quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O QUE PUBLICAM OS JORNAIS DE HOJE

04 de fevereiro de 2009

O Globo

Manchete: Indústria cai pelo 3º mês e aponta recessão no país
Queda de 12,4% na produção em dezembro é a maior já registrada

A indústria brasileira registrou em dezembro, a maior queda na sua produção desde 1991, quando começou a série histórica do IBGE. O recuo foi de 12,4% em relação a novembro. Foi a terceira queda consecutiva e, em três meses, o setor encolheu 19,8%. Os números surpreenderam analistas e governo, que pretende agora tirar da gaveta um projeto para estimular compra de geladeiras por R$ 500. Consultorias e bancos calculam que o PIB tenha recuado entre 1,3% e 3% de outubro a dezembro de 2008. A Confederação Nacional da Indústria já admite recessão. (págs. 1, 19 e 21)

Foto Legenda - Experiências -modelo
Em Manguinhos, onde encontrou Sérgio Cabral e Eduardo Paes, o presidente Lula prometeu 500 mil casas populares. No Dona Marta, disse que a ação que expulsou o tráfico deve servir de modelo para o país. (págs. 1, 12 e 21)

Prevenção lubrificada
Ministério compra gel para uso íntimo

O Ministério da Saúde gastou R$ 1,1 milhão pra comprar 15 milhões de sachês de um gel lubrificante usado nas relações anais por grupos vulneráveis às infecções de HIV, como homossexuais, travestis e profissionais do sexo. O chefe da Unidade de Prevenção do Programa Nacional de Aids, Ivo Brito, disse que a distribuição do gel faz parte da ação de prevenção, principalmente para evitar o HIV. O lubrificante torna mais seguro o uso da camisinha na relação anal e evita o rompimento do preservativo. Os sachês serão distribuídos a partir de março, junto com preservativos masculinos e femininos. (págs. 1 e 11)

CNT/Sensus: Dilma sobe e Serra lidera (págs. 1 e 8)

Congresso sob velha direção
No primeiro dia do novo Legislativo, cinco exemplos de hábitos antigos que persistem entre deputados e senadores


'Temos o vício da amizade'

Eleito corregedor da Câmara, o deputado Edmar Moreira propôs que a Casa não julgue mais deputados e repasse os casos à Justiça. Para ele, a ligação entre os parlamentares prejudica os processos: "Temos o vício insanável da amizade." (págs. 1 e 5)

R$ 16.500 por um dia de trabalho

Seis deputados licenciados que assumiram secretarias voltaram à Câmara para votar e vão receber um mês de salário - R$ 16.512,09 - por um dia de trabalho. É o caso de Jorge Bittar, secretário municipal de Habitação no Rio.(págs. 1 e 3)

PC ou mensalão, eis a questão

Na briga pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, Fernando Collor, afastado após sofrer impeachment no caso PC Farias, disputa com Eduardo Azeredo, acusado de envolvimento no mensalão mineiro. (págs. 1 e 3)

Overbooking de cargos

Após prometer austeridade e cortar 10% de gastos no Senado, José Sarney administra agora uma briga em que a procura é muito maior que a oferta: três candidatos, entre eles, Patrícia Saboya, disputam o último cargo da Mesa. (págs. 1 e 3)

Redução de gastos não é prioridade

Pela 3º vez presidindo a Câmara, Michel Temer despistou ao ser questionado sobre gastos e deixou claro que combatê-los não é prioridade: "Pode haver exageros, mas não se pode combater gastos como se fossem benesses." (págs. 1 e 4)

CNT/Sensus: Dilma sobe e Serra lidera (págs. 1 e 8)

Telefônica vai investir 20% a mais no Brasil (págs. 1 e 24)

Sonegação derruba 2 na equipe de Obama
O presidente dos EUA recebeu um duplo golpe ao seu projeto de impor ética ao governo. Tom Daschle, indicado para secretário de Saúde, e Nancy Killefer, que supervisionaria gastos do Orçamento, renunciaram por razões parecidas: deixaram de pagar impostos. Obama assumiu a culpa pela má condução do escândalo: "Estou frustado comigo mesmo por enviar a mensagem de que há regras diferentes para políticos e pessoas comuns". (págs. 1 e 27)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Indústria tem maior queda desde 91
Puxado pelo setor automotivo, recuo em dezembro foi de 12,4%; governo destina mais R$ 130 bi ao PAC

Em dezembro, a crise fez a produção industrial brasileira registrar queda de 12,4% na comparação com novembro, livre de efeito sazonais. Foi a maior queda desde o começo da série histórica do IBGE, em 1991. Em novembro, já tinha havido recuo de 7,2%, em outubro, no inicio da crise, a queda ficara em 1,4%. A retratação verificada em dezembro foi ainda pior comparada ao mesmo mês de 2007: 14,5%, também a mais intensa em 17 anos. O setor fechou 2008 com expansão de 3,1%. Antes da crise, de janeiro a setembro, o crescimento foi de 6,4%. Segundo, o IBGE, o recuo foi geral, mas afetou mais os ramos ligados ás exportações e dependentes de crédito, como veículos, máquinas e equipamentos e industria extrativa – com destaque para o minério de ferro. Os veículos lideraram a queda em dezembro (-39,7%). A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) anunciou hoje a ampliação em R$ 130 bilhões do PAC (Programa de aceleração do Crescimento), alta de 26% em relação ás previsões iniciais. (Págs. 1 e B2)

Apesar da crise, Lula tem popularidade recorde
A piora da situação da economia e as demissões não afetaram a popularidade Lula, que obteve em janeiro novo recorde de aprovação. Pesquisa CNT/Sensus, mostra que 72,5% consideram o governo ótimo ou bom. A avaliação positiva sobe o desempenho do petista chegou a 84%. O levantamento ouviu 2.000 pessoas logo após p anúncio do fechamento de quase 655 mil vagas com carteira assinada no pais. A pesquisa aponta que 51% dos entrevistados disseram acreditar na melhora do emprego nos próximos seis meses – em dezembro, o índice era de 47%. (Págs. 1 e A8)

Produção menor nas montadoras faz faltar carro nas revendas
Com o corte na produção das fábricas e o mercado ensaiando um reaquecimento após a queda do IPI, faltam carros para pronta entrega nas revendas de São Paulo. Modelos na lista dos mais vendidos demoram até 30 dias para ser entregues. Para a Fenabrave (Associação, das concessionárias), as férias coletivas nas montadoras foram necessárias, mas houve “descompasso”. )Págs.1 e B4)


País tem, por dia 5 casos de piloto sem licença de vôo
De abril de 2008 até o mês passado, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) flágou 1.536 ocorrências de pilotos de aviação e helicóptero, sem licença – mais de cinco por dia , relata Alan Gripp. Houve ainda 2.455 casos de aeronaves com inspeção vencida. (Págs.1 e C1)


Lojas de veículos usados receberão do FAT R$ 200 mi
O governo deve fechar na próxima semana o primeiro acordo para criar uma linha de crédito com dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador atrelada á garantia de emprego. O acerto beneficiará revendas de carros usados, que poderão dispor de R$ 200 milhões. (Págs.1 e B4)


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O Estado de S. Paulo

Manchete: Produção da indústria desaba
Queda de 14,5% ante dezembro de 2007 foi a maior em 17 anos; impacto da crise supera as piores previsões

A indústria brasileira teve em dezembro o pior desempenho em 17 anos, com queda de produção de 12,4% na comparação com novembro e de 14,5% em relação a dezembro de 2007. A redução foi mais grave que as estimativas mais pessimistas. "Nunca tinha ocorrido uma queda tão brusca em tão curto período", disse a economista Isabella Nunes, do IBGE. Analistas estão certos de que em janeiro houve nova redução da atividade industrial. O presidente Lula reconheceu, pela primeira vez, que a crise internacional pode causar "retração" no País, mas afirmou que investimentos serão mantidos: "Quem estiver apostando que o Brasil vai quebrar vai quebrar a cara antes." O governo vai lançar em 10 dias pacote que prevê a construção de 500 mil casas. (págs. 1, B1 a B5)

Aprovação a Lula vai a 84% em plena crise internacional
A aprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a seu governo atingiu, em plena crise econômica internacional, o maior nível já registrado. Pesquisa Sensus/CNT realizada em janeiro mostra que 84% dos brasileiros têm avaliação positiva do desempenho do presidente. Já a aprovação ao governo chegou a 72,5%.(págs. 1 e A6)

Promessa de mais R$ 130 bi para o PAC
A ministra Dilma Roussef anuncia hoje aumento de R$ 130 bilhões nos investimentos públicos e privados do PAC até o final do governo Lula. A ordem do governo é acelerar os gastos. O Estado mostrou domingo que, de 75 grandes obras, 62% estão atrasadas. (págs. 1 e B8)

Tudo isso continua aí
O problema de Lula, para quem a sucessão no Congresso saiu conforme a encomenda, é negociar com dois guichês do PMDB a composição para a disputa presidencial. (págs. 1 e A3)

Sarney e Temer já falam em restringir edição de MPs
O novo comando peemedebista do Congresso, eleito em sintonia com o Planalto, contrariou o governo ao defender restrições à edição de medidas provisórias. O presidente da Câmara, Michel Temer, disse que quer limitar a quatro os assuntos que poderão ser tratados por MP. O senador José Sarney adotou linha semelhante. (págs. 1 e A4)

Fiesp apela por proteção do governo
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu a imposição de licença prévia para a importação de produtos que concorram diretamente com similares nacionais. A proteção serviria principalmente contra produtos fabricados na China. (págs. 1 e B6)

Recuperação pode ser rápida-Celso Ming
O recuo na produção industrial foi rápido demais. Isso pode significar que a recuperação virá também rapidamente. Números recentes apontam retomada das vendas de produtos duráveis e do uso industrial de energia. (págs. 1 e B2)

Resgatado na Colômbia o 5º refém solto pelas Farc
As Farc libertaram o ex-governador Alan Jara, cativo da guerrilha havia sete anos. Jara foi o quinto dos seis reféns que as Farc prometeram entregar à missão coordenada pela Cruz Vermelha, com apoio logístico brasileiro. Até amanhã é esperada a soltura do sexto refém, um ex-deputado. (págs. 1 e A13)

Tráfico liderou revolta na favela
Polícia investiga se ordem partiu de chefe do PCC ou de 'soldados' do crime

A violenta manifestação de anteontem na Favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, foi promovida por traficantes. O provável estopim foi a prisão do cunhado de Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí, integrante do PCC que comanda o tráfico de drogas na região. A polícia investiga agora se a ordem para o conflito partiu do próprio Piauí, que está preso, ou se a ação foi obra de "soldados" do tráfico. Moradores acusaram policiais de terem atirado balas de borracha mesmo depois de avisados que havia crianças por perto. (págs. 1, C1 e C3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Guerra contra a recessão
- Indústria teve a pior queda em oito anos
- Frente à crise, mais recursos para o PAC
- Lula anuncia 500 mil casas populares

No dia em que o IBGE anunciou a maior retração da indústria em oito anos - 12,4% em relação ao mês anterior - o presidente Lula apresentou no Rio as armas do governo para evitar a recessão. Ao inaugurar a primeira obra do PAC na cidade, no Morro Santa Marta, anunciou a construção de 500 mil casas populares. Prevendo dificuldades no primeiro trimestre, Lula insistiu que o aporte de R$ 100 bilhões no BNDES para empréstimos ao setor privado e o plano de investimentos da Petrobras vão manter a economia em atividade. (pág. 1, Cidade, pág. A10 a A13 e Economia, pág. A17)

Aprovação de Lula bate novo recorde
A aprovação ao presidente Lula voltou a bater recorde e chegou a 84%, segundo pesquisa CNT/Sensus. No cenário eleitoral, José Serra venceria Dilma Rousseff, mas os números da ministra cresceram. (pág. 1 e País, pág. A6)

Governo terá dias duros na Câmara
O governo deve preparar-se para dias difíceis, a julgar pelo discurso de "autonomia" feito pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Ele pretende pôr em votação o projeto que acaba com o fator previdenciário para o cálculo de aposentadorias - preocupação para o Planalto devido à elevação de 20% nos gastos da Previdência. A pauta de votações da Casa hoje já deve trazer outro incômodo ao Executivo: a rejeição da MP 466, que dá anistia fiscal a entidades filantrópicas, ameaçadas de perder o benefício por suspeita de irregularidades. (pág. 1 e País, págs. A4 e A5)

Sociedade aberta - Geraldo Tadeu Monteiro
Batalha no Congresso foi como a de Itararé: não houve. (págs. 1 e A5)

Luiz Zveiter acelera processos virtuais
A informatização do Judiciário fluminense ganhou novo fôlego com a posse, ontem, do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter. Durante a solenidade, o desembargador e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, assinaram termo de cooperação técnica com o Conselho Nacional de Justiça para desenvolvimento e implantação do chamado processo virtual nas varas de execuções. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 e A3)

Farc libertam ex-governador
As Farc libertaram na selva colombiana o ex-governador Alan Jara, que estava em poder da guerrilha havia sete anos. É o quinto cativo a ser solto desde domingo, na continuação de um processo de entrega de reféns que tem apoio logístico do Brasil. (pág. 1 e Internacional, pág. A21)

Satélite do Irã preocupa países
O Irã lançou seu primeiro satélite de fabricação própria, "para fins pacíficos", garantiu o governo. Mas os EUA e a França mostraram-se preocupados, pois "parte da tecnologia pode ser usada para o desenvolvimento de mísseis balísticos", dizem. (pág. 1 e Vida, Saúde & Ciência, pág. A24)

Sociedade aberta - Candido Mendes
A ONU contra o grampo e a invasão da intimidade. (págs. 1 e A9)

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Correio Braziliense

Manchete: Niemeyer desiste da praça na Esplanada
No quarto artigo enviado ao Correio desde que o projeto de construção da Praça da Soberania começou a mobilizar o brasiliense, o arquiteto que fez o mundo se curvar ante a beleza dos monumentos da capital decidiu, ontem, encerrar a polêmica. “Provisoriamente”, ressaltou Oscar Niemeyer, e após chegar à conclusão, com sua equipe, de que o governador do Distrito Federal não teria, por falta de verba, “condições para executar aquele projeto que tanto o empolgava”. “Parecia-nos ver a praça já construída”, disse ele, numa referência ao prédio que abrigaria o Memorial dos Presidentes e ao “grande triângulo” de 100m de altura que dividiram especialistas e moradores - de um lado, os que achavam que a obra ofuscaria a monumentalidade da Esplanada e, de outro, os que defendiam a nova criação como uma complementação da paisagem.

“Confesso que, ao tomar essa decisão (...), senti um certo alívio em pôr um ponto final a essa celeuma”. (págs. 1 e 23)

Reajuste de servidor só sai se os impostos não caírem
O Palácio do Planalto sancionou ontem a MP que reestrutura as carreiras de boa parte do funcionalismo federal. Apesar dos muitos vetos, o presidente Lula manteve intacto o artigo que condiciona aumentos salariais ao crescimento da arrecadação tributária. Em 2009, ela vem sendo corroída pela recessão. (págs. 1 e 16)

Queda na produção industrial nunca foi tão grande
Relatório do IBGE informa que a produção de bens pelas indústrias brasileiras caiu 14,5% em dezembro, o pior resultado já medido pelo instituto. O desastre teve como causa a crise financeira mundial, que espalhou pânico e incerteza no último trimestre de 2008. (págs. 1 e 13)

Mamata de novo
Deputados que receberam R$ 16,5 mil por um só dia de trabalho ganharam a mesma prenda em 2007. (pág. 1 e Tema do dia, pág. 2)

Lavando as mãos
Corregedor assume cargo e propõe que parlamentares não julguem mais uns aos outros por quebra de decoro. (pág. 1 e Tema do dia, pág. 3)

Concurso
UnB tem 672 vagas para professores. Salário até R$ 8 mil. (págs. 1 e 17)

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Valor Econômico

Ajustes prosseguem após queda recorde da indústria
A demanda interna parou de sustentar o crescimento brasileiro no fim de 2008 e início deste ano. A produção industrial caiu 12,4% em dezembro na comparação com novembro, já descontados os fatores sazonais, e 14,5% em relação a dezembro de 2007, quedas recordes na série estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A retração foi generalizada e 70% dos 755 produtos investigados apresentaram recuo na produção outro recorde negativo.

As primeiras informações de janeiro e os relatos de empresários ouvidos pelo Valor indicam que para alguns setores o mês de dezembro pode ter sido o fundo do poço, mas para outros o processo de ajuste na produção se manteve. Os dados de licenciamento de veículos e de expedição de aço apontam pequena recuperação na produção de automóveis em janeiro na comparação com dezembro, mas queda em relação ao início de 2008. No setor de eletroeletrônicos, as encomendas mostraram um janeiro ainda mais fraco que o fim do ano passado. No setor de autopeças, mais empresas anunciaram férias coletivas e acordos de redução de jornada e salários.

O tombo da indústria em dezembro - produção 19,8% inferior à de setembro, já descontados fatores sazonais - levou à revisão das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre de 2008 e também deste ano. As estimativas para o quarto trimestre são de uma queda superior a 2% em relação ao período imediatamente anterior. Essa "herança" vai contaminar o resultado de 2009. Ontem, alguns analistas já começaram a projetar um PIB negativo (de até menos 0,4%) para este ano. Se isso ocorrer, será a primeira queda anual desde 1992.
Entre os números desastrosos da indústria em dezembro,o mais emblemático é a queda de 22% na produção de bens de capital na comparação com o mesmo mês de 2007. Ele confirma que a crise financeira interrompeu o melhor e maior ciclo de investimentos dos últimos anos no país. (págs. 1, A3 a A5)

Popularidade à prova de crise
O presidente Lula e o governo federal obtiveram em janeiro a melhor avaliação na série histórica da pesquisa CNT/Sensus, que começou a ser divulgada em 1998. O governo recebeu avaliação positiva de 72,5% dos entrevistados, enquanto o presidente atingiu 84% de aprovação. (págs. 1 e A6)

Falta pessoal para manejo de florestas
O plano do governo federal de conceder terras na Amazônia para impedir o desmatamento da floresta corre o risco de fracassar por falta de mão-de-obra qualificada, especialmente de engenheiros e técnicos capacitados para o manejo florestal, que permite a exploração dos recursos naturais de forma sustentável.

Esses dois profissionais estão em falta no mercado. Não há escolas em número suficiente para atender a demanda continental da Amazônia e as que existem ainda se limitam à teoria em sala de aula. O gargalo, como sempre, está na falta de experiência de campo.

Especialistas calculam que seriam necessários pelo menos 10 mil profissionais para atender o plano oficial em dez anos. Mas os cursos técnicos e de engenharia florestal não conseguem formar sequer 10% disso. (págs. 1 e D8)


Reaparelhamento da FAB
A Aeronáutica recebeu ontem as propostas da Dassault (Rafale), Boeing (F-18) e Saab (Gripen) na concorrência para a compra de 36 aviões de caça. O negócio é estimado em US$ 2 bilhões e pode ser fechado no segundo semestre. (págs. 1 e A2)

Ideias
Cristiano Romero: PAC é marcado pela lentidão, e o país tem pressa. (págs. 1 e A2)

Seguros bilionários
No melhor ano de sua história, a Brasilveículos, seguradora do Banco do Brasil para o mercado de automóveis, entrou para o clube do bilhão. Os prêmios somaram R$ 1,1 bilhão, com vendas 23% maiores. (págs. 1 e C14)

Recuperação dos fundos
O ano começou com certo alívio para o setor de fundos de investimento, após o forte movimento de resgates de 2008. Janeiro terminou com captação líquida de R$ 6,480 bilhões, o melhor resultado desde março. Até os multimercados e os fundos de ações tiveram pequena recuperação. (págs. 1 e D2)

Recorde na cana
Pela primeira vez, a colheita de cana no Centro-Sul vai superar 500 milhões de toneladas. Até 15 de janeiro, a moagem somava 499,6 milhões de toneladas, 15,88% mais que no ciclo anterior. Pelo menos dez usinas deverão "emendar" com a próxima safra. (págs. 1 e B10)

Satelisa e Dow adiam projeto de US$l bilhão
A primeira fábrica integrada de alcoolquímica do país, da usina Santelisa Vale e do grupo Dow Chemical, não vai sair do papel tão cedo. As duas companhias decidiram diminuir o ritmo do empreendimento, que prevê a produção de resinas plásticas a partir da cana-de-açúcar em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro. O projeto, cujo orçamento é de cerca de US$ 1 bilhão, já tinha dado seus primeiros passos, com o plantio de viveiros de cana nos arredores de Santa Vitória. A unidade, que integra uma usina de açúcar e álcool com a produção de polietileno, estava projetada para entrar em operação em 2011. (págs. 1 e B1)


Protecionismo cortará mais vagas nos EUA
Os danos causados pela inclusão de barreiras protecionistas no pacote de estímulo econômico em discussão no Congresso dos EUA serão muito maiores que os seus benefícios, de acordo com um estudo do instituto Peterson para a Economia Internacional, influente centro de pesquisas sediado em Washington.

A preferência dada a empresas americanas nos projetos financiados pelo pacote ajudaria a criar menos de 9 mil empregos em usinas siderúrgicas e outras indústrias. Mas dezenas de milhares de trabalhadores veriam seus empregos ameaçados se outros países retaliassem erguendo barreiras semelhantes contra produtos americanos. Uma redução de apenas 10% nas exportações dos Estados Unidos poderia causar a eliminação de 65 mil postos de trabalho. (págs. 1 e A8)

Aneel exige garantias
A Aguas Gariroba Ambiental, controlada pela Cibe - empresa dos grupos Bertin e Equipav - tem dez dias para depositar garantias de R$ 196 milhões para a construção de seis térmicas. Caso contrário, será impedida de fazer qualquer contratação com o poder público. (págs. 1 e B7)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Queda de 12,4% na produção deve afetar PIB do trimestre
A redução de 12,4% da produção industrial registrada entre novembro e dezembro foi a maior de todo o período apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciado em 1991. O tombo foi mais intenso do que o esperado pelo mercado, e aponta para um recuo entre 1,8% e 2,3% do PIB nos três últimos meses de 2008 em relação ao trimestre anterior. A trajetória de queda foi reforçada pelos números divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI),registrando queda de 8% no total de horas trabalhadas na indústria e redução de 0,5% no nível de emprego no período. “A desaceleração está se dando de forma mais abrangente”, afirma Armando Monteiro Neto, presidente da CNI. Alguns ramos da indústria começam a se recuperar do tombo da produção no final de 2008. Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), metade dos ramos industriais aumentou, ainda que timidamente, o uso da capacidade instalada em janeiro. Os estoques, no entanto, continuam excessivos e a demanda vai mal para a maioria dos segmentos investigados — num sinal de que o setor deve demorar para compensar o corte histórico. O governo federal prepara medidas para reverter a expectativa de retração contínua da economia. A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, deve anunciar reforço de R$ 132,2 bilhões em novos recursos para os investimentos públicos e privados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A situação econômica, no entanto,não afeta a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a pesquisa CNT/Sensus, 39,9% das pessoas ouvidas sequer tomaram conhecimento da crise. A maioria, 51%, acredita na melhora do nível de emprego nos próximos seis meses. Segundo Clésio Andrade, presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), as pessoas percebem que há desemprego, “mas acreditam que as medidas anunciadas pelo presidente Lula vão funcionar”. (págs. 1, A4, A6, A7 e A8)

Transmissão vai receber R$ 3 bi até 2013
O setor de transmissão de eletricidade vai receber investimentos de R$ 3 bilhões até 2013, informou Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). “A crise não irá atrapalhar os projetos, porque são investimentos seguros, com garantia de receita”, afirmou o executivo. O planejamento do órgão estatal prevê a licitação e construção de 2,5 mil quilômetros de linhas e 22 subestações, que irão ligar ao sistema os novos projetos de geração de energia do País, como PCHs, além de ampliar o linhão que transmitirá a eletricidade a ser gerada pelas duas usinas do rio Madeira. (págs. 1 e C3)

Exportação de minérios soma US$ 22 bilhões
A exportação dos oito principais minerais produzidos no País somou US$ 22,16 bilhões em 2008, o que representa alta de 42,7% ante os US$ 15,53 bilhões obtidos no ano anterior. Com o forte crescimento, aumentou a participação do setor mineral nas vendas externas brasileiras, de 9,7%, em 2007, para 11,2%. Entre os destaques estão o manganês, cujo crescimento foi de 452% em valores, e o minério de ferro, com alta de 56,6%. Em ambos os casos, o reajuste nos preços foi o principal responsável pelo aumento. As importações também cresceram, 59,1%, para US$ 8,96 bilhões, principalmente devido às compras de cloreto de potássio, insumo para fertilizantes, e de coque. (págs. 1 e C7)

GM estuda não renovar contrato de temporário
Os contratos dos 1.633 empregados temporários da General Motors em São Caetano do Sul correm o risco de não serem renovados. O presidente da montadora no Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, disse que está estudando o caso, mas deu a entender que vai dispensar o pessoal. “Na nossa visão, o mercado em 2009 é de 2,4 a 2,5 milhões de unidades — mesmo tamanho de 2007. O terceiro turno foi contratado para um mercado de 3,2 milhões. Então, não comporta mais.” O sindicato dos metalúrgicos de São Caetano não deve “vender barato” a dispensa do pessoal e prepara manifestações e paralisações caso isso aconteça. (págs. 1 e C2)

Nervos à flor da pele no pregão de 6,6 mil ônibus
Eles estão praticamente incomunicáveis desde a semana passada. Mantêm os olhos pregados nos telões de computadores acompanhando on-line um megapregão eletrônico de 6,6 mil ônibus escolares que vão rodar em zonas rurais no âmbito do programa chamado Caminho da Escola. O clima tenso e, às vezes agitado, lembra as bolsas de valores. Os batimentos cardíacos dos envolvidos estão acima do normal e isto não ocorre por acaso, já que em jogo estão oito lotes, divididos entre encarroçadoras e fabricantes de chassis, cujo montante total de negócios deve beirar R$ 1 bilhão. Em toda a história da indústria de ônibus no Brasil nunca se viu algo parecido com estas características. É impossível falar com estes executivos nestes dias. Em algumas montadoras, este grupo de pessoas fica isolado e incomunicável com o mundo exterior. Para melhor conforto, ganham café, chá, água mineral e biscoitos. Ao que tudo indica, apenas no final do pregão é que haverá uma chance. Qual a data para encerramento? Ninguém arrisca palpite, embora se saiba que o prazo expira na próxima semana. Os fabricantes estão posicionando seus preços um pouco acima dos praticados no primeiro pregão (efetuado ano passado), argumentando que o atual edital traz diversas mudanças técnicas. O governo considera os lances altos e tenta forçar uma diminuição. (págs. 1 e C1)

Cresce a receita com televisor de LCD
Em 2008, pela primeira vez, o faturamento das indústrias com as vendas de televisores de telas de cristal líquido (LCD) ultrapassou a receita com a comercialização daqueles com cinescópio. No total, os aparelhos de LCD renderam às fabricantes US$ 2,31 bilhões, enquanto as vendas de televisores de tubo totalizaram US$ 1,62 bilhão, de acordo com dados preliminares da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), fornecidos com exclusividade à Gazeta Mercantil. Em 2007, a receita das fabricantes com a venda de televisores de tubo somou US$ 2,065 bilhões, enquanto a de LCD totalizou US$ 951,9 milhões. Apesar da alta registrada no faturamento, a produção de aparelhos de tubo ainda é muito maior. Em 2008, foram produzidos 2,66 milhões de aparelhos de LCD, enquanto a produção dos televisores com cinescópio foi de 7,9 milhões. De olho no maior valor agregado dos aparelhos de telas finas, fabricantes como a Sony e a Panasonic já interromperam a produção dos modelos de tubo. Segundo Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), por conta da crise, a expectativa do setor é manter a produção este ano. “Precisamos encontrar um caminho para que o consumidor tenha financiamento”, disse. (págs. 1 e C6)

Crédito imobiliário bate recorde
A crise global ainda não se refletiu com força no volume financiado com recursos de poupança para a compra de imóveis. Em 2008, o número de residências financiadas bateu seu recorde, alcançando 299 mil unidades, 54% a mais que em 2007. (págs. 1 e B3)

Dobra a venda futura de açúcar
Com a alta dos preços do açúcar na semana passada na Bolsa de Nova York, as usinas do Brasil voltaram a fixar preços no mercado futuro. Em um mês, o número de operações dobrou de 12% para 25% do excedente exportável. (págs. 1 e B11)

Telecom
Telefónica ampliará em 20% o investimento de 2009. (págs. 1 e C5)

Inflação
IPC-Fipe sobe 0,46% em janeiro. (págs. 1 e A5)

Opinião
Augusto Nunes: A extradição de Olga Benario por Getúlio Vargas, em 1936, e o refúgio concedido ao italiano Battisti comprovam que decisões soberanas podem ser também ultrajantes. (págs. 1 e A8)

Opinião
Ariverson Feltrin: Aqui entre nós: não dá orgulho saber que um brasileiro chamado Gurgel pôde vencer tantos desafios para conseguir realizar o sonho coletivo de um carro nacional? (págs. 1 e A3)


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Estado de Minas

Manchete: Governo promete 500 mil casas a preços populares
O presidente Lula disse que o programa será lançado nos próximos dias e vai beneficiar famílias de baixa renda. Ideia é alavancar a construção civil para amenizar os efeitos da crise financeira. Empresários do setor vão hoje ao Ministério da Fazenda discutir outras propostas. Também hoje deve ser anunciado o aumento para R$ 1,15 trilhões dos investimentos públicos e privados no PAC, mais que o dobro do volume original de recursos. (pág. 1)

Indústria
Produção no país cai 19,8%, no pior trimestre desde 1991. (pág. 1)

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Jornal do Commercio

Manchete: Acidentes deixam 12 mortos em um dia
Em Serra Talhada, um caminhão capotou matando nove romeiros. em Vitória, carro foi atingido por trás, o cinto se rompeu e o motorista foi arremessado pelo parabrisa. Em Cupira, motoqueiro atropelou andarilho e ambos morreram. (pág.1)

Temer promote votar questões polêmicas na Câmara (pág.1)

Popularidade
Pesquisa CNT/Sensus mostra que a aprovação de Lula continua subindo e chega a 84% em janeiro. (pág.1)

José Jorge (pág.1)

Educação - Mais acesso (pág.1)

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O que Publicam os Jornais de Hoje

O Globo

Manchete: Com Sarney e Temer, PMDB comanda Congresso até 2011
Sem renovação, partido sai mais forte para negociar com Lula palanque de 2010

O PMDB obteve uma dupla vitória no Congresso, com as eleições de José Sarney (AP) para a presidência do Senado e Michel Temer (SP) para a Câmara. Sarney foi eleito com 49 votos, contra 32 do petista Tião Viana (AC). Temer venceu no primeiro turno, com 304 votos. Ao tomar o comando das duas casas, o PMDB repete a situação inédita desde 1992 e, mesmo dividido, se fortalece para negociar com o presidente Lula o melhor palanque da sucessão de 2010. Após uma votação com a base rachada, o Planalto aplaudiu o resultado, mas terá que trabalhar para curar feridas de aliados derrotados - sem concessão de cargos, avisou Lula. Sarney assumiu prometendo cortar gastos. Seu terceiro mandato na presidência do Senado traz de volta à cúpula da Casa os senadores alagoanos Renan Calheiros, - que escapou da cassação, comandou a campanha de Sarney e será líder na do partido na Casa - e Fernando Collor (AL) - ex-presidente afastado por impeachment, agora cotado para uma comissão. Temer, também pela terceira vez no cargo, fez discurso corporativista: disse que ampliará os serviços da TV Câmara para provar que o deputados trabalham. (págs. 1, 3 a 5 e Ancelmo Gois)

No túnel do tempo
A volta de Sarney e Temer reabilita alguns velhos conhecidos:

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que renunciou à presidência do Senado para não ser cassado por quebra de decoro parlamentar, só fortaleceu ao aparecer como principal articulador da campanha de José Sarney, e agora assumirá como novo líder do PMDB no Senado.

O senador Fernando Collor (PTB-AL), afastado da Presidência da República depois de sofrer impeachment, foi reabilitado pelo comando da campanha de Sarney e é cotado para a presidência da Comissão de Relações Exteriores.

O ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, cujo grupo apoiou a candidatura de Michel Temer, fortalece a parte do PMDB que não apóia o presidente Lula. Quércia se cacifa para ser candidato ao Senado por São Paulo, com apoio do PMDB. (pág. 1)

Atrasado para votar, PSOL vai de jatinho
Depois de perder o voo para Brasília, o senador José Nery (PSOL-PA) pegou carona no jatinho de um empresário para chegar a tempo de votar no petista Tião Viana. Em clima de vale-tudo para garantir um cargo na Mesa da Câmara, deputados apelaram sem pudor para o corporativismo: prometeram condescendência para os colegas faltosos e até desconto em passagens aéreas. (págs. 1 e 5)

MEC: federais formam mais que particulares
Segundo o Censo da Educação Superior 2007, as universidades privadas têm, proporcionalmente, menos estudantes concluindo os cursos: apenas 55,4% dos que ingressaram. A taxa de conclusão é mais alta nas federais: 72,6%. (págs. 1 e 8)

Déficit comercial volta após oito anos
Pela primeira vez desde março de 2001, o Brasil registrou déficit na balança comercial, em janeiro: US$ 518 milhões. O país vendeu menos de tudo: carros, carnes e até petróleo. As maiores reduções foram com a União Européia (- 27,2%) e América Latina e Caribe (-37,4%). Com um único país, a Argentina, a queda foi de 48,4%. Os números refletem o desaquecimento das economias. (págs. 1, 15 e Míriam Leitão)

'Banco podre' ganha força na Europa
A proposta de criação de um 'banco ruim' para reunir ativos podres de instituições em dificuldade vem ganhando força na Europa. Reino Unido, Holanda e Alemanha já debatem o projeto, em estudo nos EUA.

Em 2008, o Bradesco lucrou R$ 7,6 bilhões, 4,9% menos. (págs. 1, 17 e 18)

Chávez festeja uma década com feriado
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, impôs ontem o cumprimento de um feriado, decretado na véspera, para celebrar seus dez anos no poder. O governo chegou a mandar soldados para forçar comerciantes a fechar lojas. (págs. 1 e 22)

Paes revoga aumento de salários
Sob a alegação de risco de desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, o prefeito Eduardo Paes decidiu ontem revogar aumento salarial dado por Cesar Maia a 30% dos servidores que têm até o nível médio. Em outra medida para conter custos, Paes determinou uma devassa na folha salarial da Comlurb. (págs. 1 e 9)

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Folha de S. Paulo

Manchete: PMDB vence na Câmara e no Senado
Com apoio de Lula, Michel Temer e José Sarney são eleitos pela 3ª vez para as presidências das duas Casas

Com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PMDB reconquistou, após 16 anos, as presidências da Câmara e do Senado. As vitórias dão ao partido poder para avançar na busca de mais espaço no governo, no qual já tem seis ministros, e influir na eleição de 2010. Na Câmara, venceu Michel Temer (PMDB-SP), 68, que superou Ciro Nogueira (PP-PI) e Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Aldo Rebelo (PC do B-SP). No Senado, vitorioso foi o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), 78, que passara dois meses tentando ser candidato único, mas teve de disputar o cargo com Tião Viana (PT-AC). É a terceira vez que ambos ocupam as presidências das respectivas Casas. Tanto Temer quanto Sarney tiveram menos votos que o projetado; como a votação é secreta, não é possível saber a origem das defecções. Para Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil e presidenciável, “a base do governo foi vitoriosa”. (Págs. 1 e A4)


Eliane Cantanhêde: Resultado eleitoral no Congresso não incomoda Lula
Lula jamais deu bola para o Congresso, mesmo quando deputado constituinte. Vencesse o PMDB nas duas Casas, ou o PT no Senado e o PMDB na Câmara, tanto fez como tanto faz. Lula ganharia de qualquer modo. Serra e PSDB perderiam de qualquer modo. (Págs. 1 e A2)

Balança comercial tem 1º déficit em 8 anos
Depois de uma tentativa frustrada de frear importações na semana passada, o governo brasileiro anunciou déficit na balança comercial do país – o que não ocorreria desde março de 2001. Com US$ 9,788 bilhões em exportações de US$ 10,306 bilhões em importações, o saldo de janeiro ficou negativo em US$ 518 milhões. Foi o pior resultado desde novembro de 2000. A desaceleração nas vendas ao exterior chegou a 22,8% em relação a janeiro do ano passado. Já as compras fora do país caíram em ritmo mais lento: 12,6% na mesma comparação. O governo pretende adotar medidas de estímulo às exportações, como financiamento e isenção de impostos, e promete ir à OMC se outros países tomarem atitudes protecionistas. (Págs. 1 e B1)

BNDES responde por 14% de todo o investimento feito no Brasil
Dados de 2008 mostram que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), principal instrumento do governo para tentar combater os efeitos da crise, já representa quase 14% de todos os investimentos feitos no país. Em 2008, o BNDES liberou R$ 92,2 bilhões (US$ 40 bilhões). No mesmo período, o Bird (Banco Mundial) destinou US$ 13,5 bilhões para 34 países. Críticos avaliam que o governo está assumindo função que deveria ser do setor privado. (Págs. 1 e B3)


Cursos para formação de professores perdem alunos
O Censo da Educação Superior, divulgado pelo governo, revela que o Brasil sofreu pelo segundo ano seguido de queda no total de universitários formados em cursos voltados para disciplinas específicas do magistério. O número de estudantes que concluíram seus cursos no grupo “formação de professor de matérias específicas” recuou 4,5% entre 2007 e 2006; em números absolutos, foram 3.300 formandos a menos. Para especialistas, o recuo se deve aos baixos salários do setor. (Págs. 1 e C1)

Editoriais: Leia “Dose dupla”, sobre vitórias do PMDB no Congresso; e “Violência em baixa”, acerca de homicídios. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: PMDB domina Congresso e quer vaga de vice para 2010
Legenda recupera hegemonia perdida em 1992, com escândalo do Orçamento

O PMDB passou a controlar o Congresso com a eleição, ontem, de José Sarney (AP) para a presidência do Senado e de Michel Temer (SP) para a da Câmara. A vitória teve o apoio do Planalto, que abandonou a candidatura do senador petista Tião Viana (AC) e operou para ajudar Temer. A ação irritou os petistas -um deles, o deputado Walter Pinheiro (BA), disse que "0 PMDB vai mandar na sucessão do presidente Lula". Hegemônicos pela primeira vez desde 1992, quando estourou o escândalo dos anões do Orçamento, líderes peemedebistas falam até em lançar nome próprio para a sucessão presidencial. Na verdade, porém, o partido quer a vaga de vice - que pode ser tanto na chapa governista como na da oposição tucana. O PMDB, como é tradição, deverá cobrar caro pelo apoio ao governo em seus dois anos finais de mandato. Sarney e Temer anunciaram que vão votar todos os projetos apresentados pelo Planalto contra a crise econômica. Em seu discurso, Sarney rejeitou a afirmação de que a escolha dele foi um retrocesso: "O espírito público não envelhece". (págs. 1 e A4 a A8)

Frases
José Sarney
Presidente do Senado
"Infelizmente, minha paixão pela vida pública é muito maior que a paixão pelo bem-estar pessoal"

Michel Temer
Presidente da Câmara
"O PMDB já era forte. É um partido importante independentemente do que aconteceu aqui"
Pag.1

Análise- Dora Krammer -Partido manda, seja qual for o governo
O PMDB marcou mais um gol no quesito causa própria. De legenda de perfil regional, foi se transformando em poderosa organização de caráter federal. Consolidou-se na posição do partido que manda, seja qual for o governo.(págs. 1 e A6)

Senadores veem traição na base governista
Saíram de partidos aliados do Planalto - entre eles, o PT - votos decisivos para a vitória de José Sarney. Segundo senadores, Sarney teve 9 dos 21 votos de cinco partidos governistas comprometidos com o petista Tião Viana. Também o PSDB, que tinha declarado apoio a Viana, votou majoritariamente em Sarney. (págs. 1 e A5)

Balança comercial tem lº déficit desde 2001
A balança comercial brasileira registrou o primeiro déficit desde março de 2001. Em janeiro, o total das importações superou o das exportações em US$ 518 milhões. A guinada foi provocada pela queda da demanda internacional e pela adoção de medidas protecionistas em vários países. O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, antecipou que o resultado de fevereiro também será ruim. O governo prepara pacote de ajuda aos exportadores. (págs. 1, B1 e B3)

Após corte de IPI, venda de veículos cresce 1,5% em janeiro
As vendas de veículos novos, incluindo caminhões e ônibus, cresceram 1,5% em janeiro ante dezembro. Foi o primeiro mês completo da vigência do corte de IPI para estimular o setor. O desempenho é visto pelas montadoras como positivo, uma vez que janeiro apresenta vendas menores do que dezembro. Com a alta, já faltam carros modelo 2009 nas revendedoras, relata Sonia Racy. (págs. 1, B5 e D2)


Ensino privado superior sofre desaceleração após dez anos
O número de novas instituições privadas de ensino superior aumentou 0,5% em 2007, a menor expansão em 10 anos, mostra o Censo da Educação Superior. O total de cursos oferecidos cresceu 8,6%, contra 18% entre 2002 e 2003. (págs. 1 e A14)

Fórum de Belém
Os diversos manifestos divulgados no Fórum Social Mundial têm um denominador comum: o nostálgico repertório de clichês politicamente corretos e de jargões anti-imperialistas dos anos 50 e 60. (págs. 1 e A3)

Colômbia - Confusão adia soltura de reféns
O presidente Uribe é acusado de violar acordo com as Farc. (págs. 1 e A11)

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Jornal do Brasil

Manchete: Eles estão de volta
José Sarney e Michel Temer vencem e dão ao PMDB o controle da Câmara e do Senado

O senador José Sarney e o deputado Michel Temer, ambos do PMDB, voltam ao comando do Senado e da Câmara - e dão ao partido influência na sucessão presidencial e o controle do Congresso, façanha não alcançada por nenhuma legenda em 17 anos. Com a derrota de Tião Viana (PT), o governo vai trabalhar para contornar as insatisfações na sua base de apoio. Outros dois voltam à ribalta: Collor e Renan Calheiros. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 a A7)

Lula exige ousadia contra a crise
Por conta da crise, o presidente Lula exigiu ontem, em reunião ministerial, ousadia com mais investimentos oficiais, incluindo reforço no Programa de Aceleração do Crescimento. A balança comercial registrou déficit em janeiro, o primeiro em oito anos. (pág. 1 e Economia, pág. A17)

Estado assume o Dona Marta
Depois do fim do tráfico no Morro Dona Marta, o governo do estado vai instalar redes de água e luz com cerca de R$ 7 milhões do Fundo Nacional de Habitação e Interesse Social. O presidente Lula visita hoje a comunidade. (pág. 1 e Cidade, pág. A11)

Inadimplência e crédito preocupam
A desaceleração do crédito e o aumento da inadimplência serão as principais preocupações do setor bancário brasileiro este ano. Essa é a conclusão de especialistas ouvidos pelo Jornal do Brasil, com base em estudos sobre o alto nível dos spreads. (pág. 1 e Economia, pág. A18)

Sociedade Aberta – Eleição no Congresso
Rubens Figueiredo e David Fleischer analisam a disputa. (págs. 1 e A7)

Sociedade Aberta – Roberto Wider
Órgãos judiciais estão longe da população. (págs. 1 e A9)

Sociedade Aberta – Eduardo Suplicy
Renda Básica da Cidadania é passo para novo mundo. (págs. 1 e A9)

Sociedade Aberta – Allan Kardec Duailibe
O uso do diesel menos poluente vai melhorar o ar este ano. (págs. 1 e A18)

Sapatada até no premier chinês
O protesto com sapatada ganhou mais um alvo: o premier da China, Wen Jiabao. Um manifestante de direitos humanos lançou um tênis contra o palco em que o chinês discursava, na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Como Bush, Wen saiu ileso. (págs. 1 e A22)

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Correio Braziliense

Manchete: Eis os generais da marcha para 2010
Com Sarney e Temer, PMDB conquista as duas casas do Congresso

José Sarney (AP) e Michel Temer (SP) venceram ontem com tranquilidade as eleições para presidente do Senado e da Câmara. Os dois são filiados ao PMDB. Os dois já comandaram as respectivas casas antes, por duas vezes. E os dois tornam-se desde já protagonistas da eleição presidencial de 2010. Irritado com interferências do Palácio do Planalto em favor do adversário, Tião Viana (PT-AC), o ex-presidente Sarney avisou que não pretende pôr as tropas que comanda na defesa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para suceder Luiz Inácio Lula da Silva. Ele enviou recado ao Palácio do Planalto, segundo o qual seu preferido é o governador mineiro Aécio Neves. Temer, por seu lado, ainda não fala abertamente sobre o assunto. Mas comanda o diretório nacional do PMDB e terá papel decisivo na construção das futuras alianças. Político muito próximo do governador paulista José Serra (PSDB), contraiu uma dívida de gratidão com Lula, que garantiu o apoio irrestrito do PT e assim ajudou a conduzi-lo ao topo da Câmara. A sorte está lançada. (págs. 1 e 2 a 10)

Alívio no Palácio do Planalto: disputa acaba sem grandes rusgas com alas do partido vitorioso (págs. 1 e 2 a 10)

Deputados licenciados retomam vagas e botam R$ 16,5 mil no bolso por um dia de trabalho (págs. 1 e 2 a 10)

Exportações desabaram (págs. 1 e 16)

P53, o gene que vence o câncer (págs. 1 e 22)

Mundial de 2014 - Brasília “à disposição” para a Copa
Após encontro com a comissão de vistoria da Fifa, o governador José Roberto Arruda afirmou que Brasília está pronta “para qualquer responsabilidade” como provável cidade sede da Copa 2014. (págs. 1 e 31)

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Valor Econômico

Manchete: Empresas têm custo cada vez mais alto em captações
As empresas que recorrem ao mercado doméstico de capitais - praticamente o único disponível - estão pagando taxas cada vez mais altas por papéis com vencimento mais curto. Os primeiros negócios do ano mostram que as taxas não cederam e que o dinheiro continua caro até para as grandes companhias. As taxas já superam os 125% do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), com lançamentos restritos aos investidores internos e exigências de garantia firme por parte dos compradores.

A emissão da Bradespar, de R$ 610 milhões em debêntures aprovada na semana passada, saiu por 125% do CDI para papéis de apenas três anos. A taxa foi ainda maior para as notas promissórias de 180 dias lançadas pelas cinco concessionárias da OHL Brasil, que captaram R$ 200 milhões a 136% do CDI.

Antes da crise, empresas de primeira linha emitiam papéis de até sete anos oferecendo menos de 108% do CDI. Com a rentabilidade elevada, a demanda cresce. A procura pelos papéis da Bradespar chegou a dez vezes o volume ofertado e somou R$ 6 bilhões. Mas a rentabilidade não caiu porque boa parte dos investidores se dispôs a ficar com os papéis desde que saíssem com a taxa no teto previsto no início da oferta.

A crise afastou os investidores em debêntures, Em cinco meses, foram apenas três emissões. Outra alternativa ao crédito escasso, a securitização também teve o custo elevado. Neste ano, só duas operações de FIDC foram a mercado, com taxas de 120% e 125% do CDI. Antes da crise,giravam em tomo de 108% do CDI.

Um alento para as grandes empresas pode ser a demanda dos fundos de pensão por papéis privados. Com a perspectiva de queda dos juros, eles já buscam retornos maiores, As emissões de debêntures e títulos de direito creditório despertam o interesse das fundações. A Sabesprev ficou com R$ 50 milhões em debêntures na última emissão da Sabesp (de R$ 220 milhões). A Funcef, dos funcionários da Caixa Econômica Federal, investiu R$ 400 milhões em títulos de crédito corporativo no fim de 2008. (págs. 1, C1 e C2)



PMDB comanda o Legislativo
Com José Sarney na presidência do Senado e Michel Temer, na Câmara, o PMDB passa a comandar o legislativo federal. Embora seja mais uma "federação" de interesses regionais do que um partido nacional, a agremiação reforça sua condição de aliado estratégico para as eleições de 2010. (págs. 1, A5 e A6)

Receita aperta o cerco contra paraíso fiscal
Empresas brasileiras estão evitando fazer negócios com outras companhias nacionais que têm operações em paraísos fiscais. A restrição começou no início do ano, quando entrou em vigor a lei nº 11.727, que ampliou os critérios para que um local seja considerado "de tributação privilegiada” mas, ao contrário da legislação anterior, não trouxe a lista de países considerados paraísos fiscais. A principal dúvida é em relação às estruturas criadas no Estado americano de Delaware e no Uruguai, que não constavam na lista, mas que se enquadram nos novos critérios. O temor das empresas é que, ao negociar com companhias que operam em paraísos, fiquem mais expostas ao Fisco. A Receita ainda não definiu se vai editar uma nova lista de paraísos fiscais. (págs. 1 e E1)

Barreiras à exportação
As restrições impostas pela União Europeia às exportações brasileiras de carne bovina in natura representaram perdas de USS 586 milhões ao país no ano passado. De fevereiro de 2008 até hoje, apenas 814 fazendas estão aptas a exportar para a UE. (págs. 1 e B10)

Resultados do Bradesco
O Bradesco obteve lucro líquido de R$ 1,605 bilhão no quatro trimestre do ano passado, uma queda de 27% em relação a igual período de 2007. Em 2008, o lucro foi de RS 7,62 bilhões, queda de 4,9%. A carteira de crédito cresceu 33,4% no ano, para RS 215,35 bilhões. (págs. 1 e C10)


Azul vai à Justiça para pousar no Rio
A Azul Linhas Aéreas decidiu não esperar pelos resultados da audiência pública sobre o fim das restrições ao uso do aeroporto Santos Dumont e entrou na Justiça contra portaria do antigo DAC, atual Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A empresa quer operar o quanto antes no aeroporto que fica no centro do Rio e impetrou mandado de segurança para iniciar voos entre Santos Dumont e Viracopos, em Campinas (SP), sua base de operações. Atualmente, o aeroporto carioca está limitado a voar para Congonhas, em São Paulo, com aviões turboélices de até 50 passageiros. "Entendemos que a legislação nos dá o direito de voar para qualquer aeroporto e decidimos levar a questão à Justiça", diz Renato Covello, diretor jurídico da Azul. (págs. 1 e B4)

China reduz importações do Brasil
O Brasil deve perder ao menos U$ 1,5 bilhão em exportações de soja, minério de ferro e petróleo para a China neste ano por causa da desaceleração da economia chinesa - o equivalente a 12% das exportações desses itens ao país no ano passado. Especialistas dizem que a China está trocando o "banquete" de commodities agrícolas e metálicas por uma "dieta" mais' equilibrada. Por isso, investimentos no Brasil que têm o mercado chinês como alvo também estão em risco. Em janeiro, as exportações de commodities impediram que a balança se deteriorasse mais: o mês fechou com déficit de US$ 518 milhões, o primeiro desde março de 2001. (págs. 1 e A10)

Ideias
Delfim Netto: resposta de nosso sistema bancário tem sido suicida ao cortar o crédito dos bons devedores. (págs. 1 e A2)

Ideias
Raymundo Costa: senhor do Legislativo, PMDB é aliado vital para 2010. (págs. 1 e A6)

Governos dos EUA e da Europa terão de captar US$ 4 tri para bancar pacotes econômicos (págs. 1 e C5)


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Gazeta Mercantil

Manchete: Bradesco tem lucro líquido de R$ 7,6 bi
O temor de aumento da inadimplência sobre a carteira de crédito, hoje em 3,6%, levou o Bradesco a uma provisão extraordinária de R$ 597 milhões no último trimestre de 2008, o que reduziu seu lucro, informou ontem Márcio Cypriano, diretor-presidente da instituição.

O banco fechou o quarto trimestre de 2008 com ganho de R$ 1,6 bilhão, comparativamente aos R$ 2,19 bilhões do mesmo intervalo do ano anterior. Além das provisões, influenciaram na queda R$ 454 milhões com alienação e impactos de marcação a mercado de investimentos. No acumulado do ano, a instituição somou lucro líquido de R$ 7,62 bilhões, queda de 4,9%.

O diretor-presidente do banco descartou novas aquisições e diz que prevê crescimento orgânico. “O mercado está extremamente enxuto. As alternativas são poucas e não há nenhuma que seja boa para o nosso acionista.” A área de seguros ampliou sua participação no resultado global para 34,75%. (págs. 1 e B1)

Lula pede mais ousadia aos ministros
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, definiu com sua equipe ministerial as linhas que o governo federal deverá seguir para enfrentar a crise econômica. Segundo o ministro Guido Mantega, da Fazenda, Lula quer ousadia, mais investimentos públicos, reforço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e redução do custo do crédito. “Não é momento de reação tímida ou retraída. O presidente quer ousadia”, afirmou Mantega. (págs. 1 e A6)

Sarney e Temer querem priorizar combate à crise
Após vigoroso crescimento nas eleições municipais de outubro passado, o PMDB deu ontem mais um passo rumo ao seu fortalecimento como parceiro privilegiado para negociar as coligações partidárias das eleições de 2010. A legenda assegurou o comando da Câmara e do Senado, façanha que há 17 anos não era alcançada. As presidências das duas Casas estão sob controle de dois caciques peemedebistas, o senador José Sarney (AP) e o deputado Michel Temer (SP).

O PMDB comandará o Legislativo em tempos de desafios - os dois eleitos citaram a crise econômica como o principal deles e reafirmaram o papel que o Congresso deve exercer no seu enfrentamento - e votações de projetos cruciais como as reformas tributária e política.

Apenas um obstáculo insiste em ficar no caminho do PMDB: as divergências internas, que se agravam com o partido no meio de um cabo-de-guerra entre governo e oposição, que tentam atrair a agremiação para compor alianças em 2010. (págs. 1, A7 e A8)

Para ANP, déficit com o petróleo é de US$ 4,78 bi
A balança comercial de petróleo e derivados teve déficit de US$ 4,78 bilhões entre janeiro e novembro de 2008, com crescimento de 105% sobre o saldo negativo de US$ 2,32 bilhões de igual período do ano anterior, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Os números do órgão regulador diferem bastante dos apresentados recentemente pela Petrobras, que divulgou déficit de US$ 928 milhões durante todo o ano passado em sua balança do setor.

O professor especialista em petróleo Giuseppe Bacoccoli vê com estranheza a discrepância entre os dados. “É uma incógnita”, diz o analista, para quem essa diferença teria de ser bem menor em razão do atual domínio da Petrobras sobre o mercado de combustíveis. “Não existe um litro de combustível vendido nos postos do País que não tenha passado pela Petrobras”, diz Bacoccoli.

A estatal, por sua vez, diz que a balança divulgada pela ANP “inclui a movimentação comercial de outros agentes, e não apenas da Petrobras”. (págs. 1 e C4)

Exportações do agronegócio podem recuar até 25%
As exportações do agronegócio terão a primeira queda em receita em dez anos, segundo previsão feita para este ano pelo secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. A retração em dólar pode variar de 7,3% a 25,9%, de acordo com o cenário configurado pela crise.

As vendas externas do setor em 2009 devem render à balança comercial US$ 63,4 bilhões, interrompendo a sequência de altas que culminou com US$ 71,8 bilhões arrecadados em 2008. O recuo não será sentido pelo produtor rural, cuja receita em real poderá chegar a R$ 145,9 bilhões, 10,7% mais que em 2008.

A redução em janeiro de quase 50% na concessão de Adiantamentos sobre Contrato de Câmbio (ACC), ante os US$ 239 milhões concedidos em setembro passado, explica a variação já explicitada na balança comercial de janeiro. (págs. 1 e B10)

Comércio exterior
Balança comercial registra déficit de US$ 518 milhões. (págs. 1 e A5)

Investimentos
Crise impulsiona valorização do ouro. (págs. 1 e B3)

Opinião
Paul Krugman: A ajuda ao sistema bancário revelou-se um exercício clássico de protecionismo: os contribuintes assumem a responsabilidade caso as coisas dêem errado; os acionistas e executivos captam os benefícios se as coisas derem certo. (págs. 1 e A11)

Opinião
Maria Fernanda Teixeira: Há evidências de que o mercado de tecnologia de ponta está sendo afetado pela crise mundial. Contudo, é nos momentos mais críticos que surgem as grandes descobertas. (págs. 1 e A3)

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Estado de Minas

Manchete: O temporal das árvores caídas
Um forte temporal com ventos de 70 Km/hora derrubou dezenas de árvores na área central de BH, 20 delas só na Avenida Afonso Pena. No fim da tarde de ontem, muitas caíram sobre carros e destruíram ruas e avenidas. Os bombeiros receberam 120 chamados para liberar o trânsito nos locais atingidos. Também houve alagamentos no centro e na região hospitalar. Por causa dos raios, cerca de 100 mil residências e pontos comerciais ficaram sem energia. (pág. 1)

O que a eleição de Sarney e Temer tem a ver com 2010
A vitória dos dois parlamentares para presidir o Senado e a Câmara, respectivamente, mostra a força do maior partido do país. E reforça a importância que o PMDB terá nas eleições de 2010. (págs. 1, 3, 4 e Economia, pág. 8)

Balança no vermelho
Pela primeira vez desde março de 2001, as importações brasileiras superaram as exportações. Em janeiro, o saldo ficou negativo em US$ 518 milhões. (pág. 1)

Estradas
Número de mortes nas BRs que cortam Minas cai 11%. (pág. 1)

Educação
Crise acirra disputa por alunos entre faculdades. (pág. 1)

Descoberto gene que barra câncer
Pesquisadores do Reino Unido e de Cingapura descobriram como gene ativado por proteínas nas células impede o surgimento de tumores. (pág. 1)

A cara do Mineirão para a Copa de 2014 (pág. 1)

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Jornal do Commercio

Manchete: A volta de Sarney
Com as vitórias de José Sarney para a presidência do Senado e de Michel Temer, da Câmara, o PMDB controla o Congresso. Apesar de muito doente, o deputado Carlos Wilson não mediu esforços, foi a Brasília, mas passou mal antes da votação. (pág.1)




Mais 7.500 vagas na refinaria
Até o final do mês, seis novos contratos para construção do empreendimento em Suape serão assinados abrindo postos de trabalho. (pág.1)

Seguro-desemprego tem reajuste de 12%
Desde ontem, tabela do seguro foi reajustada de acordo com o aumento do salário mínimo. Menor pagamento será de R$ 465 e o maior, R$ 870. (págs. 1)

Recife vai equipar e abrir novas escolas (pág.1)

Curado de raiva vai deixar UTI
Martino da Silva, 16 anos, o primeiro brasileiro sobrevivente da doença, vai para um quarto do Osvaldo Cruz, hoje, onde inicia uma nova fase do tratamento. (pág.1)

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O que Publicam os Jornais de Hoje

O Globo

Rachada, base de Lula vota de olho em 2010
Rachada entre candidatos governistas – três na Câmara e dois no Senado – a base de Lula cobrará a conta das eleições de hoje no Congresso. O PMDB pode ter vitória dupla. (págs. 1, 3 e 4 e Ricardo Noblat)

Davos termina como começou: com pessimismo
O Fórum Econômico Mundial terminou propondo uma força-tarefa para repensar o sistema financeiro global. Em clima de pessimismo, os líderes não chegaram a uma conclusão sobre o tamanho da crise. (págs. 1 e 13)

Itália cobra apoio da UE no caso Battisti
O chanceler italiano, Franco Frattini, cobrou apoio da União Europeia contra o refúgio dado a Cesare Battisti: “O Brasil duvida do teor constitucional de um país da UE. Como pode Bruxelas ficar calada?” (págs. 1 e 5)

Farc libertam 4 reféns em ação tumultuada por militares
Numa operação iniciada na sexta-feira com o apoio do Brasil, as Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farc) libertaram ontem três policiais e um soldado sequestrados em 2007. (...) (págs. 1 e 19)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Guerrilha solta reféns com apoio brasileiro
Três policiais e um soldado mantidos reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) foram libertados ontem e entregues ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Os quatro seguiram em dois helicópteros Cougar do Exército brasileiro em direção à cidade colombiana de Villavicencio (cerca de 120 km de Bogotá), onde um grupo de familiares e políticos os aguardava. A libertação se deu em meio à troca de acusações entre o governo e a oposição na Colômbia sobre os rumos da missão. (...) (págs. 1 e A8)

Eleição na Câmara pode virar guerra judicial
Os deputados federais elegem hoje seu novo presidente em meio a um clima tenso e ameaça de guerra judicial. PP e PSOL pretendem reclamar vagas na Mesa Diretora diretamente no STF (Supremo Tribunal Federal), pois consideram-se excluídos do processo sucessório.

Embora o PMDB continue sendo apontado como favorito com a candidatura de Michel Temer (SP), não há certeza sobre sua vitória na Câmara. No Senado, José Sarney (PMDB-AP) enfrenta agora o suposto avanço da candidatura do petista Tião Viana (AC), (págs. 1, A4 e A5)

Fernando Rodrigues – Lula promove renascimento do PMDB
Lula completa hoje uma obra relevante de seu mandato: o renascimento do PMDB: De lambuja, aprofunda a submissão do PT.

Desde Collor, o PMDB não mandava tanto. O partido atual é igualzinho ao de 16 anos atrás. Está apenas com mais apetite. (págs. 1 e A2)

Crise conduz Estado de volta ao centro da cena em Davos
Se houvesse uma placa “Estado: procura-se” no Centro de Congressos de Davos, a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, não se surpreenderia.

“O que me chocou foi a demanda este ano por membros do governo”, disse ontem, ao final do encontro. O fundador do fórum, Klaus Schwab, já havia notado: “O pêndulo se moveu e o poder voltou aos governos”. (págs. 1 e B6)

Call center tem melhora, mas solução de caso ainda é falha
Dois meses depois das novas regras para os SACs (serviços de atendimento ao consumidor), as empresas acataram parte das exigências feitas pelo governo e atendem em até um minuto.

Mas o ponto central da lei, a resolução do problema em até cinco dias, ainda não foi atingido, segundo balanço do Procon-SP. (...) (págs. 1 e C1)


Entrevista - Oscar Niemeyer
‘Tombamento de Brasília é uma besteira; as cidades acabam sendo modificadas’ (págs. 1 e A12)

Entrevista - Henrique Meirelles
‘Problema de liquidez está normalizado no Brasil e país deve sair da crise mais cedo. (págs. 1 e B1)

Entrevista - Margarita López Maya
‘Chávez avançou no social em dez anos, mas governo e Estado agora se confundem’. (págs. 1 e A9)

Ciência – Telescópio no Chile triplica produção da astronomia brasileira (págs. 1 e A11)

Editoriais
Leia “Piora de cenário”, sobre projeções do FMI; e “Refúgio e extradição”, acerca de STF e julgamento do caso Battisti. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Gastos das indústrias com juros têm aumento de 17,3%
Levantamento inédito da Fiesp revela que as despesas financeiras da indústria de transformação do País cresceram 17,3% no quarto trimestre de 2008, período em que a crise ganhou fôlego. O item que mais pesou nessa conta foi o spread bancário, diferença entre a taxa de juros cobradas por bancos e a que eles pagam para captar recursos. (...) (págs. 1 e B1)

Brasil ajuda a resgatar 4 reféns das FARC
Quatro reféns sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2007 foram libertados ontem. O soldado William Dominguez e os policiais Walter Lozano, Alexis Torres e Juan Galícia foram resgatados da selva colombiana com um helicóptero fornecido pelo Brasil e entregues a uma comissão formada por militares brasileiros. Os guerrilheiros prometem libertar até quarta-feira um ex-governador e um deputado. (págs. 1 e A9)


De olho em 2010, Congresso decide hoje presidência
A corrida presidencial de 2010 começa na prática hoje, com a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado. O PMDB é o grande favorito para vencer na Câmara, com Michel Temer (SP). E mantém vantagem no Senado com José Sarney (AP), apesar do crescimento do petista Tião Viana (AC). Mesmo preocupado em preservar a base aliada, o Planalto sinalizou apoio a Viana. (págs. 1, A4 a A6)

Caso Battisti – Chanceler diz que Tarso é ‘radical’
PT reage a entrevista de ministro das Relações Exteriores da Itália. (págs. 1 e A8)


Leitura – Cresce espaço das HQs nas escolas
MEC vai distribuir 23 títulos até março, como a adaptação de ‘O Alienista”. (págs. 1 e A12)

Notas e Informações – Obrigado, presidente
O presidente Luiz Inácio Lula parece que entendeu que ao noticiar ou opinar sobre assuntos que não sejam favoráveis a imprensa não está expressando meras antipatias ou idiossincrasias. (págs. 1 e A3)


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Jornal do Brasil

Manchete: Rio antecipa as obras para a Copa do Mundo
Provável palco da final da Copa de 2014, o Rio recebeu ontem delegados da Fifa para uma visita técnica. Márcia Lins, secretária estadual de esporte, antecipou que pretende fechar o Maracanã para obras já a partir do segundo semestre. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, recebeu do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes garantias de ampliação da rede hoteleira e de serviços de entretenimento. Amanhã, governador e prefeito recebem o presidente Lula. Em pauta, recursos do PAC para preparar o Rio para a Copa. Há a expectativa de que o investimento total da cidade chegue a R$ 10 bilhões. (pág. 1, Tema do dia, A2 a A4)


Ricos saem pessimistas do encontro em Davos
O Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, terminou afundado num forte pessimismo. Os participantes criticaram o ressurgimento do protecionismo comercial, especialmente o pacote dos EUA contra a crise, que prevê investimentos somente onde se usa matéria-prima americana. (págs. 1 e A18)

Racha governista no Congresso
O PMDB comemorou ontem antecipadamente a vitória do deputado Michel Temer (SP) e do senador José Sarney (AP) nas eleições de hoje para presidentes da Câmara e do Senado. Mas o resultado não é seguro. E o governo teme o racha entre aliados no Congresso. (págs. 1, País, A6 e A7)

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Correio Braziliense

Manchete: Caixa e BB têm até o dia 13 para baixar juros
Lula exige queda nas taxas de empréstimos e no spread das duas instituições, além do BNDES e dos bancos do Nordeste e da Amazônia.

Puxão de orelhas foi maior no Banco do Brasil que, segundo o presidente, poderia manter o lucro se oferecesse crédito mais barato. (págs. 1 e 9)

Confusão em operação apoiada pelo Brasil
Atraso e várias informações contraditórias a respeito de uma eventual interferência de militares colombianos marcaram a operação humanitária com helicópteros brasileiros de resgate de quatro reféns libertados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Rebeldes acusam o Exército da Colômbia de ter capturado um guerrilheiro e provocado a morte de outro. (págs. 1 e 14)

Negociações e fé na reta final
Aliados de José Sarney juram que têm, no mínimo, 50 senadores garantidos na eleição para a Presidência do Senado. Do lado de Tião Viana, a calculadora encontrou o apoio de 43 colegas. Como só há 81 votantes, um dos dois inflou as contas. Para ajudar na multiplicação dos votos, a dupla foi à missa ontem: Viana esteve na Igreja de Santo Antônio; Sarney, na capela da casa do arcebispo emérito dom José Freire Falcão.

A eleição que define o novo presidente da Câmara, inicialmente marcada para o meio-dia de hoje, foi antecipada pelo atual presidente, Arlindo Chinaglia, para as 10h, mesmo horário da votação no Senado. A ideia é que o resultado de uma Casa não influencie o da outra. Melhor para o candidato Michel Temer, que ainda recebeu mais uma boa notícia no fim do dia: o também peemedebista Osmar Serraglio comunicou que está fora da disputa. (pág. 1, Tema do dia, págs. 2 a 7)

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Valor Econômico

Manchete: Preços agrícolas ignoram a crise e voltam a se elevar
Todas as oito principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no mercado internacional encerraram janeiro com preços médios superiores aos de dezembro – o que não era visto desde junho de 2008, em plena inflação global dos alimentos. Com o aprofundamento da crise em setembro, as cotações registraram forte queda até o fim do ano passado. Especialistas já alertavam que as relações de oferta e demanda não justificavam tamanha desvalorização, apesar da tendência de desaceleração econômica. A alta dos grãos negociados em Chicago explica-se pelas quedas de produção na América do Sul por causa da seca, em especial na Argentina, e pelo aquecimento da demanda em mercados importantes, como a China. (...) (págs. 1 e B10)

Novas chance para prefeitos pagarem INSS
O governo estuda criar um novo programa de parcelamento de dívidas com a Previdência Social específico para os municípios. Muitos prefeitos que tomaram posse este ano pedem que mesmo débitos já renegociados em programas anteriores sejam consolidados com novas dívidas e parcelados em até 20 anos. A informação foi divulgada ao Valor pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo ele, se concluída a tempo, a medida poderá ser anunciada em fevereiro, durante encontro que o governo federal promoverá com prefeitos. Diferentemente dos Estados, a grande maioria dos 5.563 municípios brasileiros não mantém regime previdenciário próprio para seus servidores. (págs. 1 e A3)


BC usará mais reservas para bancar crédito
O Banco Central vai continuar aumentando o uso das reservas internacionais para garantir o financiamento às exportações e a rolagem da dívida de empresas no exterior já que a seca na oferta de crédito externo vai persistir por um bom tempo, disse seu presidente, Henrique Meireles, ao Valor. “Temos condições de suprir esse financiamento por um período longo, uns poucos anos.” (...) (págs. 1 e C8)


Apoio do PSDB a Viana nasceu de um racha
Uma virada da bancada do PSDB deu sobrevida à candidatura do senador Tião Viana (PT-AC) a presidente do Senado, mas não o suficiente para tirar o favoritismo do senador José Sarney (PMDB-AP). Sarney teve, porém, que movimentar-se promovendo, por exemplo, a volta da senadora Maria do Carmo (DEM-SE), que estava licenciada. Sarney aposta que terá entre 55 a 57 votos. Tião Viana estimava ontem a noite que teria 43 votos, dois a mais que o necessário. O apoio do PSDB ao PT surgiu de um racha da bancada tucana por causa da função de líder, mas acabou avalizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo governador José Serra. (págs. 1 e A14)

Venda de caminhões continua fraca
As medidas de estímulo oferecidas pelo governo, como redução do IPI e ampliação do Finame, não surtiram efeito e o mercado dos veículos pesados começou mal o ano. O volume de vendas na primeira metade de janeiro foi o pior em cinco anos. (...) (págs. 1 e B6)


Oportunidade de ajuste
Um número crescente de economistas acredita que o Brasil pode aproveitar a crise para finalmente ter juros e câmbio em níveis mais adequados. Algumas previsões para o fim do ano já apontam a Selic em 10%. Mas a expansão dos gastos correntes pode reduzir a margem para baixar os juros. (págs. 1 e A5)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Empresa compromete caixa para pagar imposto
Ao mesmo tempo que tem tomado medidas para promover a liquidez do mercado, o governo federal pegou as empresas de surpresa com a publicação da Medida Provisória 449 no início de dezembro — que começa agora a mostrar suas consequências. A MP restringe o uso de créditos com a Receita Federal para o pagamento de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), obrigando as companhias a usar caixa para arcar com os tributos.(...) (págs. 1 e B5)

Criação das ZPEs aguarda regulamentação há sete meses
A criação das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) não saiu do papel. O Projeto de Lei nº-11.732, sancionado há
sete meses pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, precisa ser regulamentado pelo Executivo para entrar em vigor e assegurar benefícios tributários para empresas exportadoras.

O texto do decreto que detalha a demarcação de áreas para implantação das ZPEs se encontra em análise na Casa Civil. Para os exportadores, a implantação das áreas requer investimentos e o período é de corte de custos. (págs. 1 e A5)

Lucro dos grandes bancos deve se manter elevado
Os quatro maiores bancos brasileiros de capital aberto (Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Unibanco) podem ter alcançado ganhos próximos de R$ 29 bilhões no ano passado, cerca de 15% superior ao obtido em 2007, conforme expectativas da agência Austin Rating. (...) (págs. 1 e B1)


“Concordata” vira artifício contra a crise
As empresas brasileiras estão recorrendo à recuperação judicial para driblar a crise financeira. O aumento nos pedidos de recuperação não se reflete, no entanto, no número de processos deferidos pela Justiça. Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram que em dezembro de 2007, na capital paulista, foram feitos 3 pedidos de recuperação judicial e deferidos 4. Em dezembro de 2008, saltou para 9 pedidos e caiu para 2 o número de deferimentos. (...) (págs. 1 e A8)

Congressistas escolhem hoje novo comando
A capital federal viveu ontem um domingo atípico. À paisana, muitos políticos foram ao Congresso para definir os últimos detalhes da disputa que se trava hoje na Câmara e no Senado, quando 513 deputados e 81 senadores escolhem seus novos presidentes e Mesas Diretoras para o próximo biênio.
Os favoritos — deputado Michel Temer (SP) e senador José Sarney (AP), ambos do PMDB — garantiram que vencem sem problemas. Os eleitos terão peso especial no cenário político da corrida presidencial de 2010. (págs. 1 e A6)


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domingo, 1 de fevereiro de 2009

O que Publicam os Jornais de Hoje

O Globo

Manchete: Poder de investir em obras e projetos caiu 77% no Rio
Desde 2003, a capacidade da prefeitura do Desde 2003, a capacidade da prefeitura do Rio de investir com recursos próprios em novas obras e projetos para a cidade, sem depender de convênios ou empréstimos, foi reduzida em 77,5% - caindo de R$ 686 milhões para R4 154,1 milhões. A análise, feita pela Secretaria municipal de Fazenda para o prefeito Eduardo Paes, atribui a redução a medidas do ex-prefeito Cesar Maia que levaram ao aumento de gastos com prestadores de serviços, servidores e precatórios, informa Luiz Ernesto Magalhães. Segundo Paes, dos R$ 7,3 bilhões de receitas próprias, sobram apenas 2,1% para investir na cidade – índice que em 2003 chegava a 13,8%. Diante do quadro, o prefeito, que completa hoje um mês de governo, planeja renegociar contratos e contigenciar R$ 1,3 bilhão do orçamento (...) (págs. 1, 15 e 17)

Polícia Federal vai combater milícias
A Polícia Federal vai ajudar a Secretaria estadual de Segurança Pública a investigar as milícias. Segundo o novo superintendente da PF no Rio, Ângelo Fernandes Gioia, o intercâmbio deve se dar dentro das atribuições da Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp), responsável pela repressão à segurança clandestina no estado. (págs. 1 e 25)

Universal usa crise e cresce no continente
Reportagem feita pelo Grupo de Diários América (GDA), que reúne 11 jornais, revela que a Igreja Universal do Reino de Deus se expandiu pela América Latina com um império de comunicação. (págs. 1, 12 e 13)

Mangabeira é o campeão das diárias
O ministro Mangabeira Unger passou 97 dias de 2008 viajando pelo exterior (mais de um quarto do ano). Ele recebeu R$ 35.176 em diárias, cerca de três vezes o seu salário. (págs. 1 e 3)

Os dramas do desemprego
Demissões na CSN, Peugeot Citroen, Michelin, Embraer e General Motors estão mudando a realidade de grandes exportadores do país, no Sul Fluminense e em São José dos Campos (SP). Desde novembro, nas duas regiões, foram dispensados 2.400 trabalhadores. As demissões já afetam as vendas no comércio e a receita com impostos (...) (págs.1, 27 e 30)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Ganho de banco no país é o mais alto do mundo
No Brasil, o “spread” bancário (diferença entre os juros que as instituições pagam para captar recursos no mercado e os que cobram em empréstimos a clientes) é o maior do mundo e equivale a 11 vezes o praticado nos países desenvolvidos (...) (págs. 1 e B1)

Em Davos, elite econômica e política conclui que nada sabe
O fórum de Davos termina com a constatação do jornalista Martin Wolf: “Todos sabemos que nada sabemos”. Para a ministra de Economia da França, Christine Lagarde, o mundo “passou os últimos meses navegando no escuro”. A bem da verdade, não é que a elite econômica, governamental e empresarial reunida em Davos nada sabia. Ela sabe o que o mundo sabe. (págs. 1 e B7)

PMDB poderá reaver comando nas duas Casas do Congresso
Se não houver traição no Congresso, o PMDB está prestes a voltar à hegemonia no Poder Legislativo depois de 16 anos. A sigla disputa como favorita as presidências da Câmara e do Senado.
O senador José Sarney (AP) e o deputado Michel Temer (SP) divulgaram listas de apoio que, no papel, garantem os postos aos dois. O partido diz ter mais de 50 votos para Sarney e ao menos 340 para Temer. (págs. 1 e A4)

Flagelo do desemprego
Quem são – Perda de vagas afeta mais mulheres, negros e mulatos, diz o IBGE. (págs. 1 e B3)

Editoriais
Leia “Tempo de pacotes”, sobre prestação de contas; e “Na alça de mira”, acerca de investimento público. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Balanços do PAC indicam atraso em 62% das obras
Levantamento feito pelo Estado nos balanços oficiais do PAC indica atraso em 62% das obras. Dos 75 projetos de logística, energia e transporte urbano, 47 estão fora do cronograma. O andamento é prejudicado por problemas como a falta de projetos executivos, a demora na obtenção de licenças ambientais e a desabilitação de empresas vencedoras de licitações. As dificuldades se refletem na execução orçamentária do PAC – tido como fundamental para o Brasil reduzir os efeitos da crise internacional. Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) mostram que, em 2008, sobrou R$ 1,895 bilhão no caixa do programa. São recursos colocados à disposição dos ministérios, mas que não foram gastos. (págs. 1, B1 e B4)

A longa estrada Belém-Davos
O sociólogo francês Alain Touraine avalia que a crise financeira mundial é consequência do descolamento da economia em relação à política. (págs. 1)

Davos tem acordo para defesa do livre comércio
Representantes de 44 países divulgaram documento contra o protecionismo, durante o Fórum Econômico Mundial. Eles prometeram dar prioridade à conclusão da Rodada Doha e renunciar a barreiras ou medidas de estímulo contrárias às normas da OMC. Há gente querendo jogar o livre comércio “na latrina”, criticou o diretor da entidade, Pascal Lamy. (págs. 1 e B10)

PMDB busca dupla vitória no Congresso de olho em 2010
A Câmara e o Senado vão eleger seus novos presidentes e o PMDB busca, com Micher Temer e José Sarney, a vitória simultânea nas duas casas. Com controle sobre a pauta do Congresso, tenta se fortalecer como aliado mais cobiçado para a eleição de 2010. (págs. 1 e A4)

Dora Kramer
Cosmopolitas, tendemos a qualificar as coisas da política brasileira como assunto de segunda linha. Não são. (págs. E e A6)

Chávez chega a 10 anos no poder e luta para continuar
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, completa amanhã 10 anos no poder com o objetivo de garantir mecanismos para se perpetuar no cargo. Sua próxima tentativa será o referendo do dia 15 sobre a proposta de reeleição ilimitada. (págs. 1 e A14)

Saúde suplementar – 11 milhões têm planos antigos
Usuários estão sujeitos a ter tratamento de saúde negado. (págs. 1 e A20)

Notas e Informações – Obama, o grande ausente
A crise global foi discutida no Fórum Econômico Mundial, na Suíça, sem a presença do ator principal, o presidente dos EUA. Ficaram sem resposta questões importantes sobre o comércio de políticas antirrecessão. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: O que fazer contra a crise
A crise internacional tem alterado o comportamento de quem habita o topo da classe média. O planejamento financeiro, refeito para este ano diante das perspectivas sombrias da economia, tornou-se mais conservador. Mesmo investidores agressivos estão comedidos. Especialistas sugerem como planejar, poupar e investir em tempos de incerteza. (págs. 1, Economia E4 e E5)

Delegacias que são caso de polícia
O Programa Delegacia Legal completa 10 anos no Rio, mas mais da metade as unidades ainda usa máquinas de escrever e 12 mantêm carceragens. Muitos policiais chegam a levar de casa para o trabalho seus próprios computadores e até cadeiras. (págs. 1, Tema do dia A2 e A3)


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Correio Braziliense

Manchete: Trânsito do DF mata mais motociclistas
O número de motos circulando pelas ruas de Brasília aumentou 314% nos últimos oito anos, índice bem acima da média nacional, de 211%. O crescimento impulsionou também a quantidade de mortes de motociclistas. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a taxa de mortos por 100 mil habitantes em 1996 era de 0,4, índice que subiu para 2,3 em 2005 e 3,2 no ano passado, mesmo com dados até novembro. Se as características do veículo não ajudam, por ser mais frágil, os condutores também não cooperam: de cada 10 motociclistas abordados pela fiscalização, quatro não têm carteira e dois estão alcoolizados. (págs. 1 e 27)

Sarney aperta o cerco na briga pelo Senado
Irritado com os movimentos do governo em prol da candidatura do petista Tião Viana (AC) à Presidência do Senado, o peemedebista José Sarney, também candidato ao cargo, manda recado duro ao presidente Lula: “Mantenha as tropas aquarteladas”. Disputa que termina amanhã já provocou mais
estragos do que a base governista gostaria. (págs. 1 e Tema do dia, 2 a 6)

Congresso, “cidade” bilionária. (págs. 1 e Tema do dia, 2 a 6)

Empresas locais cortam gastos para não demitir. (págs. 1 e 26)

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Valor Econômico

Manchete: Itaipu e térmicas trazem reajuste maior de energia
Os efeitos da rápida desvalorização do real ante o dólar ainda vão chegar aos consumidores de energia elétrica. Quase 40% do reajuste estimado para o ano pelo Comitê de Política Monetária, de 8%, virá da energia de Itaipu, que é dolarizada e afetará as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Com isso, o faturamento de algumas distribuidoras aguentará o choque da redução do consumo de seus clientes industriais, que já começou em dezembro e tende a se acentuar neste trimestre.

Dos 8% de reajuste previstos pelo Copom, cerca de três pontos percentuais corresponderiam à variação do dólar da energia de Itaipu, segundo o diretor-geral interino da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Edvaldo Santana. A agência autorizou reajuste de 8,7% a partir deste mês. E toda a escalada do dólar que não for imediatamente para as contas - os reajustes para as distribuidoras são feitos uma vez por ano, ao longo do exercício - será remunerada pela Selic.

As empresas que terão suas receitas elevadas pelo reajuste são as que em 2008 tiveram revisões que diminuíram suas tarifas: CPFL, EDP Energias do Brasil, Celesc, Copel e Cemig. A AES Eletropaulo tem uma situação peculiar. O reajuste para sua área de concessão foi de pouco mais de 8%, a partir de julho de 2008. Na época, o dólar considerado foi de R$ 1,63. Como a energia de Itaipu representa 30% do que a empresa compra para distribuir, a elevação da moeda americana, cotada ontem a R$ 2,30, tem impacto maior no caixa da empresa do que em outras companhias. Todo esse gasto será integralmente repassado em julho, acrescido da remuneração da Selic. O diretor de regulação da AES, Ricardo Mourão, diz que essa devolução acontece ao longo dos 12 meses seguintes ao reajuste. Logo, o caixa não é recuperado de uma só vez, mas a Selic incide ao longo desse período.

Pesarão ainda nas tarifas a inflação passada - o IGP-M em torno de 8%, dependendo da data de reajuste da distribuidora -e a conta de Encargos de Serviço do Sistema (ESS), que chegou a R$ 2,2 bilhões em 2008 por causa da manutenção das térmicas em funcionamento e que terá impacto de cerca de 1,5 ponto percentual a mais nos preços. O reajuste da Bandeirante Energia, em outubro, dá uma idéia da pressão sobre as tarifas, porque foi influenciado pelos mesmos fatores: 15%. (págs. 1 e B6)

Expectativa do governo sobre a crise piora
Os prognósticos do governo sobre a economia pioraram sensivelmente do fim do ano passado para cá. O ativismo do governo na produção de idéias e elaboração de medidas para enfrentar a crise e, com isso, minimizar a onda de desemprego que é esperada para os próximos meses pode ser um reflexo dessa deterioração das expectativas.

Já não se nega com a mesma veemência de antes a possibilidade de 2009 chegar mesmo a não ter crescimento algum. Isso não é esperado, mas não é impossível. O nível de dispersão das expectativas para o PIB vai de zero a 3%. Mesmo o rebate do crescimento de 2008 para 2009, calculado entre 1 % e 2%, não deve ocorrer. O mais provável é que o país possa crescer cerca de 2% neste ano. (págs. 1 e A2)

OMC suspeita de subsídio em juros do BNDES e BB
A Organização Mundial do Comércio (OMC) acaba de concluir relatório, que é feito a cada quatro anos, sobre a política comercial do Brasil no qual insufla a suspeita de que as taxas de juros cobradas pelos bancos oficiais, como BNDES e Banco do Brasil, carregam subsídios à produção e exportação. O estudo mostra que o papel do financiamento oficial no Brasil é mais importante do que em qualquer outro país em desenvolvimento, com juros que equivaleriam à metade dos praticados pelos bancos comerciais em 2008.

O documento, sigiloso, já foi entregue ao governo brasileiro. O crédito oficial foi o que mais causou debate entre os economistas da OMC na preparação do exame da política comercial do país. A pergunta era porque os juros continuam tão altos no Brasil e as taxas dos bancos oficiais, tão baixas em relação às do mercado. Ao Valor, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, rechaçou suspeitas de subsídios oficiais. Disse que há uma "deformação" na estrutura dos juros no país, porque a taxa de curto prazo é "extravagantemente elevada" e sempre foi assim desde o Plano Real. (págs. 1 e A3)

Previdência cobra R$ 458,9 milhões da Estácio de Sá
Maior empresa de ensino superior do país em número de alunos, a Estácio de Sá, do Rio, recebeu dois autos de infração da Receita Federal no valor de R$ 458,9 milhões, referentes a dívidas com o INSS. No centro da discussão está a validade do certificado de entidade beneficente que a Estácio possuiu até 2007 e que a isentava do pagamento de contribuições previdenciárias. O valor envolvido fez as ações caírem 6,6% no dia 22, quando a empresa divulgou a informação ao mercado. A Estácio diz que o risco de "perda" é remoto. Por isso, o valor não será provisionado no balanço.(págs. 1 e B1)

Empresas desistem do São Francisco
Mais duas empreiteiras, além da Camargo Corrêa, desistiram de sua parte nas obras de transposição do rio São Francisco. As construtoras LJA e Ebisa, que receberiam R$ 97,6 milhões para a instalação de estações de bombeamento, abandonaram o projeto alegando razões técnicas e financeiras. O Ministério da Integração Nacional recusou-se a aumentar o valor do contrato,e o consórcio formado pelas empreiteiras Gel e Tucuman, que ficou em segundo lugar na licitação, será convidado a assumir a tarefa.

Em uma reunião com as empresas envolvidas na obra, o ministro Geddel Vieira Lima dirá que não faltará dinheiro para o maior empreendimento do PAC com recursos exclusivamente orçamentários e vai exigir mais rapidez no andamento dos trabalhos. O projeto de integração das bacias hidrográficas do Nordeste é estimado em mais de R$ 6 bilhões, se forem levados em conta os investimentos feitos na revitalização do São Francisco. Geddel diz que não há riscos de atraso em função das desistências. Mas afirma que atrasos não serão tolerados, sob pena de rescisão contratual e substituição pelo Exército. "Eles (os empreiteiros) que tratem de fazer o serviço". (págs. 1 e A4)

Vale vende participação na Usiminas
Em uma operação que deve superar R$ 500 milhões, a Vale do Rio Doce deixará o capital da Usiminas. O negócio foi divulgado ontem pela Nippon Steel, que acertou a compra dos 5,9% de ações ordinárias que a Vale detinha na siderúrgica mineira. Os demais acionistas do bloco de controle - Votorantim, Camargo Corrêa e o Clube dos Empregados da Usiminas - têm preferência de compra, proporcionalmente a suas participações, Votorantim e Camargo Corrêa vão exercer o direito, segundo apurou o Valor, mas há dúvidas em relação ao clube dos empregados, dono de 10,1% das ações ordinárias da companhia.

A venda dos papéis da Vale não muda o equilíbrio de forças dentro do bloco de controle da Usiminas. (págs. 1, B1 e D2)

Deflação se aprofunda
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,44% neste mês, a taxa mais baixa desde setembro de 2005. Em dezembro, o recuo foi de 0,13%. Os preços ao consumidor subiram 0,75%, puxados por despesas típicas de início de ano. (págs. 1 e A6)

Aposta biotecnológica
O laboratório Cristália está investindo R$ 25 milhões na construção de uma nova fábrica voltada à produção de medicamentos biotecnológicos. A unidade deve entrar em operação em 2012, produzindo similares do hormônio do crescimento e do interferon. (págs. 1 e B7)

Foco na reposição
Com as exportações e as vendas para as montadoras em declínio, fabricantes de auto-peças voltam-se para o setor de reposição. A estimativa dos fabricantes é que o segmento fature R$ 1 bilhão a mais este ano, chegando a RS 10,6 bilhões. (págs. 1 e B7)

Fundos Imobiliários
A crise internacional e a perspectiva de queda dos juros internos podem criar um cenário favorável para os fundos imobiliários no país. No ano passado, apesar da crise, o retorno da maioria dos fundos listados em bolsa superou o CDI. (págs. 1 e D1)

Idéias
Armando Castelar: a crise oferece uma oportunidade histórica de se reduzir fortemente os juros básicos. (págs. 1 e Al3)


Idéias
César Felício: crise apanha quase todos os presidentes latino-americanos em momento de alta popularidade. (págs. 1 e A8)

FMI avalia emitir títulos de dívida para dobrar recursos contra crise (págs. 1 e C3)

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Gazeta Mercantil

Manchete: BB vai liberar R$ 2,5 bi para estimular venda de carro usado
Na tentativa de conter demissões, o governo federal acena com a possibilidade de socorrer mais uma vez o comércio de carros, só que agora os usados. O Banco do Brasil está perto de anunciar linha de crédito no valor de R$ 2,5 bilhões para as revendedoras de carros de segunda mão. Os recursos são provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), informaram fontes do Ministério do Trabalho à Gazeta Mercantil.

“A linha de crédito está praticamente liberada. Ou seja, ela já se encontra na fase de final dos acertos técnicos”, disse o presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), Ilidio Gonçalves dos Santos. Segundo ele, a venda de usados caiu cerca de 40% em razão dos juros médios de 1,8% ao mês e da insegurança do consumidor. Um total de 42 mil lojas independentes estaria com encalhe de 1 milhão de veículos. Cada estabelecimento tem em média cinco empregos diretos, informa a Fenauto.

“Se o usado vai mal, a tendência é que o carro novo tenha dificuldade de venda”, diz o presidente da Fenauto. Segundo ele, os recursos vão chegar em boa hora. “O dinheiro é para capitalizar os lojistas que perderam 30% do capital com a depreciação dos usados”, diz.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) também discute com o governo medidas para incentivar o comércio de seminovos. (págs. 1 e A4)

Investimentos de R$ 155 Bi adiados
Mapeamento realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que a crise provocou a suspensão de R$ 155 bilhões em investimentos industriais. (págs. 1 e A5)

Dívida líquida cai para 36% do PIB
A dívida líquida caiu de 42% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 para 36% no final do ano passado. O Tesouro estima novo recuo para 2009, já que não fará emissões de títulos a “qualquer custo”, diz o secretário Arno Augustin. (págs. 1 e B3)

Opinião
Klaus Kleber: O PIB de US$ 1,586 trilhão do Brasil em 2008 demonstra a força de nosso mercado interno, que está a exigir medidas urgentes e mais decididas para vencer a crise importada. (págs. 1 e A3)

Fundo de banco tem renda maior que independentes
A crise financeira internacional colocou à prova a performance das gestoras independentes de fundos, cujo desempenho dos multimercados ficou abaixo do apresentado pelas gestoras ligadas a bancos, durante o agravamento da turbulência no mercado no ano passado. Entre agosto e dezembro de 2008, o retorno dos fundos multimercados dos bancos ficou em 3,16%, ante rentabilidade média de 2,16% das gestoras independentes, segundo levantamento elaborado pelo professor William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo. O estudo mostra que o desempenho das gestoras ficou abaixo dos fundos geridos pelos bancos, principalmente nas categorias long/short - que realizam aplicações simultâneas de compra e venda de papéis, ganhando com a diferença de preço entre as apostas - e multimercados, que aplicam em renda variável e permitem alavancagem, segmentos em que as “butiques de investimento” são especializadas. (págs. 1 e B1)

CMN amplia recursos do agronegócio
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem sete votos para prorrogar dívidas antigas e ampliar os recursos disponíveis aos produtores, viabilizando a comercialização da próxima safra. No entanto, representantes dos produtores não ficaram satisfeitos com as medidas anunciadas. Segundo dizem, as aprovações são pleitos antigos de alguns setores e em muitos casos não atendem à realidade dos produtores.

A falta de crédito ainda é considerada o maior problema. Entre as medidas, está a liberação de R$ 700 milhões do Prodecoop como capital de giro para as cooperativas. (págs. 1 e B11)

Opinião
Paulo Skaf: É legalmente viável a redução temporária da jornada de trabalho e dos salários, como sugere a Fiesp, visando dar mais fôlego ao setor produtivo neste momento. (págs. 1 e A3)

Ford perde no mundo, mas lucra na América do Sul
Ao contrário do prejuízo mundial de US$ 14,6 bilhões em 2008, o pior em 105 anos de história da Ford, as operações da montadora na América do Sul têm um histórico de lucros consecutivos, puxados principalmente pelo Brasil, o maior negócio da região. No quarto trimestre do ano passado, por exemplo, o lucro regional atingiu US$ 105 milhões, em contraste com perdas de US$ 5,9 bilhões no mundo, puxadas pelos Estados Unidos.

Um fator que tem sustentado o lucro na região é a crescente demanda liderada pelo Brasil. Mesmo no último trimestre de 2008, quando o mercado brasileiro viveu uma acentuada retração, a operação sul-americana fechou no azul. “A redução do IPI foi muito importante para o mercado brasileiro. As vendas melhoraram”, afirmou Rogelio Golfarb, diretor de Assuntos Governamentais e Comunicação Coorporativa para a América do Sul.

Mesmo com o resultado positivo, Golfarb contém a euforia. “Agora temos que trabalhar com um novo mercado, bem mais retraído. Essa é a nova realidade.” (págs. 1 e C1)


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Veja

Por que eles nunca crescem? - A síndrome de Peter Pan dos milionários de calção pega mais um, Robinho, acusado de agressão sexual na Inglaterra
Cobrança Suspeita - Lobistas cobram 18 milhões de dólares da Embraer. Eles dizem (mas não provam) que parte do dinheiro pagou “contribuições políticas” na Colômbia. (págs. 58 a 61)

Estratégia infalível – Prometendo tudo a todos, o senador José Sarney consegue a proeza de unir até o governo contra a candidatura do petista Tião Viana e se transforma em favorito na disputa pela presidência do Congresso. (págs. 62 e 63)


Fantasma exorcizado - Para não constranger a ministra Dilma Rousseff, o presidente Lula pede a deputado que desista da emenda que cria a possibilidade de um terceiro mandato. (pág. 64)

Já vai tarde – O PT resolve expulsar o encrencado deputado estadual Jorge Babu, do Rio de Janeiro. (pág. 65)

Tem mensagem para você – Com seu BlackBerry em aparente surto viral, Obama dispara recados para todos os cantos. Nomeou enviado especial até para o “aquecimento global” e aprovou um pacotaço de 819 bilhões para sacudir a poeira da economia. É sua grande cartada contra a recessão. (págs. 66 a 69)


Não saiu do papel – Retração da economia e seca no crédito mundial fazem empresas cancelar projetos de investimento no Brasil. (págs. 72 a 75)


O Fórum social de Davos – O espírito do velho Karl Marx deveria ter ido a Belém cantar para Che Guevara junto com Chávez, mas preferiu a Suíça, onde o capitalismo foi mais atacado. (págs. 76 e 77)


“Vamos agora ao jogo da vida” – Com essa frase, o vice-presidente José Alencar entrou numa cirurgia de proporções épicas, que combinou a fantástica habilidade da equipe médica com técnicas inovadoras contra cânceres agressivos. (págs. 92 a 94)

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Época

As mulheres e o desejo
Novos estudos mostram que nem elas mesmas entendem o que desperta o prazer feminino

Davos e o capitalismo
As idéias e os planos para reconstruir a economia depois do naufrágio

Caso Battisti - Os erros que levaram à crise com a Itália
Um imbróglio desnecessário - A sucessão de erros que levaram à crise diplomática entre Brasil e Itália. (págs. 32 a 36)


Uma questão incômoda - A disputa interna em torno de um código de ética mostra como esse assunto se tornou espinhoso para o PT. (pág. 38)


O custo de Niemeyer para Brasília - Em 12 anos, a capital gastou R$ 33,5 milhões com o arquiteto. Agora ele quer uma praça que fere o tombamento da cidade. (págs. 40 a 42)


Pode me chamar de Barack - O tratamento familiar quebrou o gelo entre Lula e Obama. Eles começaram a testar uma agenda comum, cujo centro são os biocombustíveis. (págs. 48 a 50)



Como salvar o mundo - Esta foi a grande questão do 39º Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Um vislumbre do novo tipo de capitalismo que vai emergir da pior crise dos últimos 80 anos. (págs. 82 a 90)

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ISTOÉ

Exclusivo – Battisti fala - O ex-terrorista Cesare Battisti, pivô da crise diplomática da Itália com o Brasil, concede entrevista à ISTOÉ dentro da prisão - “Minha fuga para o Brasil foi idéia do serviço secreto da França” - “Nunca matei ninguém. A Itália
A versão do ex-terrorista – Pivô de uma ruidosa crise diplomática entre Brasil e Itália, o ex-guerrilheiro Cesare Battisti rompe o silêncio, revela surpresa com repercussão de seu caso e responde, pela primeira vez, a ataques de críticos e do governo de seu país. (págs. 36 a 41)

“Por que tudo isso comigo?” – Em entrevista à ISTOÉ, Cesare Battisti fala de comunismo, guerrilha, arrependimento, inimigos, erros, perseguições e fugas. (págs. 42 a 47)

Quando os homens da crise se reúnem – Líderes globais se encontram em Davos, culpam o modelo neoliberal americano, mas não apontam a saída para a recessão mundial. (págs. 48 a 50)

PMDB afia as garras – Com José Sarney garantido no comando do Senado, partido será peça decisiva na eleição de 2010 se eleger Temer na Câmara. (págs. 52 a 54)

A caminho da cura do diabetes – Estudo pioneiro feito no Brasil com uso de células-tronco deixa pacientes livres de insulina por mais de quatro anos. E a ciência prepara outras novidades promissoras contra a doença. (págs. 70 a 73)

Benefícios a jato – Concessão de aposentadoria e licença-maternidade em 30 minutos melhora imagem, mas não resolve problemas da Previdência Social. (págs. 82 e 83)

Ganhou, mas não levou – Evo Morales aprova Constituição nas urnas, porém, para colocá-la em prática, tem de vencer a resistência da oposição boliviana às mudanças sociais e econômicas. (pág. 85)



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ISTOÉ Dinheiro

Exclusivo – Mansur está de volta
Exatos dez anos após perder seu império, o ex-rei do varejo conta em primeira mão seus planos para relançar a Mesbla e desabafa sobre sua queda espetacular

Bunker anticrise – A missão bilionária de Petrobras e BNDES

Trincheira anticrise – Com um reforço de caixa bilionário, os vizinhos BNDES e Petrobras ganham munição para defender a economia. (págs. 28 a 30)

Os dólares continuam chegando – Brasil bate recorde de atração de recursos externos e os primeiros sinais de 2009 são animadores. (págs. 31 e 32)

Davos de cabeça para baixo – Com as idéias liberais em baixa, o modelo que prega a intervenção do Estado na economia brilhou pela primeira vez nas montanhas suíças. (págs. 34 a 36)

A força de Alencar – O vice surpreende médicos ao enfrentar o câncer com o mesmo ímpeto com que defende o desenvolvimento. (pág. 38)

Exxon reacende no Brasil – Com a descoberta de petróleo em campo do pré-sal, a gigante americana afasta as dúvidas sobre sua permanência no País. (pág. 57)

Marinheiro de primeira viagem – O Brasil faz uma inédita exportação de navio de guerra e dá um passo para o renascimento no setor de defesa no País. (págs. 66 e 67)

A aposentadoria de Armínio – O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga cria a Gávea Previdência e sai em busca de clientes para os seus dois novos fundos. (págs. 76 e 77)

Entrevista/Abram Szajman – “Não há nenhum motivo para pânico” – No início da semana, a Fiesp anunciou que 130 mil vagas foram extintas na indústria paulista em dezembro, um sinal de que a crise havia chegado à economia real. (págs. 20 a 22)

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CartaCapital

Estado – A mão visível que segura a crise

O fórum de Davos faz mea-culpa: reconhece os riscos do livre mercado e de um neoliberalismo irreal e insustentável, rende-se à necessidade da intervenção estatal e propõe o bem-estar e o planejamento responsável. E a crise atinge até a China...

Battisti – O governo confirma a afronta à Itália e a crise fermenta
A fé no poder – Disputa - A Igreja Católica intensifica a formação de seus líderes para atuar na política, concorrer com os evangélicos e se fortalecer no Congresso. (págs. 9 a 13)

Mino Carta – E que esperava o ministro Tarso? – O caso Battisti degenera depois da afronta ao Estado italiano. Sobra o porquê da extradição negada. Mas talvez este mistério não seja indevassável. (págs. 14 a 16)

Imigração – O Brasil vai anistiar os ilegais – Com medida provisória ou projeto de lei, será regularizada a situação de estrangeiros que vivem no País sem documentos. (pág. 16)

Linha de Frente – Wálter Fanganiello Maierovitch – Genro acredita em Battisti – A Itália combateu o terrorismo sem medidas de exceção ou tribunais “ad hoc”. Mas o ministro prefere dar crédito a um ex-terrorista. (pág. 17)

Bolívia – Um país fundado de novo – O referendo de 25 de janeiro aprova a Carta Magna redigida pela Constituinte governista. (pág. 18)

Júnior em plena luz – Protagonista – Ao repatriar Cacciola ou bloquear bilhões de Dantas, Romeu Tuma Jr. supera o fantasma de ser o “filho do Tumão”. (págs. 26 e 27)

O palanque de Dilma – Entrevista – Ex-secretário-geral do PSDB, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, rompe com o passado e abraça o “lulismo”. (págs. 28 e 29)

Rosa-dos-Ventos – Maurício Dias - O peso do fator Lula – A ministra Dilma tem mais disposição entre os eleitores do Sul e de melhor renda. Mas o presidente tem a popularidade. (pág. 30)

Nossas reservas para o futuro – Exemplo para o mundo, a matriz energética brasileira, baseada nas fontes renováveis, encara o desafio do crescimento sustentável. (págs. 40 a 44)

O paradoxo ambiental – Entender como é tratada a questão ambiental no Brasil não é tarefa fácil. A defesa do uso de fontes alternativas de energia não pode ser empregada para limitar a expansão na geração exigida pelo País. (pág. 45)

A questão nuclear – Diante da pressão internacional para conter as emissões, ganha força lobby a favor da retomada das usinas atômicas. No Brasil, além de concluir Angra 3, o governo planeja mais quatro plantas. (págs. 46 e 47)

Globalização 2.0 – Davos – O fórum da globalização neoliberal passou a ser o da intervenção estatal global. Uma reviravolta que jamais previu. (págs. 52 a 55)

O ocaso de uma estrela – China 1 – Para surpresa do mundo, o PIB do país caiu no último trimestre de 2008. (págs. 56 e 57)

As ilusões perdidas – China 2 – A tese do descolamento cai por terra. Estamos todos no mesmo barco. (págs. 58 e 59)

Coro afinado – Fórum Social – Vista do Sul, a crise da turma de Davos não comove, antes abre brechas. (pág. 60)

Sextante – Antonio Delfim Netto – O paradoxo – A crise é resultado das patifarias feitas pelo sistema financeiro, sob o olhar complacente dos reguladores. (pág. 61)

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