quarta-feira, 4 de março de 2009

O Que Publicam os Jornais de Hoje

O Globo

Manchete: Manobra pró-Collor e queda de diretor agitam o Senado
Renan age para dar comissão a ex-presidente e afasta Jarbas da CCJ

Sem votar projetos desde que voltou ao trabalho, há um mês, o Senado teve um dia agitado. O novo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), que há um ano renunciava à presidência da Casa para escapar da cassação, escalou uma tropa de choque para levar hoje ao comando da Comissão de Infraestrutura um velho aliado: o ex-presidente da República Fernando Collor, afastado por impeachment em 1992. A candidata do PT é Ideli Salvatti (SC). A manobra do líder incluiu o afastamento da CCJ do senador Jarbas Vasconcelos, que vem acusando o PMDB de corrupção. No plenário, Jarbas disse que é aterrador o cenário da corrupção, mas não citou o partido. O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, entregou o cargo depois da revelação de que possui uma mansão de R$ 5 milhões em nome do irmão. Pressionado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), aceitou sua demissão. (págs. 1 e 3 a 8)

Habitação: governo pagará durante 3 anos
O mutuário que perder o emprego poderá ficar até três anos sem pagar prestação e sem risco de perder a casa. A medida será incluída no novo pacote do governo. (págs. 1 e 27)

MST faz acordo para desocupar área invadida
O MST promete desocupar hoje a área invadida em Pernambuco. O procurador Antonio Fernando de Souza disse que repassar verba pública ao MST não é ilegal. (págs. 1, 12, 13 e editorial "MST e a segurança")

S.Dumont é liberado mas Cabral quer interditá-lo
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a retomada de voos regionais a partir do Aeroporto Santos Dumont, que desde 2005 só opera a ponte aérea Rio-São Paulo. O governador Sérgio Cabral reagiu e declarou guerra à Anac: irritado, ameaçou ir à Justiça e quadruplicar impostos para inviabilizar o aeroporto. Cabral quer valorizar o Galeão para privatizá-lo. (págs 1 e 23)

O superávit vem da Ásia
Além da China, outros países da Ásia, como Coréia do Sul, Indonésia e Malásia estão comprando mais do Brasil e garantindo receita adicional de exportações. Só em soja, os chineses compraram em fevereiro 333,1% a mais do que em janeiro. (págs. 1 e 24)

Rio pode ter novo modelo para hotéis
A prefeitura estuda proposta da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de um projeto de lei para criação de hotéis de investimento, com venda de cotas por quarto. O objetivo é construir 17 hotéis. (págs. 1 e 14)

Obama fala em dar 'reset' na relação com a Rússia
O presidente Barack Obama disse que os Estados Unidos precisam reiniciar sua relação com a Rússia, usando as expressões 'reset' e 'reboot'. Obama confirmou ter enviado carta ao presidente russo, Dmitri Medvedev, na qual trata da possível desistência da instalação de um escudo antimísseis na Europa Oriental. Na carta, ele afirmava que o projeto, que irrita os russos, seria dispensável se Moscou convencesse o Irã a desistir de seu programa nuclear. (págs. 1 e 29)

Fidel: 'Mel do poder' inebriou ministros
Fidel Castro disse, em artigo, que os ministros demitidos por seu irmão em Cuba inebriaram-se com o "o mel do poder" e tiveram um "papel indigno". Ele negou que os políticos afastados fossem pessoas fiéis a ele. (págs. 1, 30 e editorial "Mudanças no time")

Presidente retalhado a golpe de facão
Na Guiné-Bissau preparando o seu próximo livro, o escritor inglês Frederick Forsyth, autor de "O dia do chacal", disse que soldados rebeldes concluíram a execução do presidente João Bernardo Vieira retalhando-o a golpes de facão na casa da sogra dele. (págs. 1 e 28)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Governo vai prorrogar redução de IPI
Com término marcado para o próximo dia 31, incentivo para venda de veículos deverá valer até o fim de junho

O governo decidiu prorrogar por mais três meses a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na venda de veículos. Adotado em dezembro, o incentivo, que por enquanto vale até o próximo dia 31, deve permanecer até o final de junho. O presidente Lula está convencido de que a medida ajudou a combater os efeitos negativos da crise.

A redução implica uma renúncia fiscal estimada em R$ 1,35 bilhão em quatro meses. Para a cúpula do governo, é um efeito pequeno sobre a arrecadação se comparado à possibilidade de demissões no setor. O Planalto deve esperar até o final de março para anunciar a prorrogação. A redução do IPI ajudou na recuperação da venda de veículos, que subiu 0,15% em fevereiro em relação ao mesmo período de 2008. Pesa ainda a favor da decisão de prorrogação do IPI a pressão das centrais sindicais, com forte presença na indústria automobilística. Não está definido se haverá uma eventual contrapartida das empresas. (págs. 1, B1 e B3)

Foto-legenda: Braço-de-ferro
O presidente Lula brinca com o vice, José Alencar, que retornou ao Planalto após ter passado 27 dias internado para a retirada de tumores da região abdominal; ele participou de coordenação política e disse estar com muita “vontade de trabalhar”. (pág. 1)

Procurador rebate crítica do presidente do Supremo
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, disse que o Ministério Público “não está dormindo” diante dos recentes conflitos no campo, em resposta a críticas do presidente do STF, Gilmar Mendes. Para Souza, o órgão age na defesa dos direitos humanos e cumpre papel fiscalizador. O MST no Pará condenou Mendes. Em Pernambuco, líderes do movimento atacaram críticas de Lula. (págs. 1 e A5)

Dados apontam queda de 70% no desmate da Amazônia
Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam redução de 70% no desmatamento da Amazônia na comparação do trimestre de novembro a janeiro com novembro de 2007 a janeiro de 2008. A devastação caiu de 2.527 para 754,3 quilômetros quadrados – a diferença equivale a uma área superior à do município de São Paulo. Em terras indígenas, o desmatamento cresceu 9%. (Págs. 1 e A6)

País pode aceitar cotas no comércio com Argentina
O governo estuda adotar cotas de exportação para a Argentina como forma de regular o comércio bilateral, informaram Letícia Sander e Juliana Rocha. As cotas afetariam sobretudo eletrodomésticos, têxteis e calçados, afetados por restrições. O protecionismo argentino gerou queixas de empresários brasileiros e do Itamaraty. O Brasil vê nas cotas uma possibilidade de entendimento, mas quer a garantia de que o país vizinho não será invadido por produtos chineses. (págs. 1 e B10)


Diretor-geral do Senado cai após esconder casa da Receita
Para tentar preservar o Congresso de novas acusações, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), demitiu Agaciel da Silva Maia, 51, diretor-geral da Casa por 14 anos. A decisão foi tomada dois dias após a denúncia de que ele escondeu da Receita casa avaliada em cerca de R$ 5 milhões. Agaciel será substituído pelo subdiretor-adjunto José Gazineo. (págs; 1 e A4)



Editoriais
Leia “O preço da telefonia”, sobre portabilidade numérica; e “Doações ilegais”, acerca de financiamento eleitoral. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Venda de carros nos EUA cai pela metade
Queda atinge 53% na GM, e já se fala em 'depressão automotiva'

A venda de automóveis das montadoras americanas em fevereiro caiu mais de 40% na comparação com igual período do ano passado, mesmo com a oferta agressiva de descontos que em alguns casos chegam a US$ 5 mil. A queda foi de 52,9% na GM, 48% na Ford e 44% na Chrysler. No Japão, a Toyota registrou recuo de 37,3%, e a alemã BMW vendeu 34,7% a menos. A GM européia pode ficar sem caixa até maio. Para economista da Ford, o "fundo do poço" ainda não chegou. Especialistas já falam em "depressão automotiva". (págs. 1 e B1)

No Brasil, montadora faz hora extra
Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado. (págs. 1 e B3)

PT controla seis dos dez maiores fundos de pensão
Seis dos dez maiores fundos de pensão de estatais estão sob o comando de indicados do PT. A maioria deles é apadrinhada pelos ex-ministros José Dirceu e Luiz Gushiken. O patrimônio dos fundos controlados pelo PT é de R$ 226,7 bilhões. (págs. 1 e A4)

Caso Furnas prova corrupção, diz Jarbas
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fez ontem no Senado discurso contra a impunidade e citou o caso da tentativa de troca de comando no fundo de pensão de Furnas e Eletronuclear. Jarbas disse que "os acontecimentos" na Fundação Real Grandeza são “prova clara e inequívoca" de corrupção. Ele cobrou do presidente Lula "auditoria independente que coloque tudo em pratos limpos". (págs. 1 e A6)

Vídeo indica que cargos na polícia eram 'vendidos'
Imagens mostram oferta para a transferência de policiais corruptos

Um vídeo mostra o advogado Celso Valente, sócio do então secretário adjunto de Segurança paulista Lauro Malheiros Neto, supostamente oferecendo absolvição de policiais em processos administrativos, ao custo de R$100 mil, relatam Marcelo Godoy e Bruno Tavares. Nas imagens, de outubro de 2007, Valente diz também como é possível transferir um delegado. Ao Estado, o advogado negou tudo: "Foi arapuca". Ele e Malheiros Neto são suspeitos de liderar esquema de venda de cargos e sentenças para manter policiais corruptos, o que causou o afastamento do secretário adjunto em maio de 2008 . (págs. 1 e C1)

MPF quer vetar lanche com brinde
Alvo são brinquedos de Burger King, Bob´s e McDonald´s. (págs. 1 e A16)

Marcos Sá Corrêa - Futuro sem gasolina
Muita coisa acontece lá fora enquanto o Brasil discute pré-sal. (págs. 1 e A17)

Fidel defende reforma ministerial de Raúl
Fidel Castro declarou apóio à reforma do gabinete cubano feita por seu irmão, o presidente Raúl Castro. Ministros afastados eram "muito ambiciosos", diz artigo assinado por Fidel. "O mel do poder despertou neles ambição." (págs. 1 e A12)

Notas e Informações - Obama atende aos lobbies
O relatório anual do Escritório do Representante Comercial dos EUA justifica o temor de uma política mais protecionista e sensível aos defensores de subsídios e barreiras. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Voos longos liberados no Santos Dumont
Azul ganha liminar para usar aeroporto, contra a vontade de Sérgio Cabral

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) liberou o uso do Aeroporto Santos Dumont para aviões maiores e voos mais longos. O espaço era restrito a aeronaves de até 50 assentos e para a ponte aérea. A decisão deve ser publicada no Diário Oficial da União até sexta-feira, quando começa a valer. Ontem, a Justiça concedeu liminar para a Azul operar no aeroporto, em oposição ao governador Sérgio Cabral, que defende a restrição a outras companhias aéreas para evitar ociosidade no Galeão. Em Brasília, o governador anunciou a intenção de aumentar o ICMS cobrado no aeroporto para inibir seu uso. (págs, 1 e A16)

Sociedade aberta: Candido Mendes
Lula é o anti-Chávez e o natural interlocutor de Obama. (págs. 1 e A9)

Diminui corte de árvores na Amazônia
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais registrou queda de 70,2% no desmatamento da Amazônia entre novembro e janeiro, em relação ao mesmo período de 2008. Mas ainda não há motivos para festejar: foram devastados agora 754 quilômetros quadrados - ou meio município de São Paulo. (pág. 1 e País, pág. A7)

Animais silvestres sofrem no Ibama
Maus-tratos, negligência e venda ilegal dos animais apreendidos. Essas são algumas das acusações feitas pelos ambientalistas da Bahia e pelo Ministério Público contra o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) Chico Mendes, de Salvador, administrado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto, admite, de maneira surpreendente, a falta de condições para cuidar dos bichos: "Os Cetas estão lotados. Mas hospitais e presídios também estão. Esse é o serviço público brasileiro". (págs. 1, A2 e A3)

Na Justiça, mais uma da VarigLog
A VarigLog, controlada pelo milionário fundo Matlin Patterson, dos EUA, entrou com pedido de recuperação judicial. A empresa obteve, em dezembro, o desbloqueio de US$ 80 milhões. "Parece piada", disse um dos sócios brasileiros afastados da VarigLog. (págs. 1 e A16)

Montoro ajudou a eleger Tancredo
Em abril, a morte de Tancredo Neves fará 24 anos. Quem acompanhou de perto os fatos daqueles meses intensos sabe que coube ao governador paulista Franco Montoro incentivar a candidatura do mineiro à Presidência. (págs. 1 e A2)

Sociedade aberta - Raul Velloso
Governo precisa de mais investimentos e corte de gastos. (págs. 1 e A17)

Sociedade aberta - Aristóteles Drummond
A democracia está sendo ultrajada. Tem de ser reavaliada. (págs. 1 e A9)

Sociedade aberta - Dener Giovanini
O ético e o ilegal no comércio da vida silvestre. (págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: A casa caiu
O veredicto de José Sarney tornou insustentável a posição de Agaciel Maia no Senado. Os assessores do ex-diretor geral , porém, gozam do privilégio de morar em apartamento funcional.

Uma conversa na noite de segunda-feira com o presidente do Senado, José Sarney, selou o fim da trajetória de Agaciel Maia como diretor-geral da instituição. Acusado de omitir a propriedade de uma mansão de R$ 5 milhões no Lago Sul, o alto funcionário que pretendia deixar o cargo em 2011 foi aconselhado a entregar a carta de demissão. As ações de Maia, porém, serão investigadas. Entre elas a liberação de apartamento funcional para assessores em área nobre de Brasília.(págs. 1, 2 e 3)

Para ministro, violência do MST é ação irresponsável
Ao contrário do colega Tarso Genro, o ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, faz coro às críticas do presidente Lula e considera a ação do MST em Pernambuco “uma completa irresponsabilidade”. Quatro seguranças foram assassinados durante a invasão de fazendas no estado.
(págs.1, 9 e Visão do Correio, 22)

Governo já faz arrocho na liberação de recursos
A queda na arrecadação de impostos obrigou o governo a adotar a política de conta-gotas na liberação de recursos. É a volta do controle na boca do caixa. Segundo o site Contas Abertas, os gastos com a máquina e as despesas de pessoal subiram 41% e 23,3%, respectivamente, em 2009. Os investimentos só cresceram 15,7%.(págs. 1 e 12)

O crime que desafia o DF ainda nem existe na lei
Em cinco dias, o número de sequestros relâmpagos chegou a oito na capital que sedia o Congresso Nacional. Nada que apresse a votação do projeto de lei que define esse tipo de violência, emperrado no Senado. A Polícia Militar promete reforçar o patrulhamento e culpa a mídia pela frequência dos crimes no Distrito Federal. (págs. 1 e 40)

CEB garante verba para evitar casos de apagão
A Companhia Energética de Brasília assegurou R$ 116 milhões para melhorar o sistema de distribuição e evitar a ocorrência de apagões. Os contratos foram assinados com a Eletrobras e com o Banco do Brasil. Entre as ações prioritárias, estão previstas a ampliação de estações e a compra de transformadores.(págs. 1 e 43)

279 vagas no Ministério da Agricultura
Maior salário é de R$ 2.870. Edital sai até setembro. Adasa fecha inscrições hoje. Págs.1 e 16.

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Valor Econômico

Manchete: Venda de máquinas cai e indica o fim de um ciclo
O mais longo ciclo de investimentos da história recente do país será interrompido em 2009. Em janeiro, pelo terceiro mês consecutivo, a demanda doméstica por máquinas e equipamentos diminuiu, um indício seguro de contração dos investimentos. As importações, estão em queda, assim como a demanda por insumos para a construção civil, levando os economistas a rever as projeções para a formação bruta de capital fixo. A maioria prevê para 2009 queda no investimento de 3% em média, mas as previsões chegam a um recuo de 8%. Desde 2003 isso não acontece.

A consultaria Tendências estima que, em janeiro, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (produção doméstica mais importações, menos exportações) teve queda de 10% em relação a dezembro, em série com ajuste sazonal. Quedas significativas também ocorreram em dezembro (10%) e novembro (16%): Para o ano, a consultoria prevê retração de 12%.

Levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) também mostra queda no consumo aparente em janeiro, de 21,6% em relação a dezembro, com ajuste sazonal, e de 11,1% na comparação com janeiro de 2008.

As importações estão encolhendo ainda mais: 22% em janeiro sobre dezembro e 12,4% sobre janeiro de 2008. Os dados de fevereiro apontam novo recuo. No bimestre, as compras externas desses bens, em valor, diminuíram 10%. Para Alexandre Gallotti, economista da Tendências, o setor de construção civil manterá a demanda aquecida, com algum fôlego por conta de projetos em andamento e da aprovação de um novo pacote de estímulo do governo que prevê a construção de 1 milhão de moradias em dois anos.

a economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, é um dos poucos que preveem crescimento da formação bruta de capital fixo neste ano, de 3%. Ele estima queda nos três primeiros trimestres e forte recuperação no quarto trimestre, com expansão de 10%, mas considera que o resultado também se dará por conta da base de comparação baixa. "A recuperação do investimento e do consumo aparente só ocorrerá quando o empresariado retomar a confiança", diz. (págs. 1 e A14)

Receita aperta o cerco contra os crimes de descaminho
Já deu resultados o aperto de fiscalização da Secretaria da Receita Federal contra os chamados crimes de descaminho - quando são importadas ou exportadas mercadorias sem que haja o recolhimento dos impostos devidos. Em 2008, foram 15.688 autuações, número três vezes maior que o de 2007, com 5.034 autuações, e cerca de sete vezes maior que o de 2006, com 1.916 autuações.

O valor envolvido nessas autuações também aumentou consideravelmente. Foram R$ 248,7 milhões em 2008. Uma grande elevação com relação a 2007, quando as autuações resultaram em R$ 175,6 milhões. Esses dados correspondem aos valores das mercadorias apreendidas, segundo a Receita Federal. Atuações em crimes de descaminho não resultam em multas, mas na perda do bem que estava sendo importado ou exportado. A Receita também faz a representação ao Ministério Público para que seja apresentada denúncia criminal contra os donos da empresa ou os dirigentes responsáveis pela operação. (págs. 1 E1)

Governo quer punir trabalho escravo com confisco de terras (págs. 1 e A3)

Exportadores formam 'fila do frango' em ministério
Desde o Carnaval, o desempregado Ari Sergio Verussa passa os dias em uma fila inusitada. De dentro de seu Fusca 1979, estacionado em frente à sede do Ministêrio do Desenvolvimento, ele guarda lugar para a Cooperativa Consolta (Copacal) na fila de espera por uma cota nas exportações de frango para a União Européia. O plantão vai das 7h às 19h. Depois, outro "contratado" o substitui.

Como Verussa, estão na fila "representantes" de outras quatro exportadoras: C.Vale, Copagril, Big Frango e Sadia. Essa "fila do frango" reflete a disputa pelo direito de exportar até US$ 320 milhões que podem ser embolsadas pelos 40 frigoríficos habilitados nesse sistema. A situação incomum deriva da exigência da UE em manter 30% do total da cota para quem chegar primeiro, ao guichê do protocolo em 1º de abril.

O universitário Leonardo de Lima Albuquerque, acampado no saguão do ministério há 13 dias, guarda lugar para a C.Vale e se reveza no trabalho com mãe e o padrasto. Mas todo esse esforço poderá ser inútil. O ministério deve adotar protocolo eletrônico. (págs. 1 e B12)

Petrobras muda de nome na Argentina
A Petrobras vai alterar neste mês o nome de sua subsidiária na Argentina e o registro na Bolsa de Nova York para corrigir uma situação que já causou prejuízos a investidores. Oficialmente, a estatal se chama Petróleo Brasileiro. O nome Petrobras Energia é da subsidiária argentina. Como no exterior as petrolíferas são classificadas como empresas de energia, houve investidores que pensaram comprar American Depositary Receipt (ADR) da matriz brasileira quando, na verdade, adquiriram o papel da filial argentina.

A diretoria da Petrobras percebeu a confusão também no anúncio da descoberta de Tupi. Alguns sites de informações divulgaram a notícia usando o símbolo PZE, da ação da empresa argentina, que se valorizou 25%.Agora, o conselho de administração aprovou a mudança do nome da subsidiária para "Petrobras Argentina". (págs. 1 e D2)

Fundo capta R$ 300 mi para etanol
Em meio à crise financeira, a gestora DGF Investimentos captou R$ 300 milhões para seu fundo FIP Terra Viva e vai investir em etanol. Foram obtidos recursos de seis fundos de pensão - todos brasileiros -, do BNDES e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Segundo Sidney Chameh, que criou a DGF em 2001, o objetivo da carteira é fazer cerca de seis investimentos a partir deste mês. As áreas de interesse passam por empresas especializadas em desenvolver novos materiais e equipamentos ligados à cadeia produtiva do etanol e projetos relacionados a cogeração de energia a partir do bagaço da cana. Outro alvo são compras de usinas, operações que vão exigir apartes maiores do fundo, que podem chegar a R$ 90 milhões. (págs. 1 e C1)

Indústria desaquecida
O nível de atividade da indústria paulista cresceu 6,2% em janeiro em relação a dezembro. Na comparação com janeiro de 2008, o indicador mostra queda de 15,7%. As vendas da indústria diminuíram 5,7% frente ao resultado de janeiro do ano passado. (págs. 1 e A2)

VarigLog pede 'concordata'
Afetada por disputas societárias que impossibilitaram a obtenção de crédito, situação agravada pela crise mundial, a VarigLog apresentou ontem à Justiça paulista pedido de recuperação judicial. É a terceira empresa do setor a buscar recuperação neste ano. (págs. 1 e B6)

Vale corta no níquel
A Vale Inco demitiu 900 trabalhadores ligados à operação global de níquel em razão da queda da demanda e dos preços. Os cortes não deverão afetar trabalhadores no Brasil. A empresa tem um acordo com sindicatos para manter os empregos até o fim de maio. (págs. 1 e B8)

Parceria supersônica
Representantes do consórcio francês formado por Dassault, Thales e Snecma, que disputa com o jato Rafale a concorrência internacional para reequipar a FAB, visitam o Brasil em busca de fornecedores de componentes, diz Jean-Marc Merialdo. (págs. 1 e B9)

Recuperação dos fundos
O setor de fundos de investimento encerrou fevereiro com captação líquida de R$ 2,933 bilhões, elevando o saldo do ano a R$ 5,504 bilhões. Os destaques do mês foram os multimercados, com R$ 2,278 bilhões, e carteiras de previdência, com R$ 1,079 bilhão. (págs. 1 e D2)

Ideias
Cristiano Romero: concessão de aeroportos será limitada. (págs. 1 e A2)

Ideias
David Kupfer: múltis brasileiras fazem ajuste do emprego muito abrupto e aparentemente sobredimensionado. (págs. 1 e A13)


Ideias
Rosângela Bittar: deputados iniciam nova cruzada pela educação. (págs. 1 e A9)

Fed abre linha para sustentar empréstimos
A Federal Reserve, o banco central dos EUA, lançou um ambicioso plano de financiamento que pode chegar a US$ 1 trilhão, numa aposta de que crédito barato vindo da instituição vai atrair investidores de volta aos moribundos mercados de crédito ao consumidor e a empresas. O Fed informou ontem que os investidores podem começar a tomar os empréstimos do banco central a partir de 17 de março. O dinheiro pode ser usado para comprar títulos recém-emitidos lastreados em dívidas que vão de financiamento de automóveis a leasing de equipamentos industriais. No auge do mercado de crédito, Wall Street emitia mais de US$ 1 trilhão por ano em títulos de crédito de consumo, mas o mercado secou em 2008. (págs. 1 e C3)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Fundos investem em florestas no Brasil
Com grande oferta de área disponível e condições climáticas favoráveis, o Brasil tem despertado o interesse de fundos estrangeiros que investem na plantação de florestas com fins comerciais, conhecidos como Timos (Timber Investment Management Organization). Esse tipo de investimento começou a se desenvolver na metade da década de 80 nos Estados Unidos e está despertando a atenção de gestores locais.

A Claritas Investimentos lançou em janeiro o Fundo de Investimento em Participação (FIP) Floresta do Brasil, de R$ 101,8 milhões, com foco na venda de madeira para o mercado de celulose, energia e ferraria. Segundo o gestor e corresponsável pelos projetos florestais da Claritas, Marcelo Sales, os investimentos serão realizados por meio da Corus Agroflorestal. Cerca de 25% desses recursos foram captados com investidores estrangeiros.

Nos últimos anos, grandes gestores têm realizado negócios no País, seja pela parceria com um sócio local ou investimentos diretos na plantação de florestas. Um dos primeiros a chegar foi a Global Forest Partners (GFP), que adquiriu em 2001 as florestas da antiga Pisa no Paraná. Outros grandes Timos também já mantêm negócios no Brasil. É o caso da gestora norte-americana Hancock Timber Resources Group (HTRG), considerado o maior Timo do mundo, com US$ 8,5 bilhões de ativos sob gestão, que chegou no País em 2005 e é proprietária de 20 mil hectares de florestas de pínus no Paraná. O RMK Timberland Group, com cerca de US$ 1 bilhão sob gestão, também tem negócios nos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Com US$ 2,5 bilhões de ativos sob gestão, o Phaunos Timber Fund deve investir US$ 150 milhões no Brasil até o final deste ano, em parceria com a gestora local Nemus. (págs. 1 e B3)

Crédito
Comércio de veículo usado terá R$ 200 milhões do FAT. (págs. 1 e C4)

Inflação
IPC-Fipe de fevereiro tem alta de 0,27%. (págs. 1 e A4)

Leve reação da indústria paulista
O Indicador do Nível de Atividade (INA), da Fiesp, subiu 6,2% em janeiro, frente à retração de 13,1% de dezembro, mais caiu 15,7% em relação ao mesmo período de 2008. (págs. 1 e A9)

Guerra das patentes farmacêuticas
O Brasil entrou definitivamente na guerra de patentes farmacêuticas, com o crescimento das discussões sobre novas licenças para substâncias antigas em novos formatos. (págs. 1 e A12)

Exportação do agronegócio recua
Os embarques dos principais produtos do agronegócio foram 10% menores em fevereiro, mas a carne suína supriu a demanda reprimida do mercado mundial e cresceu 5%. (págs. 1 e B9)

Volta do IPI divide montadoras
Fabricantes de veículos ainda não têm consenso sobre o fim do desconto do IPI previsto para o final de março. A retomada gradual da cobrança ou prorrogação por mais três meses estão entre propostas de bastidores. (págs. 1 e C4)

Cresce o número de navios ociosos
Com a queda brutal do comércio internacional, o frete naval vive uma de suas piores crises e os maiores operadores já registram prejuízos. Em todo o mundo, 9,1% dos porta-contêineres ficaram ociosos. (págs. 1 e C3)

Distribuidora já pode atuar nas bolsas
As distribuidoras de títulos e valores mobiliários já podem atuar nas negociações em bolsas de valores, assim como fazem as corretoras. Segundo o Banco Central, a medida, que começou a valer na segunda-feira, vai aumentar a concorrência, facilitando as aplicações no mercado de ações e pode provocar um rearranjo no setor, com distribuidoras agindo em espaços antes reservados às corretoras. Ela foi possível graças à desmutualização, ou seja, não é mais preciso ser sócio da bolsa para operar.

Para o mercado, a medida foi bem recebida. “Para a bolsa, significa crescimento da distribuição”, diz Verdi Rosa Monteiro, diretor da BM&F Bovespa. A Associação Nacional das Corretoras considera que a mudança trará ganhos na qualidade dos serviços prestados. (págs. 1 e B1)

Fed anuncia US$ 200 bi de incentivo ao consumo
O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) anunciou ontem um plano de incentivos para o crédito ao consumidor, que permitirá à instituição emprestar até US$ 200 bilhões aos investidores, comprando títulos ligados a este tipo de crédito.

O projeto pode chegar até a US$ 1 trilhão e tem como objetivo “catalisar” os mercados de crédito que foram “virtualmente fechados desde o agravamento da crise financeira em outubro”, informou o comunicado conjunto do Departamento do Tesouro e do Fed divulgado ontem.

Em visita a Washington, o premier britânico, Gordon Brown, propôs um “new deal” mundial para combater a crise financeira. (págs. 1 e A14)

Bernanke se diz “zangado” com a AIG
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, disse que a AIG operava como fundo de hedge e que ter de salvar a seguradora o deixava mais “zangado” que qualquer outro episódio durante a crise financeira.

“Se houve um único episódio nesses 18 meses que tenha me deixado mais bravo, não consigo me lembrar”, disse Bernanke ontem a legisladores. “A AIG explorou uma grande lacuna no sistema regulador, não havia fiscalização da divisão de produtos financeiros”, criticou.

Os comentários do presidente do Fed indicam uma fiscalização mais dura sobre importantes companhias financeiras. (págs. 1 e B1)

Insolvência tumultua mercado de carne
Depois que um dos mais sólidos grupos frigoríficos, o Independência, pediu recuperação judicial na semana passada, a desconfiança na liquidez do setor de carne se disseminou, inclusive entre os pecuaristas. “O produtor está com receio até de vender à vista, pois o pagamento é feito somente dois dias após o boi sair da fazenda”, diz o pecuarista Marcos Reinach.

O receio de que outros frigoríficos possam de uma hora para outra também anunciar recuperação de dívidas, motivou o JBS-Friboi a ir ao mercado anunciar que vai continuar crescendo e pode até contratar mais 5 mil pessoas. Para ostentar sua boa condição financeira o grupo foi na contramão do mercado e anunciou redução dos descontos no pagamento à vista pelo boi de 4% para 2%. “Se eles reduziram agora para tranquilizar o mercado, podiam ter reduzido antes e não ter descontado tanto do produtor, protesta Reinach.

E as indústrias que estão priorizando o pagamento à vista, mais preferível ao pecuarista que a modalidade a prazo, estão conseguindo ser a principal escolha do produtor. Até o Frigoestrela, que entrou em recuperação judicial em novembro passado com uma dívida próxima de R$ 200 milhões, conseguiu retomar abates em três plantas entre janeiro e fevereiro e embarcou, ao final de fevereiro, 25 contêineres ao Oriente Médio, segundo o presidente do grupo, o deputado federal Etivaldo Vadão Gomes (PP-SP). Ele espera que o grupo consiga faturar até o final deste semestre R$ 70 milhões por mês, o equivalente à metade do que faturava antes de sua crise.

A saída do Independência, o quarto maior do País em capacidade de abate, também provocou queda nos preços da arroba do boi em Mato Grosso do Sul, onde o grupo tinha forte atuação, segundo Fabiano Tito Rosa, da Scot Consultoria. “O preço caiu de R$ 74 para R$ 72 em três dias.” (págs. 1 e B10)

Pão de Açúcar tem R$ 1,6 bi para enfrentar turbulências
O Grupo Pão de Açúcar não quer juntar-se ao coro dos descontentes que perderam dinheiro com a crise financeira. Ao contrário, a segunda maior rede de supermercados do País garante que, com uma boa estratégia de gestão, pode passar ao largo das dificuldades. A teoria é simples: os alimentos são os últimos produtos a serem cortados da conta dos consumidores, e a empresa tem 70% de seus negócios voltados para a venda de alimentos.

Mas, para não contar só com a sorte de os clientes continuarem comprando, a rede adotou uma estratégia conservadora - cortou custos, reduziu o nível dos estoques e alongou o endividamento - e conseguiu reunir recursos de R$ 1,6 bilhão para superar a crise. Como resultado alcançou todas as metas previstas para 2008, inclusive ultrapassar o faturamento de R$ 20 bilhões. Por outro lado, a empresa congelou os investimentos para este ano. (págs. 1 e A10)

Foto-legenda: Bom negócio
O laboratório AstraZeneca dobrou de tamanho no Brasil em quatro anos, elevando em 27% as vendas só em 2008, para R$ 1,2 bilhão. Apesar da crise financeira, o presidente da empresa no Brasil, Rubens Pedrosa Júnior, projeta alta de mais 17% em 2009 e diz que o País será incluído em novos estudos clínicos da companhia. (págs. 1 e C1)

Opinião: Armando Monteiro Neto
Este é o momento de preparar o País e as empresas para as mudanças no cenário global, identificando e aproveitando as oportunidades. Discutir o longo prazo, não fugir à crise. (págs. 1 e A3)

Opinião: David Brooks
O orçamento de Barack Obama é mais do que apenas a somatória de suas partes. Ele revela uma intrínseca e indiscriminada recusa em estipular prioridades e aceitar trocas. (págs. 1 e A13)

Opinião: Claudio Mauch
O Proer, tão criticado no passado, é hoje consagrado pela solidez do sistema bancário nacional. Ninguém imaginaria que o Brasil fosse convidado a expor o Proer em Davos. (págs. 1 e A3)

Mídia
Visa, de Ruben Osta, lança campanha global para acelerar uso de cartões. (págs. 1 e C6)

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Estado de Minas

Manchete: O esperto Mr. Madoff
O especulador americano Bernard Madoff (E), ex-presidente da bolsa de valores Nasdaq, deu calote global de US$ 50 bilhões, aplicados em fundo de alto rendimento do tipo pirâmide. No Brasil, os prejuízos são estimados em mais de US$ 2 bilhões. Grupo de oito investidores nacionais entrará com ação na Justiça dos EUA para tentar reaver US$ 65 milhões. (págs. 1, 13 e 14)

Obama libera US$ 200 bilhões para que o povo vá às compras (págs. 1, 13 e 14)

Merenda de 113 mil alunos sob ameaça
Pelo menos 32 municípios mineiros deixarão de receber a primeira de 10 parcelas do repasse do MEC, por não terem criado o conselho fiscalizador do dinheiro. São cerca de R$ 500 mil bloqueados. Outras 149 cidades também estão ameaçadas de sofrer o corte dos recursos. (págs. 1, 21 e 22)

Concursos vão preencher 3,6 mil vagas
Só nesta semana, o governo federal autorizou seleções para o Ibama, Instituto Chico Mendes e ministérios da Educação e Agricultura. Os ministérios da Justiça e da Integração Nacional também farão concursos. (págs. 1 e 16)

Escândalo
Mansão de R$ 5 milhões derruba o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia. (págs. 1 e 4)

Deputado do castelo, enfim, é notificado
Depois de quase um mês longe do Congresso, Edmar Moreira reaparece na Câmara e ganha prazo até segunda-feira para explicar suspeita de uso indevido de verbas indenizatórias. Ele renunciou à Corregedoria da Casa após acusação de omitir um castelo da declaração de bens. (págs. 1 e 3)

Consórcio embala sonho da plástica (págs. 1 e 15)

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Jornal do Commercio

Manchete: Sport ataca para sacudir a Ilha
Vitória contra a LDU, atual campeã da Libertadores, deixa o Leão na liderança do seu grupo e a ordem é pressionar o time do Equador. Daniel Paulista é a novidade da equipe. Grande diferencial deve ser a força que virá da arquibancada. (pág.1)

Em discurso, Jarbas avisa que não tem nada para esconder (pág.1)

Aneel propõe reajuste de 1,57% na conta de luz das residências (pág.1)

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terça-feira, 3 de março de 2009

O Que Publicam os Jornais de Hoje

03 de março de 2009

O Globo

Manchete: Lula ataca MST por mortes; Tarso diz que foi só 'arrojo'
'Movimento tinha arsenal e estava pronto para confronto', diz delegado

Nove dias após líderes do MST matarem a tiros quatro seguranças de fazendas em Pernambuco, o presidente Lula disse ontem considerar "inaceitável a desculpa de legítima defesa para matar quatro pessoas" e cobrou a punição dos culpados. Dois líderes do MST estão presos e foram indiciados pelo crime - um por homicídio qualificado e outro por coautoria - e mais quatro envolvidos estão foragidos. Apesar dos assassinatos, o ministro da Justiça, Tarso Genro, minimizou a violência no campo. "A reforma agrária vem sendo feita de maneira ordenada, dentro da Constituição, e não vejo nenhum índice de aumento de violência. O que ocorre é a mobilização de movimentos sociais, em determinadas circunstâncias de uma maneira mais arrojada", disse. O delegado Luciano Soares, de São Joaquim do Monte (PE), disse que um dos sem-terra indiciados abastecia com armas os integrantes do MST. "Pelo que dizem as testemunhas, o MST tinha um arsenal e estava pronto para o confronto." (págs. 1, 3 a 5, Luiz Garcia e editorial "Má interpretação")

Lupi reintegra fiscais acusados de corrupção
Portaria baixada na Quarta-Feira de Cinzas pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, recolocou na ativa 38 auditores afastados em 2006 por suspeita de corrupção. Na época, vários deles tiveram suas casas revistadas e foram presos pela Polícia Federal. O ministério não explicou por que decidiu reintegrá-los. (págs. 1 e 25)

Sarney: fraude não é motivo para afastar
Pelo menos cinco partidos pedirão hoje ao comando do Senado o afastamento do diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, que omitiu uma mansão em Brasília de R$ 5 milhões. O presidente do Senado, José Sarney, pediu apuração ao Tribunal de Contas da União (TCU), mas manteve Agaciel no cargo. (págs. 1 e 8)


Alvo agora é fundo de pensão de ferroviários
Sete sindicatos ferroviários protestam amanhã no Rio contra mudanças na Refer, o fundo de pensão do setor. A mudança foi pedida pelo ministro Alfredo Nascimento, do PR. O senador Jarbas Vasconcelos, do PMDB, disse que a tentativa de criar a CPI dos Fundos é chantagem do partido contra o Planalto. (págs. 1 e 13)


Presidente da Guiné-Bissau e morto a tiros
Ao tentar fugir de militares que queriam prendê-lo por causa do assassinato do chefe das Forças Armadas, o presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, foi morto a tiros. (págs. 1 e 28)

Bolsa de NY atinge menor nível em 12 anos
Más notícias no setor financeiro derrubaram as bolsas mundo afora. O índice Dow Jones, de Nova York, caiu 4,24%, ficando, abaixo dos 7 mil pontos, o menor nível desde abril de 1997. Na Bovespa, a baixa foi de 5,09% e o dólar subiu 3,03%. A seguradora AIG, a maior dos EUA, anunciou ontem o maior prejuízo da História americana (US$ 61,7 bi), e o lucro do HSBC encolheu 62%. (págs. 1 e 21)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Seguradora dos EUA tem perda recorde
Prejuízo de US$ 61,7 bi da AIG no 4º trimestre de 2008 eleva temor dos mercados e faz Bolsa desabarem

A seguradora norte americana AIG, a maior do mundo, teve prejuízo de US$ 61,7 bilhões no quarto trimestre de 2008, o maior registrado por uma empresa do pais –no ano, a perda alcançou US$ 99,289 bilhões. Já estatizada, a AIG recebeu aporte de US$150 bilhões do governo, o equivalente a 1% do PIB dos Estados Unidos. Aliado ao pouco efeito dos pacotes de ajuda governamental e á noticia de que o banco britânico HSBC quer levantar US$ 17,7 bilhões vendendo ações, o prejuízo derrubou os mercados. Entre os investidores, cresceu o temor quanto á debilidade do sistema financeiro e a uma eventual nacionalização dos bancos americanos. A Bolsa de Nova York fechou abaixo de 7.000 pontos pela primeira desde de maio de 1997. No Brasil, o dólar subiu 3,04% e fechou cotado a R$ 2,442. A Casa Branca anunciou uma ajuda suplementar de US$ 30 bilhões á AIG. Segundo disse um porta-voz, o governo Obama está disposto “a considerar a possibilidade de que mais dinheiro seja necessário. (Págs.1 Dinheiro)

Lula afirma que argumento do MST para nortes é “inaceitável”
O presidente Lula classificou de “inaceitável” o argumento do MST de legitima defesa para o assassinato de quatro segurança de fazendas em Pernambuco. Dois sem-terra fora indiciados. Lula disse que criticas feitas pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes, sobre verbas ao MST eram de “cidadão”. O Supremo, porém, confirmou o caráter oficial da declaração. (Págs.1 e A6)

Receita e TSE rastreiam 18 mil doações ilegais de campanha
Investigações inétida do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e da Receita Federal descobriu que 18,3 mil empresas e pessoas fisicas fizeram doações de campanha ilegais de 2006. Os doadores irregulares são 13,3% do total, com R$ 328 milhões em contribuições. (Págs.1 e A4)

Sarney (PMDB-AP) retira do Supremo Tribunal Federal ação que criaria 7.343 cargos de vereador no pais. (Págs.1 e A13

Balança comercial volta a ter superávit no Mês passado
O saldo chegou a US$ 1,7 bilhão após um déficit de R$ 524 milhões em janeiro. As importações caíram 30,9% em relação a fevereiro de 2008 (Págs.1 e B5)

Venda de carros em fevereiro é maior que a do ano passado
Com IPI reduzido e melhores condições de crédito, a venda de carros no mês passado superou o número registrado em fevereiro de 2008. A alta, de 0,15%, é a primeira desde setembro passado, quando a crise global começou a se agravar. Em relação a janeiro, houve acréscimo de 0,85%, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores –que se preocupa agora com o fim do IPI reduzido, no dia 31. (Págs.1 e B6)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Perdas bancárias provocam onda de baixa nos mercados
AIG tem prejuízo de US$ 61,7 bi e recebe novo socorro; lucro do HSBC cai 70%

O mercado global sofreu ontem nova queda acentuada com a divulgação do prejuízo de US$ 61,7 bilhões da seguradora americana AIG, no quarto trimestre de 2008, e do lucro 70% menor do HSBC. O banco britânico teve desempenho razoável nos países emergentes - a participação latino-americana no lucro do grupo cresceu de 9% em 2007 para 21% em 2008 -, mas foi prejudicado pela perda de US$ 15,528 bilhões nos EUA no ano passado. No caso da AIG, o resultado, provocado pela atividade seguradora de instrumentos financeiros relacionados a créditos hipotecários de alto risco, é o pior da história - foram US$ 650 milhões por dia.

O governo americano decidiu injetar mais US$ 30 bilhões na empresa, elevando o resgate oficial a US$ 150 bilhões. A Casa Branca disse que a ajuda é "crucial" para evitar que a AIG se torne uma ameaça ao sistema financeiro. O governo americano já controla 80% da empresa. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 4,24% e fechou na menor pontuação desde abril de 1997. A Bovespa recuou 5,1%, e o dólar subiu mais de 3%, fechando cotado a R$ 2,443. Em Londres, a queda foi de 5,33%, o menor nível desde março de 2003. (págs. 1, B1 e B3)

Hospital terá de monitorar paciente contra micobactéria
A Anvisa ordenou que hospitais e clínicas que fazem videocirurgias, cirurgias abdominais e pélvicas, plásticas de mama e lipoaspirações acompanhem os pacientes por três meses. O objetivo é saber se desenvolveram infecção por micobactérias de crescimento rápido após a cirurgia. Hoje o Brasil acumula 2.128 casos desse tipo. A multa por descumprimento pode chegar a R$ 1,5 milhão.(págs. 1 e A18)

Projeto em SP acelera recursos contra o Fisco
O governo paulista começa hoje uma ofensiva no Legislativo para aprovar um projeto de lei que altera as regras de funcionamento do Tribunal de Impostos e Taxas. O objetivo é acelerar o trâmite de recursos de contribuintes autuados e assim reforçar a receita estadual. Hoje, a espera média é de 1 ano e 8 meses. Há 18 mil processos em andamento no tribunal. (págs. 1 e A4)

SP fará oito penitenciárias especiais para mulheres
O governo estadual construirá oito penitenciárias especialmente projetadas para mulheres - de um total de 49 prisões que devem ser erguidas até 2010. Os presídios femininos terão creches, berçários e área de amamentação. Os encontros das presas com as famílias ocorrerão sempre fora das celas, em área com playground, para que as crianças não vejam as mães atrás das grades. (págs. 1 e C1)

Artigo - Gordon Brown, premiê britânico
Precisamos de um 'new deal' global

É hora de os líderes de cada país trabalharem juntos. Temos de moldar o século 21 como o primeiro de uma sociedade verdadeiramente global. (págs. 1 e B4)

Notas e Informações - Novos sustos no mercado
Com demissões e perdas de bilhões dominando o noticiário, os sinais de reativação da economia mundial continuam fora do radar. O pior é que havia a esperança de se iniciar 2009 com a crise contida. (págs. 1 e A3)

Cuba muda ministério e afasta 'ala jovem'
O presidente cubano, Raúl Castro, anunciou a maior reestruturação ministerial dos últimos anos na ilha. Mais de dez altos funcionários foram trocados, entre eles o presidente do Conselho de Ministros, Carlos Lage, e o chanceler Felipe Roque, ambos ligados a Fidel Castro. Lage, 57, um dos mentores das reformas econômicas, foi substituído por um general próximo a Raúl. Roque, 43, era o mais jovem do alto escalão. (págs. 1 e A14)

Foto legenda - Hillary no Egito: US$ 5,2 bi para os palestinos
Hillary, secretária de Estado dos EUA, fala com o chanceler saudita durante reunião sobre Gaza: impulso ao governo do Fatah. (págs. 1 e A16)

Direto da Fonte - Grampo mais difícil
Portabilidade pode ajudar "grampeados", informa Sonia Racy. (págs. 1 e D2)

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Jornal do Brasil

Manchete: Perigo na faixa reversível
Alterações no trânsito provocam morte de motociclista no Joá e acidente no Humaitá

Em apenas um dia, dois acidentes em faixas reversíveis pelo Rio. No mais grave deles, um motorista bateu em três motos, causou a morte e interrompeu o trânsito no Elevado do Joá, gerando engarrafamentos na Barra e na Zona Sul. Segundo quem usa a via todos os dias, a batida poderia ter sido evitada com "sinalização mais eficaz". Mas a prefeitura se defende: a culpa é do motorista, porque há "cones e agentes de trânsito" no Joá. Embora a faixa reversível seja uma alternativa para desafogar o trânsito, a solução definitiva requer ações mais complexas e investimentos maiores, como a ampliação do metrô ou a construção de corredores de ônibus. (págs. 1 e A2 a A4)

Lula não aceita explicação do MST
O presidente Lula afirmou que o Movimento dos Sem Terra deve pagar pelas irregularidades cometidas durante a onda de invasões no país. "É inaceitável a desculpa de legítima defesa para matar quatro pessoas", declarou Lula, referindo-se ao confronto entre os sem-terra e seguranças particulares em Pernambuco, que terminou com a morte dos seguranças. (págs. 1 e A7)

Bovespa cai, mas balança comercial se recupera
Em dia de forte queda da Bovespa, dois indicadores mostram sinais de recuperação da economia. Após registrar déficit em janeiro, a balança comercial terminou fevereiro com saldo positivo de US$ 1,7 bilhão. Já o consumo de energia cresceu 4,9%, explicado pela reativação industrial. A América Latina está mais forte para enfrentar a crise, diz o FMI. (págs. 1, A18 e A19)

Araguaia: OEA condena o Brasil
O Brasil, na definição de relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA), violou oito artigos da Convenção Americana, que garante aos parentes de 70 ativistas do PCdoB o direito de saber a verdade sobre a Guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1975. (págs. 1 e A6)

US$ 4,4 bi para reconstruir Gaza
Doadores internacionais prometeram US$ 4,48 bilhões para a reconstrução da Faixa de Gaza, arrasada depois da ofensiva de Israel. A condição é que o dinheiro não chegue às mãos do Hamas, que governa o território. O Brasil deve enviar US$ 10 milhões. (págs. 1 e A20)

Sociedade Aberta
Eduardo Suplicy – Proposta sobre renda básica a Obama. (págs. 1 e A9)

Sociedade Aberta - Leonardo Senna
O poder da inovação para exportar. (págs. 1 e A18)

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Correio Braziliense

Manchete: Crise bilionária arrasa mercados
A economia global entrou na fase dos megaprejuízos. Nas últimas semanas, pelo menos 30 multinacionais anunciaram perdas que, somadas, chegaram a US$ 383 bilhões em 2008. Ontem foi a vez de a AIG, a maior seguradora dos Estados Unidos, expor a sua debilidade financeira. Divulgou um rombo histórico no ano passado, mesmo após receber um socorro de US$ 150 bilhões do governo. O Tesouro norte-americano vai injetar US$ 30 bilhões para salvar a companhia sufocada pela crise. Segundo especialistas, as dificuldades das instituições financeiras atingem diretamente a renda e o crédito, dois componentes fundamentais para manter a atividade econômica. A onda de pessimismo varreu os mercados pelo mundo: a Bolsa de Nova York sofreu uma queda de 4,24% e atingiu o menor nível dos últimos 11 anos. A Bovespa também seguiu a tendência de baixa e encerrou o dia com um recuo de 5,1%. O dólar, por sua vez, retomou o movimento de alta e está cotado a R$ 2,44. (págs. 1 e 14)

Para Lula, sem-terra têm de ser punidos
Versão do MST de que assassinato dos quatro seguranças em Pernambuco ocorreu em legítima defesa é rechaçada por Lula. Argumento “é inaceitável”, reagiu o presidente.(págs. 1 e 11)

Os amigos prediletos de Agaciel no Senado
O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, é acusado de nomear servidores transferidos para a Polícia Legislativa sem a realização de concurso nem a qualificação necessária para a função. Maia diz que só sai em 2011.(págs. 1, 2 e 3)

Só cacique
Na PF há 1.761 chefes para 1.688 escrivães. (págs. 1 e 16)

Imposto de Renda - acerte suas contas
Receita começa a receber as declarações de 25 milhões de brasileiros. Primeiro dia foi de lentidão e dificuldade no envio. (págs. 1 e 17)

290 vagas na educação
Edital de seleção que preencherá em todo o país cargos de níveis médio e superior deve ser divulgado até setembro. (págs. 1 e 16)

Sequestro relâmpago aumenta 30% no DF
Em quatro dias, oito brasilienses foram levados em seus carros por bandidos: na Asa Norte, Cruzeiro, Lago Sul, Guará e Pier 21. Para a polícia, é um crime “de oportunidade”. (págs. 1 e 51)

Presidente da Guiné-Bissau é assassinado
Vieira-Nino morreu a tiros poucas horas depois de um atentado que vitimou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. País é um dos mais instáveis da África. (págs. 1 e 22)

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Valor Econômico

Manchete: Crise ameaça futuro do setor do etanol nos EUA
O consumo de combustíveis está caindo nos EUA porque as pessoas estão usando seus automóveis com menos frequência para economizar. Isso reduziu a demanda pelo etanol, que as refinarias americanas usam principalmente como aditivo na composição da gasolina. A capacidade instalada nas usinas do país é hoje mais do que suficiente para atender as necessidades das refinarias.

A desaceleração da economia mundial também causou uma queda acentuada nos preços do petróleo no mercado internacional, tomando a gasolina mais barata que o etanol nos EUA e reduzindo o interesse das refinarias pelo combustível alternativo. As refinarias têm adquirido apenas o mínimo de álcool necessário para cumprir exigências da legislação.

Os preços do etanol no mercado americano caíram 46% desde o pico alcançado em meados do ano passado, de acordo com o economista John Urbanchuk, consultor da indústria. O milho usado como matéria-prima para fazer etanol nos EUA também ficou mais barato.

As dificuldades da indústria dos EUA sugerem que o Brasil continuará enfrentando barreiras se quiser exportar volumes maiores de álcool para o cobiçado mercado americano. As tarifas que protegem o setor nos EUA encarecem o etanol brasileiro. O Brasil vendeu mais de 2 bilhões de litros de etanol para os EUA em 2006. No ano passado, os americanos consumiram ,muito mais etanol, mas o Brasil exportou para os EUA apenas 1,7 bilhão de litros. (págs. 1 e B10)

Novo tributo vai bancar revitalização dos centros
O governo vai propor ao Congresso uma emenda constitucional autorizando os municípios a criar uma nova contribuição, a Care, com finalidade específica de custear programas de revitalização de áreas urbanas centrais degradadas. Em busca de apoio político e de sugestões, antes de ser encaminhada ao Legislativo a proposta será apresentada e discutida amanhã pelo Ministério das Cidades com prefeitos de capitais e de cidades de regiões metropolitanas.

Embora implique aumento da carga tributária, a nova contribuição dificilmente terá oposição do setor privado, até porque foi ideia da Associação Comercial do Rio. Pela proposta, as prefeituras só poderiam instituir o tributo mediante pedido dos próprios contribuintes que vão pagá-lo, isto é, os donos de imóveis não residenciais interessados em bancar a revitalização de determinada área. Segundo Maria Silvia Marques, vice-presidente da Associação Comercial do Rio, as empresas preferem pagar mais um tributo a ver seu patrimônio imobiliário se desvalorizar e a clientela escassear por causa das limitações do poder público em manter serviços como segurança e limpeza em níveis adequados. (págs. 1 e A3)

SPB passou no teste da crise financeira
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) passou pelo seu primeiro grande teste nesta crise financeira mundial. Na avaliação do Banco Central, o sistema, criado em abril de 2002, funcionou bem e as salvaguardas, como a execução de garantias, cumpriram seu papel de evitar que uma eventual inadimplência disseminasse pânico no mercado financeiro. Uma fonte do BC relata que,durante os piores dias da crise, algumas câmaras tiveram que executar garantias de participantes que não honraram os pagamentos previstos. As checagens feitas pelo BC mostraram que esses participantes ficaram inadimplentes por falhas operacionais e não porque não tinham dinheiro para pagar o que deviam. Essas falhas operacionais incluíram desde a interrupção de comunicações até problemas com terceiros, como um banco correspondente no exterior que não fez os créditos previstos. (págs. 1, C1 e C2)

Foto legenda - Preço mantido
Os contratos futuros de petróleo, gasolina e diesel apontam alta e por isso a Petrobras não cogita reduzir agora os preços dos combustíveis, diz José Gabrielli, presidente da Petrobras. (págs. 1 e A7)

Modelo de estádio multiuso e lucrativo chega ao Brasil
Aproveitando a oportunidade da Copa do Mundo no Brasil em 2014, o Amsterdam Arena quer trazer para os campos brasileiros o conceito de estádio multiuso, do qual um dos exemplos é a casa do Ajax Football Club, na Holanda, que além de partidas de futebol abriga concertos e outros espetáculos esportivos e culturais. O estádio recebe 2 milhões de visitantes por ano e lucra € 2 milhões.

"Passamos da fase de estudos para entrar no negócio dos estádios no Brasil", diz João Gilberto Vaz, sócio do Arena no país. Um dos serviços que a empresa quer oferecer é o gerenciamento de estádios. No dia 27, apresentará ao governo do Distrito Federal um plano para a reforma do Estádio Mané Garrincha. (págs. 1 e B4)

Importações em queda
A balança comercial voltou a registrar superávit em fevereiro. O saldo do comércio exterior foi positivo em US$1,767 bilhão. As importações diminuíram 11,5% em relação à janeiro e 31% na comparação com fevereiro de 2008. (págs. 1 e A6)

Crise global
O porto de Rotterdã, um dos maiores do mundo e maior porta de entrada de produtos brasileiros na Europa, espera uma retração de pelo menos 5% na movimentação de cargas em 2009. Alguns terminais de contêineres já registram queda de 10% ante o início de 2008. (págs. 1 e B6)

IPI menor puxa vendas
O mercado de veículos foi melhor em fevereiro que em janeiro, mesmo com menos dias úteis. O avanço foi de 0,98%. O resultado é reflexo da antecipação de compras por conta do fim do IPI menor, que vale só até o fim do mês. (págs. 1 e B7)



Mercados têm novo dia de fortes baixas
O índice Dow Jones caiu ontem abaixo dos 7 mil pontos pela primeira vez em 12 anos, enquanto investidores ao redor do mundo pareciam perder as esperanças e se preparar para uma recessão prolongada. Os investidores americanos embarcaram num movimento mundial de vendas que começou na Ásia e afetou todos os setores, do financeiro ao de bens duráveis e de tecnologia. O Dow Jones caiu 4,2%, para 6.763,29, o menor fechamento desde abril de 1997 - já perdeu quase um quarto do valor este ano e mais da metade desde outubro. O Ibovespa recuou 5,1%. O dólar avançou 3,03% ante o real, para R$ 2,3320. (págs. 1, C2, C6 e D2)

Duke retoma projeto de termelétrica e avalia três usinas hidrelétricas em parceria com a Cemig, diz Mickey Peters (págs. 1 e Bl)

Ideias
Delfim Netto: desde 1985, o Brasil é um dos países que melhor acertaram suas contas com o passado. (págs. 1 e A2)

Ideias
Luiz G. Belluzzo: sem intervenção forte do governo, recessão será longa. (págs. 1 e Al3)

Obama critica Doha e cobra emergentes
O governo Obama sinalizou ontem uma postura rígida na Rodada Doha e cobrou concessões dos emergentes, evidenciando a dificuldade para uma rápida conclusão do acordo global para liberalização do comércio. Em seu primeiro pronunciamento sobre Doha, o novo governo retoma a retórica de Bush, considerando o esboço em negociação contrário aos interesses do exportador americano. Havia grande expectativa sobre o primeiro posicionamento de Obama nesta área, que veio no relatório sobre política comercial que a Casa Branca envia todo mês de março ao Congresso. Em Genebra, negociadores americanos procuraram países parceiros para avisar que se tratava de uma "formalidade". As reações foram díspares. (págs. 1 e A10)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Resultados da AIG e do HSBC fazem os mercados desabar
O primeiro dia útil de março foi de piora nos humores dos mercados de capitais ao redor do globo. O maior prejuízo trimestral da história empresarial dos Estados Unidos, de US$ 61,7 bilhões, anunciado pela seguradora AIG, que mesmo assim recebeu novo aporte estatal de US$ 30 bilhões, e a queda de 62% no lucro anual do HSBC deram o tom do dia. Indicado pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) para assumir a gigante do setor de seguros, Edward Liddy demonstrou desolação. “O mercado está em uma posição miserável.” Ele complementou que a companhia levará anos para se recuperar, enquanto o Tesouro norte-americano cogitou novos desembolsos à AIG.

O Ibovespa, índice acionário composto pelos 66 papéis mais líquidos da BM&F Bovespa, recuou 5,1%, aos 36.234 pontos. A única alta do dia foi registrada pela Natura, com modesto 0,14%.

Outro fator que empurrou os mercados acionários para baixo foi o ceticismo com que analistas têm recebido, na prática, o socorro às instituições financeiras. “Parece cada vez mais evidente que o governo dos Estados Unidos terá de possibilitar que os ativos imobiliários ganhem o valor adequado, que é o mais difícil para operacionalizar a salvação ao sistema”, explica o gestor da InvestCerto, Luiz Rogé.

Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones recuou mais de 4%, voltando para os níveis de 1997. Europa e Ásia também se desvalorizaram no dia. (págs. 1, B1 e B2)

Dilma Rousseff admite que é pré-candidata
A ministra Dilma Rousseff admitiu ontem que pode ser pré-candidata do PT à sucessão presidencial, mas garantiu que não está em campanha. “Pré-candidato qualquer militante do PT é”, declarou, em Campinas, durante encontro com prefeitos paulistas. Também em viagem a São Paulo, a senadora e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu (DEM-TO), não descartou a possibilidade de enfrentar, indiretamente, a candidata petista como vice em uma eventual chapa encabeçada pelo atual governador paulista, José Serra (PSDB). A senadora declarou ainda interesse na disputa pelo governo de Tocantins. (págs. 1 e A11)

Focus
Analistas projetam Selic em 10,25%. (págs. 1 e A4)

Balança se recupera com superávit de US$ 1,767 bi
A balança comercial brasileira reagiu e fechou fevereiro com superávit de US$ 1,767 bilhão, resultado que supera o saldo positivo de US$ 850 milhões registrado em igual período do ano passado. Essa recuperação reverte o déficit de US$ 524 milhões de janeiro.

As exportações somaram US$ 9,588 bilhões no mês passado e as importações ficaram em US$ 7,821 bilhões, o que resulta em uma corrente de comércio de US$ 17,409 bilhões.

De acordo com Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o desempenho da balança de fevereiro foi bom por conta, principalmente, das exportações para a China, destino para o qual os embarques brasileiros cresceram 21,18%, em valores totais. As vendas para o mercado chinês saltaram de US$ 760 milhões em fevereiro de 2008 para US$ 921 milhões, em igual período deste ano.

Para Barral, o País terá de travar uma batalha contra o protecionismo para assegurar seus resultados no comércio internacional. (págs. 1 e A4)

Projeção revela trimestre forte em venda de veículos
Apesar de uma crise com efeitos drásticos em todo o mundo, o mercado brasileiro de veículos terá um primeiro trimestre muito perto dos resultados obtidos no mesmo período de 2008 — o melhor da história. Com a previsão do mercado para março de 240 mil unidades, o acumulado nos três primeiros meses do ano chegará a 637 mil — 1,7% a menos que o primeiro trimestre do ano passado.

Em fevereiro, as vendas surpreenderam ao atingir 199.402 unidades — crescimento de 1% sobre janeiro. Para este mês, fabricantes de autopeças e montadoras esperam uma elevação de 20,4% com a expectativa sobre o fim do desconto do IPI em abril.

Por conta da maior demanda, Volkswagen e Fiat vão fazer horas extras. A empresa, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, convocou 7 mil para trabalhar no próximo sábado, enquanto a marca italiana prepara sua equipe para operar em todos os sábados de março. (págs. 1 e C7)

Embraer não se manifesta e trava negociação
A primeira tentativa de negociação entre a Embraer e os sindicatos “não surtiu efeito”, segundo o procurador do Ministério Público do Trabalho, em São José dos Campos, Roberto Ribeiro. A Procuradoria propôs às partes, em audiência de mediação realizada ontem, discutir alternativas para reintegrar os 4.273 demitidos, mas a Embraer preferiu se manifestar na próxima quinta-feira. (págs. 1 e A6)

CNA propõe o simples rural
Estudo encomendado pela Confederação Nacional da Agricultura propõe a criação do Simples Rural e a mudança na relação entre as cadeias produtivas do agronegócio. (págs. 1 e B14)

Eletricidade
Consumo esboça reação e sobe 0,7% em fevereiro. (págs. 1 e C3)

Barril cai 10% e fecha a US$ 40,15
O preço do petróleo despencou ontem, refletindo a piora na economia mundial e, consequentemente, a menor demanda pela commodity. Em Nova York, o barril recuou 10%, para US$ 40,15. (págs. 1 e C3)

Classe C não costuma poupar
O colunista Luiz Alberto Marinho antecipa pesquisa da McCann Erickson que concluiu: a classe média não costuma poupar. “Vivo com o que tenho e compro o que é possível” é lema de 59% da classe C. (págs. 1 e D6)

Opinião
Paul Krugman: Lembram-se dos bons tempos, quando falávamos da “crise do subprime” — e alguns até pensavam que essa crise poderia ser “contida”? Ah, que nostalgia! (págs. 1 e A15)

Paranaguá dobra movimento
O porto de Paranaguá pode dobrar a movimentação de veículos com a inauguração de um novo pátio. Em 2008, o terminal recebeu 162 mil carros. (págs. 1 e C6)

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Estado de Minas

Manchete: Prefeituras em crise cortam até cafezinho
Redução de despesas é imposta pela queda no valor dos recursos recebidos do fundo de participação dos municípios. Principal fonte de renda das cidades pequenas, o FPM caiu em média 12,96% em fevereiro. No Norte de Minas, Glaucilândia limitou o atendimento à população (foto). Japonvar diminuiu o uso de telefone, energia elétrica e demitiu funcionários, medida adotada também em Capitão Enéas e Matias Cardoso, que ainda suspendeu obras. (págs. 1, 3 e editoral 'Municípios pagam caro' na 6)

Governo aposta que país vai se recuperar logo
Segundo o presidente Lula, as medidas do governo para o combate à crise surtirão efeito já neste mês. Mas a melhora na criação de empregos só deve ocorrer a partir do segundo trimestre. (págs. 1 e 14)

Lula ataca o MST por mortes
Para presidente, alegação de que integrantes do MST agiram em legítima defesa ao matar quatro seguranças de fazenda em Pernambuco é “inaceitável”.(págs. 1 e 3)

Brasil volta a ter saldo comercial positivo
Depois do déficit de US$ 524 milhões em janeiro, a balança registrou superávit de U$ 1,767 bilhão em fevereiro. Enquanto as exportações recuaram 2%, as importações caíram 24%.(págs. 1 e 15)

Deputado do castelo
TSE extingue pedido de desfiliação de Edmar. (págs. 1 e 4)

Onda de más notícias derruba o mercado
Prejuízo de US$ 61,7 bilhões da seguradora AIG e queda de 70% no lucro do HSBC fizeram a bolsa de Nova York cair ao menor nível em 11 anos. A Bovespa recuou 5,09%. E o dólar subiu 3,04%, a R$ 2,44. (págs. 1 e 14)

Imposto de Renda
Devolução de cobrança sobre férias vendidas pode se estender aos últimos 5 anos. (págs. 1 e 17)

Guiné-Bissau
Soldado mata presidente, mas militares negam golpe. (págs. 1 e 19)

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Jornal do Commercio

Manchete: Lula bate forte no MST de Pernambuco
Presidente considerou inaceitável a explicação dos sem-terra de que chacina de seguranças em São Joaquim do Monte foi em legítima defesa. Ele lembrou ainda que o movimento sabe que todos têm de pagar pela ilegalidades cometidas. (pág. 1)

Primeiro dia para declaração do IR deixa internet lenta (pág.1)

Bolsas despencam em dia crítico
Notícias envolvendo a seguradora AIG e o banco HSBC sacudiram o mercado financeiro. Bovespa caiu 5,09% e o dólar fechou em R$ 2,44. (pág. 1)


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segunda-feira, 2 de março de 2009

O Que Publicam os Jornais de Hoje

O Globo

Crise força empresas a financiar fornecedores
A crise global está fazendo com que grandes companhias instaladas no Brasil intervenham na atividade de seus fornecedores em prol da saúde da cadeia produtiva. Concessão de empréstimos mais baratos e capacitação profissional e técnica estão entre as estratégias adotadas para ajudar pequenas firmas a se manterem em tempos de escassez e encarecimento do crédito bancário. Um exemplo é o valor das linhas de financiamento oferecidas por Vale e Petrobras e seus parceiros, que pode chegar a R$ 4,7 bilhões no ano. Longe de ser filantropia, a atuação das grandes empresas, que vêm ocupando espaços deixados por bancos e consultorias, é vista por especialistas como necessária à sobrevivência do negócio e pode ser um caminho para amenizar os efeitos da crise, como o desemprego. (págs. 1 e 16)

Americano diz que família de brasileira mente
O americano David Goldman, que briga na Justiça para levar o filho que teve com uma carioca para Nova Jersey, disse que a família da mãe do menino mente. Segundo David, autoridades dos EUA, como Hillary Clinton, sabem que ele fala a verdade. (págs. 1 e 11)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Crise desacelera alta de alimento e reduz inflação
A crise econômica mundial diminuiu a pressão interna sobre os alimentos, derrubando os preços e ajudando a reduzir a inflação, informa Mauro Zafalon. A queda se deu principalmente no atacado, mais influenciado pelo mercado externo. O recuo da soja na Bolsa de Chicago, por exemplo, leva à redução do preço do óleo nos supermercados.

Em julho de 2008, com a economia a pleno vapor e grande demanda mundial, os alimentos chegaram a acumular alta de 40,25% em 12 meses, segundo índice calculado pela FGV.

Após a crise, a falta de crédito e as dificuldades de empresas e países em formar estoques forçaram a baixa, e o índice até fevereiro recuou para 3,17%.

A queda atingiu também commodities como trigo e milho. Alimentos que são comercializados apenas internamente, porém, mantêm a variação de preços conforme a sazonalidade.

O comportamento futuro dos produtos está indefinido, mas analistas prevêem inflação de cerca de 4% em 2009, o que pode facilitar a redução de juros. (págs. 1 e B1)

Proposta do Congresso pode gerar rombo de R$ 1,2 bilhão
As Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado estudam acabar com a verba indenizatória mensal de R$ 15 mil paga aos congressistas e incorporar parte do recurso (R$ 8.000) aos salários, que subiriam para R$ 24,5 mil.

A proposta, que ganhou força após a decisão de divulgar a prestação de contas da verba, geraria gasto extra de pelo menos R$ 1,2 bilhão por ano a Estados e municípios, provocado pelo efeito cascata nos salários de Assembleias e Câmaras. (págs. 1 e A4)

PAC prevê gastos de R$ 20 bi em 2009, mas já deve R$ 17 bi
Segundo o Tesouro, o programa acumula contas a pagar de R$ 17,4 bilhões. Os ministérios envolvidos afirmam que as obras não serão afetadas. (págs. 1 e B7)


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O Estado de S. Paulo

Manchete: Colapso da exportação de emergentes preocupa BCs
O “colapso” dos fluxos de exportações fez a crise desembarcar com força também nos países emergentes. No caso do Brasil, para piorar, a redução no estoque de crédito dos bancos internacionais de US$ 100,9 bilhões, de junho para setembro, secou o financiamento ao comércio exterior. A tendência para os próximos meses é de que o quadro se complique ainda mais. As conclusões são do Banco de Compensações Internacionais (BIS), o banco central dos bancos centrais, com sede na Basiléia, Suíça, em seu relatório trimestral, publicado ontem. Para a entidade, os emergentes agora “se unem à desaceleração global”. A instituição observou que essa tendência ficou clara depois que Cingapura anunciou, em janeiro, que o Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre de 2008 caiu 2,6%. “Foi o primeiro sinal a confirmar o impacto cada vez mais profundo da desaceleração global”, destaca o relatório. Os dados de exportações dos emergentes também mostram o tamanho do problema. Na China, por exemplo, a queda das vendas externas chegou a 29% em janeiro, a maior desde a abertura do país, há 30 anos. O BIS adverte ainda que, apesar de os bancos terem recebido reforço desde a quebra do Lehman Brothers, o buraco até agora não foi tapado e a crise cada vez se aprofunda mais. (págs. 1, B1 e B3)


Lago deve ter mandato cassado pelo TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá cassar amanhã o mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e do vice, Pastor Porto, por abuso de poder e compra de votos na eleição de 2006. Com isso, assumirá o governo do Estado a segunda colocada nas eleições, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA). O relator do processo, Eros Grau, já deu voto favorável à cassação e à posse de Roseana. E a tendência é a posição ser acompanhada pela maioria dos ministros do tribunal. A senadora, entretanto, tem pré-agendada para o dia 13 uma cirurgia para retirar um aneurisma cerebral. (págs. 1 e A4)

Trocar de operadora, o desafio
A partir de hoje vale para todo o País a regra da portabilidade numérica: telefone (fixo ou móvel) pode mudar de operadora sem mudar de número. Mas a disputa pelo cliente deve continuar. “Desde fevereiro tento mudar e as operadoras só criam dificuldades”, diz o carioca Victor de Madeiros. (pág. 1)

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Jornal do Brasil

Manchete: Somem 200 mil por ano no Brasil
A estatística mostra que um contingente enorme de brasileiros some sem deixar vestígios todos os anos. São mais de 200 mil em todo o país. Desses, 40 mil são crianças e adolescentes, e de 10% e 15% jamais voltarão para casa. A maioria, segundo a Associação Brasileira de Busca e Defesa das Crianças Desaparecidas, é de origem pobre, bem afeiçoadas, de pele clara e mais sem faixa etária definida. (págs. 1 e A4)

Brasil x EUA na briga do algodão
Representantes do Brasil e dos EUA travarão disputa decisiva na Organização Mundial do Comércio esta semana pelo fim dos subsídios americanos ao algodão. Na mesa, o corte da ajuda ou a retaliação brasileira. Produtores nacionais preferem a primeira opção. (págs. 1 e Economia A16)

Integração com livros em braile
O uso de livros da rede municipal por deficientes visuais integrou-os. No dia 19, mais de 6 mil alunos da educação especial farão a mesma prova de reforço do ensino fundamental. (Págs. 1 e Educação A15)

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Correio Braziliense

Manchete: Juiz defende pena maior para jovens
Titular da Vara da Infância e Juventude cobra, em entrevista ao Correio, mudanças no estatuto da criança e do adolescente. Ele propõe o aumento do tempo de reclusão de três para até seis anos. (págs. 1 e 17)

Dinheiro fácil para a UNE
O repasse do Executivo à União Nacional dos Estudantes (UNE) aumentou em 20 vezes nos últimos cinco anos. A soma de recursos chega a R$ 10 milhões no período. O reforço no caixa coincide com o fim das manifestações e críticas ao governo federal. (págs. 1 e 2)

Servidor: Cresce insatisfação no funcionalismo público
Especialistas apontam excesso de burocracia e falta de resultados concretos no dia-a-dia como algumas das causas do descontentamento no serviço público. (págs. 1 e 7)


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Valor Econômico

Manchete: BC está preocupado com a lenta queda da inflação
O Banco Central está preocupado com a lenta queda dos índices de inflação, desproporcional à forte retração da atividade econômica. Enquanto a produção industrial caiu 14,5% em dezembro, a inflação acumulada em 12 meses apresentou uma queda bastante suave, passando de 6,3% para 5,8% entre setembro e janeiro. Outros países que enfrentam forte contração da atividade econômica assistiram a um recuo muito mais intenso dos preços. Nos Estados Unidos, a produção industrial caiu 10% em dezembro, comparado ao mesmo mês do ano anterior, e a inflação em 12 meses passou de 4,9%¨para zero entre setembro e janeiro. Na União Europeia, a produção recuou 12% em dezembro, e a inflação encolheu de 3,6% para 1,1%.

O tema foi abordado em palestra recente do diretor de Política Monetária do Banco Central, Mário Torós, durante um seminário realizado em São Paulo. Ele apresentou dados sobre o comportamento da produção industrial e da inflação em 13 países desenvolvidos e emergentes a partir de setembro. Além do Brasil, também Rússia, Índia, Colômbia e México mostraram menor convergência entre a velocidade de queda da atividade econômica e a dos preços.

Na apresentação, o diretor do BC mostrou que a principal diferença entre um grupo de países e outro é a flexibilidade de preços. Aqueles com preços mais flexíveis, como Estados Unidos e os países da União Europeia, respondem mais rapidamente à desaceleração econômica. Em países com preços mais rígidos, caso do Brasil, os preços demoram mais para cair.

A apresentação de Torós faz parte de um esforço feito pela diretoria do BC para mostrar que, em meio à crise mundial, as economias não apresentam um padrão único de comportamento – por isso as respostas de política econômica, sobretudo medidas monetárias, não devem ter necessariamente a mesma direção e intensidade.

No Brasil, as estatísticas de produção, consumo e emprego mostram forte contração da atividade econômica, o que tem intensificado a pressão sobre o BC para que a política monetária convirja para os padrões dos países desenvolvidos – isto é, com cortes significativos nos juros básicos, que caíram abaixo das taxas naturais para evitar uma queda mais acentuada da atividade econômica. O BC, por outro lado, tem insistido que, para uma queda maior dos juros, é necessário também que a inflação recue. (págs. 1 e A3)


Destaques: Viés de baixa
Com projeções díspares para o crescimento da economia brasileira em 2009, que variam de uma queda de 0,5% a uma alta de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB), economistas independentes tendem a revisar para baixo as previsões diante das dificuldades nos cenários externo e doméstico. (págs. 1 e A2)

Retomada petroquímica
As empresas petroquímicas, que desativaram fábricas no fim do ano passado para adequar os estoques à queda da demanda, religaram suas unidades e voltaram a trabalhar acima dos 90% da capacidade, mesmos índices anteriores ao agravamento da crise, em outubro. (págs. 1 e B1)

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domingo, 1 de março de 2009

O Que Publicam os Jornais de Hoje

01 de março de 2009

O Globo

Manchete: Imposto de Renda do brasileiro cresceu até 451% em 12 anos
Gasto com IR chega a ser 5 vezes maior que inflação de 84% no período

O Imposto de Renda pago pelos brasileiros subiu até 451% nos últimos 12 anos, enquanto a inflação ficou em 84% no período. Ou seja, o aumento do gasto das famílias com IR foi cinco vezes maior que a correção de preços, segundo estudo da consultoria Ernst & Young. O motivo da disparidade é o reajuste da tabela do imposto abaixo da inflação, além da alta dos salários, informa Danielle Nogueira. Entre 1996 e 2008, o governo corrigiu a tabela em apenas 44,5%, o que é criticado por tributaristas. Este ano, devem ser feitas 25 milhões de declarações do IR da pessoa física, cujo prazo de entrega começa amanhã. (págs. 1, 27 e 28)

Brasil tem 191 mil presos provisórios
A decisão do STF de soltar réus condenados, mas com direito a recurso, abre uma polêmica: parte dos 191 mil presos provisórios do país poderá reivindicar sua liberdade, informa Chico Otávio. (págs. 1 e 3)

Brasil terá em 2010 mais 75 parlamentares
O brasileiro deverá ir às urnas em 2010 para eleger mais 75 parlamentares: os membros do Parlasul, o parlamento do Mercosul, relatam José Casado e Maria Lima. O Parlasul seria inconstitucional. (págs. 1 e 4)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Crise revela despreparo de sindicatos
Especialistas e até líderes atribuem problemas a falta de sintonia com a economia e atrelamento ao governo

Para líderes sindicais e especialistas, as centrais sindicais estão despreparadas para defender o trabalhador na crise, além de revelarem falta de sintonia com o cenário econômico e social e atrelamento ao governo Lula – caso da CUT e da Força Sindical, as duas maiores do país. Até agosto do ano passado, as centrais sindicais arrecadaram R$ 55,6 milhões referentes ao imposto sindical. Outra parte de estudiosos do movimento sindical diz que as centrais, assim como as empresas, foram pegas de surpresa e tiveram de fazer concessões para manter empregos – posição defendida pela própria Força. O Brasil perdeu 797,5 mil empregos formais nos últimos quatro meses, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. A avaliação é que a crise também deve contribuir para o amadurecimento do movimento sindical. (pág. 1 e B1)

Diretor-geral do Senado oculta casa de R$ 5 mi
O diretor-geral e “homem do cofre” do Senado, Agaciel Maia, usou o irmão e deputado João Maia (PR-RN) para ocultar a propriedade de uma casa de R$ 5 milhões. O deputado não declarou o imóvel à Receita nem à Justiça Eleitoral. Agaciel confirma a compra em nome do irmão, mas diz que sempre informou ao fisco a existência da casa. (págs. 1 e A10)

Cúpula do PT diz ver Dilma como candidata
A um ano e sete meses das eleições de 2010, a cúpula do PT acatou a vontade do presidente Lula e dá como consolidada a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que nunca disputou pleito, à Presidência. A Folha ouviu 26 presidentes estaduais e 70 membros do Diretório Nacional do partido. Para 81%, Dilma é o melhor nome. (págs. 1 e A4)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Queda da arrecadação faz governo rever planos anticrise
Recuo chega a 8,7% em janeiro e reduz margem para ampliar ações anticíclicas

A arrecadação federal em janeiro caiu 8,7%, descontada a inflação, ante o mesmo mês de 2008. São quase R$ 5,5 bilhões. Embora negue que a política contra a crise venha a ser afetada, governo projeta cenário ruim em fevereiro e já refaz as contas sobre seus planos de desoneração e de subsídios ao setor privado. O pacote de habitação, por exemplo, prevê cortes no IPI dos materiais de construção de até R$ 1,1 bilhão ao ano, mas técnicos defendem desoneração de R$ 600 milhões. Com a receita ameaçada, restaria ao governo mexer nas despesas, o que é considerado impossível, porque 90% delas são obrigatórias. Além disso, antes do agravamento da crise, o governo havia se comprometido a elevar o salário mínimo e a dar reajuste aos servidores. (págs. 1, B1 e B3)

Histórico do STF aponta para extradição de Battisti
Julgamentos recentes do Supremo Tribunal Federal dão argumentos para a corte rever decisão do Ministério da Justiça e autorizar a extradição do extremista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos na Itália. Em casos como o do chileno Maurício Hernández Norambuena, o STF afastou a possibilidade de tratar como criminoso político quem é condenado por crimes de natureza terrorista. (págs. 1 e A4)

Disputa por menino vira saia-justa entre Brasil e EUA
A batalha do americano David Goldman para recuperar seu filho, que vive com o padrasto brasileiro no Rio, está mobilizando a imprensa dos EUA e já virou caso diplomático entre os dois países. (págs. 1, C1 e C3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Aliança contra os juros altos
Caixa Econômica e BC usam a CUT para forçar taxas menores

Representantes da CUT e da Caixa Econômica Federal, com apoio do Banco Central, discutem uma proposta de juros menores para empréstimos e tarifa zero nas operações bancárias para até 400 mil trabalhadores. O Banco do Brasil também demonstrou interesse na oferta, feita na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. A idéia do governo é pressionar outras instituições a seguirem o exemplo dos bancos oficiais e reduzirem as taxas cobradas dos consumidores. (pág. 1, Economia e pág. E3)

Serra, Aécio e Dilma Rousseff buscam apoios
A campanha para as eleições presidenciais de 2010 mal começou, e os principais candidatos já montam seus palanques estaduais. Os tucanos José Serra e Aécio Neves e a petista Dilma Rousseff concluíram que seus futuros eleitorais dependem completamente desses arranjos. (pág. 1, Tema do dia e págs. A2 a A4)

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Correio Braziliense

Manchete: Os pecados brasilienses
Planejada para ser exemplo de organização, Brasília enfrenta problemas iguais aos dos centros urbanos mais caóticos

Agressões diárias ao Plano Piloto ameaçam a classificação da cidade como patrimônio da humanidade e incomodam moradores das asas Sul e Norte. O Correio ouviu líderes comunitários, especialistas e entidades de defesa do tombamento e fez uma lista dos problemas mais graves. Entre eles, estão os puxadinhos, atos de vandalismo, lava a jatos e oficinas mecânicas irregulares, entulhos em locais indevidos, excesso de automóveis nas ruas, invasão de camelôs e barulho nos bares em horário impróprio. O GDF planeja criação de secretaria especial para acabar com as irregularidades. (pág. 1, Tema do dia e págs. 27 e 28)

Volks demitirá 16,5 mil em todo o mundo
Após uma queda brutal nas vendas em janeiro, a empresa automobilística alemã anunciou que vai dispensar 16,5 mil empregados temporários contratados por meio de agências em todo o mundo. Decisão não deverá atingir os 1,6 mil trabalhadores que prestam serviço à companhia no Brasil. (págs. 1 e 19)

Em dia com o Leão
Receita começa a receber amanhã a declaração do IR de 2009, ano-base 2008. Prazo vai até 30 de abril, mas a recomendação é não deixar para última hora. (págs. 1 e 24)

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Valor Econômico

Manchete: Concessões de energia serão renovadas com tarifa menor
O fim de boa parte das concessões do setor elétrico, a partir de 2015, resultará em benefícios e tarifas mais baixas aos consumidores. A promessa foi feita ontem pelo secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, que preside O grupo de trabalho responsável por uma solução para o problema. Zimmermann revelou que os estudos estão quase prontos e serão submetidos aos ministros do Conselho Nacional de Política Energética em abril.

Serão apresentadas duas alternativas para avaliação, sem que seja recomendada uma ou outra. Ambas requerem mudanças na legislação e, por isso, deverão passar pelo Congresso Nacional. Está descartada uma solução especifica para a Cesp, que O governador de São Paulo,José Serra (PSDB), tentou privatizar sem sucesso em 2008. As concessões de duas usinas da Cesp vencem em 2015. Zimmermann sinalizou que o grupo deverá sugerir uma solução única para os três segmentos das concessões - geração, distribuição e transmissão.

Na primeira alternativa, os empreendimentos serão revertidos para a União e licitados novamente, com tarifas máximas inferiores às atuais. Na segunda opção, seria oferecida aos donos da concessão a possibilidade de prorrogá-la, com preços menores, a fim de beneficiar os consumidores. No caso de usinas hidrelétricas, por exemplo, uma auditoria poderá identificar os gastos com operação e manutenção do empreendimento, subtraindo da tarifa os investimentos já amortizados.

O importante, segundo Zimmermann, é que “a modicidade tarifária está garantida". Ele destacou que O grupo de trabalho não fará sugestões, apenas apresentará as duas propostas ao conselho de ministros. “A premissa, em qualquer hipótese, é de que não se pode distorcer o mercado. Não dá para alguém produzir uma energia amortizada por R$ 20 ou R$ 30 e revendê-la por R$ 150", exemplificou o secretário. “De alguma forma, é preciso capturar isso e fazer o ganho chegar aos consumidores". (págs. 1 e A3)

BC já libera crédito para rolar dívidas
O Banco Central libera hoje aos bancos o primeiro lote de recursos da linha de empréstimo em dólares para refinanciamento de dívidas no exterior. A demanda por esses créditos ainda é pequena, mas deve chegar à casa do bilhão de dólares em março. O CMN autorizou o BC a conceder créditos para refinanciamento de dívidas com vencimento entre outubro de 200B e dezembro de 2009. A demanda estimada é de pouco mais de US$ 20 bilhões e os créditos externos para a rolagem continuam escassos.

No mercado interno, o crédito também continua escasso. De setembro a janeiro, a queda na média diária das contratações foi de 13,64%. (págs. 1, A2 e C1)

Crédito para faculdades
O BNDES prepara uma linha de crédito para o setor de ensino superior, privado e público, que deve ser aprovada ainda neste semestre. A concessão do financiamento estará atrelada à qualidade do serviço prestado pelas instituições. (págs. 1 e B3)

Desafios na regulação dos BDRs
A proposta de mudança na regra para a emissão de recibos de depósitos no mercado brasileiro (BDRs, em inglês), colocada em audiência pública pela Comissão de Valores Mobiliários até 30 de março, enfrenta um desafio: o que fazer com as companhias que já emitiram os papéis? O objetivo da CVM ao exigir que a companhia tenha 50% das receitas fora do Brasil para poder lançar BDRs é evitar seu uso por empresas que são brasileiras, do ponto de vista operacional, mas que instalaram suas sedes em outros países. As companhias que já emitiram BDRs ficariam desenquadradas,já que a instrução não pode ser retroativa. Não há clareza de que se possa exigir delas o cumprimento da Lei das S.A., que estabelece as regras societárias brasileiras. A necessidade da mudança e as formas de implementá-la dividem os especialistas. (págs. 1 e D1)

Censo de 2010 vira megaprojeto do IBGE
O censo demográfico de 2010 se transformou em um grande projeto de informática que tem aguçado o interesse dos fabricantes de equipamentos.

O IBGE está finalizando o edital para adquirir, em agosto, 150 mil computadores portáteis de tamanho reduzido, os netbooks, que serão usados por 240 mil recenseadores para a coleta de dados nos 5.564 municípios do país. Estima-se que a aquisição deverá custar R$ 140 milhões. Os netbooks contarão com o reforço de 82 mil computadores de mão, os PDAs.

O orçamento estimado para o censo demográfico é de RS 1,4 bilhão. Do total dos recursos, 67% estão atrelados a gastos com pessoal. (págs. 1 e B1)

Banamex, do Citi, atrai o Itaú Unibanco
O Banamex, segundo maior banco mexicano, controlado pelo Citigroup, interessa ao Itaú Unibanco, que já declarou a intenção de se expandir fora do Brasil. Prestes a ser capitalizado pelo governo americano, que se tomaria seu maior acionista, o Citi pode ser obrigado a se desfazer de sua operação mexicana. Pessoas familiarizadas com o assunto dizem que o Itaú Unibanco já estaria se movimentando para participar do processo caso o Banamex seja colocado à venda.

Ao Valor, o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, confirmou o interesse, mas disse não haver "nada de prático" em curso. Sobre o preço, de até USS 12 bilhões, e o eventual pagamento em dinheiro, Setubal foi confiante: "Não é nada que não esteja a nosso alcance". (págs. 1 e C5)

Independência para abates em dez unidades
O frigorífico Independência, um dos cinco maiores do pais, suspendeu ontem, por tempo indeterminado, o abate de bovinos em suas dez unidades. No início do mês, já havia fechado a planta de Campo Grande (MS) por falta de animais. Agora, os problemas foram de fluxo de caixa, apurou o Valor. A empresa, que não quis se pronunciar, começou a atrasar pagamentos a pecuaristas.

O Independência surpreendeu o mercado ao anunciar, na segunda.feira de Carnaval, que cancelou oferta de recompra antecipada de títulos com vencimento em 2015 e 2017, no total de USS 525 milhões. O mercado se questiona se a empresa vai receber o segundo aporte de RS 200 milhões do BNDESPar em março. (págs. 1 e B10)

Foto-legenda: Mais próximo
O primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, que chega ao Brasil na segunda-feira, critica a onda protecionista e defende a conclusão das negociações na OMC. (págs. 1 e A18)

Ano da França no Brasil extrapola cultura e traz agenda político-econômica (págs. 1 e Eu & Fim de Semana)

Siemens foca energia eólica
A Siemens vai produzir peças para aerogeradores na fábrica de Jundiaí (SP). A decisão faz parte dos planos da companhia de participar do leilão de energia eólica previsto para meados do ano. (págs. 1 e B5)

Crise da GM
A GM teve prejuízo de US$ 30,9 bilhões no ano passado - US$ 9,6 bilhões só no último trimestre. A operação na América do Sul, África e Oriente Médio também teve prejuízo trimestral, o primeiro desde o inicio de 2004. (págs. 1 e B7)

Commodities em queda
A desaceleração da economia global voltou a pressionar as cotações das commodities agrícolas em fevereiro. As exceções foram o cacau e o açúcar, que subiram em razão da perspectiva de déficit na produção mundial. (págs. 1 e B9)

Ideias
Armando Castelar: solução de crise bancária trará cargas tributárias mais altas e menor crescimento global. (págs. 1 e Al7)

Ideias
Jeffrey Sachs: uma saída para a crise no investimento em países pobres. (págs. 1 e Al7)

Recessão americana
As encomendas de bens duráveis à indústria dos Estados Unidos caíram 5,2% em janeiro, em razão da queda na demanda doméstica e internacional. Foi o sexto mês consecutivo de queda, o período mais longo já registrado na série histórica do Departamento de Comércio. (págs. 1 e Al4)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Dresdner é vendido ao fundador do Garantia
O empresário Luiz Cezar Fernandes voltará a controlar um banco de investimento a partir da próxima semana. Na segunda ou na terça-feira deverá fechar a compra da filial brasileira do alemão Dresdner, em sociedade com Eugênio Holanda, administrador de recebíveis imobiliários, proprietário da Tetto Habitação.

O tíquete de retorno de Fernandes ao figurino de banqueiro foi estimado em cerca de US$ 100 milhões. Muito abaixo do valor de mercado do Dresdner Brasil,avaliado em pelo menos US$ 150 milhões, valor um pouco abaixo de seu patrimônio, de R$ 312 milhões. Fernandes foi criador do Banco Garantia, que fez história no setor. Saiu em 1983 para fundar o Banco Pactual, o qual deixou em 1999.

Ele justifica o negócio como uma oportunidade não só pessoal, mas para o País, que não conta mais com um banco de investimento nacional. “Banco de investimento tem que ser puro-sangue e nacional”, disse à Gazeta Mercantil. Sob a marca MTT Banco, a nova instituição tem de esperar a aprovação do Banco Central.

O Dresdner opera no Brasil há mais de 50 anos, mais fortemente na área de banco de investimento, por meio do Dresdner Kleinwort. Com o reposicionamento estratégico efetuado em 2005, passou a focar as atividades no mercado de emissão de títulos de renda fixa local e internacional e operações de câmbio e tesouraria, além de algumas operações de crédito corporativo. (págs. 1 e B3)

Desemprego cresce nas áreas metropolitanas
A taxa de desemprego aumentou em janeiro nas seis principais regiões metropolitanas do País. O percentual de desocupação passou dos 12,7% de dezembro para 13,1% da População Economicamente Ativa (PEA) no mês passado, segundo a Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No período, 75 mil trabalhadores perderam seus empregos, elevando para 2,620 milhões o total de pessoas desempregadas. Clemente Ganz Lucio, diretor do Dieese, diz que a perda de vagas que ocorre sazonalmente no início de ano será agravada pelos efeitos da crise com reflexos negativos em fevereiro e março. “Os temporários não terão o mesmo movimento de absorção por parte das empresas”, afirmou Lucio. (págs. 1 e A6)

Inflação
IGP-M fecha fevereiro com alta de 0,26%. (págs. 1 e A4)

Mantega quer Receita transparente
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer mais transparência nas decisões da Receita e mais integração entre os serviços do Fisco e da equipe econômica do ministério. (págs. 1 e A11)

GM só consegue ganhos na região que inclui o Brasil
Enquanto perdeu no mundo US$ 30,86 bilhões, a General Motors lucrou apenas na região que engloba o Brasil em 2008. Com faturamento de US$ 20,26 bilhões no ano passado, o lucro foi de US$ 1,3 bilhão na LAMM (América Latina, África e Oriente Médio). O ganho poderia ter sido melhor não fosse o prejuízo de US$ 154 milhões no quarto trimestre — afetado pelo volume menor nos mercados-chave do Brasil e Venezuela e câmbio desfavorável.

No ano passado, o volume de vendas da GM LAAM foi de 1,3 milhão de veículos. O prejuízo no quarto trimestre do ano passado foi maior que o esperado pela companhia, que teve queda de 30% no faturamento. Em 2007, a companhia havia acumulado perdas de US$ 38,73 bilhões, o que faz o rombo chegar perto dos US$ 70 bilhões nos dois últimos anos. Após divulgar os resultados negativos, a GM espera que auditores emitam parecer sobre a capacidade de a companhia se manter viável num momento em que atravessa as piores condições de mercado em décadas.

A América Latina e o Brasil em especial também representaram o motor do bom desempenho do grupo espanhol Telefónica em 2008, quando o lucro registrou queda de 14,8%, para € 7,5 bilhões. O faturamento na América Latina avançou 12,9%, enquanto o da Europa cresceu 5,9% e o da Espanha, apenas 1,5%. (págs. 1, C3 e C6)

Embraer vai reformar na França 43 jatos da FAB
Um dia após a demissão de 4.273 funcionários da Embraer, o Diário Oficial da União publicou, na edição de 20 de fevereiro, extrato de dispensa de licitação para a contratação do braço francês da empresa para a reforma de 43 caças AMX da Força Aérea Brasileira (FAB). O contrato envolve US$ 147,6 milhões. Instalada em Paris, a Embraer Aviation International fará aquisição de equipamentos para modernizar 43 caças fabricados pela Embraer em parceria com a Itália.

Tentando revogar as demissões, o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luis Carlos Prates, estranhou o fato de o Diário Oficial informar a dispensa de licitação sexta-feira passada e o fato de a reforma ser feita fora do País. Procurados, o Comando da Aeronáutica e a Embraer não se manifestaram. (págs. 1 e A8)

Correios têm R$ 4 bi para se modernizar
Um grupo formado por representantes dos ministérios das Comunicações, Planejamento e Fazenda e dos Correios vem se reunindo desde janeiro para discutir a implementação de um novo modelo operacional para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que deve ser apresentado ainda neste primeiro semestre ao governo federal.

Na pauta, questões como a criação de uma nova empresa de logística, ampliação das funções do Banco Postal, microcrédito e o desenvolvimento de novos serviços. E em caixa, cerca de R$ 4 bilhões para promover as mudanças, além de motivos para comemorar. A empresa fechou 2008 com faturamento de R$ 11 bilhões, resultado 10% superior ao registrado em 2007, e lucro de R$ 800 milhões. (págs. 1 e C7)

Inadimplência aumenta em janeiro
As operações de crédito registraram aumento na inadimplência em janeiro. O índice de atrasos de pagamentos nas linhas destinadas a pessoas físicas subiu para 8,3%, segundo o Banco Central. (págs. 1 e B3)

Açúcar fica no mercado interno
O mercado doméstico está pagando 3% mais pelo açúcar e as usinas estão cancelando exportação para recolocar o produto internamente. A estimativa é de que o cancelamento atinja 30 mil toneladas do produto. (págs. 1 e B12)

Britânia fecha fábrica de Camaçari
A Britânia anunciou o fechamento da fábrica de Camaçari (BA), com a demissão de 370 funcionários. A produção de ventiladores, ferros elétricos, batedeiras e liquidificadores será concentrada em Santa Catarina. (págs. 1 e C1)

Opinião - Klaus Kleber
Apesar do desemprego, as transferências de emigrantes para o Brasil devem diminuir pouco. O número de emigrantes é grande e, em geral, o dinheiro remetido não exige sacrifício. (págs. 1 e A3)

Opinião - Ana Maria Marchioni Kesselring
As exigências da legislação em vigor para efetivar um recall de produtos industriais diversos precisam ser mais claras e objetivas para surtirem os efeitos desejados. (págs. 1 e A3)

SulAmérica e Mapfre lucram, apesar de alta dos sinistros
A SulAmérica encerrou 2008 com lucro líquido de R$ 415,9 milhões, 29% mais que em 2007. A Mapfre apontou ganho recorde de R$ 218,6 milhões no período, alta de 41%. O lucro da Allianz subiu 7% (R$ 74 milhões). Apesar dos bons resultados, as companhias gastaram mais com sinistros. A seguradora espanhola diversificou sua atuação no segmento veículos e buscou retorno financeiro maior. Real Tokio Marine Vida e Previdência e Prudential também divulgaram seus balanços ontem. (págs. 1 e B2)

Orçamento de Obama prevê mais gastos
O presidente norte-americano, Barack Obama, previu em seu primeiro Orçamento o maior déficit do país desde a Segunda Guerra Mundial, com uma custosa revisão do sistema de saúde e gastos de bilhões de dólares para lidar com o declínio econômico. O déficit de US$ 1,75 trilhão para o ano fiscal de 2009 equivale a 12,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e é o maior desde 1945. Em 2010, o déficit deve recuar para um patamar ainda elevado de US$ 1,17 trilhão.

A oposição republicana rapidamente condenou o projeto que destaca a intenção do presidente de cumprir promessas de campanha de expandir a cobertura do sistema público de saúde e ajustar os impostos dos mais ricos, dos setores financeiro e petrolífero. “Não podemos continuar como estamos. Trabalho para o povo americano e estou determinado a promover a mudança pela qual as pessoas votaram em novembro”, disse Obama. (págs. 1 e A12)

Foto Legenda - Ganhos em dobro
O Banco Nossa Caixa, adquirido pelo Banco do Brasil no ano passado, teve lucro líquido de R$ 646,5 milhões em 2008, 113,3% maior ante o apurado no exercício anterior. Milton Luiz de Melo Santos, diretor presidente do banco, diz que o resultado foi impulsionado em parte pela alta de 47,6% nas operações de crédito. (págs. 1 e B1)


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Veja

O Brasil e a crise
Dez razões para otimismo ... e uma para preocupação

Corrupção
Os bastidores da luta do PT com o PMDB pelos bilhões de um fundo de pensão

Impunidade – O MST agora mata e depois quer proteção do estado
Cargos, cargos e mais cargos – A disputa pelo fundo de pensão de Furnas, com patrimônio de 7 bilhões de reais, evidencia os métodos do PMDB e seu apreço pela chave do cofre. (págs. 50 a 55)

Eles invadem e também matam – Integrantes do MST executam quatro homens em Pernambuco. Até quando esse bando de delinquentes terá licença para afrontar a lei? (págs. 56 e 57)

Uma segunda opinião – O projeto que cria cotas raciais nas universidades federais brasileiras exige mais atenção do que a justeza da causa sugere: ele pode ser igualmente ruinoso para os negros e brancos brasileiros. (págs. 66 a 73)


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Época

Obesidade
Porque estamos ficando mais gordos – e o que fazer para emagrecer

Novos estudos revelam que a dieta é mais importante que fazer exercícios

Como a alimentação de nossas crianças está gerando uma nação de obesos

Suicídio no Exército – A morte que levanta suspeitas de desvio de armas
Um tiro contra o Exército – O suicídio do subtenente José Ronaldo Amorim, em plena Esplanada dos Ministérios, levanta suspeitas sobre a existência de um esquema de desvio de armas dentro da força. (págs. 34 a 37)

Uma briga de R$ 6 bi – O PMDB tentou, mas não levou o controle do fundo de pensão de Furnas. Calma. Foi só o primeiro capítulo. (pág. 38)

A folia de Lula na Sapucaí – Ele chegou com medo de vaias, mas foi se soltando. No final, o presidente dançou, cantou, distribuiu camisinhas e fez muita política no sambódromo. (págs. 44 e 45)

Nós precisamos de arma? – As bombas cluster matam civis mesmo depois do fim de guerras. Noventa e cinco países já concordaram em bani-las, mas o Brasil se recusa a abrir mão delas. (pág. 46)

Haverá saída sem estatizar? – Com o agravamento da crise dos bancos nos EUA, cresce a convicção de que só a nacionalização poderá salvar o sistema financeiro e normalizar o crédito. (págs. 56 a 58)


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ISTOÉ

A dieta da inteligência
Cientistas revelam como os alimentos aumentam o poder do cérebro

A importância de comer pouco

Ciro Gomes
Por que o deputado sumiu de cena

Juros – O que falta para os bancos reduzirem as taxas
O difícil retorno de Ciro Gomes – Sumido há cinco meses, o deputado promete reaparecer esta semana na cena política, mas o PSB teme atraso e aposta em outras alternativas para a sucessão presidencial. (págs. 37 a 39)

Curto-circuito em Furnas – Lula dificulta sonho do PMDB de controlar R$ 6,3 bilhões de fundo de pensão da estatal. (pág. 42)

Sem limites - Governo monta nova Abin com poder de fazer escutas telefônicas e investigar como polícia. (pág. 43)

Verbas e mortes – Os sem-terra constatam que Lula assentou menos que FHC, radicalizam movimento com quatro assassinatos e podem perder dinheiro do governo. (págs. 48 e 49)

Uma escola para todos – Estimulados pelo MEC, alunos com necessidades especiais ingressam nas escolas comuns. (págs. 52 e 53)

O recado de Obama – Presidente promete cura para a crise e para o câncer, mas avisa que reconstrução depende de apoio mundial. (págs. 80 a 82)


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ISTOÉ Dinheiro

O retorno do bilionário da bolsa
Ele não entrou em pânico. Lírio Parisotto, um dos maiores investidores do Brasil, manteve a calma enquanto as ações derretiam e já recuperou R$ 400 milhões em apenas quatro meses. O que essa história pode ensinar a você?

Concorrência
Como delações premiadas estão derrubando cartéis

Suíça
A indústria do segredo bancário está sob ameaça

O sindicalista voltou – O presidente assume a linha de frente no combate às demissões. Mas sua atuação, ainda que bem-vinda, nem sempre rende resultados. (págs. 26 a 28)

O que ele pode gastar? – Gestor do cofre, Arno Augustín diz que o Brasil tem gordura fiscal para queimar, mas a arrecadação já começa a cair. (pág. 29)

Do Brasil grande ao Brasil grande – As empresas do milagre econômico são as mesmas que hoje puxam a economia brasileira. Mas como elas mudaram – e para melhor. (págs. 30 e 31)

O entregador de resultados – Discreto, o mineiro Carlos Henrique Custódio afasta os Correios dos escândalos políticos, fecha o ano com lucro recorde e prepara a internacionalização da empresa. (págs. 40 a 41)

Para o alto e vigilante – Petrobras e Polícia Federal podem ser a porta de entrada no Brasil para os aviões-espiões da americana Insitu. (págs. 52 e 53)


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CartaCapital

Banqueiros na pior
Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste

Especial Banda Larga
O Brasil em busca de um modelo

Copa 2014: - Os estados disputam, Ricardo Teixeira reina

Maria Victoria Benevides rebate a Folha: “Ditabranda” para quem?
Aos pés de Teixeira – Copa 2014 – A menos de um mês da escolha das doze cidades-sede, governadores seguem na luta para agradar. Mas quem vai fiscalizar os gastos e controlar o poder da CBF? (págs. 8 a 15)

A lei da bala – Extermínio – Na divisa entre Pernambuco e Paraíba, um vácuo de segurança torna fácil a vida dos matadores profissionais. (págs. 24 a 26)

Apêndice político – Poder – Os sem-terra entram em conflito com Serra. E são criticados por Gilmar Mendes. Págs. 28 e 29)

Os bodes de sempre – Educação – Os 1,5 mil docentes ‘nota zero’ da rede paulista são apenas a ponta do iceberg. (págs. 30 a 32)

A hora de acelerar – A venda de computadores explodiu, mas o acesso à internet de alta velocidade não cresceu no mesmo ritmo. Falta um modelo. (págs. 44 a 58)

O dinheiro ficou curto – Brasil – O crédito dá sinais de estabilidade, só que em patamares bem mais baixos. (págs. 64 e 65)

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