O Globo
Manchete: Rio tem 18 favelas que cresceram sobre lixões
Tragédia obriga estado a mapear aterros sanitários abandonados
Um levantamento preliminar feito por pesquisadores revela que o Rio tem hoje pelo menos oito bairros e 18 favelas que cresceram sobre lixões, exatamente como o Morro do Bumba, onde uma avalanche soterrou cerca de 50 casas na quarta-feira.
Segundo registros históricos, houve aterros sanitários públicos onde hoje estão os bairros de São Cristóvão, Caju, Gamboa, Saúde, Santo Cristo, Cidade Nova, Ilha do Fundão e Manguinhos. O secretário de Ciência e Tecnologia, Luiz Edmundo da Costa Leite, pediu ao reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, o mapeamento da situação no estado, onde se estima que haja mais de 200 aterros sanitários inadequados, que foram abandonados ao longo dos anos sem qualquer controle.
Com mais dois corpos resgatados ontem no Morro do Bumba, o número total de mortos pelas últimas chuvas no estado chega a 214. (págs. 1, 17 a 22, Logo e Defesa do Consumidor)
Serra: ‘Tema da eleição é o futuro’
Em entrevista ao GLOBO pouco antes de lançar sua candidatura à Presidência da República com uma grande festa para cerca de três mil pessoas, em Brasília, o ex-governador José Serra disse que a eleição de 2010 será uma escolha do melhor candidato para comandar o país no futuro, e não uma comparação entre governos passados. “O tema da eleição é o futuro. Lula não é candidato, nem FH”, disse ele. (págs. 1, 3, 4 e 9)
Trincheira feminina contra Chávez
Uma juíza presa, uma atriz, uma advogada e a mulher de um exilado formam um quarteto que incomoda o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, conta Mariana Timóteo da Costa. (págs. 1, 34 e 35)
Acidente mata presidente da Polônia
A queda do avião em que viajava a comitiva oficial para uma cerimônia na Rússia matou o presidente da Polônia, Lech Kaczynki, e todas as outras 95 pessoas a bordo no momento da aterrissagem. (págs. 1 e 36)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Serra critica PT por dividir o país e defende diálogo
Pré-candidato do PSDB arrancou aplausos da platéia ao chamar opositores de “falanges do ódio”
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, fez, no lançamento de sua candidatura, um discurso destinado a carimbar no PT e na adversária Dilma Rousseff o rótulo do sectarismo, intolerância e culto à impunidade. “Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação”, disse, sem citar nomes.
No discurso, intitulado “Brasil pode mais”, Serra arrancou aplausos dos cerca de 4.000 presentes ao chamar os opositores de “falange do ódio”, defendeu a democracia e criticou o apoio de Lula ao regime de Cuba.
O evento foi todo montado para sinalizar um bom relacionamento entre Serra e o governador, Aécio Neves.
Pressionado pelo partido para ser o candidato a vice, o mineiro foi o penúltimo tucano a discursar e o mais festejado ao chegar ao local do evento. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a sugerir uma chapa puro sangue e elogiou Aécio, disse que Serra estava sendo ao lado do “futuro do Brasil”. (págs. 1 e Brasil)
Tucano multiplicou receitas, obras e propaganda no governo
O Estado de SP investiu R$ 10,3 bi em 2009, maior valor em dez anos. Serra priorizou obras. Gasto com publicidade e arrecadação se multiplicaram. (págs. 1 e A16)
Entrevista
Governos de Lula e FHC serão julgados pela história, diz José Serra. (págs. 1, A14 e A15)
Efeito ‘jovem viúva’ aumenta em R$ 180 mi gastos do INSS
O casamento entre mulheres jovens e trabalhadores mais velhos ou já aposentados passou a ser um dos nós da Previdência. A cada ano, novas concessões para jovens viúvas elevam os gastos em R$ 280 milhões.
Segundo o governo, 605 viúvas de 15 a 19 anos recebem do INSS pensão por morte. Os dados levantam a suspeita de casamentos forjados para assegurar o benefício às famílias após a morte dos aposentados. (págs. 1 e B1)
Presidente da Polônia morre em acidente aéreo
Lech Kaczynki, 60, morreu na queda de um avião que o levava à Rússia. Entre os 96 passageiros, havia parlamentares, o presidente do Banco Central e chefes militares. Ninguém sobreviveu.
A morte de Kaczynki, no cargo desde 2005, foi lamentada pelos principais governantes mundiais. As eleições de outubro serão antecipadas. (págs. 1 e A18)
Editoriais
Leia “Parceria estratégica”, sobre Brasil e China; e “Lei Maluf”, acerca da ação do Ministério Público. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Serra defende união e diz que Brasil não tem dono
No lançamento da pré-candidatura ao Planalto, ele condena quem estimula a disputa entre ricos e pobres
O ex-governador José Serra (PSDB) lançou ontem em Brasília sua pré-candidatura à Presidência, apresentando-se como nome do “pós-Lula” e prometendo trabalhar pela união do País. No discurso, ele afirmou que o Brasil “não tem dono” e “pode mais”, espécie de slogan já usado no discurso de despedida do governo de São Paulo. “De mim, ninguém deve esperar que estimule disputas de pobres contra ricos, ou de ricos contra pobres”, disse Serra. “É deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o nosso Brasil.” Antes, discursou o ex-governador mineiro Aécio Neves, interrompido por gritos de “vice, vice”. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso destacou o “desrespeito à lei”, numa referência às multas aplicadas ao presidente Lula pela Justiça Eleitoral. (págs. 1 e Nacional, A4, A6 e A7)
Colunista – João Bosco Rabello
PSDB ainda não desistiu de Aécio para vice. (págs. 1 e Nacional, A10)
‘Mercados são míopes’, diz chefe do BNDES
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, diz, em entrevista ao ESTADO, que os “mercados são míopes” e estão equivocados ao elevar as estimativas de inflação, porque não há gargalo de oferta na economia brasileira. Para ele, os investimentos vão subir 18% este ano. (págs. 1 e Economia, B1)
Cúpula nuclear testa liderança de Obama (págs. 1 e Internacional, A14)
Brics buscam consenso sobre regulação bancária (págs. 1 e Economia, B11)
Amir Krair – Olhando o futuro
A nova conformação do sistema capitalista poderá se orientar para um enfraquecimento relativo dos países desenvolvidos face aos emergentes. (págs. 1 e Economia, B17)
Dora Kramer – Desdita oficial
No afã de produzir o panfleto oral que supostamente mobiliza, o presidente da República simplifica e erra. (págs. 1 e Nacional, A8)
Notas & informações – Vale tudo por Lulilma
Ninguém poderá se surpreender com a transformação do Executivo em apêndice de Dilma. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Leis antifumo na mira do STF
Restrições estaduais devem ser derrubadas, criando um vácuo legal
O STF deve derrubar as leis estaduais em vigor no Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná que restringiram o fumo em recintos fechados, em ambientes públicos e privados – o que inclui o uso de ‘fumódromos’. A corte, em quatro ações de inconstitucionalidade proposta pelas confederações nacionais do Comércio (CNC) e do Turismo (CNTur), entende que a atribuição de legislar sobre o tema é da União, e que cabe aos estados apenas complementar o texto. Como o Senado ainda não votou o projeto de lei sobre o fumo, que está na Comissão de Assuntos Sociais, tramitando em caráter terminativo, há temor de que o vácuo legislativo causado pelas eleições jogue a definição para o ano que vem. (págs. 1, A6 e A8)
Tecnologia para evitar outras tragéidas
Um novo programa de computador está sendo desenvolvido pela PUC-Rio para calcular os riscos de deslizamentos nos morros. Ainda em fase de testes, o sistema tem como um dos desafios para poder ser usado em grande escala a obtenção de informações precisas e atualizadas de todos os aspectos geológicos e geotécnicos, assim como os dados de ocupação urbana. (págs. 1 e Tema do dia, A2 a A5)
Nova esquerda à francesa
A provável candidata socialista nas próximas eleições presidenciais francesas, Ségolène Royal, faz coro, em entrevista exclusiva ao JB, ao anti-sarkozysmo e mostra um discurso enfático propondo uma série de alternativas de esquerda à globalização. (págs. 1 e Internacional, A29)
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Correio Braziliense
Serra ataca governo dos petistas
Durante o lançamento da pré-candidatura à Presidência da República em Brasília, José Serra criticou a administração do PT sem citar em nenhum momento os nomes de Dilma e Lula. Ao lado do ex-governador Aécio Neves, recebido pela militância do PSDB com gritos de “vice, vice, vice”, o pré-candidato disse em seu discurso de uma hora que “o Brasil não tem dono”. (págs. 1, 2 e 3)
Imposto de Renda – Leão vai morder mais 15 milhões
Projeções da Fundação Getúlio Vargas apontam que até 2014 o número de contribuintes que pagarão Imposto de Renda no Brasil deverá duplicar. A principal razão é a redução da desigualdade social e a conseqüente chegada de mais trabalhadores às classe A e B. A arrecadação do governo terá aumento expressivo, mas a diferença tributária continuará a mesma. (págs. 1 e 16)
Direitos Humanos – Perigo ronda o estado democrático
Para especialistas, o Programa Nacional de Direitos Humanos do governo federal fere a Constituição, enfraquece o legislativo, o Judiciário e as Forças Armadas, e fortalece o presidente da República, aproximando o Brasil do sistema político hoje existente na Venezuela e na Bolívia. A maior crítica dos juristas é que o PNDH se transformou em um projeto ideológico. (págs. 1, 7 a 9 e Visão do Correio, 22)
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Veja
Culpar as chuvas é demagogia. Os mortos do Rio de Janeiro que o Brasil chora foram vítimas da política criminosa de dar barracos em troca de votos
Cuba
- A juventude rebelde contra os irmãos Castro
Rio... do descaso, da demagogia, do populismo e das vítimas de suas águas – A maior tempestade da história do estado causa centenas de mortes nas favelas e expõe o lado sombrio da política de incentivos à ocupação ilegal de áreas de risco nos morros. (págs. 68 a 84)
A candidata petista falou “Dilmas” – Em sua primeira incursão de campanha longe do presidente Lula, Dilma Rousseff comete uma gafe política e constrange os próprios aliados. (págs. 86 a 89)
Brasil: a primeira potência de semiletrados? – Quando voltei ao Brasil, depois de anos no exterior, queria montar meu escritório rapidamente. Contratei, então, um desses serviços de secretariado virtual para me ajudar enquanto iniciava o processo de busca por uma equipe permanente. Notei que a secretária virtual não era um gênio, mas achei que quebraria o galho. Certo dia, mandei um e-mail a ela pedindo que me conseguisse a informação de contato do cônsul brasileiro em Houston (EUA). Informação encontrável na internet em poucos minutos. Passaram-se cinco minutos, cinco horas, e nada. (págs. 118 e 119)
Jr. Guzzo – Em modo extremo – “Lula não corrige nenhum dos erros que comete, pois acabou convencido de que não erra nunca; além disso, é estimulado o tempo todo a continuar errando”. (pág. 150)
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Época
Rio de Janeiro, abril de 2010
Entrevista
- “Estou mais preparado que em 2002”, diz José Serra
A segunda chance do novo Serra – Na tentativa de se eleger presidente, o candidato do PSDB mudou o estilo de fazer política. Agora, está mais conciliador, paciente e maduro. (págs. 38 a 43)
Entrevista – José Serra – “Estou mais preparado” – Ao se lançar pela segunda vez na disputa pela Presidência da República, o candidato do PSDB, José Serra, defende um Estado mais ativo e menos obeso para fazer o Brasil avançar. (págs. 44 a 50)
E o fim do namoro? – Dois artigos publicados no exterior rompem o encantamento da mídia internacional com Lula. (págs. 49 e 50)
Nossa política – Guilherme Fiúza – Dilma é a maior diversão – Na corrida presidencial, o discurso de Dilma promete um espetáculo à parte. E o show está só começando. (pág. 56)
Nossa economia – Paulo Rabello de Castro – A Marilyn Monroe das grandes metrópoles – O Rio é uma cidade linda, mas condenada pela torpeza dos que a ela juram um amor que não existe. (pág. 72)
Avalanche criminosa – A maior tragédia na história do Rio de Janeiro em décadas serve de alerta para a omissão das autoridades diante da ocupação ilegal dos morros. (págs. 74 a 93)
Nossa antena – Ruth de Aquino – A omissão que mata – Quem matou as famílias de favelados não foi a chuva. Foram governos negligentes, demagogos e irresponsáveis. (pág. 130)
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ISTOÉ
Como salvá-los
- A remoção das comunidades de morros e encostas de risco é uma medida urgente, que deve ser discutida sem tabus diante da tragédia que abateu o Rio
O Rio submerso – A tragédia que se abateu sobre o Rio de Janeiro mostra que não há mais tempo a perder: é preciso superar velhos tabus e adotar, com urgência, uma política firme e responsável de remoção das pessoas que vivem em áreas de risco. (págs. 34 a 38)
Michel Temer – Um vice bem resolvido – Ao unir em torno de si um partido historicamente dividido como o PMDB, o deputado conquista o apoio de Lula e do PT e consolida seu nome na chapa de Dilma Rousseff. (págs. 42 a 44)
O bilionário de Geddel – João Carlos Cavalcanti tem R$ 2 bilhões, não gosta de Carnaval, odeia aze e quer ser vice-governador da Bahia. (págs. 50 e 51)
A volta da parabólica – O ex-ministro Rubens Ricupero, que caiu por uma conversa que vazou pelas antenas de tevê, entra no debate eleitoral pelas mãos de Marina Silva, mas se diz eleitor de Serra. (pág. 54)
Trino de militantes – Na tentativa de formar uma rede de cabos eleitorais bem preparados para o debate político nas ruas, PSDB cria curso para dar aulas de antipetismo. (pág. 58)
Um por todos, todos por um – Dispostos a fazer valer sua força, os BRICs planejam adotar moeda única para o comércio bilateral e querem se impor no G-20. (págs. 96 e 97)
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ISTOÉ Dinheiro
A Ford faz diferente. E revoluciona
O CEO Alan Mulally conta com exclusividade à DINHEIRO como evitou a falência da montadora e transformou o Brasil numa plataforma mundial. Seus resultados:
- Liderança em vendas nos EUA
- Segundo lugar no ranking global
- A marca mais admirada do mundo, à frente da Toyota
- Uma ação que subiu 570% em três anos
Chuvas no Rio:
- Tem solução. E é mais barato do que você pensa
Entrevista – Luiz Lara – presidente da Abap e da agência LewLara
“Aprimorar, sim. Proibir, não”. (págs. 26 a 28)
Quanto custa acabar com isso? Bem menos do que você imagina – A tragédia das chuvas no Rio poderia ter sido evitada com investimentos preventivos de R$ 550 milhões. Agora, após as mortes, a conta será pesada. (págs. 30 a 33)
Suape, livre das amarras – Principal rota comercial do Nordeste se torna S/A, recebe investimentos privados e se associa ao Porto de Roterdã, o maior do mundo. (págs. 34 e 35)
Hora de erguer uma muralha? – Os empresários pedem uma barreira às importações chinesas, às vésperas da chegada de Hu Jintao. (pág. 36)
“O que eu espero do Brasil? Mais, mais e mais” – Em entrevista exclusiva à DINHEIRO, e CEO da Ford, Alan Mulally, detalhou o plano de restruturação da companhia e revelou que o Brasil desenvolverá carros globais, como a nova versão do Ecosport. (págs. 50 e 51)
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CartaCapital
Não culpem os céus
- No Rio de Janeiro, quase 200 mortos e 14 mil desabrigados. E o descaso olímpico das autoridades
Eleições
- As pesquisas no campo de batalha
Rosa dos Ventos – Maurício Dias – O partido da mídia – Demonstração explícita da esquizofrenia da mídia nativa em tempo eleitoral: a frase em epígrafe. (págs. 10 e 11)
Editorial – Mino Carta – O Vaticano continua o mesmo – Galoparam os séculos, mas a Igreja é, ainda e sempre, tragicamente anacrônica. (pág. 12)
A água expõe as mazelas – Rio de Janeiro – As autoridades tentam se esquivar da responsabilidade, mas a tragédia se deve à omissão do poder público e seu modelo segregacionista. (págs. 18 a 23)
A guerra das pesquisas – Sucessão – Levantamentos dissonantes do Datafolha e do Vox Populi geram uma disputa entre tucanos e petistas. (págs. 24 a 27)
Óleo na fogueira – Energia – No vácuo da disputa mesquinha pelos royalties do petróleo, a oposição enxerga uma oportunidade de mudar no Senado o marco regulatório do pré-sal. (págs. 28 a 30)
A boa maré em Suape – Indústria naval – O porto pernambucano consolida-se e atrai novas empresas. (págs. 32 e 33)
Sextante – Antônio Delfim Netto – Fator escasso – Falta moralidade aos mercados financeiros, e a crise não contribuiu para conter a cobiça. O drama grego é só mais uma evidência. (pág. 75)
Imagem e lucro – Em quatro décadas, os negócios sustentáveis vão movimentar 6,5 trilhões de dólares. Veja quem, no Brasil, saiu na frente. (Carta Verde, págs. 42 a 45)
Casos Petrobras – Espécie em mutação – A petroleira trabalha para sobreviver ao fim do domínio dos combustíveis fósseis. (Carta Verde, pág. 55)
Entrevista - Marc Weiss - A era da moderação – Para o urbanista e ambientalista, é um equívoco querer reproduzir o estilo da vida dos EUA. (Carta Verde, págs. 60 a 63)
Sol e sombra sobre o verde e o dourado – Se o Brasil conseguir explorar – e proteger – seus vastos recursos, poderá ser uma potência do século XXI. Conor Foley e Jonathon Porritt analisam as possibilidades. ( Green Futures, págs. 1 a 6)
De volta do limiar? – Após anos de destruição aparentemente incessante, o Brasil parece estar virando o jogo na fronteira amazônica. Será apenas uma calma induzida pela recessão antes da tempestade ou o início de um reavivamento da floresta tropical úmida?, pergunta Martin Wright (Green Futures, págs. 8 a 12)
Dando significado ao termo ‘proteção’ – Uma rara combinação de supermercados, bancos e ação governamental determinada está fazendo valer as leis de proteção florestal. (Green Futures, pág. 13)
Futuro com petróleo – Novas e enormes descobertas de “ouro negro” ao largo do litoral brasileiro estão desencadeando empolgação e preocupação em igual medida, diz Tom Philips. (Green Futures, págs. 14 e 15)
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domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
O que Publicam os Principais Jornais do País, neste sábado
O Globo
Manchete: Niterói deixou de remover outra favela condenada
Morro do Céu, a 2km do Bumba, também permanece junto a um lixão
Município com maior número de mortes nas chuvas (132 de um total de 212 no estado), Niterói tem outra favela condenada por ter nascido junto a um lixão. A dois quilômetros do Bumba – onde 27 corpos haviam sido encontrados até ontem -, o Morro do Céu tem cerca de 150 famílias ameaçadas de perder suas casas, que já começaram a rachar. Do aterro sanitário vaza o chorume (líquido que resulta da decomposição de resíduos orgânicos). Ontem à tarde, os moradores organizaram uma manifestação para tentar sensibilizar as autoridades. Só ontem a prefeitura interditou parte do aterro sanitário. A Defesa Civil esteve nos imóveis, mas ninguém foi orientado a sair. Apesar de o município ter sido alertado por estudos da UFF, o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, disse que desconhecia os riscos de uma tragédia no Bumba. (págs. 1, 16 a 24, Zuenir Ventura e editorial “A falácia da urbanização de favelas”)
BB briga pelo comando da Previ
Com patrimônio de R$ 140 bi, a Previ, fundo de pensão do BB, está na mira da cúpula do banco, que quer indicar o novo presidente entre um nome do PT e outro do PMDB. Sergio Rosa trocará o cargo pela campanha de Dilma. (págs. 1 e 31)
Alencar desiste e Sarney não volta à Presidência
O vice-presidente José Alencar desistiu da disputa eleitoral este ano. Com isso, o presidente do Senado, José Sarney, não poderá mais assumir a Presidência da República, durante a viagem de Lula a Washington. (págs. 1 e 4)
Merval Pereira
Aécio fará ataque frontal ao PT hoje no lançamento da candidatura de Serra à Presidência. (págs. 1 e 4)
A esquerda com déficit de ideias
Candidata derrotada à Presidência francesa em 2007, a socialista Ségolène Royal diz a Flávio Henrique Lino que a esquerda perde onde tem déficit de ideias, e admite disputar o Eliseu em 2012. (págs. 1 e 38)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Governo já negocia nova banda larga com as teles
Após tentativa de usar Telebrás, Casa Civil reúne-se com presidente da Oi
Depois de ameaçar montar um plano tocado por uma estatal, o governo federal voltou a conversar com o setor privado para tentar fazer seu Plano Nacional de Banda Larga deslanchar.
O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, discutiu como seria sua participação numa reunião em Brasília com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. O encontro foi intermediado pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho. O banco estatal tem 31,4% da tele.
O presidente da Oi não detalhou sua proposta. Segundo a Folha apurou, tornou a ser discutido um sistema misto, com a rede de cabos de fibras ópticas administrada por uma estatal e a gestão dos serviços a cargo de um consórcio formado por empresas privadas.
O governo mantém a intenção de usar a Telebrás para gerir a rede de fibras ópticas, mas o Ministério da Fazenda vê risco de contaminação do plano com as dívidas da estatal. (págs. 1 e B13)
Vacina contra gripe cumpre apenas 22,1% da meta oficial
A campanha de vacinação contra a gripe A, que começou há um mês, atingiu apenas 22,1% do número de pessoas dos grupos de risco que o governo espera imunizar até o próximo dia 23 – incluindo crianças até dois anos e mulheres grávidas.
Os governos federal, estaduais e municipais fazem hoje o “Dia Nacional de Vacinação contra a Gripe H1N1”, chamado de “Dia D”. Devem ser abertos todos os 36 mil postos do país. (págs. 1 e C4)
Verba para tragédia em Angra demorou 3 meses
Na semana em que o Rio sofreu com chuvas fortes e deslizamentos que deixaram ao menos 212 mortos, o Estado finalmente recebeu do governo federal a verba emergencial para outra tragédia, a que matou mais de 50 pessoas em Angra dos Reis na virada do ano.
Os R$ 80 milhões prometidos em janeiro chegaram ontem. Serão usados para construir casas e conter encostas. A demora foi atribuída a trâmites burocráticos.
Niterói, onde fica o morro do Bumba, é o município com mais mortos (132) no Estado. (págs. 1, Esp. C1 a Esp. C4)
Editoriais
Leia "Futuro obeso", sobre alimentação no Brasil; e "O preço de Belo Monte", acerca da licitação da usina. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Socorro ao Rio vai mobilizar Exército
Soldados devem trabalhar no resgate de corpos e no tratamento de feridos; mortos pelas chuvas chegam a 200, dos quais 120 somente em Niterói
A pedido do governo do Estado do Rio de Janeiro, as Forças Armadas auxiliarão no socorro às vítimas das chuvas com homens e dois hospitais de campanha, que serão montados em São Gonçalo. Militares do Exército e da Marinha também vão atuar no resgate dos corpos soterrados em morros. Até o fechamento desta edição, o Estado registrava 200 mortes, 120 só em Niterói. Na cidade, desde a madrugada de ontem, nove corpos foram resgatados no Morro do Bumba, elevando para 25 o número de vítimas do deslizamento de quarto. O Corpo de Bombeiros estima que cerca de 150 pessoas ainda estejam soterradas pela avalanche de lama que encobriu várias casas da favela, construída sobre um lixão. Dos R$ 110 milhões liberados pelo governo federal, R$ 35 milhões serão destinados a Niterói e São Gonçalo. A verba integra um pacote de R$ 200 milhões – R$ 90 milhões para a capital. (págs. 1 e Cidade, C1, C3 e C4)
Que a catástrofe só venha no fim do mandato
Quando estimulam a ocupação irregular de áreas de risco, alguns políticos apostam que seus mandatos chegarão ao fim antes que essas comunidades experimentem tragédias. (Wilson Tosta, págs. 1 e Cidade, C4)
Aécio sugere, e Serra se mostrará como 'pós-Lula’
O tucano José Serra vai lançar hoje a sua pré-candidatura ao Planalto reforçando o discurso de que disputará a eleição na condição de “candidato pós-Lula”. Na prática, Serra vai incorporar a ideia defendida pelo colega de Minas, Aécio Neves, em abril do ano passado, de que a campanha não pode ser contra Lula e anti-Dilma Rousseff, a pré-candidata do PT. Na festa em Brasília, Serra vai se apresentar como a alternativa “mais qualificada” para levar o País a “avançar, fazendo melhor”. (págs. 1 e Nacional, A4)
Dilma tenta conter princípio de crise
Após constranger aliados ao defender parceria com o governador Antonio Anastasia (PSDB-MG), a presidenciável Dilma Rousseff (PT) disse que o eleitor tem o direito de formar a chapa que quiser. (págs. 1 e Nacional, A8)
Meirelles diz que economia deve ter freio
Em seu primeiro pronunciamento público desde que decidiu continuar no cargo, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu ontem a política monetária baseada em metas de inflação. Ele criticou a ideia de que a expansão forte de economia é o que importa, mesmo que ela resulte em alta de preços. “Não se pode querer que o piloto só tenha acelerador, e não tenha breque”, disse Meirelles. (págs. 1 e Economia, B3)
Presidente do STF reage às críticas de Lula
O presidente do STF, Gilmar Mendes, reagiu às críticas do presidente Lula à Justiça Eleitoral, que o multou por fazer propaganda para a ex-ministra Dilma Rousseff. “Todos nós estamos subordinados à Constituição e à lei”, disse Mendes. “Nós não temos soberanos. Todos estão submetidos à lei.” Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República, criticou Mendes: “Ele deveria talvez falar mais nos autos e menos nos microfones”. (págs; 1 e Nacional, A10)
Gripe suína tem hoje ‘Dia D’ da vacinação. (págs. 1 e Vida, A28)
Notas & Informações – Devassa em cascata
Projeto de quebra de sigilo tem o potencial de transformar o País numa imensa delegacia. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Chuva levou em um dia R$ 60 mi
Perdas da indústria somaram 19,3% do PIB diário do setor, diz Firjan
Só na terça-feira, o setor industrial fluminense teve prejuízo de R$ 59,5 milhões com o temporal. Segundo a Firjan, as perdas em apenas um dia representaram 19,3% do PIB industrial diário do estado. Até o fim da noite de ontem, o total de vítimas das chuvas somava 212. O Ministério Público promete apurar responsabilidades. (págs. 1 e Tema do dia, A2 a A5)
Presidente da Câmara é contra CPI do Previ-Rio
Responsável por aprovar o pedido de CPI do Previ-Rio, o presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe (PMDB), disse que ela é desnecessária, embora só vá tomar sua decisão na segunda ou na terça-feira. (págs. 1 e Cidade, A13)
Sociedade aberta – Paul Krugman
É hora de aprender com a Grécia. (págs. 1 e A18)
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Correio Braziliense
Manchete: Inflação pesa mais no prato do brasiliense
Preço das refeições subiu 2,23% nos três primeiros meses do ano. Comer fora de casa no Distrito Federal tem custo médio de R$ 20,10 para o trabalhador por dia, um dos mais altos do país. (págs. 1, 14 e 15)
Alencar sai da disputa em Minas
Como de hábito,o vice-presidente demonstrou serenidade ao anunciar que abre mão da candidatura ao Senado por Minas Gerais. A decisão favorece a estratégia do Planalto,que conta com Hélio Costa, Patrus Ananias e Fernando Pimentel para angariar votos no segundo maior colégio eleitoral do país. Alencar ironizou o movimento “Dilmasia” e, em tom bem-humorado, criticou os longos discursos da pré-candidata petista. (págs. 1 e 6)
Serra lança em Brasília voo eleitoral dos tucanos
O PSDB abre hoje a pré-campanha de José Serra com a estratégia de conquistar o Palácio do Planalto e eleger 10 governadores.(págs. 1, 2 e 3)
Poucas esperanças
Em dois dias de resgates, os bombeiros retiraram 27 corpos do deslizamento de terra no Morro do Bumba, em Niterói (RJ). As chances de encontrar sobreviventes são mínimas. (págs. 1, 10 a 12)
Ratos assustam servidores do Senado
Funcionários relatam a presença de roedores na rádio, na TV e no Centro de Processamento de Dados.
Suspeita-se que eles venham da obra do Palácio do Planalto. Zoonoses fará desratização na próxima semana. (págs. 1 e 29)
Acesso irrestrito contra a dengue
Justiça do DF garante aos profissionais da saúde o direito de entrar nas casas para combater o mosquito Aedes aegypti mesmo sem autorização dos moradores. (págs. 1 e 36)
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Manchete: Niterói deixou de remover outra favela condenada
Morro do Céu, a 2km do Bumba, também permanece junto a um lixão
Município com maior número de mortes nas chuvas (132 de um total de 212 no estado), Niterói tem outra favela condenada por ter nascido junto a um lixão. A dois quilômetros do Bumba – onde 27 corpos haviam sido encontrados até ontem -, o Morro do Céu tem cerca de 150 famílias ameaçadas de perder suas casas, que já começaram a rachar. Do aterro sanitário vaza o chorume (líquido que resulta da decomposição de resíduos orgânicos). Ontem à tarde, os moradores organizaram uma manifestação para tentar sensibilizar as autoridades. Só ontem a prefeitura interditou parte do aterro sanitário. A Defesa Civil esteve nos imóveis, mas ninguém foi orientado a sair. Apesar de o município ter sido alertado por estudos da UFF, o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, disse que desconhecia os riscos de uma tragédia no Bumba. (págs. 1, 16 a 24, Zuenir Ventura e editorial “A falácia da urbanização de favelas”)
BB briga pelo comando da Previ
Com patrimônio de R$ 140 bi, a Previ, fundo de pensão do BB, está na mira da cúpula do banco, que quer indicar o novo presidente entre um nome do PT e outro do PMDB. Sergio Rosa trocará o cargo pela campanha de Dilma. (págs. 1 e 31)
Alencar desiste e Sarney não volta à Presidência
O vice-presidente José Alencar desistiu da disputa eleitoral este ano. Com isso, o presidente do Senado, José Sarney, não poderá mais assumir a Presidência da República, durante a viagem de Lula a Washington. (págs. 1 e 4)
Merval Pereira
Aécio fará ataque frontal ao PT hoje no lançamento da candidatura de Serra à Presidência. (págs. 1 e 4)
A esquerda com déficit de ideias
Candidata derrotada à Presidência francesa em 2007, a socialista Ségolène Royal diz a Flávio Henrique Lino que a esquerda perde onde tem déficit de ideias, e admite disputar o Eliseu em 2012. (págs. 1 e 38)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Governo já negocia nova banda larga com as teles
Após tentativa de usar Telebrás, Casa Civil reúne-se com presidente da Oi
Depois de ameaçar montar um plano tocado por uma estatal, o governo federal voltou a conversar com o setor privado para tentar fazer seu Plano Nacional de Banda Larga deslanchar.
O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, discutiu como seria sua participação numa reunião em Brasília com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. O encontro foi intermediado pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho. O banco estatal tem 31,4% da tele.
O presidente da Oi não detalhou sua proposta. Segundo a Folha apurou, tornou a ser discutido um sistema misto, com a rede de cabos de fibras ópticas administrada por uma estatal e a gestão dos serviços a cargo de um consórcio formado por empresas privadas.
O governo mantém a intenção de usar a Telebrás para gerir a rede de fibras ópticas, mas o Ministério da Fazenda vê risco de contaminação do plano com as dívidas da estatal. (págs. 1 e B13)
Vacina contra gripe cumpre apenas 22,1% da meta oficial
A campanha de vacinação contra a gripe A, que começou há um mês, atingiu apenas 22,1% do número de pessoas dos grupos de risco que o governo espera imunizar até o próximo dia 23 – incluindo crianças até dois anos e mulheres grávidas.
Os governos federal, estaduais e municipais fazem hoje o “Dia Nacional de Vacinação contra a Gripe H1N1”, chamado de “Dia D”. Devem ser abertos todos os 36 mil postos do país. (págs. 1 e C4)
Verba para tragédia em Angra demorou 3 meses
Na semana em que o Rio sofreu com chuvas fortes e deslizamentos que deixaram ao menos 212 mortos, o Estado finalmente recebeu do governo federal a verba emergencial para outra tragédia, a que matou mais de 50 pessoas em Angra dos Reis na virada do ano.
Os R$ 80 milhões prometidos em janeiro chegaram ontem. Serão usados para construir casas e conter encostas. A demora foi atribuída a trâmites burocráticos.
Niterói, onde fica o morro do Bumba, é o município com mais mortos (132) no Estado. (págs. 1, Esp. C1 a Esp. C4)
Editoriais
Leia "Futuro obeso", sobre alimentação no Brasil; e "O preço de Belo Monte", acerca da licitação da usina. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Socorro ao Rio vai mobilizar Exército
Soldados devem trabalhar no resgate de corpos e no tratamento de feridos; mortos pelas chuvas chegam a 200, dos quais 120 somente em Niterói
A pedido do governo do Estado do Rio de Janeiro, as Forças Armadas auxiliarão no socorro às vítimas das chuvas com homens e dois hospitais de campanha, que serão montados em São Gonçalo. Militares do Exército e da Marinha também vão atuar no resgate dos corpos soterrados em morros. Até o fechamento desta edição, o Estado registrava 200 mortes, 120 só em Niterói. Na cidade, desde a madrugada de ontem, nove corpos foram resgatados no Morro do Bumba, elevando para 25 o número de vítimas do deslizamento de quarto. O Corpo de Bombeiros estima que cerca de 150 pessoas ainda estejam soterradas pela avalanche de lama que encobriu várias casas da favela, construída sobre um lixão. Dos R$ 110 milhões liberados pelo governo federal, R$ 35 milhões serão destinados a Niterói e São Gonçalo. A verba integra um pacote de R$ 200 milhões – R$ 90 milhões para a capital. (págs. 1 e Cidade, C1, C3 e C4)
Que a catástrofe só venha no fim do mandato
Quando estimulam a ocupação irregular de áreas de risco, alguns políticos apostam que seus mandatos chegarão ao fim antes que essas comunidades experimentem tragédias. (Wilson Tosta, págs. 1 e Cidade, C4)
Aécio sugere, e Serra se mostrará como 'pós-Lula’
O tucano José Serra vai lançar hoje a sua pré-candidatura ao Planalto reforçando o discurso de que disputará a eleição na condição de “candidato pós-Lula”. Na prática, Serra vai incorporar a ideia defendida pelo colega de Minas, Aécio Neves, em abril do ano passado, de que a campanha não pode ser contra Lula e anti-Dilma Rousseff, a pré-candidata do PT. Na festa em Brasília, Serra vai se apresentar como a alternativa “mais qualificada” para levar o País a “avançar, fazendo melhor”. (págs. 1 e Nacional, A4)
Dilma tenta conter princípio de crise
Após constranger aliados ao defender parceria com o governador Antonio Anastasia (PSDB-MG), a presidenciável Dilma Rousseff (PT) disse que o eleitor tem o direito de formar a chapa que quiser. (págs. 1 e Nacional, A8)
Meirelles diz que economia deve ter freio
Em seu primeiro pronunciamento público desde que decidiu continuar no cargo, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu ontem a política monetária baseada em metas de inflação. Ele criticou a ideia de que a expansão forte de economia é o que importa, mesmo que ela resulte em alta de preços. “Não se pode querer que o piloto só tenha acelerador, e não tenha breque”, disse Meirelles. (págs. 1 e Economia, B3)
Presidente do STF reage às críticas de Lula
O presidente do STF, Gilmar Mendes, reagiu às críticas do presidente Lula à Justiça Eleitoral, que o multou por fazer propaganda para a ex-ministra Dilma Rousseff. “Todos nós estamos subordinados à Constituição e à lei”, disse Mendes. “Nós não temos soberanos. Todos estão submetidos à lei.” Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República, criticou Mendes: “Ele deveria talvez falar mais nos autos e menos nos microfones”. (págs; 1 e Nacional, A10)
Gripe suína tem hoje ‘Dia D’ da vacinação. (págs. 1 e Vida, A28)
Notas & Informações – Devassa em cascata
Projeto de quebra de sigilo tem o potencial de transformar o País numa imensa delegacia. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Chuva levou em um dia R$ 60 mi
Perdas da indústria somaram 19,3% do PIB diário do setor, diz Firjan
Só na terça-feira, o setor industrial fluminense teve prejuízo de R$ 59,5 milhões com o temporal. Segundo a Firjan, as perdas em apenas um dia representaram 19,3% do PIB industrial diário do estado. Até o fim da noite de ontem, o total de vítimas das chuvas somava 212. O Ministério Público promete apurar responsabilidades. (págs. 1 e Tema do dia, A2 a A5)
Presidente da Câmara é contra CPI do Previ-Rio
Responsável por aprovar o pedido de CPI do Previ-Rio, o presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe (PMDB), disse que ela é desnecessária, embora só vá tomar sua decisão na segunda ou na terça-feira. (págs. 1 e Cidade, A13)
Sociedade aberta – Paul Krugman
É hora de aprender com a Grécia. (págs. 1 e A18)
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Correio Braziliense
Manchete: Inflação pesa mais no prato do brasiliense
Preço das refeições subiu 2,23% nos três primeiros meses do ano. Comer fora de casa no Distrito Federal tem custo médio de R$ 20,10 para o trabalhador por dia, um dos mais altos do país. (págs. 1, 14 e 15)
Alencar sai da disputa em Minas
Como de hábito,o vice-presidente demonstrou serenidade ao anunciar que abre mão da candidatura ao Senado por Minas Gerais. A decisão favorece a estratégia do Planalto,que conta com Hélio Costa, Patrus Ananias e Fernando Pimentel para angariar votos no segundo maior colégio eleitoral do país. Alencar ironizou o movimento “Dilmasia” e, em tom bem-humorado, criticou os longos discursos da pré-candidata petista. (págs. 1 e 6)
Serra lança em Brasília voo eleitoral dos tucanos
O PSDB abre hoje a pré-campanha de José Serra com a estratégia de conquistar o Palácio do Planalto e eleger 10 governadores.(págs. 1, 2 e 3)
Poucas esperanças
Em dois dias de resgates, os bombeiros retiraram 27 corpos do deslizamento de terra no Morro do Bumba, em Niterói (RJ). As chances de encontrar sobreviventes são mínimas. (págs. 1, 10 a 12)
Ratos assustam servidores do Senado
Funcionários relatam a presença de roedores na rádio, na TV e no Centro de Processamento de Dados.
Suspeita-se que eles venham da obra do Palácio do Planalto. Zoonoses fará desratização na próxima semana. (págs. 1 e 29)
Acesso irrestrito contra a dengue
Justiça do DF garante aos profissionais da saúde o direito de entrar nas casas para combater o mosquito Aedes aegypti mesmo sem autorização dos moradores. (págs. 1 e 36)
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta sexta feira
O Globo
Manchete: Governantes fizeram ‘melhorias’ em favela erguida sobre lixão
Tragédia anunciada em Niterói tem 17 mortos e 200 ainda desaparecidos
Acostumados a responsabilizar os pobres pelos desabamentos nas encostas, nos últimos 17 anos os sucessivos prefeitos de Niterói - além de governadores do estado - incentivaram, por meio de projetos urbanísticos, a ocupação irregular no Morro do Bumba, cujas casas construídas sobre um lixão ruíram provocando a maior tragédia do estado. O desastre começou com o temporal da noite de segunda-feira. Só lá há 17 mortos e 200 desaparecidos. Do atual prefeito, Jorge Roberto Silveira, ao ex-governador Leonel Brizola - que levou água e luz para o local -, cada governante fez um pouco, mas ninguém removeu de lá os moradores. Nem mesmo a Defesa Civil municipal, alertada depois que uma casa desabou terça-feira. Até ontem, Niterói registrava 107 dos 182 mortos no estado. (págs. 1, 14 a 25 e Míriam Leitão)
Remoção vai ser obrigatória
O prefeito Eduardo Paes publicou decreto que vai permitir ao município remover os moradores de áreas de risco, à revelia deles. (págs. 1, 18 e editorial "Fim do preconceito contra remoções")
Verba antienchente: Lula defende Geddel
O presidente Lula saiu em defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que, segundo o TCU, priorizou a Bahia na destinação dos recursos, antienchente. (págs. 1 e 21)
Foto legenda: O pedaço do morro que deslizou e interditou a paradisíaca estrada entre Prainha e Grumari (págs. 1 e 19)
Foto legenda: Um rastro de 600 metros de destruição mostra o caminho do deslizamento no antigo lixão
Foto legenda: A ONDA formada pela ressaca na Enseada de Botafogo (págs. 1 e 24)
Bomba mata filho de bicheiro
Contraventor escapa de atentado na Barra da Tijuca
A explosão de uma bomba no carro do contraventor Rogério Andrade, ontem à tarde, na Avenida das Américas, na Barra, causou a morte do filho dele, Diogo, de 17 anos, que estava ao volante do Toyota Corolla blindado. O atentado pode deflagrar nova guerra pelo controle da máfia dos caça-níqueis. O carro era escoltado por dois veículos com seguranças. (págs. 1 e 26)
Foto legenda: Os carros do bicheiro e dos seguranças incendiados após a explosão
Lula diz que, fora do governo, voltará a ser Lula e não instituição (págs. 1 e 3)
EUA e Rússia firmam pacto nuclear e se aliam contra o Irã (págs. 1, 32 e 33)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Prefeitura sabia de risco em Niterói, mas nada fez
Após alerta de 2004, gestões do PT e do PDT não tomaram providências
O deslizamento no morro do Bumba em Niterói ocorreu em área instável,
de risco conhecido há pelo menos seis anos, relatam Fábio Grellet e Elvira Lobato.
Bombeiros recolheram 17 corpos e calculam que pode haver mais de cem mortos.
O morro foi um depósito de lixo entre 1970 e 1985. Estudo da Universidade Federal Fluminense entregue à prefeitura em 2004 alertou para o risco.
O prefeito Jorge Roberto da Silveira (PDT) disse que "há estudos a respeito de tudo na cidade". Em 2004, o prefeito era o atual vice, Godofredo Pinto (PT), que não foi localizado ontem.
Horas antes do deslizamento anteontem, parte de uma casa havia desabado. A Defesa Civil não indicou que a área fosse evacuada.
Em todo o Estado, desde segunda-feira, foram resgatados 182 corpos. (págs. 1 e Cotidiano)
Prefeitura de Salvador suspendeu aulas por causa das fortes chuvas. (págs. 1 e C5)
Fernando de Barros e Silva: Omissão do poder público em SP e no RJ é criminosa
Enquanto São Paulo empurra seus pobres para as bordas da metrópole, no Rio, a pobreza também despenca sobre a zona sul.
Nos dois casos, a omissão do poder público é criminosa, e ninguém se interessa muito desde que não seja incomodado: Jardim Pantanal (SP) e morro dos Prazeres (Rio) são fraturas expostas de um único drama. (págs. 1 e A2)
Foto legenda: No Instituto Médico Legal da Leopoldina (Rio), Davi Amâncio Jr., 27, lamenta a morte de parente em deslizamento em Niterói
Professores encerram greve de 1 mês sem obter reajuste
Os professores da rede estadual de SP encerraram a greve iniciada há um mês sem conseguir nenhuma das reivindicações - a principal era de reajuste de 34,3%. O movimento, dirigido por entidades ligadas ao PT, termina depois de José Serra (PSDB) deixar o governo para concorrer à Presidência.
Houve divisão na assembleia que definiu o fim da paralisação. A presidente da Apeoesp teve de deixar a reunião escoltada. (págs. 1 e C8)
Vacina da gripe A chega a clínicas na próxima semana (págs. 1 e C10)
Preço de alimento sobe e puxa alta da inflação
Pressionado por forte alta dos alimentos, que responderam por 67% do seu resultado, o IPCA ficou em 0,52% no mês passado. No trimestre, ele subiu 2,06%, maior taxa para o período desde 2003. Em 12 meses, o índice acumula variação de 5,17%, acima do centro da meta do governo, de 4,5%. (págs. 1 e B4)
Supremo rejeita incluir Lula como réu do mensalão
O Supremo Tribunal Federal rejeitou ontem por unanimidade 13 pedidos da defesa do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) no processo do mensalão do PT, entre eles o de incluir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os réus.
Para o STF, o advogado de Jefferson tenta "tumultuar" o caso para inviabilizar o julgamento. Ele disse que não será "intimidado". (págs. 1 e A7)
Iberia e British Airways criam 5ª maior empresa aérea do mundo
A companhia espanhola e a inglesa formalizaram união, que precisa do aval da Comissão Europeia; empresas têm 29 voos semanais para o Brasil. (págs. 1 e B10)
Editoriais
Leia "Jogo de cena", acerca do projeto dos 'fichas-sujas'; e
"Fisiologismo criminoso", sobre verbas contra desastres. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Governo convoca fundos de pensão para garantir Belo Monte
Intenção é manter o leilão da hidrelétrica, em resposta à desistência de Odebrecht e Camargo Corrêa
O governo decidiu convocar fundos de pensão de estatais, como Previ, Funcef e Petros, para negociar a formação de novos consórcios para participar do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, relata a repórter Christiane Samarco. Com os novos grupos, o Planalto pretende revidar o anúncio da desistência de participação no negócio feito pelas empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa, forçando uma concorrência real no leilão marcado para o dia 20. A meta é reduzir o preço da construção, cujo teto foi estabelecido em R$ 19 bilhões. Na avaliação do governo, a Odebrecht e a Camargo Corrêa entraram na disputa apenas para pressionar pela alta de preços e tarifas. Como as duas empreiteiras foram bem-sucedidas com um aumento de 20% nos preços, e mesmo assim saíram da disputa, técnicos do governo entendem que a desistência pode ter sido uma manobra para que apenas um consórcio se apresente no leilão. “Uma coisa vocês podem estar certos: nós vamos fazer Belo Monte", afirmou ontem o presidente Lula. (págs. 1 e Economia B1 e B3)
Ministra defende Ibama
A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) defendeu o licenciamento do Ibama para Belo Monte. Segundo ela, o governo terá condições de responder a eventuais questionamentos judiciais. (págs. 1 e Economia B3)
Mortos em deslizamento são 13; há 200 soterrados
O deslizamento de terra no Morro do Bumba, em Niterói, na noite de anteontem, matou 13 pessoas, mas ainda há 200 soterrados. Segundo o governo do Estado, a tragédia ocorreu porque a chuva abriu fissuras no morro e houve uma explosão de gás metano, produto do lixo acumulado em antigo lixão no local. O total de mortos pelas chuvas no Rio chegou a 175. Cidades (págs. 1, C1 e C3 a C5)
142 é o número de áreas de risco em Niterói
Foto legenda: Destruição. Bombeiros trabalham no socorro às vítimas do deslizamento do Morro do Bumba, em Niterói; operação mobilizou cerca de 300 pessoas
TCU vê fraude de R$ 65 mi no Tribunal de Justiça do DF
Auditoria do Tribunal de Contas da União aponta irregularidades em todos os níveis na folha de pagamentos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT): desembargadores, juízes e servidores. Os prejuízos aos cofres públicos chegariam a, pelo menos, R$ 65 milhões por ano. Segundo o TJDFT, o presidente Nívio Gonçalves mandou suspender pagamentos considerados irregulares. (págs. 1 e Nacional A4)
EUA e Rússia assinam novo pacto nuclear
Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, assinaram acordo que reduz em um terço o número de ogivas nucleares ativas de cada país. O arsenal chega a 20 mil armas. (págs. 1 e Internacional A13)
Foto legenda: Aula de civilidade
Professores se agridem durante assembleia que decidiu pelo fim da greve em SP e mostrou as divisões internas na categoria. (págs. 1 e Vida A18)
Ataque com granada no Rio mata filho de bicheiro (págs. 1 e Cidades C6)
Inflação do trimestre vai a 2,06%, a maior desde 2003 (págs. 1 e Economia B4)
Visão Global: Estratégia sem apoio
Obama está pronto para a campanha de desarmamento nuclear, mas tem poucos seguidores para implementá-la, escreve George Prokovich. (págs. 1 e Internacional A16)
Marcos Sá Corrêa: Um novo museu
Em pleno caos, Rio vai ganhar um Museu do Meio Ambiente por obra e graça do Jardim Botânico. (págs. 1 e Vida A20)
Dora Kramer: Noviça rebelde
Conhecida pela exigência no trabalho, Dilma agora se vê na posição inversa. Ela vai precisar que seus pares lhe ensinem os caminhos das pedras. (págs. 1 e Nacional A6)
Notas & Informações: Inflação em alta
Esse vírus já se manifesta na maior parte dos bens e serviços consumidos pelas famílias. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Horror
A dimensão da tragédia no Morro do Bumba, em Niterói, cresceu à luz do dia. A lama do antigo lixão secou, o desespero aumentou e a esperança de sobreviventes diminuiu. Há 17 mortos, mas os escombros são de 94 residências. Moradores se queixam que a Defesa Civil esteve antes no local e não os alertou do risco. (págs. 1 e Tema do dia A2 a A6, A10 e A11)
Perdas de até R$ 23,7 bilhões (págs. 1 e Tema do dia A8)
Madrugada de desespero (págs. 1 e Tema do dia A3)
Lula defende Geddel (págs. 1 e Tema do dia A12)
Foto legenda: Presença - Sérgio Cabral: conforto às vítimas e pedido de ajuda
Guerra do bicho explode na Barra
O jovem Diogo Andrade, de 17 anos, filho do contraventor Rogério Andrade, morreu na tarde de ontem, na Av. das Américas, no Recreio, após um suposto ataque com explosivos ao carro onde estava com o pai, que ficou ferido. Rogério, acusado de liderar a máfia dos caça-níqueis, é suspeito da morte do primo Paulinho de Andrade, herdeiro e filho do bicheiro Castor de Andrade. (págs. 1 e Cidade A14)
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Correio Braziliense
Manchete: Até quando?
Assim como o lixão que estava sob as casas soterradas no Morro do Bumba, em Niterói, a omissão do poder público é a raiz da calamidade que se abateu sobre o Rio de Janeiro. Com o deslizamento na cidade fluminense, a tragédia das chuvas contabiliza 180 mortos. O governo federal anunciou a liberação de R$ 200 milhões para ajudar as vítimas do temporal, mas o presidente Lula se irritou com a auditoria do TCU que mostrou a prioridade de recursos do Ministério da Integração Nacional à Bahia, base eleitoral do ex-titular da pasta Geddel Vieira. Para a União, a escassez de verbas ocorreu por falta de projetos apresentados pela prefeitura e pelo governo estadual. (págs. 1, 7, 10 e 11, Visão do Correio, 20 e QR Code com galeria de fotos)
Foto legenda: Avalanche de 100 toneladas de lama e de lixo varreu dezenas de casas no morro do Bumba: especialistas já haviam alertado dos riscos à população
A guerra carioca
O bicheiro Rogério Andrade sentiu na pele a guerra pelo controle das máquinas caça-níqueis no Rio de Janeiro. Em plena Avenida das Américas, uma das mais movimentadas da cidade, um artefato explodiu o carro do contraventor e matou o filho dele, um jovem de 17 anos. A polícia investiga se a bomba foi jogada ou se estava dentro do automóvel. Rogério responde na Justiça pela morte do primo, filho de Castor de Andrade. (págs. 1 e 12)
Presidente do STF crê em solução política para a crise no DF (págs. 1)
TCU: salários fora do teto no TJ
Auditoria no Tribunal de Justiça do DF mostra que 116 servidores têm remuneração superior ao fixado para o funcionalismo. Há pagamento indevido de benefícios. (págs. 1 e 34)
Novas pistas da origem humana
Esqueletos com 2 milhões de anos de uma espécie desconhecida, encontrados na África, podem pertencer ao primeiro gênero de hominídeos. (págs. 1 e Ciência, 26)
Voos suspeitos na Funasa
Segundo a CGU, a Fundação Nacional de Saúde pagou irregularmente R$ 3,8 milhões para empresas de táxi-aéreo. (págs. 1 e 5)
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Valor Econômico
Manchete: Africanos querem parte de compensações do algodão
O pagamento, pelos Estados Unidos, de US$ 147,3 milhões para compensar perdas dos produtores brasileiros de algodão ainda não está formalmente confirmado e já causa problemas diplomáticos. Os quatro grandes países africanos produtores de algodão - Burkina Faso, Benin, Chade e Mali - esperam embolsar parte da compensação, o que é rejeitado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), enquanto a diplomacia brasileira acena com o desenvolvimento de projetos comuns com parte do dinheiro.
Os africanos não entraram na disputa do Brasil contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC), que proporcionou esse acordo de compensação financeira. Preferiram apostar na Rodada Doha, com uma proposta para os países ricos eliminarem os subsídios ao algodão e pagar compensação aos quatro. Doha não avançou e os africanos, de mãos vazias, agora querem uma fatia do dinheiro que será pago ao Brasil. "Os brasileiros assinalaram que vamos receber uma parte, mas o montante precisa ser esclarecido", disse ontem um diplomata de Burkina Faso, Ambroise Balima. (págs. 1 e A2)
Debate acirrado nas barrancas do Xingu
Enquanto em Brasília autoridades e representantes dos consórcios buscam saídas para tornar viável o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA), onde a usina será construída, o debate entre grupos favoráveis e contrários à obra se torna cada vez mais acirrado.
Dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu, há 45 anos na didade, se diz radicalmente contra o projeto, mesmo com as promessas de investimentos e criação de empregos na região. "Tem gente que diz que enquanto este bispo existir, a hidrelétrica não sai" , afirma o religioso, que se diz ameaçado de morte.
O empresário goiano Vilmar Soares, que coordena a Fort Xingu, entidade que agrupa sindicatos, associações de empresários, fazendeiros e igrejas evangélicas de Altamira, considera a usina fundamental para o desenvolvimento da região. "Temos que buscar melhorias e maximizar os benefícios da obra", diz. "O valor da energia não nos interessa. Queremos é que eles invistam na região". (págs. 1, A4 e A14)
Foto legenda: Vilmar Soares, empresário de Altamira: usina trará empregos e asfalto para a Transamazônica
Foto legenda: Dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu, quer o rio como ele é: "Boom seria temporário"
Crise encoraja mais fusões no setor aéreo
Uma onda de consolidação varreu o setor aéreo dos dois lados do Atlântico, ontem, depois de a British Airways e a Iberia confirmarem acordo de fusão que cria a quarta maior companhia do setor no mundo e de a US Airways retomar as negociações com a United Airlines. A pressão sobre as empresas aéreas de modelo tradicional intensificou-se com a retração provocada pela crise financeira internacional e com a concorrência das rivais de baixo custo. Os acionistas da British terão 55% na nova companhia e o restante ficará nas mãos dos investidores da Iberia. (págs. 1, B4 e B9)
Cresce o pagamento de juros nos cartões
A entrada de clientes de renda mais baixa no mercado de cartões de crédito é uma das razões da alta de 45,5% no uso do crédito rotativo e das compras parceladas com juros em fevereiro, na comparação com o mesmo mês em 2009, que alcançou R$ 15,1 bilhões. Segundo o presidente da Acrefi, Adalberto Savioli, o parcelamento é oferecido para evitar a alta da inadimplência. "O rotativo pode deixar você feliz um ou dois meses, mas depois não vai conseguir pagar". (págs. 1, C1 e C2)
Serra se lança como 'progressista'
No sábado, em discurso de lançamento de sua candidatura à Presidência, o ex-governador José Serra (PSDB) vai apresentar "um conjunto de valores políticos" que pretende seguir, se eleito. O tucano prega o "ativismo estatal", mas não planeja mudar as bases nas quais se assentam a economia - meta de inflação, superávit primário e câmbio flutuante. Crítico da política monetária, entende que a valorização do câmbio é um erro e teme a desindustrialização do país. Serra rejeita a pecha de neoliberal e prefere ser visto como um "progressista". (págs. 1 e A9)
Baixíssima renda atrai Direcional
Atuação no Norte do país em terrenos doados pelo governo e em empreendimentos de grande escala, bem maiores que o usual no mercado. Esses são alguns dos ingredientes da fórmula da Direcional Engenharia para atuar no segmento da baixíssima renda. Na contramão do mercado, é a única entre as companhias do setor listadas em bolsa que resolveu atuar na base do plano habitacional do governo: o difícil segmento de até três salários mínimos. (págs. 1 e B1)
Alimentos puxam inflação
A inflação oficial do país, medida pelo IPCA, desacelerou em março e encerrou o mês em alta de 0,52%, ante 0,78% em fevereiro, ainda assim a maior taxa para o mês desde 2005. No ano, o índice acumula alta de 2,06% e de 5,17% em 12 meses. (págs. 1 e A3)
Expansão do São Luiz
O grupo hospitalar São Luiz, de São Paulo, vai investir até R$ 800 milhões nos próximos cinco anos na construção ou aquisição de novas unidades. Oito cidades estão sendo avaliadas. (págs. 1 e B4)
Investimentos da Ford
A Ford anunciou ontem que vai ampliar de R$ 4 bilhões para R$ 4,5 bilhões os investimentos previstos para o Brasil entre 2011 e 2015. O foco será a nova geração do EcoSport, que passará a ser um modelo global. (págs. 1 e B7)
De vento em popa
O grupo pernambucano Tavares de Meio, com atuação nas áreas de sucos (Maguary e Dafruta) e combustíveis, vai entrar no segmento de geração de energia cólica, com projetos no Rio Grande do Norte e na Paraíba. (págs. 1 e B7)
Alcoa cobiça veículos pesados
A Alcoa, maior fabricante mundial de alumínio, quer aumentar - dos atuais 12% para 18% - sua participação no mercado de rodas para ônibus e caminhões. No trimestre, as vendas na América Latina cresceram 335%. (págs. 1 e B8)
Nova fábrica da Seara
A Seara, controlada pela Marfrig, pretende construir uma unidade de abate de aves em Jaciara (MT), com capacidade para 200 mil frangos por dia. O investimento previsto é de &$ 150 milhões. (págs. 1 e B12)
Bunge reforça usinas
Nos próximos três anos, a Bunge vai investir cerca de US$ 750 milhões na expansão de suas três primeiras usinas de cana no Brasil, diz Pedro Parente. No total, a empresa tem oito unidades no país. (págs. 1 e B12)
Ideias
Armando Castelar: papel do Estado deve voltar ao debate eleitoral. (págs. 1 e A13)
Ideias
Roberto Laserna: o paradoxo populista de Evo Morales. (págs. 1 e A13)
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Jornal do Commercio
Manchete: Lixo + chuvas = mortes
Desabamento do Morro do Bumba, em Niterói, onde havia favela erguida sobre aterro sanitário, foi uma tragédia previsível, que serve de alerta par todo País. No Grande Recife, sujeira espalhada em galerias e canais ameaça a população das redondezas (pág. 1)
Foto legenda: Ibura de Baixo Recife (pág. 1)
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Manchete: Governantes fizeram ‘melhorias’ em favela erguida sobre lixão
Tragédia anunciada em Niterói tem 17 mortos e 200 ainda desaparecidos
Acostumados a responsabilizar os pobres pelos desabamentos nas encostas, nos últimos 17 anos os sucessivos prefeitos de Niterói - além de governadores do estado - incentivaram, por meio de projetos urbanísticos, a ocupação irregular no Morro do Bumba, cujas casas construídas sobre um lixão ruíram provocando a maior tragédia do estado. O desastre começou com o temporal da noite de segunda-feira. Só lá há 17 mortos e 200 desaparecidos. Do atual prefeito, Jorge Roberto Silveira, ao ex-governador Leonel Brizola - que levou água e luz para o local -, cada governante fez um pouco, mas ninguém removeu de lá os moradores. Nem mesmo a Defesa Civil municipal, alertada depois que uma casa desabou terça-feira. Até ontem, Niterói registrava 107 dos 182 mortos no estado. (págs. 1, 14 a 25 e Míriam Leitão)
Remoção vai ser obrigatória
O prefeito Eduardo Paes publicou decreto que vai permitir ao município remover os moradores de áreas de risco, à revelia deles. (págs. 1, 18 e editorial "Fim do preconceito contra remoções")
Verba antienchente: Lula defende Geddel
O presidente Lula saiu em defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que, segundo o TCU, priorizou a Bahia na destinação dos recursos, antienchente. (págs. 1 e 21)
Foto legenda: O pedaço do morro que deslizou e interditou a paradisíaca estrada entre Prainha e Grumari (págs. 1 e 19)
Foto legenda: Um rastro de 600 metros de destruição mostra o caminho do deslizamento no antigo lixão
Foto legenda: A ONDA formada pela ressaca na Enseada de Botafogo (págs. 1 e 24)
Bomba mata filho de bicheiro
Contraventor escapa de atentado na Barra da Tijuca
A explosão de uma bomba no carro do contraventor Rogério Andrade, ontem à tarde, na Avenida das Américas, na Barra, causou a morte do filho dele, Diogo, de 17 anos, que estava ao volante do Toyota Corolla blindado. O atentado pode deflagrar nova guerra pelo controle da máfia dos caça-níqueis. O carro era escoltado por dois veículos com seguranças. (págs. 1 e 26)
Foto legenda: Os carros do bicheiro e dos seguranças incendiados após a explosão
Lula diz que, fora do governo, voltará a ser Lula e não instituição (págs. 1 e 3)
EUA e Rússia firmam pacto nuclear e se aliam contra o Irã (págs. 1, 32 e 33)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Prefeitura sabia de risco em Niterói, mas nada fez
Após alerta de 2004, gestões do PT e do PDT não tomaram providências
O deslizamento no morro do Bumba em Niterói ocorreu em área instável,
de risco conhecido há pelo menos seis anos, relatam Fábio Grellet e Elvira Lobato.
Bombeiros recolheram 17 corpos e calculam que pode haver mais de cem mortos.
O morro foi um depósito de lixo entre 1970 e 1985. Estudo da Universidade Federal Fluminense entregue à prefeitura em 2004 alertou para o risco.
O prefeito Jorge Roberto da Silveira (PDT) disse que "há estudos a respeito de tudo na cidade". Em 2004, o prefeito era o atual vice, Godofredo Pinto (PT), que não foi localizado ontem.
Horas antes do deslizamento anteontem, parte de uma casa havia desabado. A Defesa Civil não indicou que a área fosse evacuada.
Em todo o Estado, desde segunda-feira, foram resgatados 182 corpos. (págs. 1 e Cotidiano)
Prefeitura de Salvador suspendeu aulas por causa das fortes chuvas. (págs. 1 e C5)
Fernando de Barros e Silva: Omissão do poder público em SP e no RJ é criminosa
Enquanto São Paulo empurra seus pobres para as bordas da metrópole, no Rio, a pobreza também despenca sobre a zona sul.
Nos dois casos, a omissão do poder público é criminosa, e ninguém se interessa muito desde que não seja incomodado: Jardim Pantanal (SP) e morro dos Prazeres (Rio) são fraturas expostas de um único drama. (págs. 1 e A2)
Foto legenda: No Instituto Médico Legal da Leopoldina (Rio), Davi Amâncio Jr., 27, lamenta a morte de parente em deslizamento em Niterói
Professores encerram greve de 1 mês sem obter reajuste
Os professores da rede estadual de SP encerraram a greve iniciada há um mês sem conseguir nenhuma das reivindicações - a principal era de reajuste de 34,3%. O movimento, dirigido por entidades ligadas ao PT, termina depois de José Serra (PSDB) deixar o governo para concorrer à Presidência.
Houve divisão na assembleia que definiu o fim da paralisação. A presidente da Apeoesp teve de deixar a reunião escoltada. (págs. 1 e C8)
Vacina da gripe A chega a clínicas na próxima semana (págs. 1 e C10)
Preço de alimento sobe e puxa alta da inflação
Pressionado por forte alta dos alimentos, que responderam por 67% do seu resultado, o IPCA ficou em 0,52% no mês passado. No trimestre, ele subiu 2,06%, maior taxa para o período desde 2003. Em 12 meses, o índice acumula variação de 5,17%, acima do centro da meta do governo, de 4,5%. (págs. 1 e B4)
Supremo rejeita incluir Lula como réu do mensalão
O Supremo Tribunal Federal rejeitou ontem por unanimidade 13 pedidos da defesa do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) no processo do mensalão do PT, entre eles o de incluir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os réus.
Para o STF, o advogado de Jefferson tenta "tumultuar" o caso para inviabilizar o julgamento. Ele disse que não será "intimidado". (págs. 1 e A7)
Iberia e British Airways criam 5ª maior empresa aérea do mundo
A companhia espanhola e a inglesa formalizaram união, que precisa do aval da Comissão Europeia; empresas têm 29 voos semanais para o Brasil. (págs. 1 e B10)
Editoriais
Leia "Jogo de cena", acerca do projeto dos 'fichas-sujas'; e
"Fisiologismo criminoso", sobre verbas contra desastres. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Governo convoca fundos de pensão para garantir Belo Monte
Intenção é manter o leilão da hidrelétrica, em resposta à desistência de Odebrecht e Camargo Corrêa
O governo decidiu convocar fundos de pensão de estatais, como Previ, Funcef e Petros, para negociar a formação de novos consórcios para participar do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, relata a repórter Christiane Samarco. Com os novos grupos, o Planalto pretende revidar o anúncio da desistência de participação no negócio feito pelas empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa, forçando uma concorrência real no leilão marcado para o dia 20. A meta é reduzir o preço da construção, cujo teto foi estabelecido em R$ 19 bilhões. Na avaliação do governo, a Odebrecht e a Camargo Corrêa entraram na disputa apenas para pressionar pela alta de preços e tarifas. Como as duas empreiteiras foram bem-sucedidas com um aumento de 20% nos preços, e mesmo assim saíram da disputa, técnicos do governo entendem que a desistência pode ter sido uma manobra para que apenas um consórcio se apresente no leilão. “Uma coisa vocês podem estar certos: nós vamos fazer Belo Monte", afirmou ontem o presidente Lula. (págs. 1 e Economia B1 e B3)
Ministra defende Ibama
A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) defendeu o licenciamento do Ibama para Belo Monte. Segundo ela, o governo terá condições de responder a eventuais questionamentos judiciais. (págs. 1 e Economia B3)
Mortos em deslizamento são 13; há 200 soterrados
O deslizamento de terra no Morro do Bumba, em Niterói, na noite de anteontem, matou 13 pessoas, mas ainda há 200 soterrados. Segundo o governo do Estado, a tragédia ocorreu porque a chuva abriu fissuras no morro e houve uma explosão de gás metano, produto do lixo acumulado em antigo lixão no local. O total de mortos pelas chuvas no Rio chegou a 175. Cidades (págs. 1, C1 e C3 a C5)
142 é o número de áreas de risco em Niterói
Foto legenda: Destruição. Bombeiros trabalham no socorro às vítimas do deslizamento do Morro do Bumba, em Niterói; operação mobilizou cerca de 300 pessoas
TCU vê fraude de R$ 65 mi no Tribunal de Justiça do DF
Auditoria do Tribunal de Contas da União aponta irregularidades em todos os níveis na folha de pagamentos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT): desembargadores, juízes e servidores. Os prejuízos aos cofres públicos chegariam a, pelo menos, R$ 65 milhões por ano. Segundo o TJDFT, o presidente Nívio Gonçalves mandou suspender pagamentos considerados irregulares. (págs. 1 e Nacional A4)
EUA e Rússia assinam novo pacto nuclear
Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, assinaram acordo que reduz em um terço o número de ogivas nucleares ativas de cada país. O arsenal chega a 20 mil armas. (págs. 1 e Internacional A13)
Foto legenda: Aula de civilidade
Professores se agridem durante assembleia que decidiu pelo fim da greve em SP e mostrou as divisões internas na categoria. (págs. 1 e Vida A18)
Ataque com granada no Rio mata filho de bicheiro (págs. 1 e Cidades C6)
Inflação do trimestre vai a 2,06%, a maior desde 2003 (págs. 1 e Economia B4)
Visão Global: Estratégia sem apoio
Obama está pronto para a campanha de desarmamento nuclear, mas tem poucos seguidores para implementá-la, escreve George Prokovich. (págs. 1 e Internacional A16)
Marcos Sá Corrêa: Um novo museu
Em pleno caos, Rio vai ganhar um Museu do Meio Ambiente por obra e graça do Jardim Botânico. (págs. 1 e Vida A20)
Dora Kramer: Noviça rebelde
Conhecida pela exigência no trabalho, Dilma agora se vê na posição inversa. Ela vai precisar que seus pares lhe ensinem os caminhos das pedras. (págs. 1 e Nacional A6)
Notas & Informações: Inflação em alta
Esse vírus já se manifesta na maior parte dos bens e serviços consumidos pelas famílias. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Horror
A dimensão da tragédia no Morro do Bumba, em Niterói, cresceu à luz do dia. A lama do antigo lixão secou, o desespero aumentou e a esperança de sobreviventes diminuiu. Há 17 mortos, mas os escombros são de 94 residências. Moradores se queixam que a Defesa Civil esteve antes no local e não os alertou do risco. (págs. 1 e Tema do dia A2 a A6, A10 e A11)
Perdas de até R$ 23,7 bilhões (págs. 1 e Tema do dia A8)
Madrugada de desespero (págs. 1 e Tema do dia A3)
Lula defende Geddel (págs. 1 e Tema do dia A12)
Foto legenda: Presença - Sérgio Cabral: conforto às vítimas e pedido de ajuda
Guerra do bicho explode na Barra
O jovem Diogo Andrade, de 17 anos, filho do contraventor Rogério Andrade, morreu na tarde de ontem, na Av. das Américas, no Recreio, após um suposto ataque com explosivos ao carro onde estava com o pai, que ficou ferido. Rogério, acusado de liderar a máfia dos caça-níqueis, é suspeito da morte do primo Paulinho de Andrade, herdeiro e filho do bicheiro Castor de Andrade. (págs. 1 e Cidade A14)
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Correio Braziliense
Manchete: Até quando?
Assim como o lixão que estava sob as casas soterradas no Morro do Bumba, em Niterói, a omissão do poder público é a raiz da calamidade que se abateu sobre o Rio de Janeiro. Com o deslizamento na cidade fluminense, a tragédia das chuvas contabiliza 180 mortos. O governo federal anunciou a liberação de R$ 200 milhões para ajudar as vítimas do temporal, mas o presidente Lula se irritou com a auditoria do TCU que mostrou a prioridade de recursos do Ministério da Integração Nacional à Bahia, base eleitoral do ex-titular da pasta Geddel Vieira. Para a União, a escassez de verbas ocorreu por falta de projetos apresentados pela prefeitura e pelo governo estadual. (págs. 1, 7, 10 e 11, Visão do Correio, 20 e QR Code com galeria de fotos)
Foto legenda: Avalanche de 100 toneladas de lama e de lixo varreu dezenas de casas no morro do Bumba: especialistas já haviam alertado dos riscos à população
A guerra carioca
O bicheiro Rogério Andrade sentiu na pele a guerra pelo controle das máquinas caça-níqueis no Rio de Janeiro. Em plena Avenida das Américas, uma das mais movimentadas da cidade, um artefato explodiu o carro do contraventor e matou o filho dele, um jovem de 17 anos. A polícia investiga se a bomba foi jogada ou se estava dentro do automóvel. Rogério responde na Justiça pela morte do primo, filho de Castor de Andrade. (págs. 1 e 12)
Presidente do STF crê em solução política para a crise no DF (págs. 1)
TCU: salários fora do teto no TJ
Auditoria no Tribunal de Justiça do DF mostra que 116 servidores têm remuneração superior ao fixado para o funcionalismo. Há pagamento indevido de benefícios. (págs. 1 e 34)
Novas pistas da origem humana
Esqueletos com 2 milhões de anos de uma espécie desconhecida, encontrados na África, podem pertencer ao primeiro gênero de hominídeos. (págs. 1 e Ciência, 26)
Voos suspeitos na Funasa
Segundo a CGU, a Fundação Nacional de Saúde pagou irregularmente R$ 3,8 milhões para empresas de táxi-aéreo. (págs. 1 e 5)
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Valor Econômico
Manchete: Africanos querem parte de compensações do algodão
O pagamento, pelos Estados Unidos, de US$ 147,3 milhões para compensar perdas dos produtores brasileiros de algodão ainda não está formalmente confirmado e já causa problemas diplomáticos. Os quatro grandes países africanos produtores de algodão - Burkina Faso, Benin, Chade e Mali - esperam embolsar parte da compensação, o que é rejeitado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), enquanto a diplomacia brasileira acena com o desenvolvimento de projetos comuns com parte do dinheiro.
Os africanos não entraram na disputa do Brasil contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC), que proporcionou esse acordo de compensação financeira. Preferiram apostar na Rodada Doha, com uma proposta para os países ricos eliminarem os subsídios ao algodão e pagar compensação aos quatro. Doha não avançou e os africanos, de mãos vazias, agora querem uma fatia do dinheiro que será pago ao Brasil. "Os brasileiros assinalaram que vamos receber uma parte, mas o montante precisa ser esclarecido", disse ontem um diplomata de Burkina Faso, Ambroise Balima. (págs. 1 e A2)
Debate acirrado nas barrancas do Xingu
Enquanto em Brasília autoridades e representantes dos consórcios buscam saídas para tornar viável o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA), onde a usina será construída, o debate entre grupos favoráveis e contrários à obra se torna cada vez mais acirrado.
Dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu, há 45 anos na didade, se diz radicalmente contra o projeto, mesmo com as promessas de investimentos e criação de empregos na região. "Tem gente que diz que enquanto este bispo existir, a hidrelétrica não sai" , afirma o religioso, que se diz ameaçado de morte.
O empresário goiano Vilmar Soares, que coordena a Fort Xingu, entidade que agrupa sindicatos, associações de empresários, fazendeiros e igrejas evangélicas de Altamira, considera a usina fundamental para o desenvolvimento da região. "Temos que buscar melhorias e maximizar os benefícios da obra", diz. "O valor da energia não nos interessa. Queremos é que eles invistam na região". (págs. 1, A4 e A14)
Foto legenda: Vilmar Soares, empresário de Altamira: usina trará empregos e asfalto para a Transamazônica
Foto legenda: Dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu, quer o rio como ele é: "Boom seria temporário"
Crise encoraja mais fusões no setor aéreo
Uma onda de consolidação varreu o setor aéreo dos dois lados do Atlântico, ontem, depois de a British Airways e a Iberia confirmarem acordo de fusão que cria a quarta maior companhia do setor no mundo e de a US Airways retomar as negociações com a United Airlines. A pressão sobre as empresas aéreas de modelo tradicional intensificou-se com a retração provocada pela crise financeira internacional e com a concorrência das rivais de baixo custo. Os acionistas da British terão 55% na nova companhia e o restante ficará nas mãos dos investidores da Iberia. (págs. 1, B4 e B9)
Cresce o pagamento de juros nos cartões
A entrada de clientes de renda mais baixa no mercado de cartões de crédito é uma das razões da alta de 45,5% no uso do crédito rotativo e das compras parceladas com juros em fevereiro, na comparação com o mesmo mês em 2009, que alcançou R$ 15,1 bilhões. Segundo o presidente da Acrefi, Adalberto Savioli, o parcelamento é oferecido para evitar a alta da inadimplência. "O rotativo pode deixar você feliz um ou dois meses, mas depois não vai conseguir pagar". (págs. 1, C1 e C2)
Serra se lança como 'progressista'
No sábado, em discurso de lançamento de sua candidatura à Presidência, o ex-governador José Serra (PSDB) vai apresentar "um conjunto de valores políticos" que pretende seguir, se eleito. O tucano prega o "ativismo estatal", mas não planeja mudar as bases nas quais se assentam a economia - meta de inflação, superávit primário e câmbio flutuante. Crítico da política monetária, entende que a valorização do câmbio é um erro e teme a desindustrialização do país. Serra rejeita a pecha de neoliberal e prefere ser visto como um "progressista". (págs. 1 e A9)
Baixíssima renda atrai Direcional
Atuação no Norte do país em terrenos doados pelo governo e em empreendimentos de grande escala, bem maiores que o usual no mercado. Esses são alguns dos ingredientes da fórmula da Direcional Engenharia para atuar no segmento da baixíssima renda. Na contramão do mercado, é a única entre as companhias do setor listadas em bolsa que resolveu atuar na base do plano habitacional do governo: o difícil segmento de até três salários mínimos. (págs. 1 e B1)
Alimentos puxam inflação
A inflação oficial do país, medida pelo IPCA, desacelerou em março e encerrou o mês em alta de 0,52%, ante 0,78% em fevereiro, ainda assim a maior taxa para o mês desde 2005. No ano, o índice acumula alta de 2,06% e de 5,17% em 12 meses. (págs. 1 e A3)
Expansão do São Luiz
O grupo hospitalar São Luiz, de São Paulo, vai investir até R$ 800 milhões nos próximos cinco anos na construção ou aquisição de novas unidades. Oito cidades estão sendo avaliadas. (págs. 1 e B4)
Investimentos da Ford
A Ford anunciou ontem que vai ampliar de R$ 4 bilhões para R$ 4,5 bilhões os investimentos previstos para o Brasil entre 2011 e 2015. O foco será a nova geração do EcoSport, que passará a ser um modelo global. (págs. 1 e B7)
De vento em popa
O grupo pernambucano Tavares de Meio, com atuação nas áreas de sucos (Maguary e Dafruta) e combustíveis, vai entrar no segmento de geração de energia cólica, com projetos no Rio Grande do Norte e na Paraíba. (págs. 1 e B7)
Alcoa cobiça veículos pesados
A Alcoa, maior fabricante mundial de alumínio, quer aumentar - dos atuais 12% para 18% - sua participação no mercado de rodas para ônibus e caminhões. No trimestre, as vendas na América Latina cresceram 335%. (págs. 1 e B8)
Nova fábrica da Seara
A Seara, controlada pela Marfrig, pretende construir uma unidade de abate de aves em Jaciara (MT), com capacidade para 200 mil frangos por dia. O investimento previsto é de &$ 150 milhões. (págs. 1 e B12)
Bunge reforça usinas
Nos próximos três anos, a Bunge vai investir cerca de US$ 750 milhões na expansão de suas três primeiras usinas de cana no Brasil, diz Pedro Parente. No total, a empresa tem oito unidades no país. (págs. 1 e B12)
Ideias
Armando Castelar: papel do Estado deve voltar ao debate eleitoral. (págs. 1 e A13)
Ideias
Roberto Laserna: o paradoxo populista de Evo Morales. (págs. 1 e A13)
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Jornal do Commercio
Manchete: Lixo + chuvas = mortes
Desabamento do Morro do Bumba, em Niterói, onde havia favela erguida sobre aterro sanitário, foi uma tragédia previsível, que serve de alerta par todo País. No Grande Recife, sujeira espalhada em galerias e canais ameaça a população das redondezas (pág. 1)
Foto legenda: Ibura de Baixo Recife (pág. 1)
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta quinta feira
O Globo
Manchete: Tragédia se agrava com mais 50 casas soterradas em Niterói
Mortos no estado já são 148; Rio recebe um das menores verbas contra enchentes
A tragédia no Estado do Rio - que até ontem à noite registrava 148 mortes - foi agravada com novo desabamento de pelo menos 50 casas em Niterói. Três corpos foram resgatados, elevando para 82 o número de vítimas naquele município. No Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, os bombeiros lamentaram não ter conseguido salvar um menino de 8 anos, que sobreviveu por uma noite, soterrado. Auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que o Rio, apesar dos temporais, ficou com apenas 0,9% das verbas do governo federal. A análise dos repasses confirmou que a Bahia foi, sem histórico ou análise de risco justificáveis, o estado mais favorecido pelo Programa de prevenção e Preparação para Desastres (64,6% do total das verbas) na gestão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que vai concorrer justamente ao governo baiano. Mesmo que as chuvas deem trégua nos próximos dias, continuarão interditadas vias importantes como a Avenida Borges de Medeiros, a Estrada da Grota Funda, a Grajaú-Jacarepaguá, a Linha Amarela, a Avenida Niemeyer e o Alto da Boa Vista. Moradores de condomínios e comunidades de Vargem Grande e Vargem Pequena, na Zona Oeste, ainda ontem estavam ilhados por causa do temporal de segunda-feira e da chuva que continuava caindo na região. (págs. 1, 12 a 27 e Carlos Alberto Sardenberg)
Após a tempestade, as ondas gigantes
Especialistas preveem uma ressaca que pode ser a maior da história do Rio com ondas de até cinco metros de altura, a partir de amanhã. Com um agravante: a ondulação é de sudeste e não encontrará obstáculos para entrar na Baía de Guanabara. (págs. 1 e 26)
Paes agora tem plano para remoção em áreas de risco
Após ter sido surpreendido pela tragédia da chuva que era prevista, o prefeito Eduardo Paes apresentou ontem plano para a remoção de moradores do Morro dos Prazeres e de parte da Rocinha, contenção de encostas e drenagem de rios e canais, entre outras obras, no total de R$ 370 milhões. Ele disse que o plano de emergência foi acionado, mas falhou porque a meteorologia não previu chuvas tão intensas. (págs. 1 e 14)
'Ilha de Guaratiba', enfim, vira ilha
Morador da Ilha de Guaratiba, o repórter Ruben Berta ficou realmente ilhado num bairro que de ilha só tinha o nome, herança de um morador chamado William. "É um cenário de devastação: postes e árvores caídos, muita lama, e todos ilhados", relata Ruben. (págs. 1 e 22)
Pressão do Fla libera Maracanã para jogo
Após anunciar que não haveria jogo no Maracanã, que foi tomado por lama após o temporal, o governo do estado cedeu à pressão do Flamengo e liberou o estádio para a partida do rubro-negro hoje, às 16h, contra o Universidad de Chile, pela Copa Libertadores. (págs. 1, 39 e 40)
Foto legenda: No ombro de Valmir, pai de Marcos Vinicius, de 8 anos, o sargento bombeiro Dos Anjos chora por não ter conseguido resgatar o menino, estendido no chão, ao fundo
Empreiteiras desistem de Belo Monte
Odebrecht e Camargo e Corrêa estão fora do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, previsto para o dia 20, por discordarem da tarifa do edital. O leilão pode ter só um grande interessado: o consórcio da Andrade Gutierrez. O Ministério Público pedirá a anulação da licença dada pelo Ibama. (págs. 1 e 29)
Garzón vai para o banco dos réus
O Supremo Tribunal da Espanha determinou que Baltazar Garzón, juiz que ficou famoso ao mandar prender o ex-ditador Augusto Pinochet, seja julgado por abuso de poder por abrir uma investigação sobre crimes do franquismo. Se condenado, pode ser suspenso por 20 anos. (págs. 1 e 35)
Aloprado do PT e tesoureiro do PMDB presos
O ex-petista Valdebran Padilha, um dos aloprados envolvidos no escândalo do dossiê contra tucanos, foi preso novamente ontem pela PF, agora numa operação que apura fraudes em licitações em Mato Grosso. Outro detido é o tesoureiro do PMDB no estado, Carlos Miranda. (págs. 1 e 3)
Miriam Leitão
O problema com Lula não é o que ele diz, mas combinar com o que disse ou fez no dia anterior. (págs. 1 e 30)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Morro desaba e amplia tragédia no Rio
Cerca de 30 casas foram atingidas em Niterói; prefeitura carioca reteve verba para favelas onde houve mortes
Novo deslizamento em Niterói (RJ), ontem à noite, atingiu cerca de 30 casas no morro do Bumba. O resgate mobilizou três equipes dos Bombeiros. Até a conclusão desta edição, foram contabilizados dois mortos, elevando o total de mortes provocadas pelas chuvas para 81 na cidade e 147 no Estado.
Para especialistas, falhas em coleta de lixo, no planejamento e na manutenção de obras agravaram a tragédia. Na capital, todas as favelas em que houve mortes foram urbanizadas pelo programa Favela-Bairro, considerado modelo pela ONU. A Prefeitura do Rio, porém, reteve parte das verbas.
No morro dos Prazeres, onde 22 morreram, houve retenção de R$ 2,6 bilhões de complemento à urbanização, até hoje não concluída. A coleta de lixo não tem controle da prefeitura, e a manutenção das redes de drenagem é feita raramente.
A Secretaria Municipal de Habitação não comentou. O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) afirmou que 15% do Favela-Bairro foi investido em contenção de encostas.
Em reunião com o ministro da Integração Nacional, João Santana, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes (ambos do PMDB) estimaram os danos em R$ 370 milhões. (págs. 1 e Cotidiano)
Carlos Heitor Cony
Temporal expõe a dicotomia humana
Há justos que salvam vidas e dão exemplos de solidariedade. Há vândalos que aproveitam a tragédia.
Enquanto alguns arriscaram a vida para salvar feridos, os congestionamentos facilitaram assaltos. (págs. 1 e A2)
Janio de Freitas
Momento é local; problema é nacional
As águas desabaram sobre o Rio com uma sede de catástrofe acumulada desde as suas maldades de 1966.
É oportunidade de atentar para problemas urbanos do país: momento local de uma tragédia nacional. (págs. 1 e A6)
Foto legenda: Moradores e agentes da Defesa Civil procuram vítimas após deslizamento que atingiu casas e carros no morro do Bumba (Niterói)
Consórcio desiste de usina; governo busca concorrente
O consórcio das empreiteiras Camargo Corrêa e Odebrecht desistiu do leilão da usina de Belo Monte, no rio Xingu, relatam Marcio Aith e Agnaldo Brito.
O leilão para a construção da hidrelétrica, considerada vitrine da pré-candidata do PT à Presidência, a ex-ministra Dilma Rousseff, está marcado para o dia 20.
O governo tenta convencer outro grupo a entrar na licitação. Uma opção, segundo a Folha apurou, é estimular a associação entre OAS, Alupar e grupo Bertin.
Até agora, se registrou apenas um consórcio, formado por Andrade Gutierrez, Neoenergia e dois auto-produtores de energia: Vale e Votorantim. (págs. 1, B1 e B3)
Arrecadação do FGTS atinge recorde e chega a R$ 3,75 bilhões
A arrecadação do FGTS no primeiro trimestre alcançou a marca recorde de R$ 3,752 bilhões, 54% do valor apurado no ano passado. A Caixa estima que em 2010 o saldo atinja R$ 10 bilhões.
Segundo Wellington Moreira Franco, vice-presidente da Caixa, é a primeira vez que o total de trabalhadores com carteira assinada contribuindo para o FGTS supera 50% da população economicamente ativa do país, de 99,5 milhões. (págs. 1 e B4)
Dilma faz elogio a Aécio e prega 'união' entre PT e PSDB em MG
No segundo dia de sua viagem a Minas Gerais, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, elogiou o ex-governador tucano Aécio Neves e disse ser possível que os eleitores mineiros votem nela e no PSDB para o governo do Estado.
Nota de tucanos, com apoio do DEM e do PPS, classificou de
"oportunismo" o roteiro de Dilma em Minas, que incluiu visita ao túmulo de Tancredo Neves, avô de Aécio. (págs. 1, A4 e A6)
Projeto dá mais prazo para aviso de corte de luz
Projeto aprovado pelo Senado determina que fornecedoras de serviços públicos como água, luz e telefonia suspendam o abastecimento em caso de inadimplência só após notificação prévia de 30 dias. Ele ainda tem de ser aprovado na Câmara. (págs. 1 e B7)
Brasileiro come menos feijão e mais frutas, aponta pesquisa (págs. 1 e C10)
Editoriais
Leia "Contagem sinistra", sobre a chuva no Rio; e "A evolução do lixo", acerca de detritos e reciclagem no país. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Rio tira moradores de 2 favelas
Total de mortos por temporal no Estado chega a 133, e havia mais de 50 desaparecidos; na capital, prefeito ataca 'demagogos' que criticam sua decisão de remover habitantes de áreas de risco
O número de mortos por causa do temporal que atingiu o Estado do Rio entre segunda e terça-feira subiu para 133, e ainda havia ao menos 53 desaparecidos até o fechamento desta edição. A maioria das vítimas morreu em deslizamentos de terra. Por essa razão, o prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB), anunciou a decisão de remover todos os moradores do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa (centro), e de uma parte da favela da Rocinha (zona sul). Paes estimou que 2 mil famílias serão transferidas para local ainda indefinido. O prefeito criticou os "demagogos de plantão" contrários à medida. Afirmou que impedir novas ocupações é sua prioridade. "Não vou ficar com esses urubus da política, esperando essas pessoas morrerem para que eles possam se divertir." Mas Lisa Brandão, presidente da associação de moradores do Morro dos Prazeres, afirmou que "ninguém vai sair". "O que a gente precisa é do poder público trabalhando para melhorar, e não para retirar." (págs. 1 e Cidades C1 e C3 a C7)
Eduardo Paes - Prefeito do Rio
'Não serei responsável por pessoas morrerem ou passarem o verão sem dormir!'
Quatro museus da capital são fechados
Castigados pelas chuvas, os museus da Chácara do Céu, do Açude, de Arte Naif e a Casa do Pontal estão fechados desde segunda-feira. O Ministério da Cultura anunciou a liberação de R$ 2 milhões para ações de emergência e de recuperação nos museus. (págs. 1 e Cidades C7)
O desespero de um pai
Valmir França da Matta recebe o corpo do filho, Marcus Vinicius, de 8 anos. Na véspera, ele ainda ouvira os gritos abafados do garoto, soterrado na lama no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Rio. O drama da família emocionou os bombeiros, que durante horas se empenharam, sem sucesso, para tentar resgatar Marcus Vinicius com vida. (págs. 1 e Cidades C5)
Governo vai perdoar dívidas de agricultores
A menos de seis meses da eleição, o governo prepara medida provisória que dará o perdão a todas as dívidas de até R$ 10 mil dos agricultores do Semiárido com o Banco do Brasil e com o Banco do Nordeste. O benefício soma R$ 1 bilhão e atingirá cerca de 270 mil agricultores, de uma região que inclui o Nordeste e áreas de Minas Gerais e Espírito Santo. "Muitos pegaram o dinheiro para comprar uma ou duas vacas; hoje elas nem existem mais", diz o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). (págs. 1 e Nacional A4)
MEC corta mais de 500 vagas em Medicina
O Ministério da Educação cortou vagas de Medicina em oito instituições, porque os cursos foram mal avaliados. Em outro caso, o MEC acabou com o curso na Universidade Iguaçu (RJ). Mais de 500 vagas serão fechadas. (págs. 1 e Vida A16)
Empreiteiras desistem de Belo Monte
O consórcio Odebrecht/Camargo Corrêa anunciou que não entrará na disputa pela megausina de Belo Monte (PA). A alegação é que as condições impostas pelo governo tornam o projeto inviável. (págs. 1 e Economia B1)
Após 20 anos, Sarney voltará à Presidência (págs. 1 e Nacional A11)
Aliado-chave da Otan, Quirguistão sofre golpe (págs. 1 e Internacional A12)
No País, 27,9% bebem refrigerante sempre (págs. 1 e Vida A18)
Fifa vai cobrar Brasil por obras atrasadas
Assim que acabar a Copa da África do Sul, a Fifa pretende cobrar do Brasil resultados concretos do planejamento para a Copa de 2014, relata Jamil Chade. (págs. 1 e E1)
Veríssimo: Nazistas
Quando direita e esquerda se xingam de "fascista", o termo perde o significado. (págs. 1 e Caderno 2 D14)
Eugênio Bucci: Polarização eleitoral
A imprensa tem hoje a grande chance de se apresentar como fator de equilíbrio. (págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Visão Global: O 'terrorismo'
Os diversos usos da palavra assumem caráter político, escreve SCOTT SHANE. (págs. 1 e Internacional A15)
Gilles Lapouge: Ainda os mortos de Katyn
Será possível que a Rússia de Putin vá reconhecer o erro do massacre de 1940? (págs. 1 e Internacional A14)
Notas & Informações: A candidata pessoa jurídica
À falta da Dilma pessoa física, só resta a seus mentores fazer dela representação de Lula. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Verba zero em prevenção
Dinheiro da União para evitar desastres não chegou
O Rio não viu a cor do aporte previsto pelo Ministério da Integração Nacional para prevenção de desastres. A Bahia, estado do agora ex-ministro Geddel Vieira Lima, ficou com 61% do montante. Enquanto o trabalho de resgate e limpeza prosseguia, o prefeito Eduardo Paes pediu R$ 370 milhões para reparar os estragos. O número de mortos chegou a 133. (págs. 1 e Tema do dia A2 a A12)
Só 10% das famílias foram removidas
Em 15 meses da atual administração municipal, 1.300 das 13 mil famílias que vivem em áreas de risco foram removidas, a um custo de R$ 250 milhões. A burocracia é apontada como a causa do atraso. No morro do Cantagalo, a encosta assusta os moradores da favela e os de Ipanema. (págs. 1 e Tema do dia A2 e A16)
A toque de caixa, Maracanã recebe o Fla
Depois de várias idas e vindas ao longo do dia, por causa das precárias condições do Maracanã e do entorno do estádio, o governador Sérgio Cabral bateu o martelo e decidiu que o jogo entre Flamengo e Universidad de Chile, pela Libertadores, será hoje, às 16 horas. O Imperador Adriano não conseguiu se recuperar da lombalgia e está fora. (págs. 1 e Esportes D4 e D5)
Países que respondem à fúria da natureza
Muitas vezes assolados por fenômenos climáticos mais violentos do que a chuva que castigou o Rio segunda-feira, países como Estados Unidos, Inglaterra e Chile têm programas de prevenção e até de intervenção durante as tragédias. Terremotos e nevascas paralisam as cidades mas nem sempre causam mortes e os estragos de que os cariocas são vítimas. (págs. 1 e Tema do dia A8)
Pior que a poeira é a água da enchente
A poeira que cobre as ruas do Rio, resultante da secagem da lama, não é o maior fator de risco sanitário após o dilúvio de terça-feira. Para especialistas, o contato com a água é que pode trazer doenças como a leptospirose, mesmo que a pessoa não tenha qualquer ferimento. (págs. 1 e Tema do dia A5)
Multas em contas devem ser restituídas
Instituições de defesa do consumidor alertam que os clientes que pagaram multas por causa de contas vencidas nos dias seguintes ao temporal têm direito a ressarcimento. A Febraban apenas sugere que bancos concedam o abono. (págs. 1 e Tema do dia A9)
Editorial
Sob chuva, a solidariedade do povo carioca. (págs. 1 e A10)
Foto legenda: Pós-chuva – A Praia do Leblon, como vários outros pontos da cidade, virou um depósito de lixo
Foto legenda: Corre-corre – Funcionários passaram o dia limpando os vestiários e o túnel central do Maracanã. No fim da tarde, o jogo foi confirmado
Bom de garfo e ruim de esportes
O brasileiro está se alimentando de maneira mais saudável, mas tem dedicado menos tempo a esportes e exercícios físicos. Estudo do Ministério da Saúde revelou que o lazer sedentário, como assistir a TV, é um dos vilões para adultos e crianças. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)
Tratado nuclear une EUA e Rússia
Um novo tratado sobre a redução de arsenais nucleares será assinado hoje, em Praga, pelos presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev. O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, criticou a nova política nuclear dos EUA. (págs. 1 e Internacional A20 e A21)
Governo trava ficha limpa
Parlamentares da base governista conseguiram adiar para maio a votação do projeto que exige ‘ficha limpa’ para os candidatos às eleições. O receio da oposição é de que as novas regras não sejam votadas a tempo de vigorarem no pleito de outubro. (págs. 1 e País A14)
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Correio Braziliense
Manchete: Dez candidatos na corrida ao Buriti
Ex-aliados de Arruda, de Roriz e de Cristovam se inscrevem para a eleição indireta do governador do DF, marcada para o dia 17. Partidos avaliam as coligações viáveis e estudam até a troca de vice na composição da chapa. Com a disputa pulverizada, negociações vão se estender pelos próximos dias (págs. 1, 31 e 32)
Deputados sujam projeto da ficha limpa
Com apoio da base de sustentação do governo Lula, os deputados penduraram o projeto de lei que impede candidatos condenados judicialmente de concorrer a cargo eletivo. Nove líderes dos partidos aliados se recusaram a assinar o pedido de urgência na votação da proposta e tornaram remotas as chances de a nova regra valer para as eleições de outubro. “Tem gente falando na Casa que é mais fácil eleitor voar do que esse projeto ser aprovado em plenário”, afirma o tucano Vanderlei Macris (SP). (págs. 1 e 6)
O aloprado voltou
Valdebran Padilha, preso em 2006 no episódio do dossiê falso contra Serra, é detido novamente pela PF. Desta vez, por fraude em licitações da Funasa. Desvio pode chegar a R$ 250 milhões (págs. 1, 2 e 3)
Foto legenda: Rio de tragédias
Marcus da Matta, 8 anos, foi retirado sem vida dos escombros, ontem, em Santa Teresa, um dos bairros mais atingidos pelos temporais no Rio de Janeiro. Ele é um dos 145 mortos da tragédia no estado. Ainda há desaparecidos. Mesmo com a redução das chuvas, várias áreas estão sob risco. No fim da noite, um deslizamento soterrou pelo menos 40 casas em Niterói. (pág. 1)
Violência: Bandidos já desafiam os shoppings
Assaltos e tiroteios à luz do dia fizeram os comerciantes do Plano Piloto reforçar a segurança. Muitos fecham as portas às 18h. Mas não há limites para os criminosos. Ontem, um deles foi preso ao tentar roubar uma lotérica num shopping da Asa Sul. (págs. 1 e 33)
Custo de vida: Indústria prevê onda de reajustes
Alta no custo de matérias-primas como o minério de ferro e o aço será repassada para o preço dos produtos nas próximas semanas. Fim da redução do IPI de vários setores da economia também levará ao aumento no valor das mercadorias. (págs. 1 e 16)
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Valor Econômico
Manchete: Grupo Bertin forma consórcio para Belo Monte
Saem a Camargo Corrêa e a Odebrecht e entra o grupo Bertin. A empresa, junto com as construtoras Queiroz Galvão, OAS, Mendes Júnior, Serveng e ainda com apoio de um grupo chinês, formou um consórcio para disputar a usina hidrelétrica de Belo Monte. O grupo atendeu a chamada pública da Eletrobras, encerrada ontem às 17h, para ter a estatal como sócia. Essa pode ser uma saída para o governo federal, que viu ontem as duas maiores construtoras do país anunciarem oficialmente que estão fora da disputa por considerar o projeto economicamente inviável.
A pressão, no entanto, continua forte e fontes importantes do grupo formado por Andrade Gutierrez, Vale, Votorantim e Neoenergia, que há mais de uma semana se apresentou para ser sócio da Eletrobras, afirmam que com a tarifa imposta de R$ 83 por megawatt-hora o governo terá de ceder em alguns pontos se quiser uma disputa no leilão. Isso porque seria grande a dificuldade para obter o retorno do capital investido nas condições atuais. (págs. 1 e A16)
Demanda aquece importações
As importações de bens intermediários e de consumo, principalmente não duráveis, mantiveram forte ritmo de crescimento no primeiro trimestre. A tendência é estimulada pelo mercado interno aquecido, pelo câmbio e pela queda de preços. As matérias-primas e os bens intermediários já representam 48% do valor das importações totais do país. O volume de intermediários importados cresceu 39,2% no primeiro bimestre, em comparação com o mesmo período de 2009, e o de bens de consumo não duráveis praticamente dobrou na mesma comparação.
Apesar do crescimento das importações, o forte reajuste nos preços do minério de ferro já faz bancos e consultorias revisarem para cima suas estimativas para o saldo comercial. O Bradesco, por exemplo, que previa superávit de US$ 5,5 bilhões no ano, passou a estimar US$ 18,4 bilhões. (págs. 1 e A3)
Foto legenda: Com asas nos pés
A alta da demanda faz a TAM elevar investimentos na frota para US$ 800 milhões neste ano, diz Líbano Barroso. Ele testa em voo internacional tarifa maior por assento mais confortável. (págs. 1 e B5)
Parmalat reduz multa de R$ 14 bi
A Parmalat conseguiu reduzir de R$ 14 bilhões para R$ 12 milhões uma autuação aplicada em 1999 pela Receita Federal, referente ao pagamento de IR, CSLL, PIS e Cofins. A revisão do valor bilionário foi concedida pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), instância administrativa para a qual os contribuintes podem recorrer de multas fiscais. Trata-se do maior auto de infração de que se tem notícia em relação ao faturamento de uma empresa. Na época, a companhia - hoje em recuperação judicial - estava em concordata e registrou faturamento de R$ 1,4 bilhão. A discussão vinha causando problemas práticos para a Laep, controladora da empresa, como na venda de bens. (págs. 1 e E1)
A recente crise global pode ser chamada de Grande Recessão?
O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, a chama de "pior crise financeira da história moderna". Seu antecessor, Alan Greenspan, diz que foi "a mais virulenta crise financeira mundial de todos os tempos". A recessão resultante foi mais longa e profunda que qualquer outra que os EUA tenham vivido desde a Segunda Guerra Mundial. Mas será que ela merece o pesado epíteto de "Grande Recessão" que parece estar adquirindo? "Grande" é uma palavra de peso, uma marca de enorme significado histórico. A Primeira Guerra Mundial foi a Grande Guerra até que houve a segunda.
A Grande Depressão da década de 30 certamente merece o nome. A produção industrial caiu 45% entre 1929 e 1932. A recente recessão durou 18 meses, mais que qualquer outra no pós-guerra. A produção industrial caiu 16%, muito mais do que em qualquer recessão depois da Depressão. "Está bem claro que esta é a mais severa recessão do pós-guerra", diz Mark Watson, de Princeton. Mas "grandeza", acrescenta, implica algo mais que "severo". (págs. 1 e A13)
Corretora ajuda investidor em ações a pagar IR
Corretoras estão investindo em ferramentas para auxiliar os investidores em ações a recolher o Imposto de Renda e a preencher a declaração anual. A Receita tem apertado os controles sobre o IR da pessoa física e a fiscalização recai cada vez mais sobre aplicadores em bolsa. Muitos acham que as corretoras são responsáveis por recolher o imposto, mas a apuração do tributo, que é mensal, deve ser feita pelo investidor. (págs. 1, D1 e D2)
Cuba quer ressuscitar açúcar
Governo cubano reorganiza a outrora próspera indústria açucareira da ilha para tentar recuperar sua produção, inclusive com investimentos estrangeiros. (págs. 1 e A12)
OSI mira o Brasil
A OSI Systems, fabricante americana de equipamentos para segurança, saúde e componentes eletrônicos, abre escritório em São Paulo e avalia a produção local, com fábrica própria ou por meio de aquisição. (págs. 1 e B3)
Receita de sucesso
Para encarar um ano de crise, a BFK - que detém as redes Bob's, KFC, Pizza Hut São Paulo e Doggis - reformulou a gestão e viu o lucro operacional crescer mais de 100% em 2009. Neste ano, vai abrir mais 200 lojas, com destaque para o Bob's, diz Antonio Detsi. (págs. 1 e B6)
Merck estuda fechar fábrica
Como parte do processo de união com a Schering-Plough, a Merck Sharp & Dolune deve definir nos próximos meses o fechamento de uma de suas seis fábricas no Brasil, provavelmente na área de saúde animal. (págs. 1 e B7)
Suzano foca a China
A Suzano Papel e Celulose prepara-se para aumentar as vendas ao mercado chinês, com site em mandarim e executivos treinados especialmente para a tarefa. Em 2014, a China deverá responder por 60% das vendas. (págs. 1 e B8)
Uberaba vence disputa
Durante evento com empresários em Belo Horizonte, o vice-presidente, José Alencar, confirmou a construção de uma fábrica de amônia da Petrobras em Uberaba (MG). (págs. 1 e B11)
Novo recorde no campo
As políticas de apoio à comercialização da safra passada, a queda no preço dos insumos, o aumento da área de soja, o clima favorável e o crescimento da produção de milho de inverno vão garantir ao país uma colheita recorde neste ano. (págs. 1 e B12)
Financiamento de automóveis
Enquanto os grandes bancos andaram de lado no financiamento de automóveis no ano passado, os bancos ligados a montadoras ampliaram suas carteiras em 30%, na média. O estoque chegou a R$ 44 bilhões. (págs. 1 e C1)
Ideias
José Roberto Campos: montadoras enfrentam dura reorganização no mercado mundial de automóveis. (págs. 1 e A2)
Ideias
Carlos Lessa: discursos ideológicos para tolher o crescimento. (págs. 1 e A14)
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Jornal do Commercio
Manchete: Fuga é frustrada
Policial descobriu a construção de um túnel no Aníbal Bruno, que seria usado por mais de cem presos para escapar do presídio. No grupo, estariam membros do POC paulista e do Comando Vermelho, do Rio. Doze deles foram transferidos da unidade. (pág. 1)
Rio chora mortos e tenta reagir
Até a 0h de hoje, havia 147 mortos, mais de 15 mil desabrigados e número não confirmados de desaparecidos no Estado, depois da chuva de terça. Apesar de tudo, a ordem é recomeçar. Com menos água nas ruas, comércio reabriu portas. (pág. 1)
Fim do IPI reduzido para carros novos dá fôlego aos usados (pág. 1)
Frade é extraditado e vai cumprir pena na Bahia por pedofilia (pág. 1)
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Manchete: Tragédia se agrava com mais 50 casas soterradas em Niterói
Mortos no estado já são 148; Rio recebe um das menores verbas contra enchentes
A tragédia no Estado do Rio - que até ontem à noite registrava 148 mortes - foi agravada com novo desabamento de pelo menos 50 casas em Niterói. Três corpos foram resgatados, elevando para 82 o número de vítimas naquele município. No Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, os bombeiros lamentaram não ter conseguido salvar um menino de 8 anos, que sobreviveu por uma noite, soterrado. Auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que o Rio, apesar dos temporais, ficou com apenas 0,9% das verbas do governo federal. A análise dos repasses confirmou que a Bahia foi, sem histórico ou análise de risco justificáveis, o estado mais favorecido pelo Programa de prevenção e Preparação para Desastres (64,6% do total das verbas) na gestão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que vai concorrer justamente ao governo baiano. Mesmo que as chuvas deem trégua nos próximos dias, continuarão interditadas vias importantes como a Avenida Borges de Medeiros, a Estrada da Grota Funda, a Grajaú-Jacarepaguá, a Linha Amarela, a Avenida Niemeyer e o Alto da Boa Vista. Moradores de condomínios e comunidades de Vargem Grande e Vargem Pequena, na Zona Oeste, ainda ontem estavam ilhados por causa do temporal de segunda-feira e da chuva que continuava caindo na região. (págs. 1, 12 a 27 e Carlos Alberto Sardenberg)
Após a tempestade, as ondas gigantes
Especialistas preveem uma ressaca que pode ser a maior da história do Rio com ondas de até cinco metros de altura, a partir de amanhã. Com um agravante: a ondulação é de sudeste e não encontrará obstáculos para entrar na Baía de Guanabara. (págs. 1 e 26)
Paes agora tem plano para remoção em áreas de risco
Após ter sido surpreendido pela tragédia da chuva que era prevista, o prefeito Eduardo Paes apresentou ontem plano para a remoção de moradores do Morro dos Prazeres e de parte da Rocinha, contenção de encostas e drenagem de rios e canais, entre outras obras, no total de R$ 370 milhões. Ele disse que o plano de emergência foi acionado, mas falhou porque a meteorologia não previu chuvas tão intensas. (págs. 1 e 14)
'Ilha de Guaratiba', enfim, vira ilha
Morador da Ilha de Guaratiba, o repórter Ruben Berta ficou realmente ilhado num bairro que de ilha só tinha o nome, herança de um morador chamado William. "É um cenário de devastação: postes e árvores caídos, muita lama, e todos ilhados", relata Ruben. (págs. 1 e 22)
Pressão do Fla libera Maracanã para jogo
Após anunciar que não haveria jogo no Maracanã, que foi tomado por lama após o temporal, o governo do estado cedeu à pressão do Flamengo e liberou o estádio para a partida do rubro-negro hoje, às 16h, contra o Universidad de Chile, pela Copa Libertadores. (págs. 1, 39 e 40)
Foto legenda: No ombro de Valmir, pai de Marcos Vinicius, de 8 anos, o sargento bombeiro Dos Anjos chora por não ter conseguido resgatar o menino, estendido no chão, ao fundo
Empreiteiras desistem de Belo Monte
Odebrecht e Camargo e Corrêa estão fora do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, previsto para o dia 20, por discordarem da tarifa do edital. O leilão pode ter só um grande interessado: o consórcio da Andrade Gutierrez. O Ministério Público pedirá a anulação da licença dada pelo Ibama. (págs. 1 e 29)
Garzón vai para o banco dos réus
O Supremo Tribunal da Espanha determinou que Baltazar Garzón, juiz que ficou famoso ao mandar prender o ex-ditador Augusto Pinochet, seja julgado por abuso de poder por abrir uma investigação sobre crimes do franquismo. Se condenado, pode ser suspenso por 20 anos. (págs. 1 e 35)
Aloprado do PT e tesoureiro do PMDB presos
O ex-petista Valdebran Padilha, um dos aloprados envolvidos no escândalo do dossiê contra tucanos, foi preso novamente ontem pela PF, agora numa operação que apura fraudes em licitações em Mato Grosso. Outro detido é o tesoureiro do PMDB no estado, Carlos Miranda. (págs. 1 e 3)
Miriam Leitão
O problema com Lula não é o que ele diz, mas combinar com o que disse ou fez no dia anterior. (págs. 1 e 30)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Morro desaba e amplia tragédia no Rio
Cerca de 30 casas foram atingidas em Niterói; prefeitura carioca reteve verba para favelas onde houve mortes
Novo deslizamento em Niterói (RJ), ontem à noite, atingiu cerca de 30 casas no morro do Bumba. O resgate mobilizou três equipes dos Bombeiros. Até a conclusão desta edição, foram contabilizados dois mortos, elevando o total de mortes provocadas pelas chuvas para 81 na cidade e 147 no Estado.
Para especialistas, falhas em coleta de lixo, no planejamento e na manutenção de obras agravaram a tragédia. Na capital, todas as favelas em que houve mortes foram urbanizadas pelo programa Favela-Bairro, considerado modelo pela ONU. A Prefeitura do Rio, porém, reteve parte das verbas.
No morro dos Prazeres, onde 22 morreram, houve retenção de R$ 2,6 bilhões de complemento à urbanização, até hoje não concluída. A coleta de lixo não tem controle da prefeitura, e a manutenção das redes de drenagem é feita raramente.
A Secretaria Municipal de Habitação não comentou. O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) afirmou que 15% do Favela-Bairro foi investido em contenção de encostas.
Em reunião com o ministro da Integração Nacional, João Santana, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes (ambos do PMDB) estimaram os danos em R$ 370 milhões. (págs. 1 e Cotidiano)
Carlos Heitor Cony
Temporal expõe a dicotomia humana
Há justos que salvam vidas e dão exemplos de solidariedade. Há vândalos que aproveitam a tragédia.
Enquanto alguns arriscaram a vida para salvar feridos, os congestionamentos facilitaram assaltos. (págs. 1 e A2)
Janio de Freitas
Momento é local; problema é nacional
As águas desabaram sobre o Rio com uma sede de catástrofe acumulada desde as suas maldades de 1966.
É oportunidade de atentar para problemas urbanos do país: momento local de uma tragédia nacional. (págs. 1 e A6)
Foto legenda: Moradores e agentes da Defesa Civil procuram vítimas após deslizamento que atingiu casas e carros no morro do Bumba (Niterói)
Consórcio desiste de usina; governo busca concorrente
O consórcio das empreiteiras Camargo Corrêa e Odebrecht desistiu do leilão da usina de Belo Monte, no rio Xingu, relatam Marcio Aith e Agnaldo Brito.
O leilão para a construção da hidrelétrica, considerada vitrine da pré-candidata do PT à Presidência, a ex-ministra Dilma Rousseff, está marcado para o dia 20.
O governo tenta convencer outro grupo a entrar na licitação. Uma opção, segundo a Folha apurou, é estimular a associação entre OAS, Alupar e grupo Bertin.
Até agora, se registrou apenas um consórcio, formado por Andrade Gutierrez, Neoenergia e dois auto-produtores de energia: Vale e Votorantim. (págs. 1, B1 e B3)
Arrecadação do FGTS atinge recorde e chega a R$ 3,75 bilhões
A arrecadação do FGTS no primeiro trimestre alcançou a marca recorde de R$ 3,752 bilhões, 54% do valor apurado no ano passado. A Caixa estima que em 2010 o saldo atinja R$ 10 bilhões.
Segundo Wellington Moreira Franco, vice-presidente da Caixa, é a primeira vez que o total de trabalhadores com carteira assinada contribuindo para o FGTS supera 50% da população economicamente ativa do país, de 99,5 milhões. (págs. 1 e B4)
Dilma faz elogio a Aécio e prega 'união' entre PT e PSDB em MG
No segundo dia de sua viagem a Minas Gerais, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, elogiou o ex-governador tucano Aécio Neves e disse ser possível que os eleitores mineiros votem nela e no PSDB para o governo do Estado.
Nota de tucanos, com apoio do DEM e do PPS, classificou de
"oportunismo" o roteiro de Dilma em Minas, que incluiu visita ao túmulo de Tancredo Neves, avô de Aécio. (págs. 1, A4 e A6)
Projeto dá mais prazo para aviso de corte de luz
Projeto aprovado pelo Senado determina que fornecedoras de serviços públicos como água, luz e telefonia suspendam o abastecimento em caso de inadimplência só após notificação prévia de 30 dias. Ele ainda tem de ser aprovado na Câmara. (págs. 1 e B7)
Brasileiro come menos feijão e mais frutas, aponta pesquisa (págs. 1 e C10)
Editoriais
Leia "Contagem sinistra", sobre a chuva no Rio; e "A evolução do lixo", acerca de detritos e reciclagem no país. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Rio tira moradores de 2 favelas
Total de mortos por temporal no Estado chega a 133, e havia mais de 50 desaparecidos; na capital, prefeito ataca 'demagogos' que criticam sua decisão de remover habitantes de áreas de risco
O número de mortos por causa do temporal que atingiu o Estado do Rio entre segunda e terça-feira subiu para 133, e ainda havia ao menos 53 desaparecidos até o fechamento desta edição. A maioria das vítimas morreu em deslizamentos de terra. Por essa razão, o prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB), anunciou a decisão de remover todos os moradores do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa (centro), e de uma parte da favela da Rocinha (zona sul). Paes estimou que 2 mil famílias serão transferidas para local ainda indefinido. O prefeito criticou os "demagogos de plantão" contrários à medida. Afirmou que impedir novas ocupações é sua prioridade. "Não vou ficar com esses urubus da política, esperando essas pessoas morrerem para que eles possam se divertir." Mas Lisa Brandão, presidente da associação de moradores do Morro dos Prazeres, afirmou que "ninguém vai sair". "O que a gente precisa é do poder público trabalhando para melhorar, e não para retirar." (págs. 1 e Cidades C1 e C3 a C7)
Eduardo Paes - Prefeito do Rio
'Não serei responsável por pessoas morrerem ou passarem o verão sem dormir!'
Quatro museus da capital são fechados
Castigados pelas chuvas, os museus da Chácara do Céu, do Açude, de Arte Naif e a Casa do Pontal estão fechados desde segunda-feira. O Ministério da Cultura anunciou a liberação de R$ 2 milhões para ações de emergência e de recuperação nos museus. (págs. 1 e Cidades C7)
O desespero de um pai
Valmir França da Matta recebe o corpo do filho, Marcus Vinicius, de 8 anos. Na véspera, ele ainda ouvira os gritos abafados do garoto, soterrado na lama no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Rio. O drama da família emocionou os bombeiros, que durante horas se empenharam, sem sucesso, para tentar resgatar Marcus Vinicius com vida. (págs. 1 e Cidades C5)
Governo vai perdoar dívidas de agricultores
A menos de seis meses da eleição, o governo prepara medida provisória que dará o perdão a todas as dívidas de até R$ 10 mil dos agricultores do Semiárido com o Banco do Brasil e com o Banco do Nordeste. O benefício soma R$ 1 bilhão e atingirá cerca de 270 mil agricultores, de uma região que inclui o Nordeste e áreas de Minas Gerais e Espírito Santo. "Muitos pegaram o dinheiro para comprar uma ou duas vacas; hoje elas nem existem mais", diz o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). (págs. 1 e Nacional A4)
MEC corta mais de 500 vagas em Medicina
O Ministério da Educação cortou vagas de Medicina em oito instituições, porque os cursos foram mal avaliados. Em outro caso, o MEC acabou com o curso na Universidade Iguaçu (RJ). Mais de 500 vagas serão fechadas. (págs. 1 e Vida A16)
Empreiteiras desistem de Belo Monte
O consórcio Odebrecht/Camargo Corrêa anunciou que não entrará na disputa pela megausina de Belo Monte (PA). A alegação é que as condições impostas pelo governo tornam o projeto inviável. (págs. 1 e Economia B1)
Após 20 anos, Sarney voltará à Presidência (págs. 1 e Nacional A11)
Aliado-chave da Otan, Quirguistão sofre golpe (págs. 1 e Internacional A12)
No País, 27,9% bebem refrigerante sempre (págs. 1 e Vida A18)
Fifa vai cobrar Brasil por obras atrasadas
Assim que acabar a Copa da África do Sul, a Fifa pretende cobrar do Brasil resultados concretos do planejamento para a Copa de 2014, relata Jamil Chade. (págs. 1 e E1)
Veríssimo: Nazistas
Quando direita e esquerda se xingam de "fascista", o termo perde o significado. (págs. 1 e Caderno 2 D14)
Eugênio Bucci: Polarização eleitoral
A imprensa tem hoje a grande chance de se apresentar como fator de equilíbrio. (págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Visão Global: O 'terrorismo'
Os diversos usos da palavra assumem caráter político, escreve SCOTT SHANE. (págs. 1 e Internacional A15)
Gilles Lapouge: Ainda os mortos de Katyn
Será possível que a Rússia de Putin vá reconhecer o erro do massacre de 1940? (págs. 1 e Internacional A14)
Notas & Informações: A candidata pessoa jurídica
À falta da Dilma pessoa física, só resta a seus mentores fazer dela representação de Lula. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Verba zero em prevenção
Dinheiro da União para evitar desastres não chegou
O Rio não viu a cor do aporte previsto pelo Ministério da Integração Nacional para prevenção de desastres. A Bahia, estado do agora ex-ministro Geddel Vieira Lima, ficou com 61% do montante. Enquanto o trabalho de resgate e limpeza prosseguia, o prefeito Eduardo Paes pediu R$ 370 milhões para reparar os estragos. O número de mortos chegou a 133. (págs. 1 e Tema do dia A2 a A12)
Só 10% das famílias foram removidas
Em 15 meses da atual administração municipal, 1.300 das 13 mil famílias que vivem em áreas de risco foram removidas, a um custo de R$ 250 milhões. A burocracia é apontada como a causa do atraso. No morro do Cantagalo, a encosta assusta os moradores da favela e os de Ipanema. (págs. 1 e Tema do dia A2 e A16)
A toque de caixa, Maracanã recebe o Fla
Depois de várias idas e vindas ao longo do dia, por causa das precárias condições do Maracanã e do entorno do estádio, o governador Sérgio Cabral bateu o martelo e decidiu que o jogo entre Flamengo e Universidad de Chile, pela Libertadores, será hoje, às 16 horas. O Imperador Adriano não conseguiu se recuperar da lombalgia e está fora. (págs. 1 e Esportes D4 e D5)
Países que respondem à fúria da natureza
Muitas vezes assolados por fenômenos climáticos mais violentos do que a chuva que castigou o Rio segunda-feira, países como Estados Unidos, Inglaterra e Chile têm programas de prevenção e até de intervenção durante as tragédias. Terremotos e nevascas paralisam as cidades mas nem sempre causam mortes e os estragos de que os cariocas são vítimas. (págs. 1 e Tema do dia A8)
Pior que a poeira é a água da enchente
A poeira que cobre as ruas do Rio, resultante da secagem da lama, não é o maior fator de risco sanitário após o dilúvio de terça-feira. Para especialistas, o contato com a água é que pode trazer doenças como a leptospirose, mesmo que a pessoa não tenha qualquer ferimento. (págs. 1 e Tema do dia A5)
Multas em contas devem ser restituídas
Instituições de defesa do consumidor alertam que os clientes que pagaram multas por causa de contas vencidas nos dias seguintes ao temporal têm direito a ressarcimento. A Febraban apenas sugere que bancos concedam o abono. (págs. 1 e Tema do dia A9)
Editorial
Sob chuva, a solidariedade do povo carioca. (págs. 1 e A10)
Foto legenda: Pós-chuva – A Praia do Leblon, como vários outros pontos da cidade, virou um depósito de lixo
Foto legenda: Corre-corre – Funcionários passaram o dia limpando os vestiários e o túnel central do Maracanã. No fim da tarde, o jogo foi confirmado
Bom de garfo e ruim de esportes
O brasileiro está se alimentando de maneira mais saudável, mas tem dedicado menos tempo a esportes e exercícios físicos. Estudo do Ministério da Saúde revelou que o lazer sedentário, como assistir a TV, é um dos vilões para adultos e crianças. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)
Tratado nuclear une EUA e Rússia
Um novo tratado sobre a redução de arsenais nucleares será assinado hoje, em Praga, pelos presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev. O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, criticou a nova política nuclear dos EUA. (págs. 1 e Internacional A20 e A21)
Governo trava ficha limpa
Parlamentares da base governista conseguiram adiar para maio a votação do projeto que exige ‘ficha limpa’ para os candidatos às eleições. O receio da oposição é de que as novas regras não sejam votadas a tempo de vigorarem no pleito de outubro. (págs. 1 e País A14)
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Correio Braziliense
Manchete: Dez candidatos na corrida ao Buriti
Ex-aliados de Arruda, de Roriz e de Cristovam se inscrevem para a eleição indireta do governador do DF, marcada para o dia 17. Partidos avaliam as coligações viáveis e estudam até a troca de vice na composição da chapa. Com a disputa pulverizada, negociações vão se estender pelos próximos dias (págs. 1, 31 e 32)
Deputados sujam projeto da ficha limpa
Com apoio da base de sustentação do governo Lula, os deputados penduraram o projeto de lei que impede candidatos condenados judicialmente de concorrer a cargo eletivo. Nove líderes dos partidos aliados se recusaram a assinar o pedido de urgência na votação da proposta e tornaram remotas as chances de a nova regra valer para as eleições de outubro. “Tem gente falando na Casa que é mais fácil eleitor voar do que esse projeto ser aprovado em plenário”, afirma o tucano Vanderlei Macris (SP). (págs. 1 e 6)
O aloprado voltou
Valdebran Padilha, preso em 2006 no episódio do dossiê falso contra Serra, é detido novamente pela PF. Desta vez, por fraude em licitações da Funasa. Desvio pode chegar a R$ 250 milhões (págs. 1, 2 e 3)
Foto legenda: Rio de tragédias
Marcus da Matta, 8 anos, foi retirado sem vida dos escombros, ontem, em Santa Teresa, um dos bairros mais atingidos pelos temporais no Rio de Janeiro. Ele é um dos 145 mortos da tragédia no estado. Ainda há desaparecidos. Mesmo com a redução das chuvas, várias áreas estão sob risco. No fim da noite, um deslizamento soterrou pelo menos 40 casas em Niterói. (pág. 1)
Violência: Bandidos já desafiam os shoppings
Assaltos e tiroteios à luz do dia fizeram os comerciantes do Plano Piloto reforçar a segurança. Muitos fecham as portas às 18h. Mas não há limites para os criminosos. Ontem, um deles foi preso ao tentar roubar uma lotérica num shopping da Asa Sul. (págs. 1 e 33)
Custo de vida: Indústria prevê onda de reajustes
Alta no custo de matérias-primas como o minério de ferro e o aço será repassada para o preço dos produtos nas próximas semanas. Fim da redução do IPI de vários setores da economia também levará ao aumento no valor das mercadorias. (págs. 1 e 16)
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Valor Econômico
Manchete: Grupo Bertin forma consórcio para Belo Monte
Saem a Camargo Corrêa e a Odebrecht e entra o grupo Bertin. A empresa, junto com as construtoras Queiroz Galvão, OAS, Mendes Júnior, Serveng e ainda com apoio de um grupo chinês, formou um consórcio para disputar a usina hidrelétrica de Belo Monte. O grupo atendeu a chamada pública da Eletrobras, encerrada ontem às 17h, para ter a estatal como sócia. Essa pode ser uma saída para o governo federal, que viu ontem as duas maiores construtoras do país anunciarem oficialmente que estão fora da disputa por considerar o projeto economicamente inviável.
A pressão, no entanto, continua forte e fontes importantes do grupo formado por Andrade Gutierrez, Vale, Votorantim e Neoenergia, que há mais de uma semana se apresentou para ser sócio da Eletrobras, afirmam que com a tarifa imposta de R$ 83 por megawatt-hora o governo terá de ceder em alguns pontos se quiser uma disputa no leilão. Isso porque seria grande a dificuldade para obter o retorno do capital investido nas condições atuais. (págs. 1 e A16)
Demanda aquece importações
As importações de bens intermediários e de consumo, principalmente não duráveis, mantiveram forte ritmo de crescimento no primeiro trimestre. A tendência é estimulada pelo mercado interno aquecido, pelo câmbio e pela queda de preços. As matérias-primas e os bens intermediários já representam 48% do valor das importações totais do país. O volume de intermediários importados cresceu 39,2% no primeiro bimestre, em comparação com o mesmo período de 2009, e o de bens de consumo não duráveis praticamente dobrou na mesma comparação.
Apesar do crescimento das importações, o forte reajuste nos preços do minério de ferro já faz bancos e consultorias revisarem para cima suas estimativas para o saldo comercial. O Bradesco, por exemplo, que previa superávit de US$ 5,5 bilhões no ano, passou a estimar US$ 18,4 bilhões. (págs. 1 e A3)
Foto legenda: Com asas nos pés
A alta da demanda faz a TAM elevar investimentos na frota para US$ 800 milhões neste ano, diz Líbano Barroso. Ele testa em voo internacional tarifa maior por assento mais confortável. (págs. 1 e B5)
Parmalat reduz multa de R$ 14 bi
A Parmalat conseguiu reduzir de R$ 14 bilhões para R$ 12 milhões uma autuação aplicada em 1999 pela Receita Federal, referente ao pagamento de IR, CSLL, PIS e Cofins. A revisão do valor bilionário foi concedida pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), instância administrativa para a qual os contribuintes podem recorrer de multas fiscais. Trata-se do maior auto de infração de que se tem notícia em relação ao faturamento de uma empresa. Na época, a companhia - hoje em recuperação judicial - estava em concordata e registrou faturamento de R$ 1,4 bilhão. A discussão vinha causando problemas práticos para a Laep, controladora da empresa, como na venda de bens. (págs. 1 e E1)
A recente crise global pode ser chamada de Grande Recessão?
O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, a chama de "pior crise financeira da história moderna". Seu antecessor, Alan Greenspan, diz que foi "a mais virulenta crise financeira mundial de todos os tempos". A recessão resultante foi mais longa e profunda que qualquer outra que os EUA tenham vivido desde a Segunda Guerra Mundial. Mas será que ela merece o pesado epíteto de "Grande Recessão" que parece estar adquirindo? "Grande" é uma palavra de peso, uma marca de enorme significado histórico. A Primeira Guerra Mundial foi a Grande Guerra até que houve a segunda.
A Grande Depressão da década de 30 certamente merece o nome. A produção industrial caiu 45% entre 1929 e 1932. A recente recessão durou 18 meses, mais que qualquer outra no pós-guerra. A produção industrial caiu 16%, muito mais do que em qualquer recessão depois da Depressão. "Está bem claro que esta é a mais severa recessão do pós-guerra", diz Mark Watson, de Princeton. Mas "grandeza", acrescenta, implica algo mais que "severo". (págs. 1 e A13)
Corretora ajuda investidor em ações a pagar IR
Corretoras estão investindo em ferramentas para auxiliar os investidores em ações a recolher o Imposto de Renda e a preencher a declaração anual. A Receita tem apertado os controles sobre o IR da pessoa física e a fiscalização recai cada vez mais sobre aplicadores em bolsa. Muitos acham que as corretoras são responsáveis por recolher o imposto, mas a apuração do tributo, que é mensal, deve ser feita pelo investidor. (págs. 1, D1 e D2)
Cuba quer ressuscitar açúcar
Governo cubano reorganiza a outrora próspera indústria açucareira da ilha para tentar recuperar sua produção, inclusive com investimentos estrangeiros. (págs. 1 e A12)
OSI mira o Brasil
A OSI Systems, fabricante americana de equipamentos para segurança, saúde e componentes eletrônicos, abre escritório em São Paulo e avalia a produção local, com fábrica própria ou por meio de aquisição. (págs. 1 e B3)
Receita de sucesso
Para encarar um ano de crise, a BFK - que detém as redes Bob's, KFC, Pizza Hut São Paulo e Doggis - reformulou a gestão e viu o lucro operacional crescer mais de 100% em 2009. Neste ano, vai abrir mais 200 lojas, com destaque para o Bob's, diz Antonio Detsi. (págs. 1 e B6)
Merck estuda fechar fábrica
Como parte do processo de união com a Schering-Plough, a Merck Sharp & Dolune deve definir nos próximos meses o fechamento de uma de suas seis fábricas no Brasil, provavelmente na área de saúde animal. (págs. 1 e B7)
Suzano foca a China
A Suzano Papel e Celulose prepara-se para aumentar as vendas ao mercado chinês, com site em mandarim e executivos treinados especialmente para a tarefa. Em 2014, a China deverá responder por 60% das vendas. (págs. 1 e B8)
Uberaba vence disputa
Durante evento com empresários em Belo Horizonte, o vice-presidente, José Alencar, confirmou a construção de uma fábrica de amônia da Petrobras em Uberaba (MG). (págs. 1 e B11)
Novo recorde no campo
As políticas de apoio à comercialização da safra passada, a queda no preço dos insumos, o aumento da área de soja, o clima favorável e o crescimento da produção de milho de inverno vão garantir ao país uma colheita recorde neste ano. (págs. 1 e B12)
Financiamento de automóveis
Enquanto os grandes bancos andaram de lado no financiamento de automóveis no ano passado, os bancos ligados a montadoras ampliaram suas carteiras em 30%, na média. O estoque chegou a R$ 44 bilhões. (págs. 1 e C1)
Ideias
José Roberto Campos: montadoras enfrentam dura reorganização no mercado mundial de automóveis. (págs. 1 e A2)
Ideias
Carlos Lessa: discursos ideológicos para tolher o crescimento. (págs. 1 e A14)
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Jornal do Commercio
Manchete: Fuga é frustrada
Policial descobriu a construção de um túnel no Aníbal Bruno, que seria usado por mais de cem presos para escapar do presídio. No grupo, estariam membros do POC paulista e do Comando Vermelho, do Rio. Doze deles foram transferidos da unidade. (pág. 1)
Rio chora mortos e tenta reagir
Até a 0h de hoje, havia 147 mortos, mais de 15 mil desabrigados e número não confirmados de desaparecidos no Estado, depois da chuva de terça. Apesar de tudo, a ordem é recomeçar. Com menos água nas ruas, comércio reabriu portas. (pág. 1)
Fim do IPI reduzido para carros novos dá fôlego aos usados (pág. 1)
Frade é extraditado e vai cumprir pena na Bahia por pedofilia (pág. 1)
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta quarta feira
O Globo
Manchete: O Rio em colapso Caderno Especial: Cadê o plano de emergência?
Tragédias das chuvas no Rio se repetem há 40 anos e poder público não consegue reagir
As chuvas no Rio resultam em tragédias que se repetem há mais de 40 anos, com intervalos cada vez menores, As explicações das autoridades
também não apresentam surpresa. O único fator que poderia trazer novidades seria a realização de promessas de um plano de emergência, que se renovam a cada eleição, mas nunca saem do papel. Nas 24 horas em que choveu 280 milímetros, entre anteontem à noite e ontem, o Rio voltou a mergulhar no caos. Em todo o Estado morreram 96 pessoas - 49 delas em Niterói -, 49 estão desaparecidas, 102 ficaram feridas e mil sem teto ou desalojadas. A maioria das mortes ocorreu nas favelas, mas a enchente atingiu também áreas nobres, como Jardim Botânico e Lagoa. Pela primeira vez, a cidade viveu um engarrafamento
que varou a noite, entre o Centro e a Tijuca, e no Túnel Rebouças. Na noite de segunda-feira, os principais cruzamentos do Centro foram abandonados pela Guarda Municipal. A falta de policiamento facilitou a ação de bandidos, que saquearam motoristas e pedestres. Uma das causas do engarrafamento na região da Tijuca foi a enchente da Praça da Bandeira, onde milhões já foram soterrados em obras. O ginásio do Maracanãzinho quase virou um parque aquático depois que o canal do Rio Maracanã transbordou. O prefeito Eduardo Paes, que, na madrugada,
classificara o comportamento da cidade como "inferior a zero", assumindo sua parecia de culpa, mudou o tom. Para ele, a chuva foi atípica, como sempre acontece a cada tragédia. (págs. 1 e Caderno Especial, "Dos Leitores", página 8, Flávia Oliveira e editorial "Cidades no limite")
Novo dia sem aulas; Viradão é adiado
O sindicato das escolas particulares do Rio recomendou ontem que os colégios sigam a orientação das autoridades e mantenham as aulas suspensas hoje. A Secretaria municipal de Cultura decidiu adiar o Viradão Carioca para o dia 23.
Lula culpa até aliados por mortes em encostas
Um dia após o anúncio do apoio de Garotinho à candidatura Dilma, o presidente Lula responsabilizou ex-administradores do Rio pelas mortes em encostas. Garotinho e Rosinha governaram o Rio por oito anos. O governo Lula privilegiou a Bahia com verbas contra enchentes.
Febraban mantém vencimento de contas
Mesmo diante do fato de que, por falta de funcionários e seguranças, muitos bancos sequer abriram as portas, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que as contas vencidas ontem terão que ser pagas com juros, por atraso.
Foto legenda: Vista aérea do bairro da Lagoa, cujo espelho d'água transbordou e tomou as ruas até o Jardim Botânico, na Zona Sul
Foto legenda: O deslizamento no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa: dez pessoas mortas
"Quando vi tudo cheio, relaxei e fiz como outros motoristas: encostei o carro, tranquei os vidros e dormi (na saída do Túnel Rebouças) das 2h até as 7h"
João Ricardo Ferreira Dos Santos, professor universitário, que deixou a Praça da República às 21h e chegou em casa, no Humaitá, às 9h
"Havia mais de 40 crianças até ás 22h. O pai de duas gêmeas demorou uma hora para dar a volta no quarteirão. Outro ficou com o filho até as 4h. Mantivemos as crianças no segundo andar, pois no primeiro havia água até o calcanhar"
Flávia Cequeira, diretora de creche na Tijuca
"Ainda vi o menino mais velho pendurado no barranco. Puxei ele pelas mãos e gritei pelos pais, mas ninguém respondeu. A cena não sai da minha cabeça"
Magda Pereira Severino da Silva, moradora do Morro dos Macacos
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Folha de S. Paulo
Manchete: Pior chuva mata 98 e paralisa Rio
Maior temporal da história da cidade expõe fragilidades; prefeito admite que existem ineficiências
A chuva sobre a região metropolitana do Rio desde segunda-feira matou ao menos 98 pessoas - até a conclusão desta edição -, e paralisou o comércio e serviços públicos. Em 24 horas, choveu mais que 62% da média do mês de abril. As tempestades que provocaram todas as tragédias anteriores da cidade foram superadas.
Pontos turísticos, como a Lagoa e o Maracanãzinho, alagaram; 13 bairros ficaram sem luz. A ponte Rio-Niterói e o aeroporto Santos Dumont foram fechados.
As mortes na capital (31) e em Niterói (49) ocorreram sobretudo nos deslizamentos em favelas. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) reconheceu
"ineficiências e problemas estruturais".
O presidente Lula, que ontem estava no Rio, minimizou o alagamento de apartamentos do PAC no Complexo do Alemão. "Onde eu vi obras do PAC, tem menos água. Portanto, acho que a única explicação é o excesso de chuva", afirmou Lula.
O mau tempo no Rio deve durar até amanhã. (págs. 1 e Cotidiano)
Depoimento
'Gastei mais de seis horas para um trajeto de uma'
Sérgio Rangel - Da sucursal do Rio
Seis horas e 23 minutos para percorrer cerca de 40 km. De Niterói ao Meier, peguei ônibus, barca, metrô, fui barrado no trem, me atirei em Kombi clandestina e caminhei 3 km. (págs. 1 e C3)
Ruy Castro
Cidade, que subiu os morros desde 1565, nunca se preparou
Há cem anos se sabe que inundações são inexoráveis em áreas do Rio. Jovem, cruzei a praça da Bandeira com água pela cintura. E a cidade, que começou a subir os morros em 1565, não se preparou para quando os morros resolvessem deslizar em direção a ela. (págs. 1 e A2)
Foto legenda: Bombeiro carrega corpo de bebê morto no morro do Borel; ao menos 2.510 pessoas estão desalojadas após os deslizamentos em favelas, e as aulas nas redes municipal e estadual foram canceladas
Obama anuncia limitações ao uso de arsenal nuclear dos EUA
O governo de Barack Obama anunciou que os EUA não vão usar armas atômicas para reagir a ataques biológicos e químicos ou contra países não nucleares.
A Casa Branca, porém, impõe como condição o respeito ao Tratado de Não Proliferação, o que exclui Irã e Coreia do Norte. (págs. 1 e A12)
Leia artigos de Clóvis Rossi e Hélio Schwartsman sobre o tema na pág. A12.
Rubens Ricupero: Brasil fez bem em adiar retaliação aos americanos
Fizeram bem os EUA em sua proposta para o contencioso do algodão, e fez melhor o Brasil em adiar a retaliação. É a vantagem da diplomacia voltada à solução séria de problemas. (págs. 1 e B3)
Dinheiro: Aposentado que ganha mais de 1 mínimo deve obter reajuste de 7% (págs. 1 e B5)
Editoriais
Leia "Chega de saudade" sobre Dilma Rousseff; e "A mesa com os EUA", acerca de negociações comerciais. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Temporal recorde em 44 anos mata 103 e Rio entra em colapso
Maioria dos mortos foi vítima de deslizamentos de terra, causados pelas 14 horas de chuva intensa
Impotentes, autoridades do Estado pedem que população não saia de casa; Lula faz apelo a Deus
Um temporal de 14 horas, o maior em 44 anos no Rio, deixou 103 mortos no Estado, até o fechamento desta edição. Foram 48 em Niterói,
16 em São Gonçalo, 36 na capital, 2 na Baixada Fluminense e 1 em Petrópolis. A maioria morreu em deslizamentos de terra. A região metropolitana parou - escolas fecharam, empresas dispensaram funcionários e diversas vias ficaram intransitáveis. Impotentes diante do caos, o presidente Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes fizeram apelos dramáticos - pediram que moradores saíssem das áreas de encosta e que a população evitasse sair às ruas. As escolas públicas não abrirão hoje. "Quando o homem lá em cima está nervoso, só temos de pedir a Ele para parar a chuva, para que a gente possa tocar a vida", afirmou Lula no Rio. Segundo ele, a cidade está preparada para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016. (págs. 1 e Cidades C1 e C3 a C8)
Prevenção: Estado recebeu só 1% de verba antienchente
O Rio recebeu em 2009 só 1% (R$ 1,6 milhão) da verba federal para desastres. O valor não cobre a remoção de morados de áreas de risco. (págs. 1 e Cidades C8)
Crônica
Alfredo Ribeiro
Com chuva, cartão-postal se torna cenário de terror (págs. 1 e Cidades C12)
Foto legenda: Dor. Vítimas de desabamento no Morro dos Prazeres, zona norte do Rio, um dos pontos da cidade mais afetados pelo temporal que castigou o Estado
Lula agora ataca uso eleitoral da máquina
O presidente Lula, multado duas vezes pela Justiça Eleitoral por fazer campanha antecipada, disse ontem que é contra o uso da máquina pública na disputa. "É preciso que a gente seja republicano neste país." (págs. 1 e Nacional A8)
FGTS poderá ter maior rentabilidade
Projeto que tramita no Senado prevê melhor remuneração das contas do FGTS, hoje corrigidas pela TR mais 3% ao ano. A mudança, porém, pode levar os custos de financiamentos mobiliários. (págs. 1 e Economia B3)
Em Bagdá, ataques a prédios civis matam 50 (págs. 1 e Internacional A10)
Extrativistas buscam certificação florestal (págs. 1 e Planeta A16)
Roberto DaMatta: Os papéis sociais
Pensamos em mudar o mundo, mas agimos dentro de uma gramática e um vocabulário. (págs. 1 e Caderno 2 D12)
Rolf Kuntz: Os dois mundos de Lula
O presidente Lula cobra resultados concretos de seus auxiliares, mas seu discurso político trata quase sempre de um mundo de fantasia. (págs. 1 e Economia B5)
Notas & Informações: O ranço ideológico na educação
A conferência de educação segue o modelo das de comunicação e direitos humanos. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: A maior chuva da história
Foram 288 mm de chuva em 24 horas. Segundo o profeito Eduardo Paes, o maior temporal que já caiu sobre o Rio – na enchente de 1966 havia sido 230 mm. A cidade, alagada, entrou em colapso. Via importantes como a Linha Amarela e as avenidas das Américas, Niemayer e Francisco Bicalho ficaram bloqueadas. O estado contabiliza 96 mortes, a maioria por deslizamentos de encostas. (págs. 1 e Tema do dia A2 a A12)
Mortes e dos no Morro dos Prazeres
Pelo menos 14 pessoas morreram após deslizamento de terra na área entre os morros dos Prazeres, em Santa Tereza, e do Escondidinho, no Rio Comprido. Há três desaparecidos. A garagem de uma casa virou enfermaria para socorrer os feridos. (págs. 1 e Tema do dia A7)
Drama no asilo de idosos (págs. 1 e Tema do dia A4)
Uma noite dormindo pelas ruas (págs. 1 e Tema do dia A7)
Conjunção climática explosiva (págs. 1 e Tema do dia A6)
Bancos manterão multas (págs. 1 e Tema do dia A12)
Ataque nuclear só para alguns
Em nova estratégia de defesa, os Estados Unidos descartaram ataques nucleares contra países que não têm armas atômicas e tenham aderido ao Tratado de não Proliferação Nuclear. Irã e Coreia do Norte não integram o grupo 'sob proteção'. (págs. 1 e Internacional A17)
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Correio Braziliense
Manchete: Rio afunda em caos e morte
O maior temporal dos últimos 44 anos no Rio de Janeiro matou pelo menos 96 pessoas até ontem à noite. Castigada pela chuva desde as 20h de segunda-feira, a cidade entrou em colapso. Moradores de encostas se desesperaram com deslizamentos, o sistema de transporte parou, as aulas nas escolas foram suspensas, cartões-postais como a Lagoa Rodrigo de Freitas ficaram irreconhecíveis. O governador Sérgio Cabral responsabilizou políticos demagógicos pela gravidade da tragédia, especialmente nas favelas. O prefeito Eduardo Paes recomendou aos cariocas que ficassem em casa. O jogo do Flamengo contra o Universidad do Chile no Maracanã foi adiado. (págs. 1, 8 a 10, Super Esportes, 2 e 3 e QR Code com galeria de fotos)
Foto legenda: Bombeiro carrega corpo de criança no morro do Borel
Foto legenda: Passageiros sem transporte no centro: cidade em colapso
Foto legenda: Lagoa Rodrigo de Freitas: pedalinhos levados pela água
Foto legenda: Sob forte chuva, equipes de resgate salvam vítima de deslizamento no morro dos Prazeres: pelo menos 14 pessoas morreram nessa região do Rio. Em Niterói, o temporal matou 48 pessoas
Ensaio para as eleições
Escolha indireta do governador dia 17 coloca em jogo a estratégia das forças políticas para outubro. Inscrição de candidatos acaba hoje (págs. 1 e 21)
Fim do boicote dos pediatras
Médicos da cidade e seguradoras entram em acordo e os usuários não terão mais que pagar pelas consultas. (págs. 1 e 23)
DF testa droga contra diabetes
Brasilienses participam do estudo mundial de um remédio que promete controlar a glicose e regenerar o pâncreas. (págs. 1 e Saúde, 19)
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Valor Econômico
Manchete: Projeto define ônus sobre informações na internet
O Ministério da Justiça apresentará até o fim da semana a minuta de projeto de lei sobre as regras da internet no Brasil, o marco regulatório que será colocado em audiência pública. O texto foi debatido com a sociedade na própria rede durante os últimos meses e as sugestões foram consolidadas pelo ministério. A principal novidade do texto ao qual o Valor teve acesso é o termo de
"notificação e retirada". Embora seja uma tradução do "notice and take down" americano, a proposta cria um modelo inédito de definição de responsabilidades por conteúdo. O texto prevê os direitos e as responsabilidades de todos os participantes da rede, principalmente quando houver dúvida quanto à autoria da informação. Pela minuta, as empresas que hospedam informações de terceiros terão de notificar quem colocou determinado conteúdo no ar se houver reclamação fundamentada de pessoa física ou jurídica que se sinta prejudicada. Ao receber a denúncia, esse provedor deve imediatamente tirar a informação do ar e, em seguida, notificar o autor. A informação voltará ao site se o autor assumir integralmente a responsabilidade pelo teor da publicação. Assim, havendo discussão judicial, não caberá ao provedor nenhum ônus legal.
Nos EUA, o "notice and take down" vale apenas para propriedade intelectual e não pode ser pedida a revisão pelo autor. No Canadá, o provedor notifica o autor, sem extrair o conteúdo, mas também evita se tornar réu em ação judicial. O modelo brasileiro inova ao permitir que se atenda prontamente o pedido daquele que se sentir prejudicado. (págs. 1 e A2)
Chuvas alagam o Rio e provocam tragédia
Chuva em volume recorde desde 1966 e tragédias - quase cem pessoas morreram - transformaram a terça-feira em um quase feriado no Rio e em vários municípios da região metropolitana da capital fluminense. As ruas, alagadas, ficaram vazias; escolas e lojas nem abriram; empresas paralisaram a produção e órgãos públicos não funcionaram.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, apelou para as pessoas não saírem de casa. A Petrobras registrou a presença de apenas 3 mil de seus 13 mil empregados em sete diferentes prédios. No BNDES, só 21% dos funcionários compareceram. O banco, que recebe em média de 3.500 pessoas por dia, atendeu ontem 750.
O Clube de Diretores Lojistas estima que a perda do comércio pode ter atingido R$ 170 milhões. No Barra Shopping, só 15% a 20% das lojas abriram. As distribuidoras de energia do Estado, Light e Ampla, passaram o dia recebendo grande volume de ligações. O Rio sofreu várias interrupções de energia em bairros afetados pelas chuvas, entre eles Tijuca, Botafogo, Ilha do Governador, Barra da Tijuca, Laranjeiras, São Conrado e Santa Teresa. A Ampla, que atende o interior do Estado, no início da noite registrava 50 mil consumidores sem energia. (págs. 1 e A14)
Foto legenda: Lagoa Rodrigo de Freitas invadiu ruas e deslizamentos mataram pelo menos 95 pessoas do Rio
Bancos alertam contra inflação em emergentes
A associação que representa os maiores bancos do mundo, a IIF, alerta que a inflação começou a subir nos países emergentes em meio a uma lentidão "excessiva e preocupante" dos bancos centrais para elevar as taxas de juros. Em relatório confidencial ao qual o Valor teve acesso, a entidade aponta alta de preços maior do que a média anual de 2% nas economias industrializadas e de 4% nos emergentes. Para o Brasil, a entidade espera crescimento de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e inflação de 5,5% até dezembro, bem acima dos 4,3% do ano passado e da meta fixada pelo Banco Central. (págs. 1 e C5)
Meirelles sai do BC antes do fim do ano
Fora da disputa político-eleitoral, Henrique Meirelles pode deixar a presidência do Banco Central antes do fim do mandato do presidente Lula - depois de concluído o esperado ciclo de aperto monetário ou antes das eleições. Meirelles não tem interesse em permanecer no BC numa possível gestão Dilma Roussef. Saindo antes da eleição, ele deixa Dilma à vontade para montar sua equipe e se coloca à disposição para outro cargo na futura administração. O jantar que selou o destino de Meirelles, na semana passada, com cardeais do PMDB, foi marcado por um "festival de gentilezas", como a do senador Renan Calheiros (AL), que estimulava Meirelles a sair candidato ao Senado. O objetivo era pressionar o presidente do PMDB, Michel Temer (SP). (págs. 1 e A2)
Açougues reagem à venda direta da JBS
Iniciada recentemente, a estratégia da JBS de promover a venda direta de carne em municípios do interior do país, com o uso de vans, enfrenta forte resistência de donos de açougues de cidades paranaenses. Para começar o negócio em Apucarana, a empresa teve de conseguir uma liminar na Justiça. Já os consumidores aprovaram a iniciativa, pela comodidade e garantia de origem dos produtos. (págs. 1 e B12)
Varejo negocia para evitar alta no preço do jeans
O aumento do preço do algodão, em torno de 40% em um ano, chegou ao fio, que subiu cerca de 8% desde dezembro, e agora pressiona o denim, o tecido usado nos jeans. Adriana Bozon, diretora da Ellus, conta que nas negociações atuais os fornecedores elevaram os preços em 5%. Roberto Chadad, da Associação Brasileira do Vestuário, informa que os 500 associados do segmento de jeans faturaram 7% menos
em 2009. (págs. 1, B1 e B4)
Tesouro americano lucrou US$ 10,5 bi com socorro a bancos (págs. 1 e C2)
A Ford, presidida por Alan Mulally, anuncia hoje investimentos e um novo carro para o Brasil (págs. 1 e B8)
"Lei Slim"
O presidente do México, Felipe Calderón, vai propor ao Congresso mexicano um endurecimento das leis antitruste no país. O principal alvo seria o império de Carlos Slim nas telecomunicações. (págs.1 e A11)
Avanço dos chips
A adoção de rastreadores na indústria automobilística anima os fabricantes de processadores a aumentar investimentos no Brasil e prospectar novos mercados. (págs. 1 e B3)
Saia-justa na exportação
A Associação Brasileira de Estilistas, que reúne 54 marcas, registrou queda de quase 50% nas exportações em 2009. No ano passado, as empresas de moda praia foram desbancadas da liderança pela grife carioca Osklen, diz Evilásio Miranda. (págs. 1 e B5)
Consolidação farmacêutica
O movimento de fusões e aquisições no setor farmacêutico deverá continuar firme neste ano, dentro e fora do país. Só no primeiro trimestre foram cinco grandes negócios, segundo levantamento da KPMG. (págs. 1, B8 e C3)
Investimentos da Bayer
A Bayer vai investir R$ 180 milhões no Brasil neste ano, um aumento de 12,5% sobre os aportes de 2009. O país é o 7º maior mercado da multinacional, responsável por 4% da receita. (págs. 1 e B8)
Economia dos transgênicos
A adoção dos transgênicos na produção brasileira de soja, milho e algodão entre as safras 1996/97 e 2008/09 resultou em uma economia de US$ 3,6 bilhões, segundo estudo da consultoria Céleres. (págs. 1 e B11)
Mais soja no MT
As chuvas tardias que preocupavam os produtores de soja do Mato Grosso foram insuficientes para afetar a produção do Estado. Com a colheita praticamente concluída, a safra deve alcançar 18,8 milhões de toneladas, 8% mais que em 2008/09. (págs. 1 e B11)
Inspeção mais rigorosa
Proposta de mudanças no regulamento de inspeção de produtos de origem animal, em análise na Casa Civil, toma a fiscalização mais rigorosa e traz preocupação às indústrias desses setores. (págs. 1 e B12)
Captações externas
No primeiro trimestre, empresas e bancos brasileiros captaram US$ 8 bilhões no mercado externo - exclusivamente em eurobônus -, mais que o dobro do obtido no mesmo período de 2009 e maior valor desde 2007. (págs. 1 e C1)
Ofertas de ações
Começa hoje o prazo para reserva de ações nas ofertas da Mills, prestadora de serviço na área de construção, e da construtora Even. Juntas, poderão movimentar R$ 1,5 bilhão. (págs. 1 e D2)
Ideias
Jorge Werthein: círculo vicioso de concentração de renda e violência.
(págs. 1 e A12)
Ideias
Martin Wolf: a manipulação chinesa do yuan precisa ter um fim. (págs. 1 e A13)
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Jornal do Commercio
Manchete: Tragédia no Rio
Estado viveu momentos dramáticos, ontem, com a chuva provocando quase uma centena de mortes. Só no Morro dos Prazeres, na capital, 14 corpos foram resgatados. E havia muito desaparecidos até o final desta edição. (pág. 1)
Protesto em enterro da garota estuprada (pág. 1)
Feras e professores cobram decisão sobre o uso do Enem (pág. 1)
Justiça aceita denúncia contra contra cinco acusados de assassinar alemã (pág. 1)
Morre uma das gêmeas siamesas operadas em Goiás (pág. 1)
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Manchete: O Rio em colapso Caderno Especial: Cadê o plano de emergência?
Tragédias das chuvas no Rio se repetem há 40 anos e poder público não consegue reagir
As chuvas no Rio resultam em tragédias que se repetem há mais de 40 anos, com intervalos cada vez menores, As explicações das autoridades
também não apresentam surpresa. O único fator que poderia trazer novidades seria a realização de promessas de um plano de emergência, que se renovam a cada eleição, mas nunca saem do papel. Nas 24 horas em que choveu 280 milímetros, entre anteontem à noite e ontem, o Rio voltou a mergulhar no caos. Em todo o Estado morreram 96 pessoas - 49 delas em Niterói -, 49 estão desaparecidas, 102 ficaram feridas e mil sem teto ou desalojadas. A maioria das mortes ocorreu nas favelas, mas a enchente atingiu também áreas nobres, como Jardim Botânico e Lagoa. Pela primeira vez, a cidade viveu um engarrafamento
que varou a noite, entre o Centro e a Tijuca, e no Túnel Rebouças. Na noite de segunda-feira, os principais cruzamentos do Centro foram abandonados pela Guarda Municipal. A falta de policiamento facilitou a ação de bandidos, que saquearam motoristas e pedestres. Uma das causas do engarrafamento na região da Tijuca foi a enchente da Praça da Bandeira, onde milhões já foram soterrados em obras. O ginásio do Maracanãzinho quase virou um parque aquático depois que o canal do Rio Maracanã transbordou. O prefeito Eduardo Paes, que, na madrugada,
classificara o comportamento da cidade como "inferior a zero", assumindo sua parecia de culpa, mudou o tom. Para ele, a chuva foi atípica, como sempre acontece a cada tragédia. (págs. 1 e Caderno Especial, "Dos Leitores", página 8, Flávia Oliveira e editorial "Cidades no limite")
Novo dia sem aulas; Viradão é adiado
O sindicato das escolas particulares do Rio recomendou ontem que os colégios sigam a orientação das autoridades e mantenham as aulas suspensas hoje. A Secretaria municipal de Cultura decidiu adiar o Viradão Carioca para o dia 23.
Lula culpa até aliados por mortes em encostas
Um dia após o anúncio do apoio de Garotinho à candidatura Dilma, o presidente Lula responsabilizou ex-administradores do Rio pelas mortes em encostas. Garotinho e Rosinha governaram o Rio por oito anos. O governo Lula privilegiou a Bahia com verbas contra enchentes.
Febraban mantém vencimento de contas
Mesmo diante do fato de que, por falta de funcionários e seguranças, muitos bancos sequer abriram as portas, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que as contas vencidas ontem terão que ser pagas com juros, por atraso.
Foto legenda: Vista aérea do bairro da Lagoa, cujo espelho d'água transbordou e tomou as ruas até o Jardim Botânico, na Zona Sul
Foto legenda: O deslizamento no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa: dez pessoas mortas
"Quando vi tudo cheio, relaxei e fiz como outros motoristas: encostei o carro, tranquei os vidros e dormi (na saída do Túnel Rebouças) das 2h até as 7h"
João Ricardo Ferreira Dos Santos, professor universitário, que deixou a Praça da República às 21h e chegou em casa, no Humaitá, às 9h
"Havia mais de 40 crianças até ás 22h. O pai de duas gêmeas demorou uma hora para dar a volta no quarteirão. Outro ficou com o filho até as 4h. Mantivemos as crianças no segundo andar, pois no primeiro havia água até o calcanhar"
Flávia Cequeira, diretora de creche na Tijuca
"Ainda vi o menino mais velho pendurado no barranco. Puxei ele pelas mãos e gritei pelos pais, mas ninguém respondeu. A cena não sai da minha cabeça"
Magda Pereira Severino da Silva, moradora do Morro dos Macacos
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Folha de S. Paulo
Manchete: Pior chuva mata 98 e paralisa Rio
Maior temporal da história da cidade expõe fragilidades; prefeito admite que existem ineficiências
A chuva sobre a região metropolitana do Rio desde segunda-feira matou ao menos 98 pessoas - até a conclusão desta edição -, e paralisou o comércio e serviços públicos. Em 24 horas, choveu mais que 62% da média do mês de abril. As tempestades que provocaram todas as tragédias anteriores da cidade foram superadas.
Pontos turísticos, como a Lagoa e o Maracanãzinho, alagaram; 13 bairros ficaram sem luz. A ponte Rio-Niterói e o aeroporto Santos Dumont foram fechados.
As mortes na capital (31) e em Niterói (49) ocorreram sobretudo nos deslizamentos em favelas. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) reconheceu
"ineficiências e problemas estruturais".
O presidente Lula, que ontem estava no Rio, minimizou o alagamento de apartamentos do PAC no Complexo do Alemão. "Onde eu vi obras do PAC, tem menos água. Portanto, acho que a única explicação é o excesso de chuva", afirmou Lula.
O mau tempo no Rio deve durar até amanhã. (págs. 1 e Cotidiano)
Depoimento
'Gastei mais de seis horas para um trajeto de uma'
Sérgio Rangel - Da sucursal do Rio
Seis horas e 23 minutos para percorrer cerca de 40 km. De Niterói ao Meier, peguei ônibus, barca, metrô, fui barrado no trem, me atirei em Kombi clandestina e caminhei 3 km. (págs. 1 e C3)
Ruy Castro
Cidade, que subiu os morros desde 1565, nunca se preparou
Há cem anos se sabe que inundações são inexoráveis em áreas do Rio. Jovem, cruzei a praça da Bandeira com água pela cintura. E a cidade, que começou a subir os morros em 1565, não se preparou para quando os morros resolvessem deslizar em direção a ela. (págs. 1 e A2)
Foto legenda: Bombeiro carrega corpo de bebê morto no morro do Borel; ao menos 2.510 pessoas estão desalojadas após os deslizamentos em favelas, e as aulas nas redes municipal e estadual foram canceladas
Obama anuncia limitações ao uso de arsenal nuclear dos EUA
O governo de Barack Obama anunciou que os EUA não vão usar armas atômicas para reagir a ataques biológicos e químicos ou contra países não nucleares.
A Casa Branca, porém, impõe como condição o respeito ao Tratado de Não Proliferação, o que exclui Irã e Coreia do Norte. (págs. 1 e A12)
Leia artigos de Clóvis Rossi e Hélio Schwartsman sobre o tema na pág. A12.
Rubens Ricupero: Brasil fez bem em adiar retaliação aos americanos
Fizeram bem os EUA em sua proposta para o contencioso do algodão, e fez melhor o Brasil em adiar a retaliação. É a vantagem da diplomacia voltada à solução séria de problemas. (págs. 1 e B3)
Dinheiro: Aposentado que ganha mais de 1 mínimo deve obter reajuste de 7% (págs. 1 e B5)
Editoriais
Leia "Chega de saudade" sobre Dilma Rousseff; e "A mesa com os EUA", acerca de negociações comerciais. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Temporal recorde em 44 anos mata 103 e Rio entra em colapso
Maioria dos mortos foi vítima de deslizamentos de terra, causados pelas 14 horas de chuva intensa
Impotentes, autoridades do Estado pedem que população não saia de casa; Lula faz apelo a Deus
Um temporal de 14 horas, o maior em 44 anos no Rio, deixou 103 mortos no Estado, até o fechamento desta edição. Foram 48 em Niterói,
16 em São Gonçalo, 36 na capital, 2 na Baixada Fluminense e 1 em Petrópolis. A maioria morreu em deslizamentos de terra. A região metropolitana parou - escolas fecharam, empresas dispensaram funcionários e diversas vias ficaram intransitáveis. Impotentes diante do caos, o presidente Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes fizeram apelos dramáticos - pediram que moradores saíssem das áreas de encosta e que a população evitasse sair às ruas. As escolas públicas não abrirão hoje. "Quando o homem lá em cima está nervoso, só temos de pedir a Ele para parar a chuva, para que a gente possa tocar a vida", afirmou Lula no Rio. Segundo ele, a cidade está preparada para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016. (págs. 1 e Cidades C1 e C3 a C8)
Prevenção: Estado recebeu só 1% de verba antienchente
O Rio recebeu em 2009 só 1% (R$ 1,6 milhão) da verba federal para desastres. O valor não cobre a remoção de morados de áreas de risco. (págs. 1 e Cidades C8)
Crônica
Alfredo Ribeiro
Com chuva, cartão-postal se torna cenário de terror (págs. 1 e Cidades C12)
Foto legenda: Dor. Vítimas de desabamento no Morro dos Prazeres, zona norte do Rio, um dos pontos da cidade mais afetados pelo temporal que castigou o Estado
Lula agora ataca uso eleitoral da máquina
O presidente Lula, multado duas vezes pela Justiça Eleitoral por fazer campanha antecipada, disse ontem que é contra o uso da máquina pública na disputa. "É preciso que a gente seja republicano neste país." (págs. 1 e Nacional A8)
FGTS poderá ter maior rentabilidade
Projeto que tramita no Senado prevê melhor remuneração das contas do FGTS, hoje corrigidas pela TR mais 3% ao ano. A mudança, porém, pode levar os custos de financiamentos mobiliários. (págs. 1 e Economia B3)
Em Bagdá, ataques a prédios civis matam 50 (págs. 1 e Internacional A10)
Extrativistas buscam certificação florestal (págs. 1 e Planeta A16)
Roberto DaMatta: Os papéis sociais
Pensamos em mudar o mundo, mas agimos dentro de uma gramática e um vocabulário. (págs. 1 e Caderno 2 D12)
Rolf Kuntz: Os dois mundos de Lula
O presidente Lula cobra resultados concretos de seus auxiliares, mas seu discurso político trata quase sempre de um mundo de fantasia. (págs. 1 e Economia B5)
Notas & Informações: O ranço ideológico na educação
A conferência de educação segue o modelo das de comunicação e direitos humanos. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: A maior chuva da história
Foram 288 mm de chuva em 24 horas. Segundo o profeito Eduardo Paes, o maior temporal que já caiu sobre o Rio – na enchente de 1966 havia sido 230 mm. A cidade, alagada, entrou em colapso. Via importantes como a Linha Amarela e as avenidas das Américas, Niemayer e Francisco Bicalho ficaram bloqueadas. O estado contabiliza 96 mortes, a maioria por deslizamentos de encostas. (págs. 1 e Tema do dia A2 a A12)
Mortes e dos no Morro dos Prazeres
Pelo menos 14 pessoas morreram após deslizamento de terra na área entre os morros dos Prazeres, em Santa Tereza, e do Escondidinho, no Rio Comprido. Há três desaparecidos. A garagem de uma casa virou enfermaria para socorrer os feridos. (págs. 1 e Tema do dia A7)
Drama no asilo de idosos (págs. 1 e Tema do dia A4)
Uma noite dormindo pelas ruas (págs. 1 e Tema do dia A7)
Conjunção climática explosiva (págs. 1 e Tema do dia A6)
Bancos manterão multas (págs. 1 e Tema do dia A12)
Ataque nuclear só para alguns
Em nova estratégia de defesa, os Estados Unidos descartaram ataques nucleares contra países que não têm armas atômicas e tenham aderido ao Tratado de não Proliferação Nuclear. Irã e Coreia do Norte não integram o grupo 'sob proteção'. (págs. 1 e Internacional A17)
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Correio Braziliense
Manchete: Rio afunda em caos e morte
O maior temporal dos últimos 44 anos no Rio de Janeiro matou pelo menos 96 pessoas até ontem à noite. Castigada pela chuva desde as 20h de segunda-feira, a cidade entrou em colapso. Moradores de encostas se desesperaram com deslizamentos, o sistema de transporte parou, as aulas nas escolas foram suspensas, cartões-postais como a Lagoa Rodrigo de Freitas ficaram irreconhecíveis. O governador Sérgio Cabral responsabilizou políticos demagógicos pela gravidade da tragédia, especialmente nas favelas. O prefeito Eduardo Paes recomendou aos cariocas que ficassem em casa. O jogo do Flamengo contra o Universidad do Chile no Maracanã foi adiado. (págs. 1, 8 a 10, Super Esportes, 2 e 3 e QR Code com galeria de fotos)
Foto legenda: Bombeiro carrega corpo de criança no morro do Borel
Foto legenda: Passageiros sem transporte no centro: cidade em colapso
Foto legenda: Lagoa Rodrigo de Freitas: pedalinhos levados pela água
Foto legenda: Sob forte chuva, equipes de resgate salvam vítima de deslizamento no morro dos Prazeres: pelo menos 14 pessoas morreram nessa região do Rio. Em Niterói, o temporal matou 48 pessoas
Ensaio para as eleições
Escolha indireta do governador dia 17 coloca em jogo a estratégia das forças políticas para outubro. Inscrição de candidatos acaba hoje (págs. 1 e 21)
Fim do boicote dos pediatras
Médicos da cidade e seguradoras entram em acordo e os usuários não terão mais que pagar pelas consultas. (págs. 1 e 23)
DF testa droga contra diabetes
Brasilienses participam do estudo mundial de um remédio que promete controlar a glicose e regenerar o pâncreas. (págs. 1 e Saúde, 19)
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Valor Econômico
Manchete: Projeto define ônus sobre informações na internet
O Ministério da Justiça apresentará até o fim da semana a minuta de projeto de lei sobre as regras da internet no Brasil, o marco regulatório que será colocado em audiência pública. O texto foi debatido com a sociedade na própria rede durante os últimos meses e as sugestões foram consolidadas pelo ministério. A principal novidade do texto ao qual o Valor teve acesso é o termo de
"notificação e retirada". Embora seja uma tradução do "notice and take down" americano, a proposta cria um modelo inédito de definição de responsabilidades por conteúdo. O texto prevê os direitos e as responsabilidades de todos os participantes da rede, principalmente quando houver dúvida quanto à autoria da informação. Pela minuta, as empresas que hospedam informações de terceiros terão de notificar quem colocou determinado conteúdo no ar se houver reclamação fundamentada de pessoa física ou jurídica que se sinta prejudicada. Ao receber a denúncia, esse provedor deve imediatamente tirar a informação do ar e, em seguida, notificar o autor. A informação voltará ao site se o autor assumir integralmente a responsabilidade pelo teor da publicação. Assim, havendo discussão judicial, não caberá ao provedor nenhum ônus legal.
Nos EUA, o "notice and take down" vale apenas para propriedade intelectual e não pode ser pedida a revisão pelo autor. No Canadá, o provedor notifica o autor, sem extrair o conteúdo, mas também evita se tornar réu em ação judicial. O modelo brasileiro inova ao permitir que se atenda prontamente o pedido daquele que se sentir prejudicado. (págs. 1 e A2)
Chuvas alagam o Rio e provocam tragédia
Chuva em volume recorde desde 1966 e tragédias - quase cem pessoas morreram - transformaram a terça-feira em um quase feriado no Rio e em vários municípios da região metropolitana da capital fluminense. As ruas, alagadas, ficaram vazias; escolas e lojas nem abriram; empresas paralisaram a produção e órgãos públicos não funcionaram.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, apelou para as pessoas não saírem de casa. A Petrobras registrou a presença de apenas 3 mil de seus 13 mil empregados em sete diferentes prédios. No BNDES, só 21% dos funcionários compareceram. O banco, que recebe em média de 3.500 pessoas por dia, atendeu ontem 750.
O Clube de Diretores Lojistas estima que a perda do comércio pode ter atingido R$ 170 milhões. No Barra Shopping, só 15% a 20% das lojas abriram. As distribuidoras de energia do Estado, Light e Ampla, passaram o dia recebendo grande volume de ligações. O Rio sofreu várias interrupções de energia em bairros afetados pelas chuvas, entre eles Tijuca, Botafogo, Ilha do Governador, Barra da Tijuca, Laranjeiras, São Conrado e Santa Teresa. A Ampla, que atende o interior do Estado, no início da noite registrava 50 mil consumidores sem energia. (págs. 1 e A14)
Foto legenda: Lagoa Rodrigo de Freitas invadiu ruas e deslizamentos mataram pelo menos 95 pessoas do Rio
Bancos alertam contra inflação em emergentes
A associação que representa os maiores bancos do mundo, a IIF, alerta que a inflação começou a subir nos países emergentes em meio a uma lentidão "excessiva e preocupante" dos bancos centrais para elevar as taxas de juros. Em relatório confidencial ao qual o Valor teve acesso, a entidade aponta alta de preços maior do que a média anual de 2% nas economias industrializadas e de 4% nos emergentes. Para o Brasil, a entidade espera crescimento de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e inflação de 5,5% até dezembro, bem acima dos 4,3% do ano passado e da meta fixada pelo Banco Central. (págs. 1 e C5)
Meirelles sai do BC antes do fim do ano
Fora da disputa político-eleitoral, Henrique Meirelles pode deixar a presidência do Banco Central antes do fim do mandato do presidente Lula - depois de concluído o esperado ciclo de aperto monetário ou antes das eleições. Meirelles não tem interesse em permanecer no BC numa possível gestão Dilma Roussef. Saindo antes da eleição, ele deixa Dilma à vontade para montar sua equipe e se coloca à disposição para outro cargo na futura administração. O jantar que selou o destino de Meirelles, na semana passada, com cardeais do PMDB, foi marcado por um "festival de gentilezas", como a do senador Renan Calheiros (AL), que estimulava Meirelles a sair candidato ao Senado. O objetivo era pressionar o presidente do PMDB, Michel Temer (SP). (págs. 1 e A2)
Açougues reagem à venda direta da JBS
Iniciada recentemente, a estratégia da JBS de promover a venda direta de carne em municípios do interior do país, com o uso de vans, enfrenta forte resistência de donos de açougues de cidades paranaenses. Para começar o negócio em Apucarana, a empresa teve de conseguir uma liminar na Justiça. Já os consumidores aprovaram a iniciativa, pela comodidade e garantia de origem dos produtos. (págs. 1 e B12)
Varejo negocia para evitar alta no preço do jeans
O aumento do preço do algodão, em torno de 40% em um ano, chegou ao fio, que subiu cerca de 8% desde dezembro, e agora pressiona o denim, o tecido usado nos jeans. Adriana Bozon, diretora da Ellus, conta que nas negociações atuais os fornecedores elevaram os preços em 5%. Roberto Chadad, da Associação Brasileira do Vestuário, informa que os 500 associados do segmento de jeans faturaram 7% menos
em 2009. (págs. 1, B1 e B4)
Tesouro americano lucrou US$ 10,5 bi com socorro a bancos (págs. 1 e C2)
A Ford, presidida por Alan Mulally, anuncia hoje investimentos e um novo carro para o Brasil (págs. 1 e B8)
"Lei Slim"
O presidente do México, Felipe Calderón, vai propor ao Congresso mexicano um endurecimento das leis antitruste no país. O principal alvo seria o império de Carlos Slim nas telecomunicações. (págs.1 e A11)
Avanço dos chips
A adoção de rastreadores na indústria automobilística anima os fabricantes de processadores a aumentar investimentos no Brasil e prospectar novos mercados. (págs. 1 e B3)
Saia-justa na exportação
A Associação Brasileira de Estilistas, que reúne 54 marcas, registrou queda de quase 50% nas exportações em 2009. No ano passado, as empresas de moda praia foram desbancadas da liderança pela grife carioca Osklen, diz Evilásio Miranda. (págs. 1 e B5)
Consolidação farmacêutica
O movimento de fusões e aquisições no setor farmacêutico deverá continuar firme neste ano, dentro e fora do país. Só no primeiro trimestre foram cinco grandes negócios, segundo levantamento da KPMG. (págs. 1, B8 e C3)
Investimentos da Bayer
A Bayer vai investir R$ 180 milhões no Brasil neste ano, um aumento de 12,5% sobre os aportes de 2009. O país é o 7º maior mercado da multinacional, responsável por 4% da receita. (págs. 1 e B8)
Economia dos transgênicos
A adoção dos transgênicos na produção brasileira de soja, milho e algodão entre as safras 1996/97 e 2008/09 resultou em uma economia de US$ 3,6 bilhões, segundo estudo da consultoria Céleres. (págs. 1 e B11)
Mais soja no MT
As chuvas tardias que preocupavam os produtores de soja do Mato Grosso foram insuficientes para afetar a produção do Estado. Com a colheita praticamente concluída, a safra deve alcançar 18,8 milhões de toneladas, 8% mais que em 2008/09. (págs. 1 e B11)
Inspeção mais rigorosa
Proposta de mudanças no regulamento de inspeção de produtos de origem animal, em análise na Casa Civil, toma a fiscalização mais rigorosa e traz preocupação às indústrias desses setores. (págs. 1 e B12)
Captações externas
No primeiro trimestre, empresas e bancos brasileiros captaram US$ 8 bilhões no mercado externo - exclusivamente em eurobônus -, mais que o dobro do obtido no mesmo período de 2009 e maior valor desde 2007. (págs. 1 e C1)
Ofertas de ações
Começa hoje o prazo para reserva de ações nas ofertas da Mills, prestadora de serviço na área de construção, e da construtora Even. Juntas, poderão movimentar R$ 1,5 bilhão. (págs. 1 e D2)
Ideias
Jorge Werthein: círculo vicioso de concentração de renda e violência.
(págs. 1 e A12)
Ideias
Martin Wolf: a manipulação chinesa do yuan precisa ter um fim. (págs. 1 e A13)
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Jornal do Commercio
Manchete: Tragédia no Rio
Estado viveu momentos dramáticos, ontem, com a chuva provocando quase uma centena de mortes. Só no Morro dos Prazeres, na capital, 14 corpos foram resgatados. E havia muito desaparecidos até o final desta edição. (pág. 1)
Protesto em enterro da garota estuprada (pág. 1)
Feras e professores cobram decisão sobre o uso do Enem (pág. 1)
Justiça aceita denúncia contra contra cinco acusados de assassinar alemã (pág. 1)
Morre uma das gêmeas siamesas operadas em Goiás (pág. 1)
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