sábado, 4 de junho de 2011

O que Publicam os Principais Jornais do País, neste sábado

O Globo

Manchete: Palocci fala, mas não revela clientes nem melhora crise
Ministro nega tráfico de influência e diz que conta com boa-fé das pessoas

Após 19 dias de silêncio diante das suspeitas sobre a evolução de seu patrimônio, o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) falou pela primeira vez sobre seus negócios como consultor, entre 2006 e 2010, como determinara a presidente Dilma. Em entrevista ao “Jornal Nacional”, da Rede Globo, Palocci assegurou que não praticou tráfico de influência como ex-ministro da Fazenda e não assessorou empresas que têm negócios com o governo. Mas não revelou a lista de clientes nem o faturamento da consultoria. Disse que conta com a boa-fé das pessoas porque não tem como provar que não fez tráfico de influência. Agradou ao Planalto ao dizer que a responsabilidade no caso é só dele, e não do governo. Para os aliados no Congresso, o ministro se explicou; para a oposição, agravou sua situação. (Págs. 1, 3, 4 e Merval Pereira)
Em livro de matemática do MEC, 10 – 7 = 4
Outra publicação patrocinada pelo Ministério da Educação, desta vez para alunos do ensino fundamental em escolas públicas rurais, traz erros grosseiros. No volume de matemática da Coleção Escola Ativa, a conta 10 menos 7 tem resultado igual a 4. Em outra, 16 menos 8 é igual a 6. Além de resultados errados, há frases que não terminam e problemas de revisão. O material com erros custou R$ 14 milhões aos cofres da União. As falhas foram divulgadas pelo próprio MEC, que acionou a CGU para apontar responsáveis. André Lazaro, então chefe da Secretaria de Educação continuada, pediu demissão. (Págs. 1 e 10)
Supremo cancela 5 milhões de multas
O Supremo Tribunal Federal manteve a decisão do TJ do Rio de anular mais de 5 milhões de multas aplicadas no estado até 2005, por falta de notificação dos condutores. Não cabe mais recurso. Já as provas práticas de direção passarão a ser monitoradas por câmeras instaladas até dentro dos carros. O Detran já descredenciou 65 autoescolas. (págs. 1 e 20)
PIB cresce, mas famílias gastam menos
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,3% no 1º trimestre em relação ao fim de 2010. A expansão forte foi puxada por investimentos, mas as famílias consumiram menos por causa do freio no crédito, da inflação e da renda menor. (Págs. 1, 33 a 35 e Miriam Leitão)

Verbas para as obras na Serra, 5 meses depois
Cinco meses após a tragédia na Região Serrana, a presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral anunciaram obras no valor de R$ 678 milhões que darão início ao programa de recuperação de encostas e pontes, e construção de moradias. (Págs. 1, 18 e 19)

Bombeiros do Rio agora invadem Quartel Central
Em mais uma tentativa de discutir aumento salarial com o comandante-geral, cerca de mil bombeiros invadiram o Quartel Central, arrombando portões. Levaram crianças e mulheres para evitar confronto com a Tropa de Choque da PM, que cercou o local com a cavalaria e viaturas. (Págs. 1 e 22)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Dilma não sabe quem foram os meus clientes, diz Palocci
Não cometi irregularidades ou desvios, afirma ministro à Folha, na 1ª entrevista após início da crise

Na primeira entrevista desde que a Folha revelou seu enriquecimento, o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) disse que não contou à presidente Dilma Rousseff os nomes dos clientes de sua consultoria nem a natureza dos serviços prestados.

Segundo ele, o tema não foi discutido nem antes da posse nem nos últimos dias.

O ministro declarou que não divulgou a lista de seus clientes por respeito à confidencialidade. E disse ainda que “até agora” ninguém mostrou fatos que possam sugerir “desvio de conduta” ou “irregularidades nas atividades da empresa”.

A Projeto consultoria de Palocci, faturou R$ 20 milhões em 2010, período em que ele chefiou a campanha de Dilma à Presidência e exerceu o mandato de deputado federal. (Págs. 1, e Poder A10)

Fotolegenda: O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, em seu gabinete no Palácio do Planalto.
Planalto já analisa nomes para lugar de chefe da Casa Civil
Apesar de manter seu apoio ao ministro Palocci, a presidente Dilma Rousseff já analisa nomes para substituí-lo e estuda mudanças no perfil do chamado “núcleo duro” do Planalto.

Para o lugar de Palocci iria uma “Dilma da Dilma”, alguém de perfil “técnico”.

Os nomes citados são os da ministra Miriam Belchior (Planejamento) e de Maria das Graças Foster, diretora da Petrobrás. Paulo Bernardo, das Comunicações, também é cotado. (Págs. 1, e Poder A4)

"A grande imprensa é o principal partido de oposição no país, disse o ministro Alexandre Padilha. (Pág. 1 e Poder A6)
Mônica Bergamo: À presidente ministro disse que tinha só uma ‘empresinha’. (Págs. 1 e Ilustrada, E2)

Renata Lo Prete: Entrevistas foram passo para despedida, entende governo. (Págs. 1 e Poder, A4)

No Ceará, vereadores inovam e registram desvio em cartório. (Págs. 1 e Poder A7)

Economia do país cresce no 1º trimestre, mas se desacelera
O PIB (Produto Interno Bruto, soma de bens e serviços produzidos no país) mostrou a economia crescendo em ritmo forte no primeiro trimestre – 4,2% em relação a um ano antes -, mas também revelou sinais claros de desaceleração.

As medidas de contenção do crédito para combater a inflação fizeram com que o consumo das famílias perdesse fôlego. (Págs. 1 e Poder, A12)
Criação de vagas fica abaixo do esperado nos EUA. (Págs. 1 e Mundo)

10-7=4, ensina livro distribuído pelo governo
Material didático com erros de matemática e de diagramação foi distribuído pelo Ministério da Educação a 37 mil escolas rurais em 2010. Um dos livros ensina, por exemplo, que 10-7=4 e que 16-8=6. O MEC orientou as escolas a suspender o uso do material. (Págs. 1 e Cotidiano, C7)

Editoriais
Leia “Palocci desconversa”, sobre as explicações do ministro em relação a seus negócios, e “Suspense peruano”, acerca da eleição no país vizinho. (Págs. 1 e Opinião, A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Consultoria ‘não atuou junto a órgãos públicos’, diz Palocci
Em entrevista à TV Globo, ministro nega irregularidades, mas diz que dados sobre clientes são sigilosos

O ministro Antonio Palocci (Casa Civil) defendeu-se ontem das suspeitas sobre a grande evolução de seu patrimônio por conta das atividades de sua consultoria. “Tudo está registrado”, disse Palocci em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, negando qualquer irregularidade. O ministro disse preferir manter os dados sobre o faturamento em sigilo porque “os números da empresa não dizem respeito ao interesse público”, mas afirmou que os órgãos de controle público receberam todas as informações solicitadas. Palocci reconheceu que o fato de ter sido ministro ajudou sua consultoria, mas disse que sua empresa “jamais faturou junto a órgãos públicos”. Ele disse que atuou nos setores da indústria, dos bancos e de “serviços em geral”. (Págs. 1, A4 e Nacional)


PMDB reclama de ‘monólogo’ do Planalto

Independentemente da tentativa do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) de se explicar, a base aliada cobra mudanças no relacionamento político com o governo. Para dirigentes do PMDB, nunca houve diálogo de verdade, só um “monólogo”. Os aliados reclamam que não conseguem nem prevenir o Planalto sobre riscos em votações no Congresso. (Págs. 1, A6 e Nacional)
A ‘agenda positiva’ de Dilma
Dilma Rousseff cumprimenta funcionários da Petrobrás durante cerimônia de inauguração da plataforma P-56, construída no Brasil, em evento que serviu à “agenda positiva” da presidente em meio à crise do caso Palocci; Dilma também anunciou a nova etapa do Minha Casa Minha Vida, e enalteceu o Brasil sem Miséria. (Págs. 1 e Nacional A7)

PIB trimestral cresce 1,3% mas consumo desacelera
O PIB cresceu 1,3% no primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior, ou 5,3% anualizados. O consumo das famílias, porém, cresceu 0,6% (2,4% anualizados), ante 2,3% no último trimestre de 2010. Foi o pior desempenho desde o quarto trimestre de 2008, em meio à crise global, mas sinaliza redução da pressão inflacionária. Já os investimentos tiveram expansão de 1,2% no primeiro trimestre – três vezes mais do que o resultado no trimestre final de 2010, de 0,4%. (Págs. 1 e Economia B1, B4, B8, B10, B11)

Análise
Armando Castelar Pinheiro

Sem surpresas
Os indicadores para o segundo trimestre sinalizam desaceleração já em abril. É provável que neste trimestre o PIB cresça mais devagar. (Págs. 1 e Economia B4)
Livro pago pelo MEC ensina que 10 – 7 = 4
O Ministério da Educação distribuiu no ano passado 200 mil exemplares de um livro didático com erros tão graves que uma comissão a serviço do MEC concluiu que não basta fazer uma errata, informam Marta Salomon e Denise Madueño. Em matemática, o livro diz que 10 menos 7 é igual a 4 e 16 menos 8 é igual a 6. O MEC pediu uma sindicância para apurar o caso. (Págs. 1 e Vida A26)
‘Vilão’ Chávez é invocado na reta final da campanha peruana
A guerra na reta final da equilibrada campanha presidencial peruana incluiu até acusação de ajuda financeira de Hugo Chávez ao candidato Ollanta Humala. (Págs. 1 e Internacional A18)
Notas & Informações
Um plano improvisado

O Brasil Sem Miséria parece uma colagem de iniciativas do governo Lula no campo social. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Aceleração do PIB força o aumento dos juros
Nos primeiros três meses do governo Dilma Rousseff, a economia brasileira cresceu em ritmo acelerado. Impulsionado pelos gastos públicos e pelos investimentos, o Produto Interno Bruto subiu 1,3%, o que significa um incremento anualizado de 5,3%. As medidas tomadas desde o início do ano para segurar a inflação foram suficientes apenas para frear o consumo das famílias. A demanda cresceu em ritmo bem menor do que o PIB, mas ainda assim subiu 0,6%. Com o crescimento da economia acima do esperado, é dado como certo que na próxima semana o Banco Central (BC) elevará mais uma vez a Selic, que deve chegar a 12,25% ao ano. (Págs. 1, 12 a 17)
Palocci fala, mas pressão continua
Ministro da Casa Civil dá entrevista à tevê sobre a atuação de sua empresa e sua evolução patrimonial. Até o PT acredita que a oposição vai cobrar mais explicações. (págs. 1 e 2)

Em outro programa, GDF manterá incentivos
Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter anulado o Pró-DF, que concedia benefícios tributários a empresas que se instalam no Distrito Federal, o governo local decidiu manter a segunda versão do programa, que prevê o mesmo financiamento de até 70% do ICMS. De acordo com tributaristas, empresas beneficiadas devem ressarcir os valores recebidos nos últimos cinco anos. (Págs. 1, 27 e 28)

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Estado de Minas

Manchete: Crescimento do país bate no teto
O Produto Interno Bruto (PIB) teve expansão de 1,3% no primeiro trimestre em relação ao anterior e de 4,2% sobre os três primeiros meses de 2010, mas já sente os efeitos da alta de juros e da contenção do crédito, medidas tomadas pelo governo para conter a inflação. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a tendência é de desaceleração. “Caminhamos para um crescimento mais moderado e sustentável no próximo trimestre”, projetou. A carga de impostos aumentou bem mais que a produção, com alta de 6,5% de janeiro a março sobre igual período do ano passado. (Págs. 1, 13 e 14 e Editorial 'PIB mais prudente', na 6)
Enriquecimento: Palocci volta a negar tráfico de influência
Na prometida entrevista para esclarecimentos, ministro não deu novas explicações sobre a evolução de seu patrimônio, nem sobre os clientes para as quais teria prestado consultoria. A expectativa é de que ele continue sob intensa pressão. (Págs. 1, 3 e 4)

Comércio exterior: Nova invasão holandesa a caminho
Holanda investe na ampliação de negócios com o Brasil, que se tornou seu mercado prioritário entre os Brics. De janeiro a maio os Países Baixos lideraram o investimento estrangeiro direto no país. (Págs. 1 e 15)

Superbactéria: Transmissão pode ocorrer de pessoa para pessoa
Doze países já registraram casos de pacientes infectados pelo micro-organismo que causou pelo menos 18 mortes. (Págs. 1 e 16)

Servidores: Hospitais universitários podem demitir 26 mil. (Págs. 1 e 24)

Fotolegenda: Filhos do Velho Chico
Batizar toda a família com o nome do rio foi a forma de gratidão encontrada por lavradores que dependem dele para o sustento. É o caso de seu Argemiro e de seus irmãos José Geraldo, Manoel, José, Josué, Valdomiro e Almir, todos com Francisco compondo o nome. “Temos de respeitar e agradecer ao rio, pois ele garante a sobrevivência de muita gente no Norte”, diz. (Págs. 1 e 20)

Pensar: Os impasses na questão climática e na preservação dos recursos naturais. (Pág. 1)

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Jornal do Commercio

Manchete: Palocci não responde principais perguntas
Ministro falou pela primeira vez sobre seus negócios de consultor, ontem na TV Globo, negou tráfico de influência, mas deixou questões sem respostas. Entrevista não deve estancar a crise. (Págs. 1, 3 e 6)
Proposta de 5% de aumento é mantida para os servidores. (Págs. 1)

Cursos que perderam vagas têm baixa aprovação na OAB. (Pág. 1)

Estado ainda tem um milhão de miseráveis. (Pág. 1)

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Zero Hora

Manchete: Palocci fala 19 dias depois
Ministro confirma que sua consultoria faturou R$ 20 milhões no ano passado e procura sustentar que os contratos foram lícitos e não envolveram verbas públicas. (Págs. 1, 4 e 5)


Fotolegenda: O ministro em seu gabinete, com foto de Dilma ao fundo, no início da noite de ontem, após conceder a entrevista.


Rosane de Oliveira: Explica, mas não convence. (Págs. 1 e 8)


Editorial: Esclarecimento pela metade. (Págs. 1, e 12)
Feliz: A receita da cidade mais alfabetizada do Brasil
Investimento e valorização dos professores colocam município do Vale do Caí no topo do ranking do IBGE. (Págs. 1 e 28)

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta sexta-feira

O Globo

Manchete: já sem apoio do PT, Palocci promete explicação pública
Dirigentes do partido pedem saída do ministro e articulam substituição

Reunida ontem, a Executiva Nacional do PT não deu qualquer declaração de apoio ao ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e decidiu esperar uma explicação pública dele sobre o aumento de seu patrimônio quando era deputado federal e coordenador da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Dirigentes chegaram a anunciar que o PT divulgaria resolução deixando claro que a crise que envolvia Palocci é uma questão do governo, e não do partido. Mas o Palácio do Planalto interveio, evitando o documento. A operação do Planalto não conseguiu impedir, porém, que quatro dirigentes do PT defendessem a saída imediata do ministro. O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, admitiu que a situação é delicada e eu Dilma pediu explicações ao ministro, o que pode ocorrer hoje. Reservadamente, petistas já falam em nomes para substituir Palocci. (Págs. 1, 3 e 4)
PMDB exibe Lula, não Dilma
Em meio à primeira grande crise política do governo Dilma Rousseff, o programa do PMDB na TV, exibido ontem à noite, teve o ex-presidente Lula como estrela. Segundo o partido, ele aceitou gravar uma participação, mas Dilma teria recusado o convite, alegando empecilhos jurídicos. (Págs. 1 e 9)
Mais um morto, de novo em Eldorado do Carajás
O agricultor Marcos Gomes da Silva foi executado a tiros numa emboscada, ontem, em Eldorado do Carajás, palco do massacre de 19 sem-terra no Sudeste do Pará, em 1996. Marcos é a quinta vítima da onda de assassinatos no campo. Apesar de a polícia descartar ligação com a questão agrária, a Pastoral da Terra diz que é cedo para conclusões. O governo decidiu usar as Forças Armadas nas áreas de conflito. (Págs. 1, 12 e 13)
Na Serra, parece que foi ontem
Pouco mudou na região afetada pela tragédia de janeiro

Cinco meses após a tragédia que deixou 916 mortos na Região Serrana, o tempo não passou. O Globo revisitou as regiões mais atingidas e encontrou os mesmos cenários de destruição, ainda com pedras, escombros e carros retorcidos, além de moradores vivendo em casas soterradas até a metade. Muitos dizem não ter recebido qualquer ajuda do poder pública. (Págs. 1, 17 e 18)
Belo Monte: técnicos deram alerta ao Ibama
Onze das 40 exigências do Ibama para conceder a licença de Belo Monte não foram cumpridas, alertaram técnicos do órgão. Anteontem, a direção do Ibama deu sinal verde à usina. (Págs. 1, 29 e 30)
‘NYT’ tem pela 1ª vez mulher no comando
Jil Abramson, de 57 anos, será a nova chefe do “Nyw York Times”, no lugar de Bill Keller, de 62 anos. Ela terá a missão de fazer o jornal avançar num mundo em que crescem a internet e as redes sociais. (Págs. 1 e 34)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Não sou refém, diz Dilma; Palocci promete respostas
‘Desafios não me imobilizam’, afirma presidente, em discurso em meio à crise

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, em meio à crise em torno do ministro da Casa Civil Antonio Palocci, que ela não vai ser
“refém” de dificuldades.

No lançamento do programa Brasil sem Miséria, que prevê R$ 20 bilhões anuais para beneficiar 16,2 milhões de pessoas até 2014, ela disse: “Os desafios não me imobilizam, os desafios não me tornam refém”.

Questionado se a situação de Palocci é “delicada”, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, respondeu: “Mas continua firme”.

Sob a ameaça de ser abandonado pelo PT e pressionado por Dilma e pelo ex-presidente Lula a dar satisfações sobre a evolução de seu patrimônio – revelada pela Folha -, Palocci se comprometeu a falar publicamente sobre as atividades da sua empresa de consultoria, a Projeto. (Págs. 1 e Poder)
Anatel abre mercado de TV a cabo a teles
O conselho diretor da Anatel aprovou a abertura do mercado de TV a cabo para operadoras de telefonia, eu poderão vender o serviço sem ter de passar por licitação. A nova regra vai ficar em consulta pública por 40 dias e poderá vigorar a partir de outubro.

Na mesma reunião, o órgão decidiu limitar a publicidade nos canais pagos a 15 minutos por hora, o mesmo tempo da TV aberta.

A Anatel também passará a monitorar o cumprimento dos níveis de conteúdo nacional nos canais de programação livre. (Págs. 1, A13 e Poder)
Na TV, PMDB exalta Lula e só cita a presidente
Em propaganda partidária transmitida ontem à noite em rede de rádio e TV, o PMDB exaltou o ex-presidente Lula e apenas citou a presidente Dilma Rousseff, sem mostrar sua imagem.

Lula agradeceu aos peemedebistas pelo apoio dado ao seu governo. (Págs. 1, A7 e Poder)
Bactéria que mata europeus é uma mutação ‘supertóxica’
A Organização Mundial da Saúde informou que o surto infeccioso que já matou 19 pessoas e fez quase 2.000 doentes na Europa está sendo provocado por variedade inédita e “supertóxica” da bactéria E.coli.

Foi detectada mutação de duas formas distintas da bactéria, com genes letais e resistentes a antibióticos. O Reino Unido confirmou sete infectados. (Págs. 1, A14 e Mundo)
Greve prejudica 2,4 milhões de pessoas em SP
Greve na CPTM deixou 2,4 milhões de pessoas sem condução ontem. A paralisação foi suspensa e, no metrô, também foi descartada.

Usuários na região do ABC continuam sem ônibus intermunicipais. Assembléia hoje vai decidir se a greve continua. (Págs. 1, C4 e Cotidiano)

Foto legenda: Sem a alternativa dos trens metropolitanos, multidão forma fila na estação Corinthians-Itaquera, na zona leste de SP (Págs. 1)

Foto legenda: ligação de CPTM e metrô em Pinheiros, vazia dada a greve. (Pág. 1)
Governo russo barra carnes de PR e MT
A Rússia vetou as carnes do PR, do RS e de MT, afetando grandes frigoríficos, como JBS e Brasil Foods. Em 2010, 15% dos embarques do setor foram para o país.

O governo avaliou o caso com “estranheza”. A Rússia apontou questões sanitárias para a decisão. (Págs. 1, B1 e Mercado)
Cotidiano: STF revê sentença definitiva em ação sobre paternidade (Págs. 1 e C7)

Editoriais
Leia “Aeroportos liberados”, sobre plano federal de privatização em Guarulhos Viracopos e Brasília, e “Males do Celular”, acerca de pesquisa da OMS. (Págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dilma pressiona e Palocci planeja dar explicações
Ministro estuda ir à TV se pronunciar sobre o crescimento de seu patrimônio; petistas lavam as mãos

Pressionado pela presidente Dilma Rousseff a dar explicações sobre o crescimento de seu patrimônio, e sem o apoio do PT, o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) tentará hoje contornar a crise com uma manifestação pública – a ideia era que ele falasse ao Jornal Nacional, da TV Globo. A situação é considerada grave tanto pelo Planalto como por petistas, e sua sobrevivência no cargo depende dos esclarecimentos. A Executiva Nacional do PT lavou as mãos em relação a Palocci. “Nós não entramos no mérito dessa questão”, afirmou o presidente do PT, Rui Falcão. “O assunto Palocci é do governo, não do PT”, afirmou o secretário de Comunicação do partido, deputado André Vargas (PR). O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) admitiu que a crise é delicada. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), deverá anular a votação da convocação do ministro. Os partidos de oposição se preparam para recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal. (Págs. 1 e Nacional A6 e A7)


Colunista
Dora Kramer
Origens da crise

Avaliação de aliados de peso: se Dilma não revisar seus métodos e se o PT não resolver suas disputas internas, o projeto de poder idealizado por Lula pode não ter vida longa. (Págs. 1 e Nacional A6)
Mais um agricultor é assassinado no Pará
O agricultor Marcos Gomes da Silva, 33 anos, foi morto a tiros, diante da mulher e de outras testemunhas, por dois homens encapuzados em Eldorado dos Carajás (PA). Silva teve a orelha decepada após o crime, da mesma forma que o líder extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva, morto há duas semanas com a mulher, Maria do Espírito Santo. A polícia informou que Gomes da Silva não era líder local e suspeita que o crime tenha sido cometido para dificultar a investigação do anterior. (Págs. 1 e Nacional A4)

Brasil sem Miséria
O governo lançou o plano para 16,2 milhões de pessoas que vivem na miséria. Ministros tiveram dificuldade para explicar vários pontos. (Págs. 1 e Nacional A8)

Prova da Fuvest será mais difícil e concorrida
O Conselho de Graduação da USP aprovou modificações que tornarão mais difícil o exame da Fuvest. Entre as mudanças, ficou decidido que a nota da primeira fase valerá na nota final, a nota mínima de corte subirá de 22 para 27 pontos e serão aprovados para a segunda fase de dois a três candidatos por vaga e não mais três, como hoje. (Págs. 1 e Vida A18)

Anatel abre mercado de TV a cabo para as teles. (Págs. 1 e Economia B14)

Câmara de SP pode abrir processo contra Netinho. (Págs. 1 e Cidades C4)

Fotolegenda: Greve de trens tumultua
Passageiros na estação Itaquera do Metrô, cujo movimento cresceu em razão da greve dos ferroviários da CPTM; a categoria decidiu suspender a paralisação, depois de afetar 100% da malha e 2,5 milhões de usuários. (Págs. 1 e Cidades C1)

Notas & Informações
Situação-Limite

Em todos os lados, as reservas de boa vontade com Antonio Palocci parecem esgotadas. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Fim do incentivo fiscal ameaça economia do DF
O cancelamento do programa do GDF que financiava 70% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para empresas que se instalassem no Distrito Federal, decidido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira terá forte impacto no setor produtivo local. Mais de 4 mil empresários foram beneficiados, e o fim do incentivo pode provocar um êxodo para outros estados, como Goiás. Além disso, as empresas temem ter que ressarcir os cofres públicos pelo imposto não recolhido ao longo dos anos – o STF não definiu se a medida terá impacto retroativo. A decisão da Corte também deve fortalecer as mais de 600 ações judiciais em que o Ministério Público requer a devolução dos valores ao Fisco. (Págs. 1 e 27)
Fotolegenda: Brasil, da miséria à gorjeta ostensiva
Promessa de campanha de Dilma Rousseff, o programa de erradicação da pobreza extrema foi lançado ontem para atingir 16,2 milhões de pessoas. Gente como Francinete, Maria e Luzineide, que moram em uma invasão na UnB e vivem com menos de R$ 70 por mês. Valor que não faz falta para o deputado Tiririca (PR-SP), dono de um salário de R$ 26 mil e que premia o barbeiro da Câmara com R$ 75. (Págs. 1, 2, 3 e 20)

Fotolegenda: Revolta no ponto de ônibus
Não bastassem os ônibus velhos e a tarifa altíssima, quem depende do transporte coletivo no DF convive há uma semana com o caos provocado por paralisações relâmpago de motoristas e cobradores. No fim da tarde de ontem, revoltados com o locaute que deixou sem transporte moradores de Sobradinho e Planaltina, centenas de passageiros protestaram com barricadas que impediram o trânsito na Rodoviária e na Asa Norte. Em todo o país, uma onda de greves já preocupa o governo federal. (Págs. 1, 13 e 30)
Começa a faltar carro importado nas revendas (Págs. 1 e 15)

Mortes no campo: Depois da execução, o Exército
Governo decide colocar as Forças Armadas à disposição dos estados onde ocorrem conflitos agrários. Ontem, outro trabalhador foi assassinado. (Págs. 1 e 11)

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Valor Econômico

Manchete: Emprego reforça tendência de novos apertos nos juros
O desaquecimento da economia estampado nas estatísticas sobre a produção industrial de abril e a queda da inflação em maio não devem alterar a determinação do Banco Central de promover mais um aumento da taxa básica de juros na reunião do Copom de quarta-feira. Há unanimidade no mercado a respeito disso. Todos os 33 economistas consultados ontem pelo Valor já trabalham com Selic de 12,25% em junho, prevendo, portanto, aumento de 0,25 ponto percentual.

Em Brasília, os sinais vindos da autoridade monetária também indicam que o Copom não se deixará influenciar pelos dados sobre a queda da produção e da inflação. O Banco Central considera que precisa ainda dobrar as expectativas dos agentes econômicos em relação à inflação de 2012, prevista em 5,1%, acima dos 4,5% do centro da meta.(Págs. 1, A2 e C1)
Três fundos compram 47% da Unidas
Três fundos de investimento em participações em empresas, das gestoras Gávea, Vinci e Kinea, fecharam ontem a compra de 47% da locadora de veículos Unidas, que estava em dificuldades financeiras desde a crise de 2008. Cada um dos fundos aportará R$ 100 milhões, totalizando investimento de R$ 300 milhões em aumento de capital. O grupo português SAG manterá parcela majoritária na empresa. Os fundos querem fazer da Unidas uma consolidadora nesse mercado que ainda é muito pulverizado no país. A empresa ocupa a segunda posição, atrás da Localiza. (Págs. 1 e B4)
Embargo a carne é retaliação russa
O embargo da Rússia à carne produzida por 85 frigoríficos brasileiros em três Estados é uma resposta de Moscou ao corpo mole do governo brasileiro em defesa da entrada do parceiro na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Fontes do governo informam que autoridades russas, sobretudo o primeiro-ministro Vladimir Putin, já tinham "deixado clara" ao vice-presidente, Michel Temer, no encontro dos dois em maio, a disposição de retaliação de Moscou às dificuldades impostas pelo Brasil nas negociações para a OMC. A reação desmedida dos russos deve provocar uma ofensiva diplomática brasileira. A Rússia é o maior comprador de carne bovina e suína do país. (Págs. 1 e B12)
Greve torna incerto futuro da Volks no PR
Uma greve que já dura um mês torna incerto o futuro da fábrica da Volkswagen no Paraná. Das 16 unidades da indústria automobilística no país, ela foi é a única a ficar de fora dos vultosos programas de investimentos do setor. Os motivos para isso não foram revelados.

Poucas vezes a indústria automotiva mostrou-se incapaz de reverter um movimento grevista em épocas de mercado aquecido. A direção da montadora queixa-se de intransigência do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e região, em disputa sobre o valor da participação nos resultados. A fábrica enfrenta problemas desde 1999, quando foi inaugurada para abrigar a produção do Audi A3, depois interrompida, e do Golf, que usavam a mesma plataforma. Hoje, ela também produz a linha Fox. (Págs. 1 e B9)

Petra aposta no gás de Minas Gerais
Empresa novata surgida no rastro da busca por petróleo brasileiro em terra, a Petra Energia prepara para julho o início da exploração na bacia do rio São Francisco, em Minas Gerais, com a aposta firme de obter gás. Controlada pelo empresário pernambucano Roberto Viana, com participação de 9% do BTG Pactual, a Petra tem a concessão para explorar 24 blocos no Estado. Ela é dona da maior área de exploração em bacias terrestres do país e, em Minas, tem área maior que todas as concorrentes. O Estado também é o único local onde a empresa não abriu espaço para sócios. A Petra prevê investimentos de R$ 970 milhões até 2013. (Págs. 1 e B9)

Novas tecnologias e internet revolucionam o mundo da TV
Embalada pelo aumento do número de conexões em banda larga no país, a venda de televisores com acesso à internet deslanchou. Em 2009, quando os primeiros modelos chegaram, elas foram de apenas 5,8 mil aparelhos. Em 2010, somaram 403 mil unidades, ou 7,3% do mercado, segundo a consultoria GfK. Para 2011, a expectativa é de 1,6 milhão, estima Rafael Cintra, gerente sênior da área de TVs da Samsung. O preço caiu acentuadamente.

Assistir a um filme, ao episódio de uma série ou mesmo eventos ao vivo já não exige mais o ritual de sentar-se à frente da TV em horário predeterminado. Basta entrar em um site e baixar um aplicativo no smartphone ou tablet para ter acesso a programas a qualquer hora. (Págs. 1 e B3)
Altamira já vive explosão inflacionária
A explosão inflacionária na região de Altamira, como efeito colateral da construção da usina de Belo Monte, pode ser medida pela valorização dos imóveis. O aluguel de um apartamento próximo ao centro da cidade está já próximo ao de imóveis em Brasília, Rio ou São Paulo. Uma quitinete chega a custar até R$ 2,7 mil por mês.

O aumento de preços dificulta os planos do consórcio Norte Energia antes do início da obra. O projeto prevê a construção de 3 mil casas que seriam espalhadas para evitar a formação de vilas isoladas. A escalada imobiliária, porém, tem feito com que a empresa procure alternativas mais afastadas. (Págs. 1 e B1)
Aviação emergente
O Brasil e a Índia foram os mercados que registraram o maior crescimento de passageiros nos vôos domésticos em abril. A alta foi de 23,8% no Brasil e 25,6% na Índia, ante média mundial de 4,7%. (Págs. 1 e B4)

Resistência à compra on-line
Pesquisa divulgada pelo Ipea mostra que somente 19% dos internautas brasileiros usam a rede de computadores para comprar produtos e serviços. O hábito é maior entre as classes mais altas. (Págs. 1 e B4)
CSA tenta deixar poeira para trás
A CSA vai investir R$ 100 milhões em um novo sistema de despoeiramento para solucionar todas as pendências ambientais da siderúrgica fluminense até o primeiro trimestre de 2012, diz Hans Fischer, presidente da Thyssen-Krupp Steel Américas. (Págs. 1 e B8)
Cargill une-se à Usina S. João
Cargill e o Grupo USJ anunciaram a criação de uma joint venture no segmento de açúcar, etanol e bioeletricidade. O negócio, de valor não divulgado, inclui duas usinas da USJ em Goiás, uma delas em construção no município de Cachoeira Dourada. (Págs. 1 e B12)

Alento na bolsa
Após três meses de vendas superiores às compras, o investidor externo voltou com força à bolsa brasileira, deixando um saldo líquido de R$ 2,9 bilhões em maio, resultado mais alto desde setembro. (Págs. 1 e D1)
Brasileiro busca imóvel em Miami
Após se transformar em símbolo dos excessos da bolha imobiliária, o centro de Miami começa a renascer das cinzas com a ajuda de compradores latino-americanos, principalmente brasileiros. (Págs. 1 e D3)
Encontro de contas em precatórios
Começa a se tornar mais comum na Justiça o desconto de dívidas tributárias no pagamento de precatórios contra a União. Essa possibilidade, pouco utilizada até recentemente, está prevista desde 2009, na Emenda Constitucional nº 62. (Págs. 1 e E1)

Idéias
Maria Cristina Fernandes

A privatização dos aeroportos cumpre o papel de dissipar a ideia de que as convicções da presidente carecem de tutela. (Págs. 1 e A6)

Ideias
Armando Castelar Pinheiro

Para o bem e para o mal, desde a crise nossa política monetária é
parcialmente decidida em Washington. (Págs. 1 e A11)
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Estado de Minas

Manchete: O Ministério da Fazenda adverte: Beber faz bem à inflação
A cervejinha com tira-gosto nos botecos de BH está engordando o dragão. Segundo a Fundação Getulio Vargas, a alta de preço nos bares da capital em maio foi de 1,44%.

Quase o triplo da inflação do país, de 0,51%. Em 12 meses, o botequim ficou 14% mais caro. Conhecida pelo grande número de estabelecimentos. Belo Horizonte registrou Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 1,04% na última semana do mês passado, o mais alto do Brasil. (Págs. 1 e 16)
MEC fecha vagas em cursos de direito
Medida corta quase 11 mil cadeiras em 136 faculdades no país, 20 delas em Minas

No estado a redução de vagas será de 1.314. A medida cautelar é válida a partir do próximo processo seletivo para cursos com notas baixas em indicador de qualidade. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aprovou a determinação.

A avaliação do Ministério da Educação é de que os cursos que estão sofrendo a punição não têm estrutura para atender ao número de alunos autorizado até agora. Mas os estudantes já matriculados não sofrerão qualquer prejuízo. (Págs. 1, 25 e 26)
Plano prioriza 16,2 milhões de miseráveis
Presidente Dilma Rousseff reúne ministros e governadores para defender ações contra pobreza na agenda do Executivo. Programa tem três eixos: transferência de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos. (Págs. 1 e 3)
Sob pressão Palocci dará explicação pública sobre patrimônio (Págs. 1 e 4)

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Jornal do Commercio

Manchete: Caixa para de financiar imóveis em Pernambuco (Págs. 1)

Dilma abre guerra contra miséria(Pág. 1)

Greve provoca suspensão de cirurgias eletivas (Pág. 1)

MEC fecha 580 vagas de direito no Estado por mau desempenho (Pág. 1)

Outro líder rural é assassinado na Região Norte do País (Pág. 1)

Pressionado pela presidente, Palocci vai se pronunciar (Pág 1)

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Zero Hora

Manchete: Falta de investimento vai reprisar inverno de emergências lotadas
Levantamento de ZH mostra que pouco mudou na estrutura de atendimento desde a estação do frio passada e pacientes já sofrem nos corredores. (Págs. 1, 4 e 5)

Embargo russo: Frigoríficos do RS terão perda mensal de R$ 72 milhões
Barreira comercial a partir do dia 15 vai prejudicar 35 estabelecimentos em 25 cidades. (Págs. 1 e 18)
Em cartaz: A controvérsia da maconha chega às telas
ZH assistiu ao filme conduzido por FH que propõe a liberação da droga. (Págs. 1 e 32)
Na defesa: Pressionado, Palocci vai à TV se explicar (Págs. 1 e 12)

IBGE: A população nos 496 municípios do Estado (Págs. 1 e 37)

Assembléia: O depoimento de um símbolo do descontrole (Págs. 1 e 8)

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Brasil Econômico

Manchete: Estados Unidos podem disparar segunda fase da crise financeira
Nível de endividamento, pressão política e fim de programa de liquidez ameaçam economia e bancos voltam à berlinda.

O término do programa de liquidez promovido pelo Federal Reserve (banco central americano) neste mês e a proximidade do prazo para que o Tesouro consiga convencer os congressistas a aumentar o limite de endividamento do país, de US$ 14,3 trilhões, colocam pressão sobre a economia dos EUA. A nota de risco soberano está sob revisão, o que significa que o BCs como o brasileiro não poderão manter títulos americanos nas reservas em caso de rebaixamento. (Págs. 1 e 30)


EUA não preenchem sustentação de bom devedor, diz Paulo Rabello de Castro (Págs. 1 e 2)

Argentina e Brasil fecham acordo para agilizar licenças
A ministra argentina Débora Giorgi e o brasileiro Fernando Pimentel negaram uma guerra comercial e informaram que o BNDES poderá financiar caminhões argentinos exportados ao Brasil. (Págs. 1 e 36)
Rússia ameaça com embargo 85 frigoríficos brasileiros
Todas as fábricas de MT, PR e RS serão impedidas de exportar a partir do dia 15, incluindo 17 da Brasil Foods, nove do Marfrig e cinco do JBS. A medida radical foi vista como ultimato para o governo responder às demandas sanitárias de Moscou. (Págs. 1 e 22)
Economia aquecida faz salário subir acima da produtividade (Págs. 1 e 10)

Lupatech se reestrutura para reduzir dívida de R$ 165 milhões (Págs. 1 e 18)

Centro-direita deve vencer eleições em Portugal neste domingo (Págs. 1 e 4)

LG lança tablet Optimus Tab em três meses e prepara fábrica de Taubaté para competir com Apple, Samsung e Motorola (Págs. 1 e 26)

Avianca contrata Tarcísio Gargioni, ex-executivo da Gol, para assumir vice-presidência comercial da companhia (Págs. 1 e 24)

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta quinta-feira

O Globo

Manchete: Governo joga duro para tentar anular convocação de Palocci
Chamado para ministro se explicar foi aprovado em votação polêmica

A oposição conseguiu aprovar ontem, em polêmica votação na Comissão de Agricultura da Câmara, a convocação do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) para explicar o aumento de seu patrimônio. Os governistas, que cochilaram na reunião da comissão, reagiram imediatamente e recorreram ao plenário, que tem o poder de derrubar a convocação. Diante de intensa batalha, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT), decidiu suspender a convocação até a próxima terça-feira, quando anunciará se mantém ou revoga a decisão da Comissão de Agricultura após ver a fita da sessão. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, chamou a manobra da oposição de golpe e disse que a convocação não será mantida. Ontem, a presidente Dilma Rousseff recebeu para almoço os senadores do PMDB, mas não tocou na crise que envolve seu chefe da Casa Civil. Palocci não participou da reunião do PMDB, mas foi a um encontro do Conselho Político do governo, onde pediu ajuda a aliados. (Págs. 1, 3, 4 e 9)
Fotolegenda: O candidato mais fraco
O ministro Mantega, ao fundo, conduz o mexicano Agustín Carstens, que disputa com a francesa Christine Lagarde a chefia do FMI. Ela é a candidata mais forte. (Págs. 1 e 26)

Ibama dá o sinal verde a Belo Monte
Licença é comemorada pelo governo, mas Ministério Público Federal promete nova ação

Após considerar cumpridas ou parcialmente cumpridas as 40 condicionantes impostas ao consórcio Energia, o Ibama concedeu a licença de instalação do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte. O ato foi comemorado pelo governo, que aproveitou para lançar um programa de desenvolvimento sustentável para a região do Xingu. O Ibama fez outras 23 exigências para as próximas etapas do projeto. O procurador do Ministério Público Federal do Pará Felício Pontes Junior diz que deve entrar com a 13ª ação contra o empreendimento. (Págs. 1, 21 e 22 e Míriam Leitão)
Brasil já admite recuo nuclear
O ministro de Minas e energia, Edison Lobão, disse ontem que o governo está reavaliando a política de expansão do programa nuclear do país até 2030. Com isso, não há mais garantias de que as quatro novas usinas anunciadas sairão do papel. Apesar da declaração, nos bastidores, o governo considera remota uma revisão dos planos. Vários países recuaram em sua política de energia nuclear após o acidente em Fukushima, no Japão. (Págs. 1 e 23)

Bancos não passam em teste de tarifas
Teste feito pelo GLOBO mostra que, no primeiro dia das novas regras para cartões de crédito, os bancos deram informações erradas aos clientes. O número máximo de tarifas cai de 80 para cinco. (Págs. 1 e 25)

Galeão volta à lista dos privatizáveis
Depois de Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Brasília, o governo volta a admitir privatizar os aeroportos de Galeão e Confins (Belo Horizonte), nos mesmos moldes: 51% para o setor privado. (págs. 1 e 27)

Supremo anula leis estaduais que incentivam guerra fiscal. (Págs. 1 e 26)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Acuado na Câmara, Palocci é cobrado por Dilma e Lula
Comissão convoca ministro para explicar patrimônio; líderes do PT dizem que defesa agora só cabe a ele

A oposição aprovou, na Comissão de Agricultura da Câmara, a convocação do ministro Antonio Palocci para que ele explique o aumento de seu patrimônio.

A medida passou sem que os governistas se mobilizassem em defesa de Palocci. Apenas houve reação quando o presidente da Câmara, Maço Maia (PT-RS), suspendeu a convocação até terça-feira. Maia afirmou, porém, que o chefe da Casa Civil “tem que se explicar”.

A presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Lula, disseram a Palocci que cabe a ele se defender o mais rapidamente possível para encerrar a crise, informam Valdo Cruz e Natuza Nery.

Até então presente às principais reuniões políticas do governo, o ministro da Casa Civil não foi ao encontro de Dilma com senadores do PMDB. (Págs. 1, A4 e Poder)
‘Agenda positiva’ inclui programa antimiséria
O governo usa hoje o lançamento do Brasil sem Miséria, plano de erradicação da pobreza extrema, como parte da tentativa de apresentar uma “agenda positiva” num momento de crise no Congresso e enfraquecimento de Antonio Palocci.

O programa visará transferência de renda, microcrédito e acesso à água. Amanhã, a presidente Dilma inaugura plataforma de petróleo no Rio. A concessão de aeroportos e a licença de Belo Monte também fizeram parte da agenda. (Págs. 1, A6 e Poder)
Sem exigências, Ibama libera obra de Belo Monte
O Ibama concedeu a licença para a construção da usina de Belo Monte, no Pará, mesmo sem o cumprimento pleno das 40 exigências do órgão ao consórcio Norte Energia, responsável pela obra. (Págs. 1, B1 e Mercado)
Greve de trens da CPTM e de ônibus no ABC são mantidas (Págs. 1 e C4)

BC decide que nota com tinta antifurto não tem mais valor
Para dificultar a circulação de notas roubadas de caixas eletrônicos, o Banco Central decidiu que, desde ontem, cédulas marcadas com tinta pelos dispositivos antifurto não podem mais ser trocadas nos bancos.

Quem sacar no caixa eletrônico uma cédula marcada deve retirar extrato imediatamente para comprovar a operação e procurar uma agência. (Págs. 1, C1 e C3)
Blatter se reelege para mais 4 anos na chefia da Fifa
Presidente da Fifa há 13 anos, Joseph Blatter foi reeleito ontem para mais um mandato e ficará no cargo até 2015. Candidato único, ele obteve 186 votos dos 203 possíveis. (Págs. 1 e A2)
Infecção que atinge Europa chega aos EUA
O surto infeccioso causado por uma variedade da bactéria E.coli, que já matou 17 pessoas na Europa, chegou aos Estados Unidos. Dois americanos que estiveram na região norte da Alemanha foram infectados.

Foi afastada a suspeita de que o surto viesse de pepinos da Espanha. (Págs. 1 e A10)
Honduras volta à OEA dois anos depois do golpe (Págs. 1 e A11)

Editoriais
Leia “O segredo de Palocci”, que analisa a situação do governo diante da crise que envolve o ministro, e “Desaceleração à frente”, sobre a economia. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: PT contraria Lula e começa a brigar pela vaga de Palocci
Na Câmara, a oposição aprovou a convocação do ministro para depor sobre sua evolução patrimonial

Na contramão da estratégia do ex-presidente Lula, o PT não só quer a saída do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) como também já discute sua sucessão. O argumento é o de que a manutenção de Palocci, que enfrenta suspeitas sobre seu enriquecimento desgasta o governo de Dilma Rousseff, e o custo de sua preservação aumentará a crise política. A fragilidade do ministro alimenta disputa do PT pela Casa Civil, ignorando apelos de Lula para que preservassem Palocci. Dois ministros são citados para o posto: Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Paulo Bernardo (Comunicações). A oposição conseguiu aprovar a convocação de Palocci para dar explicações na Câmara, mas o presidente da Casa, Marco Maia (PT), suspendeu a decisão e só dará a palavra final na próxima terça-feira. (Págs. 1 e Nacional A4)
Brasil sem Miséria pagará R$ 2.400 a famílias rurais
O programa Brasil sem Miséria, que a presidente Dilma Rousseff apresenta hoje, quer incluir 800 mil famílias no Programa Bolsa Família, até dezembro de 2013. Também vai criar a Bolsa Verde, que pagará R$ 2.400 por família, em quatro parcelas de R$ 600, para tornar produtiva a terra onde já vivem. O anúncio oficial do programa será feito em solenidade especial, com 800 convidados, em meio à crise gerada pelo caso Palocci. (Págs. 1 e Nacional A8)
Ibama dá sinal verde para Belo Monte
O Ibama deu ontem sinal verde para início efetivo da construção da hidrelétrica de Belo Monte(PA). Na avaliação da equipe de licenciamento do órgão, a Norte Energia, responsável pela obra, cumpriu todas as obrigações ambientais. O Ibama se disse seguro da decisão e afirmou estar preparado para eventuais contestações judiciais. (Págs. 1 e Economia B3 a B5)
STF derruba benefício fiscal de Estados (Págs. 1 e Economia B7 )

Cédula manchada com tinta não terá valor (Págs. 1 e Cidades C1)

MEC corta 11 mil vagas em cursos de direito(Págs. 1 e Vida A16)

Comissão da Câmara aprova ‘lei da mordaça’ (Págs. 1 e Nacional A10)

Fotolegenda: Fifa culpa CBF por pressão contra SP
Joseph Blatter no congresso em que foi eleito para seu quarto mandato à frente da Fifa, em meio a escândalos de corrupção; dirigentes da entidade relataram a Jamil Chade que a pressão contra São Paulo na Copa não vem da Fifa, e sim da CBF, cujo presidente, Ricardo Teixeira, tem relação conflituosa com os tucanos que governam o Estado. Para a Fifa, Teixeira quer concentrar as atividades da Copa no Rio. (Págs. 1, E1 e E4)
Eugênio Bucci
A direita, o facão e o papagaio

Uma aura folclórica, translúcida e radioativa, faz reluzir esse novo histrionismo de intolerância direitista que vem ganhando espaço no Brasil. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Fernando Reinach
Proposta para a educação

Talvez seja hora de pensar num processo de educação que tenha como objetivo não copiar a informação para o cérebro, mas capacitar as pessoas. (Págs. 1 e Vida A18)

Notas & Informações
Desoneração e reforma

A desoneração da folha de pagamentos é vista no Ministério da Previdência como bomba-relógio. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Congresso quer o mesmo salário do STF
Proposta de Emenda constitucional aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara pretende equiparar definitivamente os vencimentos de deputados, de senadores e do Executivo aos do Supremo Tribunal Federal (STF). Na prática, os parlamentares, assim como o presidente da república, receberiam os mesmos aumentos dos magistrados. A medida evitaria o desgaste político da votação de projetos para a concessão dos reajustes. O ministro do STF ganham hoje R$ 723, mas reivindicam a elevação desse valor para R$ 30.675. (Págs. 1 e 2)
Câmara: Maia sai em defesa de Palocci
O presidente da Casa quer investigar se houve “golpe contra o regimento” na convocação do ministro pela oposição. O depoimento sobre as denúncias de evolução patrimonial está suspenso até terça-feira. (Págs. 1 e 6)
Um afago no PMDB
Com ajuda do vice, Michel Temer, Dilma Rousseff prometeu aos senadores mudanças na articulação política. Meta é reduzir a influência da Casa Civil. (Págs. 1 e 6)
Tributos: Guerra fiscal cai na Justiça
STF revoga 23 leis que concediam isenções fiscais para atrair empresas no distrito Federal e em seis estados. A legislação do DF garantia a devolução, em forma de empréstimo, de até 70% do ICMS devido. (Págs. 1 e 15)
De olho na cor do dinheiro
Para combater furtos em caixas eletrônicos, como o ocorrido ontem em Valparaíso, BC decide que cédulas manchadas serão consideradas falsas. (Págs. 1, 18 e 34)
Dor de cabeça nos aeroportos
Vôos desviados de Guarulhos (SP), fechado devido à neblina, provocam caos em Brasília e em outros terminais. (Págs. 1, 12 e 13)
Não é miragem: Gasolina a R$ 2,46
Após superar a barreira dos R$ 3, preço do litro despenca. Mas só na Asa Norte. Na Sul, o valor chega a R$ 2,79. (Págs. 1 e 39)
Reação ao projeto gay
Lideradas por grupos religiosos, 20 mil pessoas protestaram contra a proposta que criminaliza a homofobia. (Págs. 1 e 7)
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Valor Econômico

Manchete: Economia mundial desacelera
A economia mundial está claramente em desaceleração e o ritmo é mais rápido do que se esperava. O nível de atividade já é o menor desde setembro, num movimento que atinge Estados Unidos, Europa, China, Índia, Coreia do Sul e muitos emergentes, inclusive o Brasil. O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês), que mede a atividade de milhares de fábricas em todo o mundo, divulgado ontem, mostra que essa tendência é quase global, segundo Chris Williamson, economista-chefe da consultoria britânica Markit, que elabora o índice.

A ruptura de fornecimento de peças pelo Japão à industria automobilística e ao setor eletrônico, após o terremoto de março, afetou a produção global mais do que se previa. Outro fator foi a alta das commodities, que tirou poder de consumo das famílias.(Págs. 1, A12 e C2)
Inflação ajuda a conter ritmo da indústria
A inflação fez o seu conhecido trabalho, corroendo o poder aquisitivo dos assalariados, e sua colaboração está registrada na queda da produção industrial de abril, de 2,1%, a maior desde dezembro de 2008. Alguns setores de consumo de massa domésticos desaceleram sob o peso da redução da demanda causada pelos aumentos de preços. A forte disparada dos alimentos ultrapassou até os mais generosos reajustes salariais concedidos em 2010 e atingiu em cheio as classes C e D, que impulsionaram o crescimento de 7,5% do Produto Interno Bruto em 2010. A indústria de alimentos recuou 8,2% em abril em relação a abril de 2010 e a de bens intermediários para a produção de alimentos, 19,4%. (Págs. 1 e A2)
Fotolegenda: A última enchente
Benedito Barbosa da Trindade, de 63 anos, é uma das 15 mil pessoas que vivem em palafitas no igarapé Altamira e que serão removidas com a construção da usina de Belo Monte, que ontem obteve do Ibama a licença de instalação. "A vida aqui é difícil, mas você se acostuma. Por mim, eu não saia". (Págs. 1 e B11)
Governo usa verbas e cargos para debelar crise política
A presidente Dilma Rousseff decidiu abrir o cofre, liberar o preenchimento do segundo escalão e mudar a relação com o Congresso na tentativa de debelar a crise política que ontem foi ampliada pela aprovação do requerimento de convocação do ministro Antonio Palocci, suspenso depois pela mesa diretora da Câmara.

Dilma pretende redefinir o papel de Palocci e fortalecer o ministro Luiz Sérgio Oliveira na coordenação política. Ele recebeu de Palocci um mapa com mais de cem cargos cobiçados por governistas, com instruções de Dilma para as nomeações. O governo também decidiu liberar cerca de R$ 500 milhões em restos a pagar para atender emendas aliadas. (Págs. 1 e A6)
Valor do Pão de Açúcar diminui R$ 1,2 bi e sócios pedem calma
O empresário Abilio Diniz e o grupo Casino, sócios controladores do Pão de Açúcar, adotaram ontem, ao menos publicamente, um tom conciliador. Desde segunda-feira, quando o Casino iniciou processo arbitral contra Diniz, o valor de mercado do Pão de Açúcar recuou R$ 1,2 bilhão. "Há tensões, mas não guerra", disse ao Valor um executivo do Casino. Em mensagem à diretoria do grupo, Diniz falou em "serenidade". "Estou fazendo tudo aquilo que está ao meu alcance para deixar vocês e a companhia protegidos contra qualquer ataque. Brevemente a verdade prevalecerá e seguiremos juntos com alegria e felicidade". (Págs. 1 e D3)
GM projeta nova fábrica no Brasil
A General Motors estuda a implantação de uma segunda fábrica em Santa Catarina. O investimento, de aproximadamente R$ 300 milhões, iria atender à fabricação de peças e caixas para sistemas de transmissão na unidade de Gravataí e outras plantas na América Latina. O projeto está em fase de análise e está sendo discutido com o governo catarinense, em busca de incentivos fiscais. O diretor de relações institucionais da GM, Luiz Moan, diz que o projeto está em "fase de avaliação absolutamente interna". Uma fonte ligada ao governo do Estado informa que a fábrica ainda precisa ser aprovada pela matriz, mas que a decisão deve sair este ano. Santa Catarina levaria vantagem pela questão portuária - com seus cinco portos - e pela disponibilidade de mão de obra no setor. (Págs. 1 e B10)

Limitada sem sócio
O Senado aprovou projeto de lei que cria a empresa individual de responsabilidade limitada, constituída por uma só pessoa, e em que apenas o patrimônio social da empresa responde por suas dívidas. (Págs. 1 e A10)

Limite a subsídios nos EUA
Comitê de Orçamento da Câmara dos EUA aprova corte de subsídio a produtores rurais com receita superior a US$ 250 mil e também a efetivação do pagamento de US$ 147 milhões por ano ao Brasil por conta da derrota na disputa do algodão na OMC. (Págs. 1 e B13)
Exportações de suínos
A recente abertura dos mercados da China e dos EUA para a carne suína brasileira e o possível acesso ao Japão e Coreia do Sul poderão dobrar as exportações brasileiras no segmento em três anos. (Págs. 1 e B16)

Abaixo da cota
Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil ficará muito distante de cumprir o volume de vendas a que tem direito dentro da Cota Hilton. Nos 12 meses que serão encerrados em julho, o volume deve chegar a 400 toneladas, 4% de sua cota. (Págs. 1 e B16)

Idéias
Heloisa Magalhães

Parque Tecnológico da UFRJ abre chance de o Rio de Janeiro dar um salto em pesquisa e desenvolvimento. (Págs. 1 e A2)
Idéias
Alexandre Schwartsman

O Banco Central parece ter agora mais objetivos do que simplesmente manter a inflação na meta. (Págs. 1 e A11)

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Estado de Minas

Manchete: Outra cara, mesmos problemas
A prefeitura de BH resolveu dividir as nove regionais da cidade em 40 sub-regiões. Serão quatro ou cinco subdivisões em cada regional. O plano será apresentado hoje aos vereadores. O objetivo é orientar melhor a administração no planejamento urbano. Resta saber se serão atacados os problemas que há anos atormentam as comunidades. Para isso, a PBH pretende mobilizar de 100 a 120 representantes em cada sub-região para apontar, voluntariamente, as principais demandas e prioridades de investimento. (Págs. 1, 21,22 e 6)
Aeroportos: Privatização de Confins só em 2012
As licitações para concessão dos terminais de Confins e do Galeão (RJ) só serão feitas no ano que vem, segundo o ministro da Secretaria da Aviação Civil, Wagner Bittencourt. A demora pode comprometer o cronograma para a Copa. Terão prioridade, este ano, Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília, no modelo de sociedades de propósito específico (SPEs). (Págs. 1 e 15)
Salários: Deputados podem ganhar R$ 30,6 mil
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprova proposta que equipara vencimentos do presidente, ministros e parlamentares federais aos do Supremo. Também em tramitação no Congresso, projeto eleva salário no STF de R$ 26,7 mil para R$ 30,6 mil. Já os deputados estaduais, que recebem 75% do valor pago em Brasília, podem ganhar R$ 23 mil. (Págs. 1 e 3)
Empregos de vento em popa
Economia aquecida às margens do Velho Chico abre vagas em áreas como comércio, turismo, agricultura e pesca, fixando moradores que antes buscavam trabalho em grandes centros. A construção civil alimenta a extração informal de areia em cidades como a mineira São Francisco. O crescimento do emprego é o tema da quinta parte de série de reportagens. (Págs. 1 e 14)
Convocação de Palocci suspensa na Câmara
Manobra da oposição chama ministro para depor, mas presidente da Casa adia decisão para verificar a votação. (Págs. 1 e 4)
Redação do Enem só valerá para 2ª etapa da UFMG
Universidade divulga calendário e regras do vestibular. O Enem, exceto a redação, substituirá a primeira etapa. (Págs. 1 e 26)
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Jornal do Commercio

Manchete: Homicídios em queda (Pág. 1)

Palocci é convocado e governo reage (Pág. 1)

BC decide que nota manchada perderá o valor (Pág. 1)

Antidoping para quem trabalha com aviação (Pág. 1)

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Zero Hora

Manchete: Aumento de roubos com mortes faz BM adotar estratégia de emergência
Contrariando tendência de recuo da criminalidade, abril registra quatro vezes mais latrocínios do que o mesmo mês de 2010 e provoca medidas preventivas. (Págs. 1 e 37)
Foto legenda: A lentidão do Salgado Filho: no lugar do aeroporto, um portão
Colocada para impedir invasões de casas desocupadas – e já indenizadas – para a ampliação da pista, grade bloqueia rua e se torna símbolo do atraso da obra. (Págs. 1 e 31)
Fogo amigo: Cresce dentro do PT pressão contra Palocci
Dirigentes cogitam nomes como Paulo Bernardo e Gilberto Carvalho para a Casa Civil (Págs. 1 e 8)
Coréia do Sul: Os bastidores da opção da Hyundai pelo Estado. (Págs. 1 e 14)

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Brasil Econômico

Manchete: Governo libera Belo Monte e promete compensação ambiental
Sob protesto de ambientalistas, o Ibama concedeu licença para o início da construção da hidrelétrica no Pará. Miriam Belchior, ministra do Planejamento, assegurou R$ 500 milhões em investimentos para minimizar os impactos das obras. (Págs.1 e 40)

Banco Mundial apoia ações contra mudanças no clima
Dirigentes da entidade assinaram ontem em São Paulo protocolo para facilitar às cidades brasileiras o acesso a recursos destinados a projetos de combate a alterações climáticas. (Págs. 1 e 10)
Dilma lança hoje plano Brasil sem Miséria
Iniciativa é tentativa do governo de cumprir a principal promessa de campanha da presidente: erradicar a pobreza extrema no país. (Págs. 1 e 4)

M & G busca parcerias para etanol de 2ª geração
Companhia italiana traz nova tecnologia para biocombustível com bagaço de cana-de-açúcar, na qual investiu US$ 200 milhões. (Págs. 1 e 18)

A Política Nacional de Resíduos Sólidos leva empresas de medicina diagnóstica a aderirem à reciclagem (Págs. 1 e 16)

Murilo Barella, diretor do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais, explica por que caíram os investimentos (Págs. 1 e 12)

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta quarta-feira

O Globo

Manchete: Governo não protegerá nem 30 de 165 ameaçados de morte
Ministra dos Direitos Humanos diz que segurança para todos é ‘ilusão’

O governo federal admitiu não ter condições de garantir a segurança de todos os líderes indígenas, quilombolas, sem-terra e ambientalistas que correm risco de vida no país. Nem os 30 nomes considerados mais vulneráveis pela Comissão Pastoral da Terra têm garantia de proteção. A ministra dos direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou: “Seria errôneo e uma ilusão dizer que temos condições para atender a esta lista. Vamos fazer uma avaliação.” A Pastoral entregou ao governo uma lista com 207 nomes que, entre 2000 e 2011, sofreram mais de uma ameaça – 42 foram assassinados. Restam 165. Uma semana após a execução de ambientalistas no Pará, o clima na região é de medo. Sem proteção, parte dos moradores abandonou suas casas. (Págs. 1, 3 e 4)

Zuenir Ventura

A aprovação do “vergonhoso” Código Florestal parece ter virado licença não só para desmatar, mas também para matar. (Págs. 1 e 7)
Garotinho faz nova ameaça a Palocci
‘Temos uma pedra preciosa, um diamante de R$ 20 milhões’, diz ele, pressionando governo

Após ameaçar convocar o ministro Palocci para explicar no Congresso sua evolução patrimonial e conseguir, com isso, fazer a presidente Dilma recuar e proibir o kit do MEC contra a homofobia, ontem o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) fez outra chantagem, desta vez para votar a emenda que eleva o piso de policiais e bombeiros. “O momento político é este. Temos uma pedra preciosa, um diamante que custa R$ 20 milhões, que se chama Antonio Palocci”, disse ele, na instalação da frente parlamentar que defende a emenda, cujo impacto seria de R$ 25 bilhões nas contas dos estados. “A bancada evangélica pressionou e o governo retirou o kit gay. Vamos ver agora quem é da bancada da polícia. Ou vota, ou o Palocci vem aqui”, ameaçou. Líderes do PT já cobram publicamente que Palocci explique sua evolução patrimonial, pois entendem que o silêncio do ministro já causa estragos ao governo. (Págs. 1, 9 a 11 e Merval Pereira)

Roberto DaMatta

O caso Palocci mostra que, no Brasil, direita, centro e esquerda são, todos, viciados em Estado. A estadofilia é o cerne do nosso republicanismo. (Págs. 1 e 7)
Aeroportos: privatização será integral
Em reunião da presidente Dilma com governadores e prefeitos das cidades que sediarão a Copa de 2014, o governo anunciou que privatizará integralmente os aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF), incluindo as operações aeroportuárias e exploração de áreas comerciais. A Infraero participará das Sociedades de Propósito Especifico (SPEs) a serem constituídas por investidores, com 49% do capital. (Págs. 1 e 23)
Energia nuclear põe o Brasil na contramão
Ao contrário de países que estão revendo e até cancelando programas nucleares, o Brasil insiste em fazer novas usinas, até com benefícios fiscais. (Págs. 1 e 21)
Elio Gaspari
STF está para julgar, após 23 anos, o golpe dos Planos Bresser, Verão e Collor na patuleia. (Págs. 1 e 6)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Dilma privatiza Cumbica e mais dois aeroportos
Decisão inclui Viracopos e Brasília; Infraero terá participação de no máximo 49%

Em reunião sobre a copa-14, a presidente Dilma disse que até dezembro sairá o edital de licitação que entregará à iniciativa privada a administração dos aeroportos de Cumbica (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF).

A participação da Infraero será limitada a 49% nessas unidades, consideradas estratégicas. Com o modelo que definiu, Dilma afirmou que a estatal vai se tornar mais “atrativa” para uma futura abertura de capital.

Segundo o ministro Orlando Silva (Esporte), será permitido eu empresas aéreas nacionais e estrangeiras participem da licitação. O setor privado será responsável pela gestão e por obras de ampliação das unidades.

A grande dúvida dos representantes das empresas é saber o papel da Infraero nos aeroportos concedidos à iniciativa privada. O sindicato as companhias aéreas disse não ter sido consultado sobre a decisão. (Págs. 1 e Mercado)
Foto legenda: Roda presa
No porto de Rio Grande (RS), 6.300 veículos argentinos esperam para entrar no país; sem licenças automáticas, a entrada está levando até 60 dias. (Págs. 1 e B6)
Pela 1ª vez, OMS liga celular a possível efeito cancerígeno
Painel de especialistas da Organização Mundial da Saúde classificou, pela primeira vez, o celular como “possivelmente cancerígeno”. Pesquisas ligaram o aparelho a risco da doença, mas não há conclusão sobre se esse perigo existe ou não.

Pessoas que usam celular durante mais de 30 minutos por dia por mais de dez anos têm risco maior de desenvolver tumores no cérebro, apontou estudo. (Págs. 1, C10 e Saúde)
PMs integram gangues que explodem caixas
A maior parte dos 77 ataques a caixas eletrônicos no Estado de São Paulo em 2011 foi obra de quatro gangues, apurou a Polícia Civil. Juntas, elas têm cerca de 100 bandidos, 26 deles PMs.

Durante os ataques, nove pessoas foram mortas em trocas de tiros – três eram inocentes. (Págs. 1 e C1)

Foto legenda: Perito mostra cédula manchada com tinta de caixa eletrônico que foi explodido por ladrões em mercado em Osasco (SP).
Senadora do PT propõe saída de Palocci do governo
Em almoço com Lula na semana passada a senadora Gleisi Hoffmann, (PT-PR) sugeriu a saída de Antonio Palocci da Casa Civil. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) usou – “diamante que custa R$ 20 milhões” – para pressionar pela aprovação do piso salarial para policiais. (Págs. 1 e A4)
Licença da usina de Belo Monte deve sair hoje
O Planalto espera que hoje o Ibama conceda a licença ambiental para o início das obras da usina de Belo Monte, no Xingu. As condicionantes para a liberação foram cumpridas, apurou a Folha. A Funai também deu seu aval. (Págs. 1 e B11)
BB vence Bradesco e assume operação do Banco Postal (Págs. 1 e B4)

Sarney recua e impeachment de Collor volta para mostra no Senado (Págs. 1 e A8)

Delfim Netto: Cenário social e econômico do mundo preocupa (Págs. 1 e A2)

Editoriais
Leia “Faroeste brasileiro”, sobre o assassinato de líderes rurais na Amazônia, e “Corrupção na Fifa”, acerca do escândalo na entidade que dirige o futebol. (Págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dilma privatizará aeroportos e quer abrir capital da Infraero
Guarulhos, Viracopos e Brasília terão edital publicado até dezembro; Galeão e Confins serão os próximos

O governo vai privatizar a administração e operação dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Brasília. Empresas estrangeiras poderão participar dos leilões, em parceria com a Infraero – o processo é uma espécie de ensaio para abertura de capital da estatal. A decisão foi divulgada após reunião no Planalto sobre a copa de 2014. A previsão é que as regras do negócio sejam anunciadas em dezembro. Galeão e Confins (MG) são os próximos. Ainda no encontro, a presidente Dilma Rousseff pediu a governadores e prefeitos que acelerem as obras dos estádios para a Copa e se comprometeu a apressar a votação do regime diferenciado de licitações. A Frente Nacional dos Prefeitos advertiu que as desapropriações estão empacadas, o que atrasa o cronograma. (Págs. 1, B1,E4 e Economia)

Fifa em seu pior momento

Em meio a denuncias de corrupção, Joseph Blatter pode ser eleito hoje para seu quarto mandato à frente da entidade. (Págs. 1 e E5)
País deve desistir de 4 novas usinas nucleares
Prevista nos planos estratégicos, a construção de quatro usinas nucleares até 2030 – duas no Nordeste e duas no Sudeste – está sob reavaliação na Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e deve ser excluída das prioridades do governo. A decisão leva em conta o cenário criado após o acidente nucelar em Fukushima, no Japão. (Págs. 1, A15 e Vida)

BB desbanca Bradesco e vence leilão do Banco Postal
O Banco do Brasil é o novo parceiro dos Correios no Banco Postal a partir de 2012. O BB venceu a licitação por R$ 2,3 bilhões, após a 12ª rodada, quando o Bradesco desistiu de fazer novos lances. Investidores esperavam que o Bradesco vencesse a concorrência. O valor total a ser desembolsado será de cerca de R$ 3,350 bilhões. (Págs. 1, B3 e Economia)

Zona de risco
Casas queimam no assentamento onde casal de líderes extrativistas foi morto, em Nova Ipixuna (PA); o governo federal dará proteção a 30 agricultores e ambientalistas ameaçados por madeireiros. (Págs. 1, A4 e Nacional)

Indústria recua 2,1% e mercado prevê juro menor
A produção industrial caiu 2,1% em abril em relação a março, segundo o IBGE. Os setores de veículos e máquinas foram os que puxaram o índice para baixo. Analistas já apostam em um ciclo menor de alta de juros. (Págs. 1 e Economia B6)
Roberto DaMatta: Somo tudo palaciano
No Brasil, o Estado não é instrumento da burguesia. É veículo de enriquecimento e de aristocratização de seus funcionários mais importantes. (Págs. 1 e Caderno 2, D10)

Rolf Kuntz: A empada e a azeitona
No Brasil, fala-se muito da azeitona e cuida-se pouco da empada. O País paga caro por sua incapacidade de priorizar as coisas mais importantes. (Págs. 1 e Economia B9)

Dora Kramer: Exemplo de superação
O senador José Sarney achou por bem se escorar no exemplo de Lula e simplesmente reescrever a História do Brasil a seu modo. (Págs. 1 e Nacional A6)
Notas & Informações: O jogo do PMDB
O enfraquecimento de Palocci é apenas oportunidade para o partido pressionar a presidente. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Bonde da alegria para atender a deputados
Câmara Federal cria mais 57 cargos comissionados a serem distribuídos entre os partidos. Os novos empregos, destinados a afilhados políticos dos parlamentares, vão custar R$ 3,6 milhões por ano aos cofres públicos (Págs. 1 e 4)
Kit de sobrevivência
Dilma abre ofensiva para mostrar que o governo não está paralisado pela crise política

Mão firme na copa do mundo
Presidente exige empenho de governadores e prefeitos das cidades-sedes e ameaça tirar do PAC aqueles que não começarem as obras até dezembro. Governo anuncia a privatização de 51% dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas. (Págs. 1, 2 e 12)

Controle total do Congresso
Para evitar derrotas, como a ocorrida no projeto do Código Florestal, o Palácio do Planalto ordena que os líderes governistas suspendam a análise de propostas polêmicas. Novas votações somente após o fim da rebelião na base aliada. (Págs. 1 e 3)
Por uma lei mais flexível
Formado por representantes de 15 países, incluindo o ex-presidente FHC, grupo de notáveis entrega amanhã à ONU proposta para regulamentar o uso da maconha e descriminalizar o consumo de outros entorpecentes. (Págs. 1 e 8)
Senado situa Collor no tempo
Um dia após classificar o impeachment como um “acidente”, Sarney manda incluir episódio na exposição montada na Casa. (Págs. 1 e 5)
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Valor Econômico

Manchete: Agrava-se conflito entre Casino e Pão de Açúcar
O conflito gerado entre o Grupo Pão de Açúcar e seu sócio francês Casino Guichard Perrachon - originado de uma aproximação entre o empresário Abilio Diniz e o grupo Carrefour - ganhou maiores proporções. O Casino pediu a instauração de procedimento arbitral na Câmara de Comércio Internacional (ICC) contra a família Diniz na segunda-feira. A sede da discussão será São Paulo.

O grupo Pão de Açúcar informou ontem o fato em comunicado ao mercado e relatou que ainda não foi oficialmente notificado - o que deve ocorrer daqui a três ou quatro dias, conforme cronograma seguido pelo órgão julgador. (Págs. 1, D3 e D4)
Banco Postal traz um novo desafio ao BB
O Banco do Brasil venceu o leilão para operar o Banco Postal por R$ 2,8 bilhões - R$ 500 milhões de valor fixo para usar a rede dos Correios e mais lance de R$ 2,3 bilhões. O principal desafio, entretanto, vem agora: os 5 milhões de clientes do Banco Postal, espalhados por 6.195 agências, pertencem ao Bradesco, que o operou por nove anos. 
O Bradesco, que perdeu a disputa por R$ 50 milhões de diferença, monta sua contraofensiva e guarda a sete chaves toda a inteligência da operação.
Sabe quais são as lojas mais lucrativas e quais não valem a pena, informações que nem os Correios têm.

Pelo contrato, o BB repassará, ainda, aos Correios receitas com tarifas. Hoje, o Bradesco transfere cerca de R$ 350 milhões por ano. O banco privado praticamente cobre seus custos com as tarifas e tira seus ganhos das operações de crédito. (Págs. 1, C1 e C8)

Procuradoria define futuro de Palocci
Na expectativa do parecer da Procuradoria-Geral da República sobre a evolução atípica de seu patrimônio, cuja divulgação é prevista para amanhã, o ministro Antonio Palocci tenta se rearticular com PT e PMDB, os dois principais partidos de sustentação do governo no Congresso, para se manter na Casa Civil da Presidência. A menos que o procurador Roberto Gurgel apresente denúncia contra o ministro, o PMDB acredita em sua manutenção, mas espera mudanças no modelo de coordenação política. O partido reivindica "compartilhar a formulação" das políticas de governo.

O PT era mais condescendente com o ministro até descobrir que metade dos ganhos observados na evolução patrimonial de sua consultoria se deu quando ele já integrava a cúpula do comitê de campanha de Dilma Rousseff. Também teria contribuído para o "fogo amigo" contra Palocci as denúncias que, no ano passado, envolveram familiares do ministro da Fazenda, Guido Mantega. (Págs. 1 e A7)
Torcida por Keiko e por Humala
O governo e as empresas brasileiras têm preferências distintas em relação à eleição presidencial no Peru, que será realizada no domingo. Brasília torce discretamente pela vitória de Ollanta Humala. Já as companhias brasileiras com negócios no país torcem por Keiko Fujimori, que também é a preferida da maior parte do empresariado peruano.

Humala tem afinidades políticas com o PT, com quem participou do Foro São Paulo, um encontro regular de partidos de esquerda da América Latina e Caribe, e é visto, pela cúpula do governo, como o candidato mais afinado com as propostas brasileiras para integração sul-americana. Ele chegou a pedir na semana passada um encontro com a presidente Dilma Rousseff, que foi marcado e depois cancelado por ele mesmo, por causa de dificuldades de campanha. Se Keiko pedisse, também seria recebida, afirma um auxiliar da presidente. (Págs. 1 e A8)
Como serão as obras de Belo Monte
Estão definidos os principais parâmetros para as obras de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, sob a coordenação da Andrade Gutierrez, que vai administrar o interesse de dez diferentes empreiteiras. Os integrantes do consórcio construtor já aportaram R$ 800 milhões para dar início à compra de equipamentos e às obras. Em seu pico, elas terão quase 19 mil trabalhadores, distribuídos em diferentes canteiros.

Segundo o diretor-geral da unidade de negócios de energia da Andrade Gutierrez, Flávio Barra, serão ao todo três frentes de trabalho, sendo que a maior delas terá em seu pico oito mil trabalhadores. A empresa vai permitir o consumo de bebidas de baixo teor alcoólico nos canteiros e pretende incentivar que diversos membros de uma mesma família sejam empregados. Barra diz que a empresa também dará preferência à contratação de mão de obra nas cidades próximas à usina. (Págs. 1 e B1)
Cultura tradicional atrasa a reindustrialização de PE
Enquanto uma segunda geração de empresários, descendentes de famílias tradicionais de Pernambuco, se moderniza, a onda de investimentos na reindustrialização do Estado enfrenta o obstáculo de uma cultura empresarial retrógrada. A avaliação é de economistas, acadêmicos, empresários e governo.

Estimativas da Ceplan, a partir de dados oficiais, apontam para investimentos superiores a R$ 50 bilhões em Pernambuco nos próximos anos - cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual registrado em 2010. Quase R$ 40 bilhões serão dirigidos para a área industrial, a grande maioria em setores estreantes no Estado. Entre os empreendimentos de maior porte estão a Refinaria Abreu e Lima, o Estaleiro Atlântico Sul, a fábrica de automóveis da Fiat, a Petroquímica Suape e a Companhia Siderúrgica Suape. (Págs. 1 e A12)
Odebrecht tenta afastar juíza de ação contra os Gradin. (Págs. 1 e B8)

Lucro de estatais na educação
Comissão especial da Câmara discute a destinação de 5% do lucro líquido das estatais federais para a criação de um fundo voltado a investimentos na educação básica. (Págs. 1 e A4)
Canonical aposta em serviços
Após ganhar espaço em projetos educacionais e órgãos de governo no Brasil com seu sistema operacional aberto Ubuntu, a inglesa Canonical abre escritório no país para vender serviços, consultoria e suporte. (Págs. 1 e B2)

Aço
Tradicionalmente, a importação supre de 4% a 6% da demanda por aço no Brasil. No ano passado, essa fatia superou os 20%, com aumento superior a 150% no volume importado. “Não são as indústrias nacionais que não têm competitividade, é o Brasil que não é competitivo”, diz José Velloso, da Abimaq. (Págs. 1, Caderno especial)

Pluma aumenta vôos ao Brasil
A empresa aérea Pluma, controlada pelo fundo de investimento Leadgate, abre em julho mais nove rotas entre Montevidéu e capitais brasileiras. Será a estrangeira com maior quantidade de vôos para o Brasil, superando a TAP e a American Airlines. (Págs. 1 e B6)
Gerdau reforça unidades em SP
A Gerdau anunciou ontem investimentos de R$ 718 milhões para ampliar a capacidade de produção de suas unidades no Estado de São Paulo, nos municípios de Pindamonhangaba e Araçariguama. (Págs. 1 e B8)
Cosan dá ênfase aos trilhos
A Rumo Logística – braço de transportes da Cosan, maior grupo sucroalcooleiro do país – vai investir R$ 1,3 bilhão em cinco anos para transferir de caminhões para trens pelo menos metade do açúcar embarcado pelo Porto de Santos. (Págs. 1 e B9)

Câmbio para a Copa
A Febraban apresentou ao Banco Central sugestões para flexibilizar o mercado de câmbio manual com vistas à Copa. Entre elas estão o aumento do limite para operações simplificadas e isenção de responsabilidade em eventuais crimes de lavagem. (Págs. 1 e C2)
Arbitragem sem homologação
O Superior Tribunal de Justiça decidiu que sentenças de cortes internacionais de arbitragem proferidas no Brasil são decisões nacionais, e não estrangeiras. Assim, não precisam de homologação pelo Judiciário para que sejam executadas no país. (Págs. 1 e E1)

Cristiano Romero
O desafio do Brasil é como enfrentar a apreciação do real sem dar um gigantesco passo atrás em suas relações com o mundo. (Págs. 1 e A2)

Fabio Giambiagi
Uma boa medida para ser aprovada este mês poderia ser uma meta de inflação de 4,0% para o período 2013/16. (Págs. 1 e A13)

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Estado de Minas

Manchete: Cuide-se
No Dia Mundial sem Tabaco, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) alertou para a incidência de câncer de pulmão em BH maior do que a média nacional. Já a Organização Mundial de Saúde, admitiu pela primeira vez que o uso de telefone celular pode aumentar o risco de tumores no cérebro. E classificou como “muito severo” o surto de superbactéria que assusta a Europa. (Págs. 1, 20 e 23)
Foto legenda: Celebridade
Alçada ao sucesso por um vídeo na internet com duras críticas à realidade da educação no Brasil, sobretudo aos baixos salários do magistério, a professora Amanda Cargel do Rio Grande do Norte, foi aplaudida durante palestra na UFMG. (Págs. 1 e 7)
Cartão de crédito novo terá 5 tarifas
Começam a valer as novas regras do BC para o setor, que faturou R$ 453 bilhões no primeiro quadrimestre. Para diminuir o calote, pagamento mínimo passa para 15%. (Págs. 1 e 15)
Dilma aperta governadores
Enquanto a articulação política do governo patina, a presidente cobra dos estados e cidades sedes da Copa agilidade nos projetos de infraestrutura, sob pena de ficarem sem verbas federais. (Págs. 1 e 3)
Desembargador Elpídio fez caixa extra na gestão da Anamages (Págs. 1 e 8)

Medicina genomica
Laboratório na UFMG vai prevenir doenças. (Págs. 1 e 22)
Barreiro: Policial morre baleado em saidinha de banco (Págs. 1 e 26)

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Jornal do Commercio

Manchete: Lei dificulta ação de ladrões (Pág. 1)

Novas regras do cartão de crédito entram em vigor (Pág. 1)

Dilma anuncia privatização de três aeroportos (Pág. 1)

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Zero Hora

Manchete: Piratini avalia projeto do PT de Canoas para premiar professores
Modelo adotado por prefeitura comandada por ex-assessor de Tarso prevê sistema de pontos com benefícios para quem atingir metas. (Págs. 1, 4 e 5)
Governo Dilma: Privatização de aeroportos começará por Guarulhos
Licitação para empresas administrarem Cumbica e os terminais de Viracopos (Campinas-SP) e Brasília será lançada até dezembro. (Págs. 1 e 26)
R$ 2,3 bilhões: BB amplia área com Banco Postal
Com o negócio, Banco do Brasil terá acesso à rede de distribuição dos correios, em 95% das cidades. (Págs. 1 e 18)
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Brasil Econômico

Manchete: Governo assume o controle do Banco Postal por meio do BB
Banco do Brasil supera o Bradesco, vence leilão com lance de R$ 3 bilhões e vai operar nas agências dos Correios em janeiro

Surpreendendo o mercado, o Bando do Brasil venceu a disputa pela administração do Banco Postal e deixa a instituição mais perto do objetivo de estar em todos os 5.564 municípios brasileiros. O banco público está em 78,9% deles, ante presença em 95% do Postal. O BB superou o Bradesco, que ofereceu R$ 2 bilhões e era o favorito, já que operava a rede desde 2001. Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, disse que a agressividade do BB não veio de pressão do governo. (Págs. 1, e 32)

Bradesco acelerou abertura de agências expressas neste ano para manter capitalidade.
Senado aprova realização de plebiscito para criar o estado de Tapajós (Págs. 1 e 4)

Ministro da Educação, Fernando Haddad, defende nova legislação para o programa de livros didáticos do governo federal (Págs. 1 e 12)

União dá início às concessões de aeroportos e tenta tirar atraso para a Copa (Págs. 1 e 40)

Carrefour azeda relações do Pão de Açúcar com o Casino
A sócia francesa do grupo de Abílio Diniz entrou com pedido de arbitragem na Câmara internacional de Comércio pedindo cumprimento do acordo de acionistas assinado em 2006, pelo qual as decisões de investimento superior a US$ 100 milhões ou 6% do patrimônio líquido são funções do conselho de administração. Diniz afirmou não ter descumprido nenhuma disposição do acordo. (Págs. 1 e 20)

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