sábado, 9 de abril de 2011

O que Publicam os Principais Jornais do País, neste sábado

O Globo

Manchete: Massacre em Realengo
Adeus, crianças

Vítimas do ataque em escola pública são enterradas sob comoção; assassino pode ter aprendido sobre armas na internet

O massacre em Realengo abriu uma ferida no Rio e enlutou todo o país. A estupidez do crime produziu tanta dor que as vítimas foram sepultadas sob uma comoção coletiva poucas vezes vista, mesmo numa cidade marcada por constantes chacinas e tragédias. Os versos da música "Quando a chuva passar", interpretada por Ivete Sangalo, na voz das amigas de Luiza Paula da Silveira, de 14 anos, emocionaram todos no enterro de quatro dos 12 jovens, vítimas do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira. As cerimônias, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, foram acompanhadas por cerca de duas mil pessoas. A todo momento, adolescentes se abraçavam e choravam. Muitos passaram mal e foram atendidos num posto médico. A emoção tomou conta até dos policiais. O maior herói da tragédia, o sargento Alves, se encontrou com Allan Mendes da Silva, de 13 anos, um dos primeiros a fugir da escola, ferido, em busca de socorro. O local do massacre virou um santuário, com flores e velas. "Não consigo esquecer o barulho dos tiros. Como pode uma pessoa fazer isso? Por causa dele, vários sonhos se acabaram", lamentou a estudante Isabela da Silva, de 12 anos, colega da maioria das meninas mortas no ataque. Milena dos Santos Nascimento, 14 anos, sonhava em servir na Aeronáutica ou ser modelo, assim como Larissa Atanasio. Laryssa Martins queria ser marinheira. Mariana Rocha de Souza, 12 anos, planejava dar uma casa para a mãe. Igor Moraes da Silva, 13 anos, não só queria ser jogador profissional, mas com a camisa do Flamengo.
Como o garoto, Karine Lorraine Chagas de Oliveira queria brilhar no Maracanã, semana que vem, numa prova de atletismo no Célio de Barros. Filho de moradora de rua com problemas mentais, Wellington de Oliveira - o assassino - poderá ser enterrado como indigente se seu corpo não for reclamado em 15 dias. No computador dele foram deixados vestígios de que participava de jogos violentos e proibidos. Na internet, pode ter adquirido o conhecimento sobre armas que empregou no crime. No dia seguinte à chacina, dois assaltantes em fuga fizeram ontem uma criança refém numa escola municipal em Bangu, bairro vizinho a Realengo. Esta história teve final feliz. (Págs. 1, Caderno Especial, Caca Diegues, 6, Zuenir Ventura, 7 e editorial "Levar o desarmamento a sério")
Brasil reage a crítica dos EUA sobre violência
O Itamaraty rechaçou documento do Departamento de Estado dos EUA que denuncia violência policial, tortura e impunidade no país. Em nota, queixou-se de "relatórios elaborados unilateralmente". (Págs. 1 e 3)
Sem acordo, governo dos EUA para hoje
Apesar do esforço pessoal do presidente Barack Obama, democratas e republicanos não chegaram a um acordo sobre o Orçamento até as últimas horas de ontem, ameaçando paralisar hoje o governo dos EUA. (Págs. 1 e 32)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Atirador fez mais de 60 disparos contra alunos
Segundo polícia do Rio, assassino recarregou arma 9 vezes e atirou a esmo

O atirador que matou 12 alunos numa escola do Rio fez mais de 60 disparos com revólver usado no ataque e o recarregou nove vezes. Wellington Menezes de Oliveira portava outra arma, com a qual efetuou poucos disparos, segundo a polícia.
O delegado Felipe Ettore, da Divisão de Homicídios, disse que Oliveira atirou a esmo nas salas. A polícia informou que tenta recuperar os arquivos do computador, achado queimado na casa dele, e que foi pedida a quebra de seu sigilo telefônico. (Págs. 1 e Cotidiano 1)
Assassino era 'zoado' na escola, diz ex-colega
Cinco amigos com 20 e poucos anos se reuniram perto da escola Tasso da Silveira para discutir o massacre. Recordaram como Wellington, o autor dos disparos, era "zoado" no colégio, em especial pelas meninas, relata Laura Capriglione.
"A gente chorou muito pensando que Wellington matou aquelas 12 crianças em represália pelo que aconteceu com ele quando estudávamos juntos", disse o assessor cultural Thiago da Cruz, que conheceu o assassino. (Págs. 1 e Cotidiano 1, C4)
Presidente do BNDES exorta industriais a criticar câmbio
Em reunião em SP, Luciano Coutinho, do BNDES, exortou empresários a protestar contra a política cambial do Ministério da Fazenda e do BC, relatam Valdo Cruz e Sheila d'Amorim.
Para Coutinho, Fazenda e BC abandonaram compromisso de manter o câmbio em R$ 1,65 por causa da inflação. O dólar fechou ontem a R$ l,57. (Págs. 1 e Poder A4)
Síria mata 29 em repressão a novos atos contra ditador
Forças de segurança da Síria mataram ao menos 29 pessoas ao reprimir protestos contra o ditador Bashar Assad, segundo testemunhas e ativistas de direitos humanos. A maior parte das mortes ocorreu em Daraa.
Em três semanas, o número de vítimas já chega a ao menos 90. Governo relata que rebeldes mataram 19 de seus agentes. (Págs. 1 e Mundo A20)
Promotor de MS usa vídeo para apresentar ação
Em uma investigação sobre supostos desvios de verba em um projeto rural de MS, um procurador protocolou como ação civil pública um vídeo de 23 minutos.
A intenção de Ramiro Rockenbach foi mostrar ao juiz "a dura realidade vivida pelos trabalhadores" de Rochedo. (Págs. 1 e Poder A10)
Editoriais
Leia "Desafio real e presente", sobre a questão do câmbio valorizado, e "O enigma peruano", acerca das eleições de amanhã no país andino. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dilma se opõe a aumento da gasolina
Após Petrobras aventar reajuste, Lobão diz, em nome da presidente, que preço não terá alta, a não ser que petróleo suba 'muito'

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) afirmou que a presidente Dilma Rousseff é quem mais freia a eventual reajuste dos preços da gasolina: "Ela não quer o aumento". A possibilidade fora aventada pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Segundo Lobão, a empresa tem pleiteado o reajuste sob a justificativa de que os preços não sobem há nove anos e a última alteração ocorreu há dois anos, mas para baixo. O ministro admitiu, no entanto, que, se a cotação do barril de petróleo ultrapassar "muito" os níveis atuais, o reajuste será inevitável. Entretanto, Lobão não quis dar um valor exato. "A Petrobras imaginava que, se o petróleo chegasse a US$ 105, teria de haver reajuste. Mas estamos a US$ 120 e não houve”. Para analistas, porém, a declaração de Lobão e apenas uma demonstração política da disposição de Dilma em comer a inflação, às vésperas de um anúncio de reajuste da Petrobras. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)

Combustível barato

A gasolina está 25% mais barata no Brasil que nos EUA, indica pesquisa. Sem repassar a alta do petróleo, a Petrobras perdeu RS 1 bilhão no primeiro trimestre. (Págs. 1 e Economia B3)
Foto legenda: Capital do rock
A presidente Dilma Rousseff posa com Integrantes do U2 no Palácio da Alvorada: banda liderada por Bono Vox inicia hoje série de três shows em São Paulo. (Págs. 1 e Cidades C5 e C2+ Música, D4)
Atirador recarregou revólver pelo menos 9 vezes
Wellington Menezes de Oliveira recarregou o revólver calibre 38 pelo menos nove vezes durante o ataque de anteontem aos estudantes em Realengo, no Rio. O atirador disparou ao menos 66 vezes, matando 12 jovens e ferindo 12. Wellington tinha outros 23 projéteis prontos para disparo. Mais de 4 mil pessoas compareceram ontem aos enterros de 11 das 12 vítimas. Três das crianças internadas permanecem em estado grave. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3 a C8)
Mercado dribla restrição ao crédito com cheque pré-datado
Desde dezembro, o mercado tem driblado as restrições ao crédito impostas pelo governo com uma invenção brasileira: o cheque pré-datado. Do último trimestre de 2010 para o primeiro deste ano, a fatia desse tipo de cheque no total emitido subiu de 76,37% para 78,04%. (Págs. 1 e Economia B6)
EUA criticam violações no Brasil
Relatório do governo dos EUA aponta diversos casos de desrespeito aos direitos humanos no Brasil, entre os quais a censura ao Estado. O Itamaraty criticou o documento. (Págs. 1 e Nacional A10)
Celso Ming
Enquadrar os usineiros

O sumiço do etanol conspira contra o plano de tornar o produto commodity internacional. Se não tem para entregar, como ser exportador? (Págs. 1 e Economia B2)
Marcelo Rubens Paiva
Racismo e saúde pública

No parto, as negras foram mais penalizadas por não serem aceitas já na primeira maternidade e, incrivelmente, receberam menos anestesia. (Págs. 1 e Caderno 2, D14)
Notas & Informações
A real ameaça chinesa

A presidente Dilma terá oportunidade de negociar uma relação comercial mais equilibrada. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Choro, luto e um medo que vai durar para sempre
Mais de quatro mil pessoas acompanharam o enterro de 11 dos 12 adolescentes mortos em escola no Rio. Dez alunos feridos permanecem internados, três em estado grave. Assassino disparou pelo menos 60 vezes e tinha 66 cápsulas intactas. Irmão que vive no entorno do Distrito Federal traça perfil do autor do massacre de Realengo e conta que ele já tomou remédio controlado. Como ocorre nos Estados Unidos, temor de novos ataques deve marcar de agora em diante o cotidiano de estudantes brasileiros. (Págs. 1 e 8 a 17)

U2 para poucos
Correio acompanha o passeio de Bono Vox e dos músicos da banda por Brasília. Os irlandeses ficaram admirados com a Catedral. (Págs. 1 e 46)
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Estado de Minas

Manchete: Acidente mata 12 a caminho de festa em MG
Um micro-ônibus caiu numa ribanceira no começo da noite de ontem, na MG-342, no Vale do Mucuri, matando pelo menos 12 pessoas. Os ocupantes do veículo, a maioria com idade entre 18 e 20 anos, iam de Frei Gaspar para Itambacuri, participar de um carnaval temporão, alguns para trabalhar e outros apenas para se divertir. Segundo a PM, 15 feridos foram levados para hospitais de Teófilo Otoni. (Págs. 1 e 21)
Charge ofensiva a Lula foi alterada
Desenho usado em prova estadual já suspensa, denunciado pelo Estado de Minas, é diferente do original publicado pelo cartunista. (Págs. 1 e 9)
Governo cria cartão de verba emergencial (Págs. 1 e 3)

Brasil busca igualdade
País deixa de ser coadjuvante e impõe suas posições nas relações internacionais. (Págs. 1 e Pensar Brasil)
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Jornal do Commercio

Manchete: O renascimento das vítimas da tragédia
Córneas, ossos e tendões doados por famílias dos alunos covardemente chacinados por atirador em escola do Rio vão beneficiar 41 pessoas. Ninguém apareceu para liberar corpo do agressor. (Págs. 1 e 9 a 15)
Dengue do tipo hemorrágica volta a matar
Segundo óbito do ano no Estado foi o de moradora de São Bento do Una. Governo busca solução para evitar fechamento de leitos no Oswaldo Cruz. (Págs. 1 e Cidades 1)
Análise: Fernando Castilho
Consumo sem freio

IOF mais alto pode melhorar a arrecadação, mas não deve conter o consumo. Bancos sempre dão um jeito. (Págs. 1 e Economia, 2)
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Zero Hora

Manchete: Republicanos ameaçam parar governo dos EUA
Em duro teste para Obama, divergência sobre o orçamento pode afetar serviços como funcionamento de parques, emissão de passaportes e Justiça Federal. (Págs. 1 e 30)
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta sesta-feira

O Globo

Manchete: Massacre em Realengo
'Ele atirava na cabeça'

Aluna de 12 anos relata o ataque a sua escola, com 12 colegas mortos e 12 feridos

"Escutamos muito barulho e a professora disse que era só estouro de bexiga. Chegaram duas meninas mandando subir porque um homem estava matando pessoas lá embaixo. Todos saíram pisoteando o outro, e alguns desmaiaram na escada. Já tinha um monte de gente agonizando no chão. Ele dava tiro nos pés das crianças. Mandava virar para a parede e dava tiro. Ele atirava na cabeça. Só olhava pra frente e seguia em frente. Ele estava carregando a arma e já entrando na sala. A professora trancou a porta e colocou armário. A sala ficou suja de sangue. Deu muito, muito, muito tiro. Ele falava: 'Vira de costas pra parede, vira de costas, vou matar vocês.' Um monte de gente gritava 'não, não atira em mim, não me mata', mas morreram mesmo assim. Tinha muita gente agonizando, muitos amigos. Colegas do meu irmão morreram. Meu irmão saiu de porta em porta me procurando, e o atirador vivo procurando a gente. Meu irmão conseguiu me pegar. A escada parecia uma cachoeira de sangue. Vinha aquele sangue escorrendo feito água. E muita gente morta na escada. Tinha mais meninas mortas do que garotos. Muita gente entrou em choque e desmaiou na escada. Essas ele matou ... Achava a escola segura. Agora eu fico com medo."
Depoimento de Jade Ramos de Araújo, 12 anos, 6ª série, turma 1703. (Págs. 1 e Caderno Especial)

Foto legenda: Jade, uma das sobreviventes do massacre, é amparada pela mãe, Lúcia Ramos, na frente da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo.

Foto legenda: Com sangue no uniforme, uma aluna foge da escola: desespero.

Foto legenda: O assassino caído na escada após ser baleado e se suicidar.

Foto legenda: O PM Alves, que baleou o atirador, impedindo uma tragédia maior.
Uma carta com enigma religioso
Ex-aluno da escola, que frequentou de 1999 a 2002, e que escolheu para um ataque sem precedentes no país, Wellington de Oliveira, de 23 anos, tinha habilidade com armas, vestia-se de preto, vivia na internet e estava cada vez mais isolado. Desempregado, deixou uma carta confusa, com instruções sobre seu sepultamento e uma colagem de referências religiosas. (Págs. 1 e Caderno Especial)
Dez meninas e 2 meninos executados
Entre os 12 adolescentes assassinados dentro da escola, dez eram meninas, atingidas a queima-roupa. Depois de baleado por um PM - que conseguiu deter o criminoso -, o assassino suicidou-se com um disparo na cabeça. Levava ainda 22 balas na cintura. (Págs. 1 e Caderno Especial)
Tragédia reconduz a desarmamento
Após o massacre, o ministro Jose Eduardo Cardozo anunciou que o governo retomará a campanha do desarmamento. Levantamento de CPI diz que o Estado do Rio tem 581 mil armas no mercado i1egal, em mãos de civis e criminosos. A presidente Dilma chorou e decretou luto de três dias. (Págs. 1 e Caderno Especial)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Ex-aluno mata 12 estudantes, na pior tragédia em escolas do país
Assassino entrou em colégio no Rio com dois revólveres; após a chacina, foi atingido por um policial e se matou

Em um massacre sem precedentes no país, um ex-aluno de uma escola municipal de Realengo (zona oeste do Rio) entrou ontem pela manhã com duas armas no local, matou dez meninas e dois meninos, feriu 12 e se suicidou. As vítimas tinham entre 12 e 15 anos.
Wellington Menezes de Oliveira, 23, chegou à escola com dois revólveres e um cinto com munição. O colégio promovia um ciclo de palestras com ex-alunos para comemorar os 40 anos. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Foto legenda: Mulher chora do lado de fora da escola onde ocorreu o massacre.

Foto legenda: O estudante Gustavo Damaceno sai do hospital com o pai, o sargento Adriano Damaceno.

“Se eu tivesse chegado cinco minutos antes, poderia ter evitado essa tragédia, mas ainda assim me sinto com o dever cumprido. Tenho um filho dessa idade.
Márcio Alexandre Alves
Sargento da PM que baleou atirador

“Nós temos que lamentar o que aconteceu em Realengo com crianças indefesas, ( ... ) brasileirinhos que foram retirados tão cedo da vida.
Dilma Rousseff
Presidente, que decretou luto de três dias
Atirador era 'muito estranho', diz irmã adotiva
Segundo vizinhos, Wellington Oliveira era estranho e introspectivo. Rosilane, sua irmã adotiva, disse que ele era "muito estranho mesmo". Em carta, ele dá indicações para seu sepultamento. (Págs. 1 e Cotidiano C3)
'Ele recarregava a arma e dizia que não ia me matar'
"Vi uns sete amigos morrerem", disse o estudante Mateus Moraes, 13, em depoimento a Sérgio Rangel. "Cada vez que parava para recarregar, ele berrava: 'fica tranquilo, gordinho, não vou te matar'''. (Págs. 1 e Cotidiano C5)
Relatório do mensalão propõe devassa no BB e em conta do PT (Págs. 1 e Poder A4 e A6)

Fazenda decide aumentar o IOF também sobre crédito pessoal
Numa medida para tentar frear o consumo e conter a inflação, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou que o IOF no crédito de pessoas físicas vai passar de 1,5% para 3% ao mês em compras parceladas.

Em março, o índice IPCA chegou a 6,3% no acumulado em 12 meses, apenas 0,2 ponto abaixo do teto da meta de inflação. (Págs. 1 e Poder A9 e A10)
Por mais álcool, governo planeja taxar as vendas externas de açúcar (Págs. 1 e Mercado B1)

Editoriais
Leia "Castelo de cartas", sobre decisão judicial em relação a operação da PF, e "Tiros em Realengo", acerca do massacre em uma escola no Rio. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Massacre no Rio
Ex-aluno mata 10 meninas e 2 meninos em escola;
Três crianças estão em estado grave;
O atirador, que morreu, deu mais de 100 tiros

Um crime bárbaro chocou o Brasil ontem. Em cerca de 15 minutos, o ex-aluno de uma escola municipal do Rio invadiu o local, deu mais de cem tiros e matou dez meninas e dois meninos, de 12 a 15 anos.

Wellington Menezes de Oliveira, o assassino, tinha 23 anos. Ele entrou numa sala de aula, anunciou que faria "uma palestra" e atirou na cabeça das crianças que estavam nas primeiras mas, com um revólver calibre 38. Em seguida, foi para outra sala - segundo alunos, ele mandava que os meninos fossem para a parede e, mesmo diante das súplicas, Wellington atirou nas vítimas. Ele se matou com um tiro na cabeça, depois de ter sido atingido na perna por um policial. Quem o conhecia disse que Wellington era introspectivo, não se envolvia em confusão e não desrespeitava ordens. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3 a C5)

Cenas de horror indescritível

O horror é indescritível. Um policial que foi ao IML me disse que as crianças foram alvejadas na testa, de cima para baixo. Ele suspeita que o assassino as enfileirou e pediu que ajoelhassem para facilitar a tarefa. (Págs. 1 e Cidades C5)

Foto legenda: Desespero

Parentes de vítimas reagem diante da Escola Municipal, Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio
Presidência admite erro ao dar 'carona' em avião de Dilma
A Presidência admitiu ter falhado ao permitir a carona clandestina de uma amiga do comandante no avião que levou Dilma Rousseff a Natal (RN) no carnaval. O caso foi revelado ontem pelo Estado. O Planalto nega, porém, que a segurança da presidente tenha sido afetada. (Págs. 1 e Nacional A4)
Governo dobra IOF de empréstimo
A Fazenda elevou de 1,5% para 3% o IOF sobre operações de crédito para pessoa física. Segundo o ministro Guido Mantega, o objetivo é reduzir o consumo. (Págs. 1 e Economia B1)
Brasil vai reduzir teor de sódio de alimentos (Págs. 1 e Vida A18)

Opositor marfinense se declara presidente (Págs. 1 e Internacional A10)

Notas & Informações
O que precisava ser dito

Aécio subiu à tribuna para lançar a pedra fundamental, não descerrar uma obra política pronta. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Columbine à brasileira
País vive dia de terror semelhante a tragédias americanas

Eram 8h quando Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, chegou a uma escola municipal em Realengo, subúrbio do Rio, dizendo que ia fazer uma palestra e deu início a uma tragédia sem precedentes no Brasil.

Armado com dois revólveres, o ex-aluno começou a disparar. Matou 12 estudantes — 10 meninas e dois garotos, todos com idade entre 12 e 15 anos — e deixou pelo menos 12 feridos. Só parou depois que foi atingido no abdome por um policial e, em seguida, atirou na própria cabeça. O caso lembra o massacre de Columbine, ocorrido em abril de 1999 no interior do Colorado, nos Estados Unidos, no qual dois jovens invadiram escola secundária, mataram 13 pessoas e depois cometeram suicídio. (Págs. 1 e 6 a 13)

Foto legenda: Massacre atraiu uma multidão para a porta da Escola Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio

Foto legenda: Estudante ferido chega a hospital. Dos 12 mortos por atirador, 10 eram alunas de 12 a 15 anos.

Foto legenda: O assassino, Wellington de Oliveira, deixou carta com teor religioso e orientação sobre funeral

Foto legenda: Chamado por um aluno, o sargento Márcio Alves impediu que a chacina fosse ainda maior
Acabou o privilégio: PF substitui a polícia civil na segurança de Durval (Págs. 1 e 25)

Planos de saúde na berlinda
Forte adesão dos médicos ao dia de protesto dá força ao movimento contra seguradoras. Categoria promete novas ações. (Págs. 1 e 14)
Para frear o consumo, governo dobra imposto de empréstimos (Págs. 1 e 17)

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Valor Econômico

Manchete: Inflação resiste, dólar cai e governo tenta conter crédito
Um dia depois de anunciar medidas para tentar conter o ingresso de capitais externos, que valoriza o real, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, determinou mais uma ação, desta vez para conter um inimigo mais imediato, a inflação. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito ao consumo, inclusive o imobiliário, dobrou de 1,5% para 3%. O ministro volta a empregar uma das armas que usou em janeiro de 2008, também para brecar uma economia a pleno vapor. Os resultados não foram brilhantes: o crédito caiu no primeiro mês, estacionou no segundo e voltou a crescer daí em diante. E a arrecadação do IOF das pessoas físicas deu um salto, de R$ 3 bilhões para R$ 7,6 bilhões. O aumento da tributação agora pode ser mais eficaz porque há restrição nos prazos de financiamento, acreditam a Fazenda e o BC.

Acossado por nova onda de valorização do real e pelo avanço dos preços, o governo teve notícias ruins nos dois campos ontem. O dólar caiu 1,85%, para R$ 1,5840, sinal de que a extensão do IOF para empréstimos externos superiores a um ano foi encarado como inócuo.

Já o IPCA subiu 0,79%, quase igual ao 0,8% de fevereiro, quando a expectativa era de um recuo razoável. Com isso, a inflação no primeiro trimestre chegou a 2,44% e em 12 meses, a 6,3%. Dessa forma, a variação dos preços pode ultrapassar o teto da meta, de 6,5%, em abril. O resultado do IPCA de março refletiu a reaceleração das cotações dos alimentos, a disparada dos preços das passagens aéreas e combustíveis, o aumento expressivo do vestuário e a elevação significativa dos serviços (como aluguéis, empregados domésticos, conserto de automóveis e mensalidades escolares). (Págs. 1, C1, C2, C3, A2 e A4)
CPFL paga R$ 1,5 bi pela SIIF Énergies
Com a compra da empresa de energia eólica SIIF Énergies, por R$ 1,5 bilhão, a CPFL Energia passou a ser o segundo maior grupo desse segmento no mercado brasileiro. O negócio vai acrescentar 210 MW ao parque de geração da CPFL e outros 732 MW em projetos. Os quatro parques eólicos da SIIF foram construídos no âmbito do Proinfa e estão em operação no Ceará desde 2009. A SIIF pertencia aos fundos americanos Citi Participações, Liberty Mutual e Black River. O acordo prevê a incorporação da central eólica Quintanilha Machado, no Rio, que precisa ter sua localização alterada em função da expansão do aeroporto de Cabo Frio. Se a SIIF conseguir destravar o projeto no primeiro semestre, a CPFL pagará R$ 70 milhões a mais. Do total de R$ 1,5 bilhão, a CPFL vai desembolsar R$ 950 milhões em dinheiro. Outros R$ 544 milhões serão usados para pagar dívidas. (Págs. 1 e B7)
O papel de Mantega nos cem dias
Na atual geografia do poder, fica fora do Palácio do Planalto o gabinete do ministro mais influente dos primeiros cem dias do governo Dilma Rousseff: Guido Mantega. A fonte de seu poder reside na dificuldade de se distinguir onde termina o que Dilma pensa e onde começa o que quer o ministro. Em seu nome foram abertos os
"créditos" ao governo - eventuais "faturas" também serão enviadas a seu endereço.

Mantega é um dos raros ministros a ser recebido sozinho no gabinete da presidente, sem o onipresente Antonio Palocci (Casa Civil) - os outros dois são o próprio Palocci e o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. (Págs. 1, A9, A10 e A11)
Design do Brasil brilha no mercado externo
Cinquenta anos depois de nomes como Zanine Caldas e Sergio Rodrigues, o design contemporâneo brasileiro brilha no mercado internacional. Rodrigo Almeida, Zanini de Zanine, Julia Krantz, Alfio Lisi, Jader Almeida e Domingos Tótora são alguns dos talentos de uma nova geração que faz mobília com cara brasileira e se destaca na mídia, nos eventos e premiações. São designers da linhagem de artistas como os irmãos Campana, que "puxam a fila" do reconhecimento, com status de "pop stars" nos cinco continentes e põem o Brasil no minúsculo mapa do luxo. Hoje, 12 cadeiras assinadas pelos Campana estão num leilão da conceituada Phillips de Pury, com lance entre US$ 45,5 mil e US$ 57 mil cada uma. Um lustre
"chandelier", também "by Campana", terá lance inicial de US$ 81,4 mil. Eles certamente serão festejados também em Milão, na semana que vem, quando a cidade sedia o Salone del Mobile.

De olho no potencial desse mercado, Waldick Jatobá, diretor no Brasil do Banco Privado Português, se associou a Paulo Borges, idealizador do Fashion Week, para criar a Design São Paulo, feira que será realizada no Ibirapuera, junto com a semana de moda. Os dois apostam na expansão do segmento, de mãos dadas com o mercado de arte. Se Beatriz Milhazes, Adriana Varejão e Ernesto Neto vendem bem lá fora, por que não os designers que trabalham na fronteira com a arte? (Págs. 1 e Eu&FimdeSemana)
Foto legenda: Tragédia no Rio
Parentes de alunos e populares cercam Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, depois que o prédio foi invadido pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, que matou a tiros 12 alunos e feriu outros 12. Baleado na perna por um PM, o atirador suicidou-se. (Págs. 1, A3 e A4)
Localização e incentivos, os segredos da nova Extrema
Sergio Benedito Moreira, técnico em segurança do trabalho, mudou-se para Extrema, no sul de Minas, há seis meses. Chegou para ficar, com mulher e duas filhas, contratado por uma construtora que levanta um galpão para uma nova fábrica no município, num distrito industrial encravado entre as montanhas.

A localização de Extrema, na divisa com São Paulo, aliada a incentivos fiscais de ICMS e outros benefícios oferecidos pelo município, tem atraído muitas empresas para a cidade. De 2000 até agora, o número de indústrias saltou de 60 para 104. A evolução do valor adicionado no município proporcionado pela chegada dessas empresas fez a receita da prefeitura saltar de R$ 18,2 milhões em 2002 para R$ 71,3 milhões no ano passado. (Págs. 1 e A16)
Craques da gestão traçam os cenários para setor de fundos
Há muito ainda pela frente, mas o ano, por enquanto, tem como marca uma série de incertezas em diversos mercados. Neste ambiente de preocupações internas com a inflação, juros e câmbio, somado a um cenário internacional bastante conturbado, acertar o momento de entrar ou sair de uma aplicação ou ativo torna-se ainda mais importante. Para auxiliar o investidor, o Top Gestão 2011 traz os melhores administradores de recursos do país, segundo ranking elaborado pela Standard & Poor's (S&P), com exclusividade para a "ValorInveste", e suas visões para a economia e os diferentes mercados.

Palavras como "difícil", "confuso", "incerto" e "volátil" foram as mais ouvidas nas conversas com os gestores sobre os cenários para este ano. Mas muitos adicionaram às suas previsões termos como
"instigante", "oportuno" e "desafiador". (Pág. 1)
Banco Central Europeu faz o primeiro aumento de juros após a crise (Págs. 1 e C8)

Balança ameaçada
Projeções de bancos apontam para uma forte redução no superávit da balança comercial brasileira neste ano e possível déficit já em 2012. (Págs. 1 e A2)
Comércio Internacional desacelera
O crescimento do comércio mundial deve ficar ao redor de 6,5% este ano, segundo projeção da Organização Mundial do Comércio (OMC), muito abaixo da alta recorde de 14,5% no ano passado. (Págs. 1 e Al3)
Resort em Mangaratiba
O grupo Aman, sediado em Cingapura, dono de resorts na Ásia, África, EUA e Caribe, vai iniciar a construção de um empreendimento em Mangaratiba (RJ), o primeiro do grupo na América do Sul. (Págs. 1 e B4)
Aço
Investimentos para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, as obras do PAC, a exploração do pré-sal e os seguidos recordes da indústria automobilística trazem otimismo ao setor siderúrgico. País deve entrar em um novo patamar de consumo de aço nos próximos anos, prevê Sérgio Leite, da Usiminas. (Págs. 1 e Caderno Especial)
Falência da Imbra
A Justiça aceitou ontem o pedido de autofalência da Imbra, empresa de tratamentos odontológicos que acumula dívidas superiores a R$ 220 milhões. (Págs. 1 e B4)
Tuper diversifica operação
A Tuper, fabricante de tubos de aço e sistemas de escapamentos de São Bento do Sul (SC), investe para entrar no segmento de tubos de grandes dimensões para a indústria de construção civil e petróleo. (Págs. 1 e B8)
Odebrecht mira área de segurança
A Odebrecht anunciou ontem a criação de uma empresa para cuidar de seus negócios na área de defesa e segurança, a Odebrecht Defesa e Tecnologia, que será presidida por Roberto Simões. (Págs. 1 e B8)
Parceria para soja transgênica
O aumento da resistência de ervas daninhas ao glifosato levou as gigantes Bayer CropScience e Syngenta a unir esforços para desenvolver uma semente de soja resistente ao herbicida HPPD. (Págs. 1 e B11)
Café tem receita recorde
A escalada dos preços do café no mercado internacional, provocada pela oferta reduzida, fez as exportações brasileiras do produto alcançarem o recorde de US$ 6,3 bilhões nos últimos 12 meses. (Págs. 1 e B12)
Ideias
Claudia Safatle

Após cem dias de governo Dilma, inflação domina debate econômico e expectativas prosseguem em deterioração. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Luiz Fernando de Paula

O governo argentino deveria tornar menos expansionista sua política e combiná-la com uma política de rendas. (Págs. 1 e A15)
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Estado de Minas

Manchete: Pesadelo americano
"Não atira em mim; por favor, moço." Ai, ele ia lá e atirava na cabeça das crianças"
Jade Ramos, aluna da escola, conta como os colegas suplicaram para serem poupados pelo atirador Wellington Menezes

Massacre agora também é brasileiro

Já tinha ocorrido em Columbine, no Texas e em Virgínia Tech, nos EUA. Só que agora foi no Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro. Pela primeira vez, o trauma dos massacres em colégios assombra o Brasil. Às 8h, 400 crianças e adolescentes assistiam as aulas na Escola
Municipal Tasso da Silveira, quando chegou o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos. “Vim dar uma palestra”, disfarçou. Em seguida, sacou dois revólveres, invadiu as salas, matou 12 jovens e feriu outros 12. Só parou ao ser baleado nas pernas por um policial militar. Wellington se suicidou com um tiro na cabeça. “Só tinha visto isso em filme nos Estados Unidos. Aqui, não”, declarou o pai de um dos alunos.

As vítimas

Dez meninas e dois meninos, todos entre 12 e 15 anos, foram executados com tiros na cabeça e no peito.

O assassino

Adotado, vítima de bullying na infância e introvertido, matador não tinha registro de antecedentes criminais.

A comoção

Dilma chora e decreta luto oficial de três dias no país. O massacre repercute na imprensa de todo o mundo.

O alerta

Tragédia preocupa as famílias em Minas, e associações de pais propõem implantação de detectores de metal nas escolas. (Págs. 1 e 10 a 15)

Foto legenda: Matador recarrega a arma no corredor antes de fazer suas últimas vítimas. Desesperados, alunos da sala em frente correm em direção à saída da escola, aonde alguns chegam feridos
Plano de saúde
Paralisação atinge até 90% dos médicos (Págs. 1 e 16)
Brasileiro esquecido em prisão dos EUA
Acusado pela ex-mulher de molestar os filhos, ex-modelo está na cadeia há mais de dois nos, sem julgamento. Fiança é de US$ 75 milhões. (Págs. 1 e 22)
Belo Horizonte
Bairros nobres correm maior risco de dengue (Págs. 1, 25 e 26)
Educação em MG
Ofensa a Lula faz governo bloquear banco de provas (Págs. 1 e 9)
Custo de vida
Crédito pessoal mais caro para segurar inflação (Págs. 1 e 17)
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Jornal do Commercio

Manchete: Massacre no Rio (Pág. 1)

Governo eleva imposto de financiamentos (Pág. 1)

Fim de contratos fecha leitos no Oswaldo Cruz (Pág. 1)

Boicote a planos tem adesão de 80% dos médicos (Pág. 1)

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Zero Hora

Manchete: O país em choque
Do lado de fora de escola no Realengo, no Rio, mulher traduz a perplexidade diante do ato de um ex-aluno de 23 anos, que matou pelo menos 12 adolescentes e se suicidou

O herói que evitou uma tragédia maior.

Como falar do massacre às crianças. (Págs. 1, 4 a 8 e David Coimbra, 2)

Editorial: O que fazer com essa dor? (Págs. 1e 18)
Por que Itaipu custará mais para o Brasil (Págs. 1 e 26)

Congresso
Novo Código amplia penas alternativas (Págs. 1 e 37)
Operação Déjà Vu II: Preso assessor do Piratini em Brasília
Detido pela PF na apuração de desvios no Pronasci, Rodrigues teve nomeação anulada. (Págs. 1, 12 e Rosane de Oliveira)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta quinta-feira

O Globo

Manchete: Petrobras prevê aumento da gasolina. Mantega nega
Gabrielli diz que será preciso acompanhar alta do barril no exterior

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, voltou atrás e admitiu ontem que poderá subir o preço dos combustíveis nas refinarias, o que acabaria sendo repassado aos postos de gasolina. Ele lembrou que não há aumento desde 2009, apesar de o preço do barril de petróleo, só nos últimos dois meses, ter saltado de US$ 100 para US$ 122 no mercado internacional. Nas bombas, o consumidor do Rio já está pagando mais de R$ 3 pelo litro de gasolina - 23,6% a mais do que a média de 2009. Sem saber das declarações de Gabrielli, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que "não está prevista nenhuma alta da gasolina no Brasil". Recentemente, a Petrobras chegou a anunciar que importaria gasolina para atender a demanda crescente. (Págs. 1, 21 e Miriam Leitão)
Sorria, o metrô um dia chega à Barra
Obra ficará pronta só em 2016

O trecho de metrô entre a Praça General Osório, em Ipanema, e o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, vai receber passageiros, mas só em maio de 2016, faltando apenas três meses para os Jogos Olímpicos. O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, admitiu ontem que o cronograma apertado não permitirá a conclusão da estação da Gávea em menos de cinco anos. As estações vão operar como se fossem uma extensão da linha atual, com tarifa normal (R$ 3,10). (Págs. 1 e 13)
Governo tenta, de novo, conter dólar baixo
Com o dólar ameaçando romper o piso de R$ 1,60, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a elevação para 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em empréstimos no exterior de empresas e bancos com prazo de até dois anos. Semana passada, já tinha subido o IOF para transações de até um ano e para compras no cartão de crédito. Para analistas, a medida será inócua. (Págs. 1 e 23)

Merval Pereira

Mais uma vez a montanha pariu um rato e só reforça o descrédito de Mantega no mercado. (Págs. 1 e 4)
Cai delegado que evitava a Linha Vermelha
O delegado titular da 64ª DP (Vilar dos Teles), A1mir Queiroz, foi afastado do cargo pela Chefia de Polícia Civil, após admitir que à noite não passa pela Linha Vermelha. Ali, 20 pessoas sofreram arrastão anteontem. (Págs. 1 e 18)
Kadafi implora a Obama por fim de ataques
Numa carta de três paginas, o ditador líbio, Muamar Kadafi, apelou ao presidente dos EUA para que suspenda os ataques da Otan. Ele desejou sorte na reeleição a Obama, a quem chamou de querido filho. (Págs. 1 e 31)
Foto legenda: Polícia de bueiros
Policiais acompanham perícia em bueiro de Copacabana. O objetivo era checar se a Light usa na galeria óleo ascarel, proibido há dez anos. O vice-governador responsabilizou antigas diretorias da empresa pelas explosões. (Págs. 1 e 14)
Pai e filhos são suspeitos de homofobia
Um fazendeiro e seus dois filhos, de 17 e 13 anos, são suspeitos do assassinato, a facadas, da namorada da filha dele, em Goiás. Para a polícia, o crime foi motivado por homofobia. O pai está preso, e os filhos, apreendidos. (Págs. 1 e 11)
Portugal pede socorro à União Europeia
Portugal tornou-se o terceiro país da região a pedir socorro para sair da crise financeira. Até agora, Grécia e Irlanda receberam recursos de União Europeia e FMI. A previsão é que o país receba entre € 60 bi e € 80 bi. (Págs. 1 e 22)
Carlos A. Sardenberg
No keynesianismo brasileiro, o governo patrocina intervenção numa empresa privada campeã. (Págs. 1 e 6)
Aécio faz chamado à oposição e critica gestão do PT (Págs. 1, 3 e 4)

Ancelmo Gois
Até fim de maio, Lula já terá faturado seu primeiro milhão de dólares como conferencista. (Págs. 1, 16 e 17)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Petrobras agora admite que gasolina pode subir
Estatal vinha descartando repasse da alta do petróleo; para Mantega, não há aumento previsto

Em mudança de discurso, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli disse que em SP que, se o preço do petróleo continuar no patamar atual, haverá reajuste nos combustíveis no país.

Em Brasília, o ministro Guido Mantega afirmou que não há previsão de alta. (Págs. 1 e Mercado B1)
Foto legenda: Com gás
Soldado pró-oposição usa máscara em Abidjã (Costa do Marfim); em
'bunker', o presidente Gbagbo se recusa a deixar o poder (Págs. 1 e Mundo A18)
Governo mexe de novo no IOF para tentar segurar dólar
O governo modificou a cobrança do IOF de 6% nos empréstimos externos em mais uma tentativa de conter a valorização do real. O prazo foi ampliado para operações com prazo de até dois anos - antes era um.
No trimestre, a entrada líquida de US$ 35,6 bilhões foi recorde. (Págs. 1 e Poder A15)
Crise da dívida obriga Portugal a pedir ajuda à União Europeia
Com a dívida pública em alta, o premiê demissionário de Portugal, José Sócrates, foi à TV anunciar a decisão do país de pedir ajuda financeira à União Europeia.

Para analistas, o resgate pode chegar a € 80 bilhões (R$ 184 bilhões). Antes, Grécia e Irlanda haviam recebido empréstimos. (Págs. 1 e Mundo A16)
Lula despreza novo relatório da PF relativo ao mensalão
O ex-presidente Lula ironizou, nos EUA, o impacto de novo relatório da PF que aponta uso de dinheiro público no mensalão, informa Andrea Murta.

Após palestra sobre educação na Microsoft, Lula disse a jornalistas que, caso o documento entre nos autos, o processo "só vai ser julgado em 2050". (Págs. 1 e Poder A4)

“Poucos têm a criatividade natural do povo brasileiro, possivelmente porque temos muitas praias. Quem mora na beira da praia é mais alegre, feliz e criativo.
Lula, em palestra na Microsoft
Congresso decide suspender novas concessões de TV (Págs. 1 e Poder A8)

Eliane Cantanhêde
Dilma vai se calar na China diante de prisão política? (Págs. 1 e Opinião A2)
Marion Strecker
Internet obrigou os veículos a criar para si uma nova vida. (Págs. 1 e Mercado B13)
Mônica Bergamo
MinC compra todo acervo de cenas de futebol do Canal 100. (Págs. 1 e E2)
Editoriais
Leia "Continência", sobre a relação entre a presidente Dilma Rousseff e os militares, e "Congestão paulistana", que comenta a situação do trânsito em SP. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Governo amplia IOF para conter dólar
Imposto incidirá sobre empréstimos de prazo mais longo no exterior; Mantega diz evitar medidas 'drásticas' por causa de 'efeitos colaterais'

Preocupada com a valorização do real e com o aumento do crédito no País, a Fazenda decidiu estender a cobrança de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para todos os empréstimos tomados fora do País com prazo inferior a dois anos. A medida tem como objetivo reduzir a entrada de dólares e, com isso, evitar uma alta ainda mais forte do real. O ministro Guido Mantega negou que esteja adotando soluções a conta-gotas, mas admitiu que está evitando “tomar medidas mais drásticas", porque elas “têm efeitos colaterais". O anúncio da nova medida, quando o dólar esteve prestes a romper a marca de
R$ 1,60, evidenciou a estratégia do governo de defender pisos informais para o câmbio. O padrão de sempre o mesmo: quando o dólar ameaça ultrapassar uma taxa considerada simbólica, a equipe econômica acena com novas medidas e, algum tempo depois, ações são efetivamente acionadas. (Págs. 1 e Economia B1)

Entrada de dólar é alta

Apesar das medidas para evitar uma valorização maior do real, o fluxo de dólares para o País continua forte. As entradas de dólares superaram as saídas em USS 35,59 bilhões no primeiro trimestre, informou o Banco Central. Esse valor supera em 46,2% o registrado em todo o ano passado. (Págs. 1 e Economia B3)
Avião de Dilma dá 'carona' a amiga do comandante
O comandante do avião da Presidência, coronel Geraldo de Lyra Junior, infiltrou uma amiga no voo que levou Dilma Rousseff para Natal no carnaval. O episódio abriu uma crise no Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela segurança da presidente. A "convidada" disse que Dilma não sabia de sua presença e que sua mala foi parar no gabinete presidencial. (Págs. 1 e Nacional A4)
Foto legenda: Aécio faz defesa de FHC
Aécio Neves e José Serra no plenário do Senado, onde o senador mineiro discursou; ele defendeu a herança de FHC, elogiou Lula e disse que, "entre os interesses do País e a conveniência do partido, o PT escolheu o PT". (Págs. 1 e Nacional A8)
Portugal recorre à UE para evitar insolvência
O governo de Portugal admitiu que vai recorrer com urgência aos recursos da União Europeia para evitar a insolvência de suas contas. "O país foi irresponsavelmente empurrado para uma situação muito difícil nos mercados financeiros", disse o ministro Fernando dos Santos (Finanças). O anúncio foi feito 15 dias após o Parlamento rejeitar pacote de austeridade. (Págs. 1 e Economia B15)
Gasolina pode subir se petróleo mantiver alta
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que o preço da gasolina e demais derivados do petróleo poderá subir se o preço do ó1eo se mantiver no nível atual. O ministro Guido Mantega (Fazenda) negou enfaticamente. Cidades do interior de São Paulo ficaram sem gasolina por algumas horas nos dois últimos dias. (Págs. 1 e Economia B4 e B5)
Um país que envelhece
Estudo do Banco Mundial aponta que o Brasil envelhece rapidamente e, em 2050, tem em termos proporcionais mais idosos do que o Japão. Os benefícios e prejuízos que a mudança trará ao País dependerão das políticas públicas. O estudo alerta que "os países ricos primeiro ficaram ricos, depois ficaram velhos". (Págs. 1 e Economia B6)
Golfo articula saída do ditador do Iêmen
Os governos da Arábia Saudita e de outros países do Golfo articulam acordo para que o presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, entregue o poder a um conselho tribal e político. Há dois meses o Iêmen enfrenta onda de protestos, reprimidos com violência por Saleh, no cargo há 33 anos. (Págs. 1 e Internacional A14)
Projeto do novo Código Florestal deve mudar (Págs. 1 e Vida A22)

Dora Kramer
Punhos de renda

Aécio Neves mostrou prestigio ao levar políticos em profusão para ouvi-lo no Senado, mas não deu razões ao governo para perder seu sereno sono. (Págs. 1 e Nacional A6)
Eugênio Bucci
TV pública é TV laica

Se a direção da TV Brasil conseguir suspender a transmissão de missas católicas e cultos evangélicos, será um feito bíblico. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Notas & Informações
STJ derruba 'Castelo de Areia'

O julgamento do recurso da Camargo Corrêa foi decisivo para reforçar o império da lei. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Pandora, uma novela sem data para acabar
Revelado ao país pela Operação Caixa de Pandora, o maior escândalo de corrupção da história de Brasília pôs em evidência ontem três de seus personagens: o ex-procurador-geral de Justiça Leonardo Bandarra, a promotora Deborah Guerner e a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Em julgamento no Conselho Nacional do Ministério Público, o relator do processo defendeu pena máxima — a expulsão do serviço público — para Bandarra e Deborah, acusados de corrupção, extorsão e formação de quadrilha. Um pedido de vista suspendeu a sessão, que já durava oito horas, após dois conselheiros acatarem integralmente o voto do relator. O caso, agora, só deve ser retomado em 17 de maio. De volta à cena, Jaqueline — que não aparecia em público desde a divulgação do vídeo em que ela e o marido são flagrados recebendo dinheiro do delator do esquema, Durval Barbosa — foi à Câmara dos Deputados e anunciou que não vai renunciar ao mandato. Seu destino está nas mãos do Conselho de Ética da Casa em processo que pode resultar na cassação da parlamentar. (Págs. 1 e 29 a 32)

Foto legenda: Após uma crise nervosa, Deborah Guerner deixa o julgamento. A promotora discutiu com seus advogados e com o marido: houve gritos, xingamentos e ameaças

Foto legenda: Bandarra chega para o julgamento ao lado da advogada Gabriela Bemfica. Prazo de afastamento do MP, por causa do processo, acaba na semana que vem.

Foto legenda: Três quilos mais magra, Jaqueline Roriz foi pessoalmente ao Conselho de Ética entregar sua defesa. Ela afirma que está com a consciência tranqüila.
Envelhecer é desafio para o Brasil
Até 2050, o país terá 49% da sua população ativa com mais de 65 anos. Essa realidade exigirá do governo grandes reformas e investimentos em áreas como a saúde e a previdência social. Mudanças que devem começar a partir de agora. (Págs. 1, 10, 16 e Visão do Correio, 22)
Oposição: Críticas ao PT abrem debate de 5 horas no Congresso
No primeiro discurso desde a posse, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) assumiu a voz da oposição e abriu debate que inflamou petistas. Ele fez críticas ao governo de Lula, às movimentações iniciais da presidente Dilma e ao comportamento do PT em momentos cruciais para a democracia no país, como a eleição de Tancredo. (Págs. 1, 2 e 4)
Dia difícil: Mantega aumenta imposto e desmente Petrobras
Para combater a entrada de dólar e a desvalorização da moeda norte-americana frente ao real, o ministro da Fazenda anuncia o aumento do IOF para 6%. Na mesma entrevista, descarta reajuste dos combustíveis, possibilidade levantada pelo presidente da estatal do petróleo, Sergio Gabrielli. (Págs. 1 e 18)
Em greve: Médicos dos planos de saúde cruzam os braços
O protesto dos profissionais promete suspender o atendimento ambulatorial aos pacientes conveniados. A categoria reivindica o reajuste no valor mínimo de reembolso das consultas de R$ 30 para R$ 60, no mínimo. Somente as emergências dos hospitais particulares vão funcionar. (Págs. 1 e 14)
Olho artificial
Cientistas japoneses produzem retina em laboratório usando células-tronco de camundongo. (Págs. 1 e Ciência, 28)
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Valor Econômico

Manchete: Aumenta restrição ao crédito externo
O governo estendeu a incidência do IOF de 6% aos empréstimos externos com prazos de até dois anos, assim como para operações de repactuação e assunção de dívidas no exterior por empresas e bancos. Na semana passada, quando resolveu tributar os empréstimos em moeda estrangeira, o governo havia estabelecido que os contratos com prazos superiores a 360 dias estariam isentos. Ontem, apertou um pouco mais a medida e agora só operações acima de dois anos é que deixarão de recolher o imposto.

Essa é mais uma das ações que o governo vem adotando desde outubro do ano passado na tentativa de impor freios à apreciação do real. Este ano, até ontem, a moeda teve valorização de 3,22% em relação ao dólar. Se, por um lado, a apreciação pode ajudar o Banco Central na política de controle da inflação, por outro reduz a competitividade dos exportadores brasileiros e coloca o ministro da Fazenda sob pressão.(Págs. 1 e C1)
Oi vai à Anatel e Cade contra concorrentes
A operadora de telefonia Oi recorreu à Anatel e ao Cade contra as concorrentes Vivo, Claro e TIM, alegando que elas se recusam a reduzir as tarifas de interconexão cobradas nas ligações entre telefones fixos e móveis. A interconexão é o nome que se dá ao uso da rede de uma operadora por outra para completar uma chamada. Toda vez que o assinante de uma tele chama um número de outra operadora, esta é remunerada. Segundo a Oi, as operadoras Vivo, TIM e Claro se negam a diminuir as tarifas de interconexão fixo-móvel porque representam até um terço da receita. "A situação está insustentável e gera distorções no mercado de telefonia móvel", afirma o diretor da Oi, Paulo Mattos. As outras empresas não comentam o assunto. (Págs. 1 e B1)
Foto legenda: Portugal pede ajuda
Em final de mandato, o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, pediu socorro financeiro à União Europeia, depois que o país teve de pagar juros ainda mais altos para vender títulos e rolar suas dívidas no leilão de ontem. Portugal segue, assim, o caminho de Grécia e Irlanda. (Págs. 1 e C11)
Limites ao trabalho no concorrente
Um ex-executivo de uma empresa especializada em enzimas para as indústrias farmacêutica e de alimentos foi proibido pela Justiça de atuar como sócio de uma companhia concorrente. Ele assinou cláusulas de não concorrência, comprometendo-se a ficar um ano sem trabalhar em empresas do ramo, e de confidencialidade com a indústria na qual trabalhou. Saiu em maio do ano passado e em setembro já tinha se tornado sócio de uma concorrente alemã.

Cláusulas como essas têm sido cada vez mais comuns nos contratos de altos executivos para proteger segredos empresariais. Apesar de não estarem previstas em lei no Brasil, têm sido aceitas no Judiciário, desde que não restrinjam a liberdade de trabalho do empregado. No entanto, a medida judicial adotada contra o executivo, para retirá-lo imediatamente da sociedade, ainda é pouco utilizada e tem sido aplicada apenas na Justiça comum. (Págs. 1 e E1)
Insetos poderão substituir as carnes
Comer insetos deixará de ser uma excentricidade. A FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura, passou a considerar esses animais como fonte alternativa de proteínas para consumo humano. Por trás da iniciativa está a preocupação de que as carnes não serão suficientes para fornecer as proteínas necessárias à população mundial de 9 bilhões de pessoas em 2050.

Cerca de 1,7 mil espécies de insetos já são consumidos no mundo. Mas eles entraram no foco dos cientistas pelo nível expressivo de proteínas que carregam, às vezes mais que a carne. Na Holanda, o Ministério da Agricultura ofereceu € 1 milhão para que um grupo de 70 pesquisadores, comandados por Arnold van Huis, da Universidade de Wageningen, transforme insetos em uma "iguaria" palatável. A ideia é extrair a proteína para industrialização. A criação de insetos produz menos gases nocivos ao ambiente do que os rebanhos bovinos, caprinos e suínos. "A barreira é cultural", disse Van Huis ao Valor. (Págs. 1 e B14)
Voto sobre trem-bala reflete a falta de unidade do PDSB
No momento em que o PSDB pretende demonstrar unidade sob a liderança do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ontem fez seu discurso de estreia no Senado, o partido não conseguiu unificar um discurso contrário ao projeto que cria o trem-bala, cujo texto-base foi aprovado terça-feira na Câmara dos Deputados. A atuação dos tucanos no plenário refletiu as divergências internas entre
"alckmistas", "serristas" e "aecistas".

Oriundos do Estado mais beneficiado pelo trem-bala, os paulistas defenderam o projeto, com ressalvas à engenharia financeira, seguindo orientação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. (Págs. 1 e A11)
Congresso não julgou contas de Lula e FHC
O Congresso não julgou as contas do governo federal dos últimos oito anos, nos dois mandatos de Lula, e nem do último ano de Fernando Henrique Cardoso (2002). As contas dos presidentes do STF, do STJ, do Senado e da Câmara relativas a vários exercícios também esperam a boa vontade dos líderes partidários para entrar na pauta de votação das duas Casas do Legislativo.

A apreciação anual dessas contas é determinação constitucional. E há um caso extremo: até hoje, o Congresso não julgou uma parte das contas de Fernando Collor em 1992. (Págs. 1 e A2)
Trabalho escravo é face podre da indústria da moda (Págs. 1 e B4)

Parcerias energéticas com a China
Parcerias entre estatais brasileiras e chinesas nas áreas de exploração de petróleo e energia elétrica vão dominar a lista de acordos a serem assinados durante a visita da presidente Dilma Rousseff à China. (Págs. 1 e A6)
Editoras investem nos turistas
Com o aumento do número de turistas brasileiros no exterior, editoras investem no lançamento de guias de turismo, cujas vendas cresceram 20% no ano passado em redes como Saraiva e Fnac. (Págs. 1 e B6)
Estratégia classe A
Iguatemi reforça sua aposta no público de alto poder aquisitivo e amplia sua participação em shoppings voltados para as classes A e B no Sudeste e Sul do país. (Págs. 1 e B7)
GE foca gigantes asiáticos
Com resultados até agora decepcionantes em grandes economias emergentes como a China e a Índia, a General Electric reorganiza suas operações na Ásia. (Págs. 1 e B9)
Localfrio quer 'saída para o mar'
A Localfrio, empresa de logística com retroáreas no Guarujá (SP), Itajaí (SC) e Suape (PE), pretende se tornar um dos líderes na operação de contêineres do país no médio prazo. Para isso, prepara-se para disputar licitações de novos portos e terminais, diz Marcelo Orpinelli. (Págs. 1 e B10)
Escalada do café
O preço médio do café no mercado internacional, medido pela OIC, encerrou março a US$ 2,2433 por libra-peso, maior valor desde junho de 1977. (Págs. 1 e B13)
Verde aposta em termopotássio
A Verde Fertilizantes, empresa de investidores brasileiros constituída em Londres e com capital aberto em Toronto (Canadá), vai investir R$ 280 milhões para produzir potássio a partir da glauconita em Minas Gerais. (Págs. 1 e B14)
Aposta garantida em commodities
Após atrair os investidores mais conservadores para os fundos de capital protegido atrelados ao Ibovespa, gestoras apostam em carteiras de commodities com as mesmas características. (Págs. 1, D1 e D2)
Investidores arredios
Com a bolsa patinando e sem grandes lançamentos de ações, desde outubro quando atingiu o recorde de 630,8 mil investidoras - o número de aplicadores pessoas físicas vem recuando. No fim de março, o total foi de 597 mil. (Págs. 1 e D3)
Remuneração milionária
Rubens Ometto, fundador e presidente do conselho da Cosan, vai receber US$ 25 milhões anuais por dez anos na empresa que está sendo criada com a Shell, além de plano de opções avaliado em US$ 50 milhões. (Págs. 1 e D4)
Ideias
Andrei Spacov

Permitir flutuação maior do câmbio é a saída menos dolorosa para os problemas que nos afligirão nos próximos anos. (Págs. 1 e Al4)
Ideias
Alexandre Schwartsrnan

A política cambial é inconsistente com o regime de metas e causa direta do desvio para cima da inflação. (Págs. 1 e A15)
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Estado de Minas

Manchete: SOS Saúde
Médicos fazem protesto e deixam de atender usuários de planos

Em queda de braço com as operadoras devido à baixa remuneração, os médicos paralisam hoje, Dia Mundial da Saúde, o atendimento a associados de convênios. Não haverá consultas, nem cirurgias programadas. Só casos de urgência terão atenção. A greve prejudica 45,7 milhões de usuários no país, 4,7 milhões em Minas. Segundo entidades médicas, em 10 anos, os planos aumentaram 140%, enquanto o reajuste dos profissionais foi de pouco mais de 40%. (Págs. 1, 11, 13, 14, 20 e 28)
Senado: Aécio instaura debate entre a oposição e o governo
O senador do PSDB estreou na tribuna conclamando os oposicionistas ao confronto de ideias e posições com o governo. Num discurso duro, mas elegante, desfiou histórico de críticas ao PT e apontou falhas da gestão Lula, continuada por Dilma, como o descontrole dos gastos públicos, que alimenta a inflação. Ao rebatê-lo, o líder petista, Humberto Costa (PE), não deixou de saudá-lo como “o melhor quadro da oposição”. (Págs. 1, 3 e 4)
Pacientes processam prefeituras
Cerca de 80% das ações em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais contra as administrações municipais são motivadas pelo mau atendimento na área da saúde. Há atualmente mais de 5 mil processos. Entre os motivos estão a falta de leitos ou de medicamentos, fila para tratamento de doenças graves e cirurgias não realizadas. (Págs. 1, 11, 13, 14, 20 e 28)
Infestação de dengue
Mosquito está em 9% das casas em área da centro-sul. (Págs. 1, 11, 13, 14, 20 e 28)
Infecção hospitalar
Problema acomete 15% dos internados no Brasil. (Págs. 1, 11, 13, 14, 20 e 28)
Câmbio
Governo dá novo aperto no crédito para segurar dólar. (Págs. 1 e 17)
Guerra na Líbia
Kadafi escreve a obama e pede o fim dos ataques. (Págs. 1 e 19)
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Zero Hora

Manchete: STF manda pagar piso de R$ 1.187 a professores
Ministros do Supremo determinam que Estados e municípios adotem o salário mínimo nacional estabelecido para profissionais do magistério. (Págs. 1 e 47)

O que também conta para qualificar o ensino. (Págs. 1, 4 e 5)
Alta no preço: Gasolina divide o governo
Gabrielli, presidente da Petrobras, cogita aumento, mas Mantega o desautoriza. (Págs. 1 e 18)
Grão dourado: Colheita indica soja recorde no RS
Produção deverá chegar a 10,65 milhões de toneladas, avanço de 4,3%. (Págs. 1 e 24)
Igreja lesada: Governo português investiga diplomata
Inspeção tenta esclarecer sumiço de R$ 2,5 milhões da Arquidiocese de Porto Alegre. (Págs. 1 e 40)
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta quarta-feira

O Globo

Manchete: Construção de Belo Monte provoca crise internacional
OEA pede suspensão do projeto e Dilma manda Itamaraty reagir a altura

A resistência à construção da hidrelétrica de Belo Monte, maior obra do PAC, no Pará, cruzou fronteiras. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), pediu oficialmente ao governo brasileiro a suspensão do processo de licenciamento da usina, abrindo uma crise internacional. Irritada, a presidente Dilma Rousseff determinou ao Itamaraty que redigisse uma nota "à altura". No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores chamou de "precipitadas e injustificáveis" as recomendações da Comissão. A OEA quer ainda que as comunidades indígenas tenham acesso aos relatórios de impacto social e ambiental.

Sob novo comando, a Vale tem agora boas chances de investir em Belo Monte. (Págs. 1, 19, 22 e Míriam Leitão)
Comandante Dilma
Na primeira cerimônia com militares, a presidente Dilma comandou a promoção de oficiais e afirmou: "Um país que conta com Forças Armadas caracterizadas pelo estrito apego às obrigações constitucionais é um país que corrigiu caminhos." Dilma evitou temas polêmicos, como os arquivos da ditadura, e recebeu a Ordem do Mérito da Defesa, jamais dada a uma mulher. (Págs. 1, 9, Elio Gaspari e Zuenir Ventura)

Foto legenda: Condecorada, Dilma sorri; um general encobre Temer, investigado pelo STF: presidente disse que país corrigiu caminhos e consolidou a democracia
Foto legenda: A 'marcha da UDR' pelo PCdoB
Num sinal dos tempos, ruralistas que já foram ligados à velha UDR marcham na Esplanada em defesa do projeto de um líder do Partido Comunista do Brasil, Aldo Rebelo, alterando o Código Florestal. (Págs. 1, 3 e Ilimar Franco)
Ajuste ainda não chegou aos gastos sigilosos
Os gastos sigilosos com cartão corporativo da Presidência cresceram 62% em janeiro e fevereiro. O governo alega que os "eventos de encerramento" da gestão Lula, em dezembro, puxaram essa alta. (Págs. 1 e 4)
Exército vai deixar o Alemão com dez UPPs
O Exército planeja deixar os complexos do Alemão e da Penha em setembro, um mês antes do prazo acordado entre o estado e o Ministério da Defesa. No lugar dos militares, surgirão dez Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Este será o maior conjunto de UPPs já instalado pela Secretaria de Segurança, com o emprego de 2.200 PMs. (Págs. 1 e 12)
Vale: mercado reage bem a novo comando
A indicação de Murilo Ferreira para a presidência da Vale agradou ao mercado. Para analistas, ele é técnico, mas tem bom trânsito com o governo. Desde o último dia 31, desligou-se de sua empresa, na expectativa de assumir a nova função. (Págs. 1, 22 e 23)
Obama: sem acordo sobre cortes, EUA podem parar (Págs. 1 e 29)

Enquanto isso, Temer...
Em inquérito que tramita no STF, o vice-presidente Michel Temer é suspeito de receber propina de uma empresa com interesses no Porto de Santos. Na época, o porto era administrado por um indicado de Temer. O vice nega qualquer envolvimento. (Págs. 1 e 10)
STJ invalida grampo com base em denúncia anônima (Págs. 1 e 10)

Contra 'saidinhas', celulares são proibidos em agências bancárias (Págs. 1 e 13)

Apesar de cessar-fogo, presidente da Costa do Marfim se nega a sair (Págs. 1 e 27)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Justiça anula provas da PF em inquérito sobre empreiteira
Superior Tribunal de Justiça desqualifica grampos telefônicos da Operação castelo de Areia

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou todas as provas obtidas a partir das escutas telefônicas da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que investigou denúncias de corrupção em obras públicas.

A decisão compromete a investigação de executivos da construtora Camargo Corrêa acusados de crimes financeiros, pagamentos de propinas e fraudes em licitações. A empreiteira sempre negou as irregularidades. (Págs. 1 e Poder A4 e A6)
Foto legenda: Segura, peão
Em palco montado na Esplanada dos Ministérios, ruralistas tocam berrantes em ato pela aprovação da revisão do Código Florestal; segundo a PM, 10 mil pessoas participaram das manifestações em Brasília. (Págs. 1 e Ciência C11)
De cada 4 tribunais, 3 terão de mudar horário
Quase 75% dos tribunais estaduais do país desrespeitam resolução do Conselho Nacional de Justiça que determina atender o público de segunda a sexta, das 9h às 18h. Só em 7 dos 27 existentes o cidadão é recebido no horário comercial.

Para representantes dos tribunais de Justiça e da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), a resolução é inconstitucional porque caberia aos Estados definir os horários de funcionamento. É possível um recurso no STF. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
EUA dão 'delação premiada' para desertores líbios
Os EUA e a Europa ofereceram "delação premiada" a colaboradores de Muammar Gaddafi. O Tesouro americano suspendeu sanções contra Moussa Koussa, ex-chanceler líbio. A oferta pode ser estendida para outras pessoas. (Págs. 1 e Mundo A15)
Radiação atinge peixes perto de usina no Japão
O Japão informou que peixes pescados em Ibaraki, a 80 km de Fukushima, apresentaram índices de iodo radioativo acima do limite legal. O bombeamento de água radioativa ajudou a contaminar a água perto da usina. (Págs. 1 e Mundo A14)
Análise: Orquestras não são instituições de filantropia
Uma orquestra, como a Sinfônica Brasileira, precisa dar plano de carreira e aposentadoria suplementar. Mas ela não é uma instituição filantrópica. (Págs. 1 e Ilustrada E1)
Análise: Sérgio Vale - BC europeu tem pela frente uma escolha difícil
O BC europeu enfrenta uma "escolha de Sofia": combater a inflação ou manter estímulos ao fraco crescimento. (Págs. 1 e Mundo A16)
Editoriais
Leia "Código agroflorestal", que cobra um novo texto da lei ambiental, e "O decurso do mensalão", sobre a ação no Supremo Tribunal Federal. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: FMI admite controle de capital, mas só em último caso
Pela primeira vez, Fundo endossa, com ressalvas, que emergentes imponham barreiras a investimentos

Pela primeira vez em seus quase 70 anos de história, o Fundo Monetário Internacional admitiu a adoção de controles de entrada de capital estrangeiro, em um documento divulgado ontem. Mas o teto recomenda a adoção de outras medidas antes de se levantar barreiras a entrada de capitais e defende cautela na adoção dos controles. As barreiras seriam o último recurso a ser usado por países emergentes. O representante brasileiro no FMI, Paulo Nogueira Batista, reagiu com irritação às recomendações, em um momento em que o Brasil enfrenta grande pressão no câmbio. “O FMI não tem conhecimento acumulado sobre o assunto", disse Nogueira. "O Brasil fará o que for preciso para conter o fluxo de dólares." Para o Fundo, porém, o principal instrumento usado pelo Brasil para frear o ingresso de capitais estrangeiros - o aumento do IOF que incide sobre investimentos de renda fixa não trouxe o resultado esperado pelo governo. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Foto legenda: Desafio na Costa do Marfim
Guerrilheiros leais ao presidente eleito da Costa do Marfim. Alassane Ouattara, se preparam para o "ataque final" às forças do presidente de facto, Laurent Gbagbo. Diplomatas da ONU e da França disseram que Gbagbo negocia a rendição - o que ele negou, em tom desafiador. (Págs. 1 e Internacional A9)
Presidente diz que País 'corrigiu caminhos' após o regime militar
Militares atenderam a pedido do cerimonial e a presidente Dilma Rousseff não recebeu continências em solenidade de promoção de oficiais das Forças Armadas. Em frase endereçada aos generais, Dilma fez referência ao regime militar e disse que o País “corrigiu seus próprios caminhos". (Págs. 1 e Nacional A8)
Dilma cede a prefeito e deve rever corte
A presidente Dilma Rousseff já cogita ceder ao lobby dos prefeitos, preocupados com a eleição, e prorrogar a validade de obras e serviços contratados por convênios feitos na gestão de Lula. Para fazer valer o ajuste fiscal anunciado em fevereiro, o governo anunciara a intenção de cancelar parte das despesas contratadas pela administração anterior e deixadas sem pagamento. (Págs. 1 e Nacional A4)
Japão: A gueixa que vence tsunamis
Tsuyako Ito, a última gueixa de Kamaishi, sobreviveu ao quarto tsunami em seus 84 anos de vida. No primeiro deles, em 1933, sua mãe a levou nas costas para um local seguro. Desta vez, ela iria se apresentar num restaurante quando a onda gigante chegou. Um admirador a carregou, nas costas, para um ponto mais elevado. (Págs. 1 e Internacional A12)
OEA pede suspensão da obra de Belo Monte (Págs. 1 e Economia B8)

STJ anula provas da PF e esvazia Operação Castelo de Areia
O Superior Tribunal de Justiça esvaziou a Operação Castelo de Areia, deflagrada em 2009 pela Polícia Federal sobre esquema que envolveria executivos da Camargo Corrêa. O STJ julgou ilegais as provas obtidas pela PF - só valerá o que não se originou de denúncia anônima, ou seja, quase nada. (Págs. 1 e Nacional A7)
Passageiro é obrigado a descer antes no Metrô (Págs. 1 e Cidades C1)

Rolf Kuntz
A nova cartilha do FMI

Diante do crescente fluxo de recursos, num mercado saturado de dinheiro, o FMI se viu obrigado a orientar seus membros. Mas falta consenso. (Págs. 1 e Economia B8)
Notas & Informações
O presidente da Vale presidirá?

Murilo Ferreira terá de cuidar do crescimento da empresa e agradar ao governo. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Prova de fogo para o Ministério Público
Brasília será palco hoje de um julgamento inédito. Pela primeira vez, o Conselho Nacional do Ministério Público se reúne para decidir o destino de um ex-procurador-geral de Justiça. No banco dos réus, além de Leonardo Bandarra — o homem que até pouco tempo atrás ocupava o mais alto cargo da hierarquia do MP no Distrito Federal —, estará a promotora Deborah Guerner. Ambos são acusados de envolvimento no maior escândalo de corrupção da história de Brasília e podem ser punidos com a pena máxima prevista nos estatutos do CNMP: o pedido de abertura de processo na Justiça para que sejam expulsos do serviço público. Até lá, eles ficariam sem receber salário.

Passo a passo
Saiba como será o julgamento.

Fique ligado
Acompanhe a sessão pelo Twitter. (Págs. 1 e 23 a 25)
Foto legenda: Luta pela terra divide a Esplanada
Mais de 24 mil trabalhadores do campo fizeram manifestação em Brasília pela aprovação do novo Código Florestal, em tramitação na Câmara. O relatório final do projeto, que coloca em confronto ruralistas e ambientalistas, ganhou apoio das bancadas do DEM e do PSDB, mas partidos ligados ao governo conseguiram mais tempo para votar a proposta. (Págs. 1 e 4)
Reforma política: Imposto que você paga vai bancar eleição
Não bastassem todas as mordomias de que usufruem hoje, senadores da Comissão de Reforma Política decidiram pôr mais uma conta nas costas da sociedade: o custo das campanhas políticas. Eles querem que a fatura seja bancada pelos impostos pagos pelos brasileiros. (Págs. 1 e 2)
Sindicância: Fantasmas aparecem e lotam Senado
Gente que havia muito tempo não aparecia na Casa resolveu mostrar a cara após o anúncio de que uma sindicância vai investigar fraudes cometidas no sistema de ponto. Apareceu tanto servidor ontem que o estacionamento e os gabinetes do Senado ficaram lotados. (Págs. 1 e 3)
Retrato do Brasil: Nas ruas, a velhice abandonada
Cerca de 8 mil idosos vivem ao relento no país. Eles representam 25% da população adulta de mendigos. Faltam abrigos e políticas para recolhimento dessas pessoas, que pedem esmolas ou recolhem lixo, em péssimas condições de saúde. (Págs. 1 e 8)
Agência do BB vira o “banco” da Alessandra
Procuradora federal fica com imóvel onde funcionava agência do Banco do Brasil, no Gilberto Salomão, após briga judicial por causa de cobrança indevida em cartão de crédito. (Págs. 1 e 35)
Sushi sob suspeita no Japão
Vazamento da usina de Fukushima contaminou peixes da região, que apresentaram grande quantidade de césio. O governo promete fiscalizar a qualidade dos pescados vendidos no país. (Págs. 1 e 19)
Droga para asfixiar o câncer
Testes mostram que um novo remédio impede o crescimento das células da doença, cortando oxigênio e nutrientes. Dentro de um ano, a substância começa a ser testada em seres humanos. (Págs. 1 e Saúde, 21)
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Valor Econômico

Manchete: ANP assume o etanol e açúcar pode ser taxado
A presidente Dilma Rousseff determinou aos seus principais ministros, em reunião no fim da tarde de segunda-feira, a
"transferência compulsória" do controle e da fiscalização sobre a cadeia produtiva do etanol à Agência Nacional do Petróleo (ANP). O produto passará a ser tratado como combustível estratégico e não mais como um mero derivado da produção agrícola.

O governo sabe que tem pouco controle sobre níveis de estoques em mãos privadas e das estatísticas de oferta e demanda internas. A determinação de Dilma à ANP inclui maior controle sobre a quantidade produzida e o fluxo de comercialização das usinas. "Agastada" com a forte alta de preços nas bombas e as ameaças de desabastecimento, a presidente encomendou a quatro auxiliares estudos para reduzir
"substancialmente" a mistura de etanol à gasolina, que hoje varia de 20% a 25%. (Pág. 1)
Municípios pressionam Belo Monte
Além das pressões contrárias de ambientalistas e agora da Organização dos Estados Americanos (OEA), o consórcio Norte Energia, encarregado da construção da hidrelétrica de Belo Monte, enfrenta também a pressão dos 11 municípios do Pará que serão direta ou indiretamente afetados pelas obras da usina. Há um descontentamento generalizado entre as prefeituras, que cobram a execução de compromissos assumidos durante a elaboração do projeto - o pacote de compensações para os 11 municípios é estimado em R$ 3 bilhões. O governo do Pará, por sua vez, acaba de concluir um plano de segurança pública para a construção da usina, cuja conclusão foi precipitada pelas revoltas no canteiro de obras de Jirau (RO). O investimento em infraestrutura e equipamentos pedido pelo governo paraense é calculado em R$ 250 milhões. (Págs. 1 e B1)
FMI restringe os controles de capital
Com a oposição do Brasil e de outros emergentes, a diretoria do FMI aprovou um novo arcabouço para suas recomendações sobre controles de capitais. A nova orientação diz que, antes de barrar os fluxos de divisas, os países devem adotar um conjunto de políticas macroeconômicas, como permitir a valorização do câmbio, acumular reservas e baixar os juros, quando possível.

Falando em "caráter pessoal", o diretor do FMI para o Brasil e outros sete países da América Latina e Caribe, Paulo Nogueira Batista Jr., considerou o novo arcabouço um retrocesso. "Os controles de capitais são o último passo, no fim de uma longa lista, mas se uma economia estiver lidando com um fluxo de capitais de natureza temporária, os controles muitas vezes devem ser o primeiro remédio", disse. (Págs. 1, C1 e C8)
Foto legenda: Expansão à vista
A ida do grupo Ultra ao Novo Mercado prepara o terreno da empresa para mais crescimento e abre uma porta de saída para os herdeiros controladores. "Vamos poder visar alvos de maior dimensão", diz Paulo Cunha, acionista e presidente do conselho da Ultrapar. (Págs. 1 e D7)
No ensino médio, Rio só supera Piauí
Nos últimos cinco anos, o desempenho das escolas estaduais do Rio de Janeiro no principal indicador de qualidade da educação do país ficou quase estagnado, variando de 2,6 para 2,8, abaixo da meta de 2,9. A nota vermelha no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio coloca o segundo Estado mais rico do Brasil entre os piores, à frente apenas do Piauí, cujo verba para a área é de R$ 1,2 bilhão, um terço da do Rio. A repartição de recursos do Fundeb mostra que o investimento anual por estudante do ensino médio fluminense, de R$ 2.061, é maior que a média do gasto dos Estados nordestinos (R$ 1.697).

A explicação para o péssimo resultado no Rio não é dinheiro, é política. Contínuas interrupções dos projetos educacionais são, para especialistas, uma das maiores razões para o desempenho. Nos últimos 40 anos, cada governador mudou, em média, três vezes o comando da educação. Gaudêncio Frigotto, professor da Faculdade de Educação da UERJ, afirma que, a partir dos anos 70, a educação "começou a ser loteada, com a entrega de diretorias regionais de ensino a políticos". (Págs. 1 e A14)
Contax passa a atuar fora do país, com a compra da Allus
A empresa de atendimento a clientes Contax firmou acordo para comprar a argentina Allus, uma das principais do setor na América Latina. O negócio será fechado por no mínimo R$ 307 milhões, mas pode chegar a R$ 332 milhões, dependendo do cumprimento de metas nos próximos dois anos. A aquisição - a maior já feita pela Contax - é o primeiro passo para sua internacionalização.

O negócio tem outra implicação importante. A compra da Allus e a iminente fusão com a Dedic, empresa de "contact center" da Portugal Telecom, vão transformar a Contax em uma das três maiores companhias do setor de atendimento no mundo, ao lado da francesa Teleperformance e da espanhola Atento, da Telefónica. "Pesquisamos algumas empresas e encontramos uma joia. Nossas competências são muito parecidas", afirmou ao Valor o presidente da Contax, Michel Sarkis. (Págs. 1 e B4)
Na Vale, um mineiro sem estrelismos
Mineiro de Uberaba, com pai médico e mãe dentista, Murilo Ferreira, o novo diretor-presidente da Vale, conhece a empresa a fundo. Ele passou 11 anos na companhia em várias áreas - alumínio, não ferrosos, siderurgia, energia, novos negócios, fusões e aquisições - e liderou a equipe que fechou o maior negócio na internacionalização da Vale, a aquisição da canadense Inco por US$ 18 bilhões.

Pessoas próximas do sucessor de Agnelli, que terá seu nome submetido ao novo conselho da Vale, a ser escolhido pela assembleia geral em 19 de abril, o descrevem como um homem tranquilo, que gosta de trabalhar em equipe. Ele, enfatizam, não quer ser estrela, mas trabalhar com um conjunto de estrelas, do executivo ao maquinista.(Págs. 1, D1, D6 e B11)
Na Reckitt, uma carreira global sem bilhete de volta
A anglo-holandesa Reckitt Benckiser começou a implementar no Brasil, no ano passado, o modelo de expatriação que já segue mundialmente: a carreira internacional nunca termina e o profissional não volta a seu país de origem. A empresa tem 25 mil funcionários, possui escritórios em 60 países e seus principais executivos têm histórico de carreira global. No Brasil, são 24 profissionais de 13 nacionalidades, enquanto 35 brasileiros estão no exterior ocupando desde cargos operacionais até alta direção. O próprio CEO da empresa no Brasil, Frederic Morlie, é um franco-belga que já atuou em oito países.

Há quem não se adapte, mas o retorno ao país de origem não é fácil. Quando o profissional se muda, é demitido de onde estava e recontratado no destino. Sua vaga anterior é preenchida, muitas vezes, por outro colaborador também com carreira global. (Págs. 1 e D12)
Governo japonês já avalia a adoção de racionamento de energia (Págs. 1 e A11)

Mercado internacional de fusões e aquisições volta a se aquecer (Págs. 1 e B11)

Motorola foca área de segurança
Depois de desmembrar sua divisão de telefonia celular e transformá-la em uma empresa independente, a Motorola Solutions se concentra no mercado de redes de comunicações para segurança pública nos Estados Unidos e no Oriente Médio. (Págs. 1 e B2)
Hooters testa novo modelo no país
A rede americana de lanchonetes Hooters vai testar um modelo de negócios inédito no Brasil. Em vez de franqueados, terá sócios-proprietários, que terão uma retirada fixa de R$ 5 mil por mês, mais 10% do lucro do negócio. (Págs. 1 e B4)
SC Gás amplia distribuição
A Companhia de Gás de Santa Catarina (SC Gás) inicia um plano de investimentos de R$ 241 milhões até 2015. A expansão da rede atual terá como ênfase a região serrana do Estado e o atendimento a novas cidades no segmento residencial. (Págs. 1 e B9)

Seguro rural bloqueado
Desde setembro do ano passado, quando deixou de pagar os subsídios ao seguro rural devido a um contingenciamento de verbas, o governo federal acumulou uma dívida de R$ 162,7 milhões com seguradoras e resseguradoras. (Págs. 1 e B14)
Carne suína para a China
Em viagem preparatória à visita da presidente Dilma Rousseff, a presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto, embarcou para a China, onde vai discutir a abertura do mercado local à carne suína brasileira. As exportações poderiam chegar a 200 mil toneladas em três ou quatro anos. (Págs. 1 e B14)
Osmar Dias no BB
O ministro Guido Mantega anuncia hoje, às 15h, a nomeação do ex-senador Osmar Dias (PDT) como vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil. Dias foi derrotado ao governo do Paraná, mas ajudou na eleição da presidente Dilma Rousseff. (Pág. 1)
Ideias
David Kupfer

Há espaço para recompor alguma competitividade da indústria taxando, por exemplo, a exportação de commodities. (Págs. 1 e Al3)
Ideias
Martin Wolf

Os países emergentes decidiram se proteger com um vasto acúmulo de créditos contra os emissores de moedas de reserva. (Págs. 1 e A13)
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Estado de Minas

Manchete: Água e luz turbinam a inflação em BH
A partir de sexta-feira, a conta da Cemig ficará em média 7,24% mais cara. O aumento, aprovado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), será de 6,61% para as residências e de 9,02% para as indústrias. Segundo cálculos do IBGE, o impacto sobre a inflação do reajuste da eletricidade somado ao da água fornecida pela Copasa – de 7,02%, a vigorar dia 23 – chegará a 0,37 ponto percentual.
Representa mais da metade do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, que ficou em 0,71%. (Págs. 1 e 13)
Busca ao urânio em Minas
A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) vai retomar as pesquisas à procura do minério radioativo, tendo como um dos focos principais o Norte do estado. (Págs. 1 e 14)
Senado: Aécio falará como líder da oposição
Senador mineiro sobe hoje à tribuna para fazer um discurso com duras críticas ao PT. “Sempre que precisou fazer uma opção entre o país e o partido, o PT ficou com o PT”, disse o tucano, antecipando o tom de sua fala. O objetivo é, sem ataques e ofensas pessoais, deixar claro ao Congresso e ao eleitorado que haverá espaço para a oposição. (Págs. 1 e 3)
Um pacote de benesses para parlamentares
Os senadores ganharão da direção da Casa uma série de mimos: iPhone 4, chip para usar internet no iPad e novos carros, modelo Toyota Corolla Se-G, para substituir a frota de modelos Fiat Marea, que tem 10 anos de uso. A comissão de reforma política do Senado aprovou o financiamento público, exclusivo, de campanha. (Págs. 1 e 5)
Caso Bruno: Goleiro pode ser libertado hoje pelo TJ
Pedido de habeas corpus do jogador acusado da morte da modelo Eliza Samudio será julgado pelo Tribunal de Justiça. Período de oito meses na prisão é criticado por especialistas. (Págs. 1 e 26)
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Zero Hora

Manchete: Relatório disseca duas décadas de descontrole no Daer
Com cerca de 600 páginas, relatório do Ministério Público de Contas abastece força-tarefa encarregada da devassa após denúncia de fraude nos pardais. (Págs. 1, 22 e 23)
Foto legenda: Lentidão na alfândega
Obra se arrasta e completa hoje um ano de atraso, privando a população da praça da Feira do Livro, valioso espaço da Capital. (Págs. 1, 4 e 5)
Novo modelo: Agronegócio se mobiliza pelo Código Florestal
Milhares de produtores tomaram Esplanada dos Ministérios para pedir urgência na aprovação. (Págs. 1 e 15)
Aprovado mínimo regional de R$ 610
Com reajuste de 11,6%, outras faixas do piso se estendem até R$ 663,40. (Págs. 1 e 14)
Vias da discórdia: Governo Tarso revisa dívida dos pedágios
Piratini questiona valor estimado em até R$ 460 milhões e prepara fim dos contratos em 2013. (Págs. 1, 6 e Rosane de Oliveira, 10)
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