 1 e A4)

Operadora única preocupa setor privado

As empresas privadas que atuam no setor de petróleo estão preocupadas com o modelo de operadora única. "O que vimos limita bastante a participação do capital privado. Não podemos desconstruir o que já conseguimos ao longo de 12 anos, atraindo capital e 76 empresas privadas", disse o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, João Carlos de Luca. O dirigente de uma grande fabricante de equipamentos considerou a regulamentação um retrocesso, pois seria melhor ter outros operadores além da Petrobras e mais clientes e investidores. Para Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, talvez o BNDES não seja capaz de, sozinho, bancar as necessidades de investimentos. (págs. 1 e A5)

IBM sonda Brasil para um de seus "colaboratórios"

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou-se com Sam J. Palmisano, o executivo-chefe da IBM, no dia 5 de agosto, em Brasília, tinham muito o que conversar. O Brasil planeja investir US$ 22 bilhões em inovação na área de ciência e tecnologia em 2010 e está pressionando as companhias para contribuir com bilhões a mais nesse esforço.

A IBM está rodando o mundo para montar o que chama de
"colaboratórios", que reúnem seus próprios pesquisadores e especialistas de governos, universidades e empresas. Ela já formatou seis acordos, com Arábia Saudita, Suíça, China, Irlanda, Taiwan e Índia. (págs. 1 e B2)

Dívida rural poderá ser paga com florestas

O governo estuda incentivar o abatimento de dívidas agrícolas e o uso de áreas degradadas para convencer o produtor rural a investir na ampliação de florestas, o Programa Nacional de Floresta Plantada, em debate, prevê dois modelos para a quitação de dívidas rurais: por meio da emissão de títulos lastreados em florestas plantadas ou da venda futura de créditos de carbono. "Precisamos de terra para plantar, usar áreas degradadas e trocar dívidas pelo plantio de florestas", diz o ministro interino de Assuntos Estratégicos, Daniel Vargas. (págs. 1 e B12)

PIB mundial já cresce de forma sincronizada

A economia global está saindo da recessão com mais vigor do que muitos julgavam possível. Há aquecimento sincronizado no terceiro trimestre em praticamente todos as regiões do mundo. As taxas projetadas para um ano no terceiro trimestre, atingem 3,5% nos EUA, 4% na Alemanha e 3,2% no Japão. A zona do euro terá taxa anualizada superior a 2% e até o Reino Unido, embora retardatário, mostrará alguma expansão do PIB. A China já volta ao nível de 10%. Entretanto, discute-se acaloradamente se essa vitalidade poderá ser sustentada. (págs. 1 e A11)

Mais veículos importados que exportados

A indústria automobilística poderá importar mais veículos do que exportar neste ano. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, e o presidente da Fiat, Cledorvino Belini, concordam que a mais recente previsão feita pelo setor, de exportar 440 mil veículos em 2009, dificilmente será alcançada. Do lado oposto, o cálculo de importar 390 mil unidades pode ser superado.

“Por enquanto, vamos ver muita importação", disse Belini. Para Schneider, a redução nas exportações será compensada pela alta das vendas no mercado interno. Esta é a terceira vez que a indústria automobilística reduz os cálculos de exportações neste ano e a primeira em que começa a contar com um déficit na balança comercial do setor. (págs. 1 e B6)

Fed já lucrou US$ 14 bi com empréstimos a bancos durante a crise (págs. 1 e C1)


Recuperação da indústria

A produção da indústria brasileira aumentou 2,2% em julho, a sétima alta consecutiva e o melhor resultado desde fevereiro. Em relação ao mesmo período de 2008, a indústria teve retração de 9,9% - a menor desde abril. No ano, o índice mostra recuo de 12,8%. (págs. 1 e A2)

Batalhas comerciais

A Organização Mundial do Comércio autorizou o Brasil a impor retaliações a produtos americanos que podem chegar a US$ 800 bilhões por conta de subsídios ilegais ao algodão. Os EUA também tentam evitar um “painel" sobre suco de laranja. (págs. 1, A7 e A9)

Foco na capilaridade

Grandes indústrias como Unilever e Sara Lee investem para chegar ao pequeno varejo de food service, que deve movimentar mais de R$ 60 bilhões neste ano. A FSB, fornecedora de pães para a rede McDonald's, também está de olho nesse mercado e vai construir sua terceira fabrica no país. (págs. 1, B1 e B5)

Carga pesada

A MAN, montadora alemã que comprou a Volkswagen Caminhões e Ônibus no fim do ano passado, se prepara para começar a produzir veículos da marca na fábrica de Resende, no Rio. Os modelos extrapesados terão entre 480 cv e 680 cv. (págs. 1 e B6)

Embraco no varejo

A Embraco, do grupo Whirlpool, lança em novembro seu primeiro equipamento voltado ao consumidor final, um "refrigerador" de cabines de caminhão movido a bateria. A empresa fechou acordos de revenda com as principais montadoras do país. (págs. 1 e B6)

Zogbi investe no TO

Quase cinco anos após vender sua participação na Ripasa aos grupos Votorantim e Suzano, o empresário Osmar Elias Zogbi voltou a investir em florestas com o propósito de desenvolver um projeto de investimentos no Tocantins. (págs. 1 e B7)

Açúcar bate recordes

A expectativa de déficit global na safra 2009/10, sustentada pela menor produção de cana na Índia e pelas chuvas no Centro-Sul do Brasil, impulsionou as cotações do açúcar, que chegaram ao maior preço em 28 anos na bolsa de Nova York. (págs. 1 e B11)

BB cresce nos EUA

De olho em um mercado potencial de 1,4 milhão de imigrantes, o Banco do Brasil lançou ontem um serviço próprio de remessa de recursos por brasileiros residentes nos Estados Unidos e prevê estrear como banco de varejo no país em 2010. (págs. 1 e C2)

Ideias

Raymundo Costa: Serra rende-se à antecipação da campanha. (págs. 1 e A9)

Ideias

José Eli da Veiga: sustentabilidade não entra na governança brasileira.(págs. 1 e A13)

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Estado de Minas


Manchete: Petróleo é do governo (pág. 1)


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Jornal do Commercio


Manchete: Governo anuncia mínimo de R$ 506

Novo valor está previsto para 2010, no Orçamento da União enviado ao Congresso, e ainda pode sofrer reajuste, dependendo da inflação. Projeção de crescimento econômico é de 4,3%. (pág. 1)

UFPE entre as melhores da região

MEC coloca Universidade Federal de Pernambuco no topo do ranking entre as instituições públicas do Nordeste. (pág. 1)

Exploração do pré-sal fica com a União (pág. 1)


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Um comentário:

ACS ROBERTO disse...

PARABENS PELO SITE ACS ROBERTO http://wwwacsrobertocom.blogspot.com/