quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama é, mesmo, o "Bamba"!: Eleito 1º negro na presidência dos Estados Unidos

05 de novembro de 2008

O Globo

Manchete: Voto em massa por Obama
Milhões de americanos foram às urnas na maior e mais disputada eleição do país e esperaram até cinco horas na fila, atraídos sobretudo pela possibilidade de eleger o primeiro presidente negro dos EUA, o senador democrata Barack Obama, favorito nas pesquisas de opinião. Três sondagens divulgadas ontem antes do fechamento das urnas deram vantagem de 6 a 11 pontos percentuais a Obama sobre o senador republicano John McCain.

Previsões iniciais davam conta de uma votação recorde nesta eleição, estimando em 130 milhões o número de eleitores e superando o recorde de 2004. Mas muita gente preferiu não se arriscar a enfrentar filas, já que não era feriado no país, e chegou de madrugada a seções de estados tão diferentes quanto Ohio, Illinois, Oklahoma e Califórnia.

Obama votou cedo, em Chicago, e levou 15 minutos para preencher a cédula eleitoral, acompanhado pela mulher, Michelle, e suas filhas Malia e Sasha. Depois jogou basquete com amigos. Já McCain votou, com Cindy, em Phoenix, no Arizona.

Os dois candidatos ainda batalharam ontem por votos de última hora. Obama foi a Indiana, de onde telefonou para eleitores; e McCain fez comícios em Colorado e Novo México, informam José Meirelles Passos e Marília Martins, correspondentes nos EUA, e Helena Celestino, enviada especial ao país.

O clima entre os imigrantes da campanha democrata era de nervosismo. Entre os republicanos, o aparente otimismo sofreu um baque depois que Karl Rove, estrategista das duas vitórias eleitorais de Bush, previu que Obama venceria por um "avalanche" de 338 delegados. (págs. 1 e 28 a 33)

Itaú-Unibanco quer crescer no México e no Chile
O novo megabanco brasileiro formado pela fusão de Itaú e Unibanco já tem planos para crescer no exterior, principalmente na América Latina, e brigar com os concorrentes Santander, HSBC e Citibank. Os primeiros mercados que estão sendo cobiçados são México, Chile e Colômbia.

Um dos principais objetivos é atuar no mercado de clientes de altíssima renda, com fortunas de mais de US$ 5 milhões. Pelas contas feitas por um executivo, a Itaúsa (holding que reúne os membros das famílias Setubal e Villela, donas do Itaú) ficará com 69,9% de todas as ações ordinárias (com direito a voto) do novo banco, enquanto a Unibanco Holding (da família Moreira Salles, do Unibanco) terá cerca de 30%. (págs. 1, 19 e 20)

Conta de luz sobe em média 4,7%
A partir de sexta-feira, a conta de luz da Light vai subir, em média, 4,7%. Os 3,5 milhões de consumidores residenciais da empresa vão arcar com alta de 3,29%. As indústrias vão pagar mais, até 7,4%. O aumento foi autorizado por causa da alta do dólar, que reajusta os valores da energia comprada em Itaipu. (págs. 1 e 27)

Guarda vai trabalhar até mais tarde
O futuro secretário da Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, anunciou que a Guarda Municipal ficará na rua após as 18h para combater pequenos delitos. (págs. 1 e 12)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Eleição nos EUA tem presença histórica
O comparecimento à votação para a eleição à Casa Braça deve ser o maior em cem anos. Segundo o Comitê para Estudo do Eleitorado Americano, foram às urnas para escolher entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain pelo menos 65% dos 200 milhões dos cidadãos dos EUA aptos a votar. O voto não é obrigatório no país. O Índice supera os 64,9% da eleição entre Kennedy e Nixon, em 1960. O recorde histórico é de 66%, em 1908, quando existiam restrições ao voto de negros, mulheres, pobres e analfabetos. Falhas do sistema de votação foram registrados em diversos Estados. Havia relatos de filas de até oito horas. De acordo com uma pesquisa de boca-de-urna, a economia é a maior preocupação de 62% dos eleitores. A CNN projetava como vencidos por Obama os Estados da Pensilvânia e de Ohio – o que limitava as operações de vitória de McCain. Pela projeção, democratas já tinha 194 votos no Colégio Eleitoral e 16 Estados ganhos, além do Distrito de Colúmbia, onde fica Washington. McCain vencia em oito Estados, o que lhe dava 64 votos no Colégio Eleitoral – são necessários 270 para ser eleito. (Págs. 1 e Sucessão nos EUA)

Família brasileira vota em Obama e o compara a Lula
Dono de imobiliária em Massachusetts, o empresário brasileiro Pablo Maia, há 27 anos nos EUA, sua mulher e sua filha votaram em Barack Obama. Eleitores de Lula em 2006, eles compararam Obama ao brasileiro. “São Pessoas pobres, que vieram de baixo. Não é como o George Bush, um milionário”, diz Maia. (`Págs. 1 e Esp. A4)

Governo prevê para 2009 receita R$ 15,2 bi menor
A crise fez o Planalto rever previsões para 2009. O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse esperar inflação maior que a meta, crescimento menor e menos R$ 15,2 bilhões de receita. O governo decidiu injetar dinheiro nas montadoras, relata Guilherme Barros. O Banco do Brasil terá linha de crédito especial, de valor não definido, para os bancos das empresas. (Págs. 1 e B1)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Número recorde de americanos vai às urnas em eleição histórica
Numa eleição que por vários motivos já era considerada histórica, os americanos foram em massa ontem às urnas - projeções indicavam 137 milhões de pessoas, ou cerca de 64%, porcentual só superado pela eleição de 1908 (65%). Muito antes de as seções serem abertas, centenas de eleitores já esperavam na fila para escolher entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, embora o voto não fosse obrigatório.

Apesar dos investimentos de US$ 3 bilhões desde o fiasco de 2000, o problemático sistema de votação continuou gerando muitos problemas. O próprio Obama, ao dar sua cédula de papel para a fiscal passar pelo leitor ótico da urna, brincou: “Espero que funcione. Eu vou ficar muito envergonhado se não funcionar”.

Já McCain votou no Arizona e seguiu para Novo México e Colorado, numa tentativa de última hora de conquistar os votos dos indecisos. Se as projeções que antecederam a votação se confirmassem, o eleito seria Obama, de 47 anos, primeiro presidente negro da história dos EUA. (págs. 1 e A11 a A16)

Notas e Informações: Desafios para o governo
O governo começa, enfim, a preparar-se para um 2009 menos próspero do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alguns de seus ministros vinham prognosticando. (págs. 1 e A3)

Governo corta R$ 8 bi do Orçamento
O governo admite que a economia crescerá menos em 2009. A previsão de crescimento está sendo revista de 4,5% para 3,7% a 3,8%, segundo o ministro Paulo Bernardo (Planejamento). O Orçamento terá corte de pelo menos R$ 8 bilhões. (págs. 1 e B9)

Operação Parasitas: Justiça afasta Anderson Adauto
Prefeito de Uberaba (MG) é suspeito de participação em fraude. (págs. 1 e A4)

Itaú-Unibanco já mira bancos latinos
O banco formado pela fusão do Itaú com o Unibanco avalia a compra de instituições na América Latina, como início de uma estratégia de internacionalização. “Talvez tenhamos vantagens comparativas em mercados menos maduros", disse Pedro Moreira Salles, presidente do conselho do grupo. Há interesse especial no Chile, mas Colômbia, Peru e México também estão nos planos. (págs. 1 e B1)

Trânsito no interior: Frota cresce mais do que na capital
Congestionamentos levam cidades a já pensar em rodízio. (págs. 1 e C1)

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Jornal do Brasil

Manchete: Emprego resiste à crise
Números divulgados ontem mostram que a crise financeira mundial ainda não chegou à indústria brasileira. A geração de empregos registra o 30º mês seguido de altas. Houve aumento real de 2% no faturamento industrial em relação a agosto, e de 8% no ano, segundo informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Apesar das boas novas, a Embraer anunciou prejuízo de R$ 48,4 milhões no terceiro trimestre deste ano, ante lucro de R$ 306 milhões no mesmo período em 2007. As oscilações na cotação do dólar justificaram o resultado. (pág. 1 e Economia, pág. A21)

Analistas prevêem mais fusões no Brasil
O nascimento do maior grupo financeiro do Hemisfério, fruto da união entre Itaú e Unibanco, provocará uma reorganização do sistema bancário. A tendência é identificada por especialistas, que prevêem uma onda de fusões e aquisições. O Brasil também caminha para entrar no rol das marcas globais. (págs. 1 e A20)

Londres ajuda Rio na luta por Jogos de 2016
A ministra britânica para os Jogos Olímpicos de Londres – 2012, Tessa Jowell, reuniu-se ontem com o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman. Segundo Tessa, o Rio precisa dar provas do legado da competição para a cidade e apresentar um diferencial para vencer os concorrentes. (págs. 1 e D7)

E Cesar Maia acabou no Uzbequistão
O prefeito do Rio segue em plena atividade. No mundo virtual. Foi ao Uzbequistão, na Ásia Central, mas não interrompeu a distribuição de seu "ex-blog". A newsletter eletrônica jura que Maia não está à toa. Teria assinado acordo de cooperação com o colega da cidade de Samarcanda. (pág. 1 e Cidade, pág. A15)

Um Sansão para ordenar o trânsito
Alexandre Sansão Fontes, engenheiro com mestrado na Coppe e coordenador de inteligência da CET-Rio, será o novo secretário municipal de Transportes. O PT deverá perder a Ação Social. Fernando William (PMN) é o preferido de Eduardo Paes. (págs. 1, A14 e A4)

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Correio Braziliense

Manchete: Partido de Obama tem vitória histórica
A eleição norte-americana inaugurou a supremacia dos democratas. As projeções indicam que o partido de Barack Obama conseguirá ampla maioria na Câmara e no Senado. Segundo estimativas à 1h30 de hoje, o senador estava a um passo de conquistar a Presidência, com a vitória em Ohio e Pensilvânia, considerados “campos de batalha” na corrida à Casa Branca. Antes mesmo de concluída, a eleição nos Estados Unidos mostrou a força de uma democracia, com uma participação recorde de eleitores. Em vários estados, eles fizeram fila (foto acima) para pôr fim a oito anos de governo Bush. (págs. 1 e 16 a 23)

Crise ameaça parcelas do reajuste dos servidores
Ao comentar buraco de R$ 15 bilhões no Orçamento, ministro do Planejamento admite que, se a crise piorar, aumento salarial previsto para os próximos dois anos fica “insustentável”. (págs. 1 e 10)

Aeroporto JK a caminho da privatização (págs. 1 e 7)

Violência
Aumentam maus-tratos a crianças. (págs. 1 e 27)

A fé renovada
A reforma da catedral metropolitana de Brasília começa este mês e vai se concentrar em quatro itens: substituição de todos os vidros e vitrais, restauração da estrutura e de equipamentos internos, impermeabilização do espelho d’água e nova iluminação. Com um orçamento de R$ 25 milhões, a obra será concluída em abril de 2010, no aniversário de 50 anos da capital federal. A igreja permanecerá aberta para fiéis e visitantes. (pág. 1 e 30)

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Valor Econômico

Manchete: Medidas surtem efeito e mercados sentem alívio
As medidas para impedir o agravamento da crise financeira estão surtindo efeito. O dinheiro começou a fluir entre as instituições financeiras globais e o alívio foi saudado pelos mercados acionários com altas que já duram vários dias consecutivos. A queda das ações é menos freqüente, menos brusca e menos acentuada do que em outubro, quando as cotações foram ao fundo do poço.

A bolsa brasileira, uma das mais castigadas pela fuga dos investidores externos, recobrou parte do vigor. Desde 28 de outubro, em seis pregões, ela recuperou 10,819 pontos, com valorização de 36,76%, Ontem, subiu 5,64%, Sob sucessivas intervenções do Banco Central, o dólar recuou 2,56% ontem, para R$ 2,1120, já 11,26% abaixo da cotação máxima a que chegou em 22 de outubro (R$ 2,38). A magnitude das oscilações diárias diminuiu bastante.

Depois de um dos piores meses de toda a história dos mercados acionários, os principais índices de ações dos países desenvolvidos, como o S&P 500, Nikkei 225 e FTSEurofirst 300, subiram mais de 20% nos últimos dias. O EMBI, que mede o grau de risco dos países emergentes pelo spread dos títulos em relação aos do Tesouro americano, declinou cerca de 280 pontos desde o pico, em 24 de outubro.

Após movimento persistente de alta que desequilibrou moedas no mundo inteiro, especialmente em países emergentes, o dólar ontem caiu no mundo todo. Em meio ao que o mercado batizou de “rali Obama”, a moeda americana levou o maior tombo em relação ao euro desde que a moeda européia foi criada, em 1999. Isso deu um forte empurrão nas commodities, puxadas pelo petróleo, que subiu mais de 10% e chegou a R$ 70 o barril.

A desconfiança generalizada entre os bancos cede lugar a uma progressiva volta dos empréstimos. A Libor para financiamentos em dólar por três meses caiu pelo 17º dia consecutivo e se situou em 2,71% - retomando ao nível anterior à quebra do Lehman Brothers, em 15 de setembro, que trouxe pânico e caos aos mercados. No auge da crise, atingiu 4,8%.

Apesar do otimismo, há uma nova onda de más notícias. Se a crise financeira foi suavizada, por outro lado a retração das principais economias do mundo apenas começou e fará mais estragos nos mercados globais. (págs. 1 e C2)

Governo executa política anticíclica e vai manter nível de investimentos, diz Dilma Rousseff. (págs. 1 e A16)

Crise atingiu indústria em outubro
Depois de ainda crescer com força em setembro, a indústria brasileira começou a sofrer em outubro o impacto da crise financeira global na produção e no nível de encomendas. Os setores que mais puxaram o crescimento ao longo do ano - como o de máquinas agrícolas, siderúrgico e automobilístico - são os primeiros a sentir os efeitos da turbulência. Já os segmentos que dependem mais da evolução da renda, como têxteis e calçados, tendem a ser atingidos dentro de algum tempo.

Vendas abaixo do esperado e encomendas menores já são realidade para fabricantes de máquinas e implementos agrícolas no Rio Grande do Sul. A distribuição de aços planos caiu 3% em relação a outubro de 2007, diz o presidente da Rio Negro, Carlos Loureiro. Segundo ele, também há queda de encomendas, especialmente do setor sucroalcooleiro. Em setembro, a produção industrial cresceu 1,7% em relação a agosto, na série com ajuste sazonal, e 9,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo o IBGE. (págs. 1 e A3)

Escolha de uma ação tem novos parâmetros
Depois do furacão que engolfou as bolsas, os investidores terão novas preocupações daqui para frente. A questão agora é analisar os efeitos da crise sobre os fundamentos das empresas. Setores como os de papel e celulose, ferro-gusa e construção civil já acusaram o golpe e terão efeitos drásticos nos lucros no ano que vem. A expectativa da indústria piorou em quase todos os setores, segundo pesquisa da CNI.

Chefes de análise consultados pela ValorInveste recomendam companhias com dívida baixa em dólar, resultados previsíveis e consistência em dividendos, principalmente nos setores de energia, telecomunicações e bancos. Um exemplo é a Cemig, cujas ações mostraram extraordinária resistência à volatilidade.

Aumentaram os perigos na administração financeira das empresas. A grande lição da crise é reavaliar os riscos - e não só na bolsa. Liquidez apertada, flutuações de juros e alavancagem afetam CDBs e fundos de investimento. (págs. 1 e ValorInveste)

Idéias
Cristiano Romero: problema das empresas exportadoras com derivativos cambiais ainda não terminou. (págs. 1 e A2)

Perdas com derivativos devem ser negociadas
Passado um mês do início da intensa busca de empresas por escritórios de advocacia na tentativa de encontrar uma solução para as perdas sofridas com a variação cambial em contratos de derivativos, a fraca movimentação no Poder Judiciário e os resultados desfavoráveis nas primeiras decisões indicam que o litígio pode não prosperar. Ainda que a Justiça tenha concedido algumas liminares, o desfecho de algumas das poucas ações que discutem as perdas com derivativos demonstra que a saída pode ser outra.

A Baumer, empresa do ramo médico-hospitalar do interior de São Paulo, desistiu da ação contra o Santander e resolveu pagar a dívida, mesmo amparada por liminar. Outras companhias, como a Vicunha, com perdas de R$ 232,5 milhões em contratos com o Merrill Lynch, tiveram seus processos extintos sem julgamento do mérito porque os contratos prevêem a solução do conflito por arbitragem.

Advogados afirmam que a melhor alternativa para as duas partes é a renegociação dos contratos com os bancos, diante de um cenário de escassez de crédito e de risco de não pagamento das dividas durante longos anos de litígio. (págs. 1 e E1)

Começam as demissões na cidade de Aracruz
O prejuízo causado pelas operações com derivativos da Aracruz Celulose pegou em cheio outra Aracruz, a cidade de 77 mil habitantes no norte do Espírito Santo, cujo nome, derivado do latim "ara crucis" (quer dizer altar da cruz), batizou a empresa. Com a suspensão de quase US$ 150 milhões em investimentos da companhia, prestadores de serviços começaram a dispensar seus
empregados.

O grupo Plantar, que faz o plantio e a manutenção das florestas da empresa, anunciou ao sindicato local que dispensará 750 dos cerca de mil empregados. No viveiro de mudas, a previsão é que sejam eliminados 400 dos cerca de 450 postos de trabalho. A prefeitura de Aracruz também decidiu rebaixar seu orçamento para R$ 240 milhões em 2009 - queda de 15% diante da expectativa de menor arrecadação com seu principal contribuinte. (págs. 1 e Bl)

Bernanke pode propor a adoção de metas de inflação para o Fed. (págs. 1 e A13)

Idéias
Martin Wolf: um “novo Bretton Woods” pode ser a última chance para uma economia mundial aberta e dinâmica. (págs. 1 e A15)

Idéias
Rosângela Bittar: prévias dividem mais do que unem os partidos. (págs. 1 e A10)

Saneamento básico
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra que a expansão da coleta de esgotos no Brasil aumentou 5% entre 2006 e 2007. Mantido esse ritmo, o serviço seria universalizado em 38 anos. No levantamento anterior, entre 1992 e 2006, esse prazo seria de 115 anos. (págs. 1 e A6)

Ferrovia Norte-Sul
O governo espera leiloar o segundo trecho da Ferrovia Norte-Sul, entre Palmas (TO) e Estrela do Oeste (SP), nos primeiros meses de 2009, diz o secretário-executivo do Ministério dos Trans­portes, Paulo Sérgio Passos. O preço mínimo da outorga é de R$ 3,5 bilhões. (págs. 1 e B8)

Depósitos judiciais
O Conselho Nacional de Justiça decidiu ontem que os depósitos judiciais só podem ser mantidos em instituições oficiais. Com a decisão, as licitações realizadas pelos tribunais de Justiça do Rio e Minas, vencidas pelo Bradesco, foram anuladas. (págs. 1 e C1)


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Gazeta Mercantil

Manchete: Aracruz assume perdas e renegocia dívidas
A Aracruz finalmente liquidou a exposição em derivativos cambiais exóticos e apresentou a conta ao mercado, para dar fim aos contratos. A companhia assumirá uma perda de US$ 2,13 bilhões. Com base nas cotações atuais do dólar, trata-se de um valor superior ao patrimônio líquido da produtora de celulose e equivalente a um ano de receitas com as exportações.

O mercado reagiu bem ao anúncio e as ações da Aracruz registraram alta de 8,39% no pregão de ontem na BM&F Bovespa. Desde que anunciou que teria perdas com derivativos, os papéis acumulam baixa de quase 65%, ante uma queda de 22% do Ibovespa. Com uma exposição estimada em US$ 10 bilhões, parte do mercado calculava as possíveis perdas da empresa em até US$ 3 bilhões, o que acabou não se confirmando. A companhia não divulgou detalhes de como liquidou as operações.

Como não possui recursos suficientes em caixa para fazer frente à dívida, a Aracruz mantém as negociações com os bancos credores espera fechar as condições de reestruturação do endividamento até o fim deste mês. Na opinião de analistas que acompanham a empresa, não há motivos para comemorar, pelo menos até que haja um acordo definitivo. Para Pedro Galdi, da SLW Corretora, o fato de se livrar do peso da variação cambial não alivia a situação da companhia. "Mesmo que consiga um prazo longo de pagamento, a empresa permanecerá com uma estrutura de capital ruim." A renegociação da dívida não deve ser simples e dificilmente livrará a Aracruz de condições piores do que as que a empresa teria antes das perdas. (págs. 1 e B5)

Pregão
Ibovespa volta aos 40 mil pontos. (págs. 1 e B4)

Fertilizantes pesam na balança
De 2.184 áreas de minas em potencial onde se poderiam extrair matérias-primas para fertilizantes, apenas 41 são exploradas. Essa ociosidade superior a 98% pesa na balança comercial do País, que já desembolsou US$ 3 bilhões com importações neste ano. (págs. 1 e B11)

Comgás sente os efeitos da crise
A Comgás anunciou retração de 3,7% no consumo de gás natural industrial no terceiro trimestre de 2008, ante o mesmo período de 2007. A empresa diz que a crise financeira é a responsável pelo recuo. (págs. 1 e C7)

Real desvalorizado afeta aéreas
Se, por um lado, o recuo nos preços do petróleo elevaria os resultados trimestrais, por outro, a desvalorização do real poderá fazer com que os resultados das companhias aéreas não venham positivos. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)

Embraer confirma estudos com Airbus para novo jato
A apresentação ontem do balanço trimestral da Embraer - mesmo com prejuízo de R$ 48,4 milhões, resultado que não se via há 11 anos - ficou em segundo plano. Durante teleconferência, todos queriam saber sobre a parceria com a Airbus para desenvolver um avião de 250 lugares - informação antecipada com exclusividade pela Gazeta Mercantil. O vice-presidente financeiro da Embraer, Antônio Luiz Pizarro Manso, confirmou estudos conjuntos.

O presidente da Airbus, Thomas Enders, esteve ontem na Embraer discutindo a possibilidade de construir uma família de jatos entre 200 e 250 lugares de última geração, entre os modelos Airbus A 320 - de 107 a 196 assentos - e os modelos A 330 - de 253 a 335 passageiros. (págs. 1, C3 e C4)

Bancos nacionais devem avançar no exterior
A nova instituição financeira que surge com a fusão entre o Banco Itaú Holding Financeira e o Unibanco começa a planejar sua expansão internacional. O Itaú-Unibanco Holding deverá começar seu fortalecimento lá fora pela América Latina, onde o Itaú já tem presença no varejo argentino, uruguaio e chileno. A nova empresa, segundo seu presidente-executivo, Roberto Egydio Setubal, analisa ampliar a presença no Chile e estuda entrar na Colômbia e Peru.

Frente à expansão do novo banco, o mercado especula sobre as opções do Bradesco e do Banco do Brasil para retomarem suas posições no ranking. Uma alternativa seria a compra de uma instituição no exterior ou mesmo da operação local de um banco estrangeiro. (págs. 1, B2 e B3)

Análise
Klaus Kleber: Caso o Itaú-Unibanco obtenha, ao fim deste ano, um lucro líquido de R$ 11,5 bilhões, como previsto pela sua direção, pode alcançar o quinto maior lucro se colocado ao lado dos bancos dos Estados Unidos. (págs. 1 e B1)

JBS surpreende com lucro de R$ 694 milhões no trimestre
Depois de aproveitar o período de fartura de crédito para fazer aquisições de empresas deficitárias e tornar-se o maior frigorífico do mundo, a JBS S.A. surpreende com lucro líquido histórico de R$ 694 milhões no terceiro trimestre, ante o prejuízo de R$ 78,3 milhões em igual período de 2007. Parte desse resultado se deve à recuperação da eficiência das empresas no exterior e da variação cambial.

No trimestre, a JBS conseguiu avançar sua margem Ebitda ( que mede a eficiência na geração de caixa) para 6,1% ante os 4,1% do segundo trimestre. “Vamos continuar crescendo. Nos preparamos para ter oportunidades, não para ser uma”, afirmou o CEO Joesly Batista. (págs. 1 e B12)

Opinião
Augusto Nunes: Pela gastança com a Olimpíada que o Rio nem sabe se hospedará, a crise econômica não é sequer uma marolinha no Brasil esportivo. (págs. 1 e A10)

Opinião
Dario Menezes: O sucesso das transnacionais brasileiras depende da capacidade de maximizar ativos e de desenvolver novas competências. (págs. 1 e A3)

Opinião
Ana Maria Géia: O empresariado brasileiro tem olhos de navegador. Reconhece os sinais da tempestade, as rotas e os melhores instrumentos de navegação. (págs. 1 e A2)

Comunicação
Investimento global em propaganda somou US$ 563 bilhões em 2007. (págs. 1 e C1)

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Estado de Minas

Manchete: América tem um sonho
Numa votação que teve a maior participação de eleitores na história do país, Barack Obama foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. O concorrente republicano John McCain reconheceu a derrota por volta das 2h20 da manhã de hoje, quando Obama liderava as apurações e as projeções indicavam sua vitória. O senador democrata, que é o 44º presidente americano, encarna a esperança dos eleitores de um governo de mudanças, de respeito às minorias no plano interno, e de abertura de mais diálogo em escala global. (págs. 1 e 19 a 21)

BID garante manutenção das verbas para Minas
O representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Jose Luis Luppo, assegurou que os investimentos de US$ 350 milhões em Minas serão mantidos e até aumentados, apesar da crise. (págs. 1 e 4)

Pedágios
Serão implantados 22 em trechos mineiros da BR-040. Os editais devem ser lançados em março. (págs. 1 e 25)

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Jornal do Commercio

Obama sai na frente
Democrata mostra seu orgulho ao deixar a cabine de votação. Com grande chance de se tornar o primeiro presidente negro dos EUA, Obama era esperado, ontem, em Chicago, para o discurso da vitória indicada em todas as projeções. (pág.1)

Itaú Unibanco quer ganhar a América Latina (pág.1)

Lei seca inibe motoristas da capital (pag.1)

Aumento dos vereadores do Recife em pauta (pag.1)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O QUE PUBLICAM OS JORNAIS DE HOJE

04 de novembro de 2008

O Globo

Manchete: Itaú e Unibanco se fundem e iniciam expansão no exterior
Em meio à maior crise financeira internacional das últimas décadas, a fusão entre o "banco que nem parece banco" (Unibanco) e o banco "feito para você" (Itaú) caiu ontem de manhã cedo como uma bomba no mercado brasileiro. Fruto de conversas sigilosas iniciadas por Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles há 15 meses, desde que o gigante internacional Santander entrou no Brasil, a negociação se acelerou na última semana, quando a crise atingiu com mais força as empresas nacionais. Mas os executivos das duas instituições só foram convocados para dar forma ao novo banco na última sexta-feira. O novo Itaú-Unibanco destrona o Bradesco como maior banco privado nacional e também o Banco do Brasil no ranking geral do país, num momento em que o Palácio do Planalto tenta induzir um crescimento artificial do banco estatal por meio da MP 443.

O presidente Lula foi avisado pelos banqueiros no domingo em encontro na Base Aérea de Congonhas. Na divisão das novas funções, Roberto Setubal será o presidente executivo e Pedro Moreira Salles será o presidirá o Conselho de Administração. "A partir de agora, eu acho, ele vai executar", brincou Moreira Salles. "A crise criou uma enorme oportunidade", disse Setubal. Na prática, o mercado viu a operação como uma compra do Unibanco pelo Itaú, que terá 66% do novo Itaú-Unibanco; os controladores do Unibanco terão 33%. As ações do Itaú fecharam em alta de 16,32% e os papéis do Unibanco subiram 8,95%. (págs. 1, 21 a 31, Míriam Leitão, Flávia Oliveira e editorial "União de forças")

Os grandes números do novo banco
Itaú Unibanco/Holding
Ativos Totais: R$ 575 bilhões
Patrimônio: R$ 8,1 bilhões
Agências: 4.388
Correntistas: 14,5 milhões
Funcionários: 107 mil
Carteira de crédito: R$ 225 bilhões

As vantagens

A nova instituição ganha força e capital para competir num momento de crise global. No mercado interno, o novo banco deixa para trás o Banco do Brasil e Bradesco e ganha fôlego para brigar com o Santander na América Latina e na Europa.

Reforça o peso do setor privado no setor financeiro, num momento em que o governo federal tenta fortalecer Banco do Brasil e CEF, com uso de medidas provisórias que permitam compra de outros bancos.

Ao contrário dos concorrentes, possui um controle claro de dois acionistas, sem que a participação acionária seja diluída na mão de investidores. Com isso, evitaria ser alvo de aquisições hostis.

Para o consumidor:

Por enquanto, nada muda. A previsão é de que a primeira mudança seja a possibilidade de usar os caixas eletrônicos de um e de outro. (pág. 1)

'Terrorismo também é imprescritível'
O presidente do STF, Gilmar Mendes, condenou a ideologização na discussão sobre a prescrição de crimes de tortura na ditadura. Ele comentou declaração da ministra Dilma Rousseff, ex-guerrilheira, de que a tortura é imprescritível: "A discussão tem dupla face. Porque o terrorismo também é imprescritível." (págs. 1 e 9)

ECT: quadrilha agia também no Incra
A quadrilha suspeita de manipular contratos de franquias dos Correios também é investigada sob suspeita de fraudar licitações no Incra. De acordo com a Operação Déjà Vu, da Polícia Federal, o grupo já teria desviado R$ 30 milhões em operações de compra de equipamentos de informática. (págs. 1 e 4)

Fabricante entrega fuzis pelo correio
A Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), do Exército, enviou pelo correio 80 fuzis calibre 7,62, com cinco carregadores cada, numa operação arriscada que foi abortada pelos próprios carteiros, temendo que a carga fosse roubada. O destino das armas era o Bope. (págs. 1 e 14)

Vale desiste de pedir aumento a chineses
Depois de reduzir a sua produção de minério em cinco países - entre eles, o Brasil -, a Vale informou ontem, em evento na Bolsa de Valores de Nova York, que desistiu do aumento de 12% no preço do minério de ferro pleiteado junto a siderúrgicas chinesas. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Roger Agnelli. (págs. 1 e 33)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Fusão de Itaú com Unibanco cria o maior banco do Brasil
Em meio à crise no setor bancário global, dois dos maiores bancos privados nacionais, o Itaú e o Unibanco, anunciaram sua fusão por meio de troca de ações criando o maior banco brasileiro e o 17º do mundo. Em valores de mercado, o negócio é de R$ 108,747 bilhões . A nova empresa, Itaú Unibanco S/A, vai ser controlada por uma holding com participação dividida igualmente entre os dois. Roberto Setubal (Itaú) presidirá o novo banco, e Pedro Moreira Salles (Unibanco )será o presidente do conselho. Os executivos afirmaram que o anúncio marcava a aparição de um "competidor global", e que a crise ajudara a acelerar o negócio. Segundo eles, não haverá fechamento de agências ou cortes . O Itaú tem cerca de 69 mil funcionários, e o Unibanco, aproximadamente 35 mil; ambos são administrados por famílias de banqueiros tradicionais. (págs. 1 e Dinheiro).


Banco do Brasil depende da MP
Pare reaver a liderança no ranking, o Banco do Brasil terá de ir além da compra do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) e das negociações para adquirir Nossa Caixa e Banco de Brasília. Agora, o governo quer avançar com a aprovação da MP 443, que autoriza BB e CEF a comprar bancos. Para o Bradesco, a fusão “amplia a disputa” em um mercado que já é competitivo. (págs. 1 e B9)

Artigo: Vinícius Torres Freire
Sistema bancário fica concentrado, mas diversificado. (págs. 1 e B4)

Editoriais
Leia “EUA na encruzilhada” sobre eleições americanas e “Cautela no Ideb”, acerca de indicadores de educação. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Competição estrangeira e crise levam Itaú e Unibanco à fusão
Os bancos Itaú e Unibanco anunciaram ontem a fusão de suas atividades, criando o maior banco do Hemisfério Sul e o 17º maior do mundo. A empresa resultante da união terá ativos totais de US$ 575 bilhões. Roberto Setubal, do Itaú, será o presidente do novo banco. Pedro Moreira Salles, do Unibanco, vai comandar o Conselho de Administração. As negociações entre os dois foram abertas há 15 meses, quando o espanhol Santander comprou o holandês ABN Amro. Foram apressadas pelo agravamento da crise financeira internacional.

O anúncio da fusão deve provocar movimentação dos principais concorrentes. O Bradesco, que até então liderava o ranking dos bancos privados do País, deve ir às compras. Entre as instituições apontadas como atraentes para o Bradesco está o Banco Votorantim. Já o Banco do Brasil deve acelerar os entendimentos para a compra da Nossa Caixa, do Banco de Brasília (BRB) e do Banco do Estado do Piauí (BEP). (págs. 1 e B1 a B10)

O Brasil conhece mal a China
O empresariado nacional deveria saber mais sobre a China . Esse, contudo, não é o único problema. O governo Lula fez barulho sobre a aproximação entre os países, mas não foi além disso. (págs. 1 e A3)

Cinco bancos controlam 74% dos depósitos
O sistema bancário brasileiro dá mais um passo rumo à concentração. Cinco bancos ficarão com 74,3% dos depósitos e 72,2% das operações de crédito. Além do Itaú Unibanco, a lista inclui Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa. (págs. 1 e B4)

Perplexidade
Ilan Goldfajn: Teria sido prudente se o fundo soberano caísse no esquecimento. (págs. 1 e A2)

Sob suspeita, procurador da União deixa cargo
O procurador-geral da União, Jefferson Carús Guedes, deixou o cargo ontem, um dia após o Estado ter informado que ele é suspeito de formação de quadrilha em processo criminal na Justiça Federal. (págs. 1 e A5)

Vereador aumenta salário em até 147%
Onda de reajustes em benefício próprio já atinge sete capitais.(págs. 1 e A4)

Estradas de São Paulo têm 40 pontos engarrafados
A agência reguladora de transportes do Estado registra diariamente pelo menos 40 pontos de congestionamento em rodovias nas proximidades de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e São Bernardo. (págs. 1 e C1)

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Jornal do Brasil

Manchete: Nasce um gigante das finanças
A fusão do Itaú com o Unibanco, anunciada ontem após 15 meses de negociação, cria o maior conglomerado financeiro privado do Hemisfério Sul e um dos 20 maiores do mundo. A meta é ser um competidor global em cinco anos. Segundo os presidentes, nada muda para os clientes no momento. Demissões de funcionários e fechamento de agências também são descartados. Para os executivos, a crise acelerou, mas não motivou a operação. O mercado reagiu bem à notícia. (pág. 1 e Economia, págs. A18 a A20)

Presas sem mutirão no RJ
Cerca de 30% das quase 26 mil presas do Brasil podem ter progressão de pena. Apesar de ter a segunda população carcerária do país, o Rio ficou fora do mutirão nacional para ajudar as detentas - segundo o governo, porque o Estado fará a revisão dos processos. (pág. 1 e País, pág. A10)

Caipirinha ganha receita oficial
Agora há um modo oficial de se preparar a caipirinha. O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial a "receita correta" da bebida que agrada a brasileiros e estrangeiros. A medida servirá para proteger o drinque em disputas de denominação de origem. (pág. 1 e Cidade, pág. A14)

Jean Charles: nova versão
Uma testemunha desmente a versão dos policiais que mataram o brasileiro Jean Charles de Menezes no metrô de Londres. Ao contrário do que declararam em juízo, os agentes não deram voz de prisão antes de disparar os tiros e "pareciam estar fora de controle". (pág. 1 e Internacional, pág. A23)

Desrespeito à lei na orla carioca
A população do Rio enfrenta, nas principais praias da cidade, desde jogadores de frescobol até cachorros e camelôs, não incomodados pela Guarda Municipal, além de conviver com muito lixo – este, pelo menos, recolhido pela Comlurb. Ontem, o prefeito eleito Eduardo Paes foi ao BNDES tratar de outra zona, a Portuária, que terá projetos de revitalização bancados pela iniciativa privada. (pág. 1 e Cidade, págs. A13 e A15)

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Correio Braziliense

Manchete: Obama ou McCain – Disputa voto a voto na América
A eleição presidencial norte-americana chega ao dia decisivo de forma dramática. Em um esforço derradeiro de campanha, os candidatos Barack Obama e John McCain atravessaram uma dúzia de estados pelo país nas últimas 24 horas para conquistar votos decisivos na corrida eleitoral. A batalha continua hoje, quando os norte-americanos apontarão nas urnas quem deve comandar a Casa Branca
a partir de 20 de janeiro de 2009. As pesquisas apontam vantagem de Obama, mas a disputa acirrada em 12 estados e o “efeito Bradley” - a mudança de voto por motivos raciais - podem provocar resultados surpreendentes. Na véspera da eleição, voluntários republicanos e democratas dispararam telefonemas por todo o território norte-americano para convencer os indecisos, que correspondem a 6,2% do eleitorado. Obama evitou o clima de euforia. “Não acreditem por um segundo sequer que a eleição terminou”, disse em discurso na Flórida. McCain, na Pensilvânia, procurou motivar seu eleitorado, ao dizer que faltava pouco para “levar a América a uma nova direção”.

- Filas de até seis horas para votar.

- Democratas prevêem onda azul. (pág. 1 e Tema do dia, págs. 20 a 26)

Planalto defende troca-troca
Ministros da Justiça e das Relações Institucionais articulam fatiamento da reforma política para criar possibilidade de parlamentares trocarem de partido sem perder o mandato. (págs. 1 e 4)

Itaú e Unibanco anunciam megafusão
Os brasileiros foram surpreendidos com a notícia de que duas das maiores e mais tradicionais casas bancárias do país se uniram em meio à crise global para formar um gigante com ativos totais de R$ 575 bilhões – o maior banco da América Latina, o nono de todas as Américas, o maior da metade Sul do planeta e o 17º do mundo. Por enquanto, as marcas serão mantidas e nada muda para os clientes de um e de outro. (págs. 1, 10, 12 e Brasil S/A, pág. 15)

Parque Ana Lídia interditado
Em pleno domingo, a torre de escalada sucumbiu à ferrugem, caiu e machucou os irmãos Marcos Vinicius e Alanis, de 7 e 8 anos. (págs. 1 e 32)

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Valor Econômico

Manchete: Fusão cria megabanco de R$ 575 bi
Itaú e Unibanco surpreenderam os mercados ao anunciar a maior fusão da história bancária brasileira e abriram mais uma etapa na consolidação do sistema financeiro do país. A fusão criará um gigante com R$ 575,1 bilhões em ativos, o suficiente para colocá-lo entre as 20 maiores instituições financeiras do mundo e as 10 maiores das Américas. Os dois bancos assinaram contrato de unificação das operações financeiras no valor de R$ 87,9 bilhões, pela cotação de mercado de sexta-feira. Não haverá desembolso de dinheiro. Tudo será feito por meio de troca de ações.

O catalisador da fusão foi a necessidade de ganhar porte para abrir dianteira confortável sobre os concorrentes em vários mercados e enfrentar nova onda de acirramento da competição, iniciada com a aquisição do Real pelo Santander.

Itaú e Unibanco, juntos, derrubam a liderança histórica do Banco do Brasil e, entre os bancos privados, a do Bradesco (R$ 422,7 bilhões em ativos). Passam à frente em depósitos e crédito (sem aval e fianças). Também serão os maiores administradores de recursos do país, com 20% do mercado, ou R$ 244,78 bilhões, e os maiores emissores de cartões de crédito. Em seguros, continuarão atrás do Bradesco, que detinha R$ 10,6 bilhões em prêmios totais até julho, enquanto Itaú e Unibanco terão RS 8,2 bilhões, segundo dados da Susep e ANS.

No novo banco, Roberto Setubal, presidente do Itaú, será o presidente-executivo e Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco, ocupará a presidência do conselho de administração. Ambos foram vagos em relação ao futuro das marcas e planos de integração.

O analista de bancos do Santander, Henrique Navarro, calcula em R$ 4 bilhões os ganhos de sinergia das duas instituições. Mas Setubal afirmou não ter uma estimativa a respeito, embora preveja ganhos de escala, maior receita com vendas cruzadas e redução de custos com tecnologia da informação.

Um objetivo claro da fusão foi transformar o novo banco em uma empresa global. "O Brasil precisa ter um banco internacional para apoiar as empresas brasileiras no exterior", disse Setubal. (págs. 1 e Cl a C8)

Sigilo também foi uma arma do negócio
Os banqueiros Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal são vizinhos na charmosa praça Pereira Coutinho, na Vila Nova Conceição. Ali, os dois aventaram, pela primeira vez, em julho do ano passado, a hipótese de unir seus bancos. Depois disso, jamais cruzaram a praça novamente para conversar sobre o assunto. As reuniões que selaram o negócio se deram no casarão de Israel Vainboim, no Morumbi. Assim, Salles e Setubal conseguiram manter o sigilo da operação.

O Bradesco não soube de nada até a noite de domingo, quando Salles ligou para Lázaro Brandão, presidente do conselho do banco rival. O presidente Lula foi informado pessoalmente pelos dois banqueiros também na noite de domingo, no aeroporto de Congonhas. Nessa megafusão não participaram banqueiros de investimento nem advogados terceirizados. Tudo foi feito em casa. E sob a pressão da crise financeira. (págs. 1 e C3)

Itaú terá maior fatia da nova instituição
Os acionistas da Unibanco Holdings S.A. e do Unibanco vão migrar, com as incorporações de ações, para a Itaú Unibanco Holding S.A. O controle dessa empresa será compartilhado entre a Itaúsa e os controladores da Unibanco Holdings (família Moreira Salles), por meio de holding não financeira a ser criada, a IU Participações. Nela, a Itaúsa terá 50% das ordinárias, 100% das preferenciais e 66% do capital total. Já a família Moreira Salles terá 50% das ordinárias e 33% do capital total. A IU terá 51% das ordinárias e 26% do capital total da Itaú Unibanco Holding; a Itaúsa, 36% das ordinárias e 18% do capital total.

O Itaú emitirá R$ 25,6 bilhões de ações, entre preferenciais e ordinárias, pelos cálculos do analista Juan Partida, do UBS Pactual. O Unibanco equivalerá a cerca de 27% do negócio. "A impressão que fica é que o Itaú comprou o Unibanco", diz o analista Victor Martins, do Safra. (págs. 1, C1 e C7)

Receita da União cairá R$ 15 bi
O desaquecimento da economia provocado pela crise financeira internacional deve subtrair R$ 15 bilhões das receitas públicas federais em 2009. Segundo estimativas do Ministério do Planejamento, serão R$ 10 bilhões na arrecadação de tributos e mais R$ 5 bilhões em royalties do petróleo.

O assunto foi discutido ontem, na reunião semanal de coordenação no Palácio do Planalto. A queda nos royalties ocorrerá por causa da redução no preço do petróleo. Na proposta orçamentária enviada ao Congresso, o governo previu que o preço médio do barril em 2009 seria de US$ 120, mas a cotação está hoje em torno de US$ 70.

No caso dos impostos, a equipe econômica estima que o desaquecimento, com redução do crescimento de 6% para algo entre 3,8% a 4% do PIB, diminuirá a arrecadação. Diante das perdas, o governo se prepara para cortar investimentos não incluídos no PAC e rever reajustes salariais do funcionalismo ainda não transformados em lei. (págs. 1 e A3)

Receita mira pessoas físicas
A Secretaria da Receita Federal intensificou a fiscalização do Imposto de Renda das pessoas físicas (IRPF). No Estado de São Paulo, o órgão emitiu até outubro R$ 671 milhões em notificações, 40% mais do que em todo o ano passado. (págs. 1 e A6)

Saldo comercial
A balança comercial encerrou outubro com superávit de US$ 1,2 bilhão, queda de 56,1% em relação aos US$ 2,7 bilhões de setembro e de 64,9% na comparação com os US$ 3,4 bilhões de outubro de 2007. No ano, o superávit acumulado é de US$ 20,8 bilhões, frente aos US$ 34,3 bilhões do mesmo período de 2007. (págs. 1 e Al6)

Venda de veículos desacelera
As vendas de veículos em outubro foram 2,12% menores do que no mesmo mês de 2007, com o emplacamento de 239,2 mil unidades. Na comparação com setembro, a queda foi de 10,8%. Apesar da retração do mercado, no ano os emplacamentos aumentaram 23,4%. (págs. 1 e B6)

Ações defensivas
Tradicionais recomendações dos analistas, as ações atreladas à cadeia de commodities perderam espaço na Carteira Valor de novembro. Ganharam força segmentos "defensivos" como concessionárias de serviços públicos e bancos. (págs. 1 e D1)

Idéias
Raymundo Costa: reforma política muda critérios do horário eleitoral. (págs. 1 e A8)

Idéias
Marcelo Néri: desigualdade de renda continua alta, mas em queda. (págs. 1 e A15)

Idéias
Delfim Netto: regulação excessiva pode impedir inovações que nascem da criatividade humana. (págs.1 e A2)

Economia européia deverá crescer apenas 0,2% no ano que vem (págs. 1 e A9)

Thomas Enders, CEO da Airbus, elogia a Embraer e fala em parcerias com a empresa brasileira (págs. 1 e B7)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Fusão Itaú-Unibanco fortalece setor em crise
O mercado brasileiro testemunhou nesta segunda-feira o nascimento do maior conglomerado financeiro privado do Hemisfério Sul e um dos 20 maiores do mundo, resultado da fusão entre dois pesos pesados do setor: os bancos Itaú e Unibanco. As instituições anunciaram a assinatura de um contrato que levará à fusão das instituições.

Os planos dos presidentes do Itaú, Roberto Setúbal, e do Unibanco, Pedro Moreira Salles, são ousados. A idéia é transformar o novo grupo em um competidor global no prazo de cinco anos. As conversas para a fusão, porém, só foram intensificadas após o avanço dos concorrentes, mais precisamente do espanhol Santander. “Pela primeira vez se formou no País um tipo de concorrente com grande escala tanto global como local, e começamos a nos questionar o que fazer para enfrentar essa nova realidade”, afirmou Moreira Salles.

A fusão foi considerada uma grande tacada não apenas para as duas instituições, mas também para o setor financeiro. Apesar da maior concentração, dizem os especialistas, a concorrência com outros grandes players como Bradesco e Banco do Brasil fica ainda mais acirrada. Com ativos totais de R$ 575,l bilhões e patrimônio líquido de R$ 57,7 bilhões, o Itaú-Unibanco torna-se o maior banco do País, com diferença considerável (36% a mais em ativos e 57,7% em patrimônio líquido) em relação ao Bradesco.

No ramo de seguros, o Bradesco não perderá a liderança para o superbanco, que fica na segunda posição. O Unibanco voltou a reforçar o interesse em adquirir a participação da AIG no País. (págs. 1, B1, B3 e B4)

Inflação
Mercado prevê IPCA de 6,30% em 2008. (págs. 1 e A8)

Os desafios do novo presidente dos EUA
Recuperar a economia norte-americana e restaurar o prestígio internacional da nação mais poderosa do planeta - abalada pela desastrada administração de George W. Bush, que passará para a história como o pior presidente norte-americano - são os grandes desafios do novo presidente dos Estados Unidos que será eleito hoje. No último dia de campanha, Barack Obama e John McCain
voltaram a trocar acusações em comícios nos estados considerados chave, o primeiro procurando consolidar o favoritismo indicado por praticamente todas as pesquisas e o segundo tentando reverter o quadro desfavorável, confiando em erros dos levantamentos feitos pelos institutos de pesquisa junto ao eleitorado.

Analistas são de opinião quase unânime que, seja qualquer o for o vencedor, a América Latina continuará em segundo plano entre as prioridades dos EUA. O Brasil pode ser prejudicado nas áreas ambiental e trabalhista, caso Obama seja eleito e adote barreiras ao mercado interno norte-americano, podendo criar restrições aos latino-americanos em geral. “Para cumprir as promessas sociais e de redução de impostos, a adoção de medidas protecionistas será inevitável para Obama”, afirma Rodrigo Cunha, coordenador do curso de Relações Internacionais da ESPM. (págs. 1, A12 e A13)

Escambo ajuda a driblar retração
Com a retração nos financiamentos, os empresários redescobriram o escambo e apostam no sistema de troca como forma de driblar a crise para aumentar o fluxo de caixa e reduzir custos variáveis. (págs. 1 e Investnews.com.br)

América Latina ganha espaço nas vendas de seguro do HSBC
O lucro semestral do HSBC com seguros na América Latina cresceu 75%, atingindo US$ 462 milhões. A região já é a principal fonte da receita global do grupo no segmento, deixando para trás o mercado mais rentável da instituição – Hong Kong e Ásia, que tiveram redução de ganhos em quase 50% por causa da crise financeira internacional. De passagem pelo Brasil, o presidente mundial da área de seguros do HSBC, Clive Bannister, disse que os prêmios globais cresceram 25%, mas a alta volatilidade das bolsas mundiais e o baixo retorno de aplicações financeiras prejudicaram o desempenho do banco na Ásia, mas não afetaram tanto o mercado latino-americano. (págs. 1 e B4)

Opinião
Ariverson Feltrin: José Serra deu a largada na direção da Presidência da República. Suas aparições e obras deverão transcender as fronteiras de São Paulo. (págs. 1 e A2)

Cai exportação de manufaturados
Financiamento escasso e pressão dos clientes por descontos atrapalham o dia-a-dia dos exportadores de manufaturados, cuja média diária de embarques em outubro foi 14,1% inferior à de setembro. (págs. 1 e A4)

Leilão de LT do Madeira já tem consórcio inscrito
A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) saiu na frente da concorrência e anunciou que vai participar do leilão das linhas de transmissão das usinas do rio Madeira, ao lado das estatais Furnas e Chesf. Nivalde de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirma que a parceria com empresas do estado facilita o acesso ao crédito - o investimento total da obra está estimado em R$ 7 bilhões. “As estatais diminuem o risco financeiro porque não são alavancadas e reduzem o risco político porque estão do mesmo lado do governo”, avalia o professor.

O leilão, anteriormente marcado para o dia 31 de outubro, foi adiado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o dia 26 de novembro, a fim de garantir a participação das companhias. “O risco de crédito alterou as perspectivas do setor, tanto que houve adiamento da realização do leilão”, explica João Carlos Mello, da consultoria Andrade & Canellas.

A expectativa dos analistas é de que não haja participação de empresas estrangeiras na disputa do linhão por conta da crise econômica mundial. (págs. 1 e C8)

Indústria
Marcos Sérgio, da RFR, diz que preço da sucata de ferro caiu 40%. (págs. 1 e C1)

Vale desiste de reajustar minério
O presidente da Companhia Vale do Rio Doce (Vale), Roger Agnelli, informou ontem que a companhia retirou o pedido de reajuste de 12% nos preços do minério de ferro que vinha pedindo às siderúrgicas chinesas. (págs. 1 e C1)

TJ condena BM&F a pagar sócio
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que a BM&F terá de pagar R$ 1,333 milhão a um sócio efetivo que havia recebido apenas R$ 10 mil. A decisão abre precedente para outros 387 sócios patrimoniais da BM&F. (págs. 1 e A10)

Embraer e Airbus querem jato com tecnologia casada
Pode sair do papel o projeto conjunto da Airbus e da Embraer para o desenvolvimento de um jato de 250 lugares, capacidade intermediária entre o Embraer 195 e A320. O presidente mundial da Airbus, Thomas Enders, disse ontem em São Paulo que se reunirá com a diretoria da Embraer. "Já temos relação próxima com a empresa brasileira. Sempre buscamos informações sobre o mercado brasileiro e desenvolvimento de tecnologia. Quem sabe no futuro possamos desenvolver alguma coisa juntos", disse Enders.

O principal motivo desta aproximação é diminuir custos de desenvolvimento e produção de um novo jato para enfrentar a competição da Boeing. O projeto do avião euro-brasileiro está em fase de conversações e de viabilidade financeira e tecnológica. Essa possibilidade é admitida pela direação da Embraer, pois seria uma alternativa para a empresa ingressar em segmentos de aviões maiores. (págs. 1 e C4)

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Estado de Minas

Manchete: Começa a fusão de bancos no Brasil
Itaú e Unibanco se unem e formam a maior instituição financeira do Hemisfério Sul.

Em princípio, única mudança para os clientes será a integração dos caixas eletrônicos.

Mercado reage bem e especula que serão fechados outros grandes negócios no setor. (pág. 1)

Lula quer fim de polêmica sobre tortura
Presidente se reúne com advogado-geral da União e tenta unificar discurso do governo sobre a lei de Anistia. O ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a sugerir "correção" de parecer segundo o qual crimes cometidos na ditadura prescreveriam. (pág. 1)

Eleição nos EUA
- Um dia para romper tabus.

- O interior de Minas de olho nas urnas. (pág. 1)

TV paga
Anatel permite cobrança do ponto extra por mais 30 dias. (pág. 1)

Chuva será 1ª preocupação de Lacerda (pág. 1)

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Jornal do Commercio

Manchete: Itaú e Unibanco anunciam fusão
No momento em que o mundo enfrenta séria crise econômica, dois dos principais bancos do Brasil se unem e criam a maior instituição do País e 17ª do mundo. Presidente do Itaú será o comandante. Objetivo é a internacionalização. Por enquanto, nada muda para funcionários e correntistas. (pág. 1)



Chega o grande dia para Obama e McCain (pág. 1)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O QUE PUBLICAM OS JORNAIS DE HOJE

03 de novembro de 2008

O Globo

Manchete: Cariocas consideram van o melhor transporte
Uma pesquisa feita pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) revelou que os cariocas consideram o serviço de vans o melhor meio de transporte da cidade, à frente de ônibus, trens, barcas e até do metrô na preferência dos usuários. Foram ouvidos 823 pessoas, que consideraram a rapidez o fator mais importante na hora do julgamento. (págs. 1 e 8)

Crise: crédito de R$ 5,25 bi para firmas pequenas
O governo vai liberar R$ 5,25 bilhões do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para ampliar o crédito a micro e pequenas empresas, visando a atenuar os efeitos da crise global no setor. Nos pólos produtivos de firmas de porte menor, as encomendas caíram até 50% e há demissões. (págs. 1 e 14)

Pastorais desafiam Igreja e distribuem camisinhas
Padres, freiras e ONGs estão distribuindo preservativos para combater a Aids, o que vai contra a posição oficial da Igreja Católica. Dom Dimas Lara, secretário-geral da CNBB, não condenou a prática, mas defendeu ações mais abrangentes contra a doença. (págs. 1 e 4)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Governo conclui estudo para adiar tributo de empresa
A Receita Federal deve entregar até amanhã ao ministro Guido Mantega (Fazenda) estudo que avalia o impacto no caixa do Tesouro da ampliação de prazos para o recolhimento de impostos nas empresas. O pedido foi feito pela Confederação Nacional da Indústria. Os empresários dizem ser necessário mais dinheiro em caixa para enfrentar a crise global. (págs. 1 e B1)

Porto de Santos deve dobrar com novos terminais
A Codesp (Companhia Docas de São Paulo) aguarda a assinatura de um decreto presidencial que vai ampliar os limites do porto de Santos de 7,7 milhões para 15 milhões de metros quadrados. Maior porto do país, Santos responde por 25% do comércio exterior brasileiro. (págs. 1 e B4)

28 cidades têm mais eleitores que habitantes
O número de eleitores supera a população, medida pelo IBGE, em ao menos 28 municípios do país. Itapiraí (MG) tem a maior disparidade – 1.841 habitantes para 2.437 votos em outubro. (págs. 1 e A5)

Marina Silva - Planalto precisa ter serenidade para reafirmar repúdio à prática de tortura
A condenação à tortura praticada no Brasil durante o regime militar é tida por alguns como vingança ou ódio, a impedir a superação do passado. Mas, se pensarmos no futuro, é preciso reafirmar o repúdio a essa suprema forma de covardia. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Crédito escasso ameaça 324 grandes obras no País
O País precisa de cerca de R$ 90 bilhões para concluir todas as grandes obras de infra-estrutura em construção, ou já contratadas e não iniciadas. Com a escassez mundial de crédito, essas obras correm sério risco de atraso. Dos R$ 90 bilhões, cerca de R$ 57 bilhões serão destinados a obras que ainda não estão em andamento. O levantamento sobre o financiamento de 324 obras nas áreas de energia, ferrovias, rodovias e portos foi feito pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib). Segundo o presidente da Abdib, Paulo Godoy, cerca de 70% dos recursos deverão vir do BNDES. (págs. 1, B1 e B3)

Defensor da União é réu em ação criminal
O procurador-geral da União, Jefferson Carús Guedes, é réu num processo por formação de quadrilha. A ação contra o número 2 da Advocacia Geral da União foi proposta pelo Ministério Público com base em um inquérito da Polícia Federal que reúne cerca de 600 horas de escutas telefônicas realizadas com autorização da Justiça. Um habeas-corpus do TRF em favor de Guedes sustou o processo. (págs. 1 e A4)

Avião cai no Paraná e 5 ocupantes morrem
A queda de um avião monomotor em Paranavaí, no Paraná, provocou a morte dos seus cinco ocupantes, três da mesma família. A aeronave caiu ontem no pátio de uma escola, e o acidente pode ter sido causado pela forte chuva. (págs. 1 e C7)

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Jornal do Brasil

Manchete: Crise dificulta crédito para as empresas
A restrição do crédito provocada pela crise internacional tem dificultado a rolagem da dívida das empresas brasileiras: são cerca de R$ 11 bilhões vencendo nos próximos seis meses, segundo a Associação Brasileira de Bancos de Investimento. As incertezas deixaram as opções no mercado de capitais mais restritas e com o custo muito elevado. Ontem, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown pediu financiamento adicional para o FMI socorrer economias em dificuldades. (págs. 1, Economia A18 e A22)

Morre gestora do Bolsa Família
A secretária de Renda da Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e principal gestora do programa Bolsa Família, Rosani Cunha, morreu na noite de sábado, vítima de um acidente de carro na cidade de 25 de Mayo, na Argentina, onde faria uma palestra. (págs. 1 e País A7)

Maratona para conquistar indecisos
Na véspera da eleição presidencial americana, John McCain e Barack Obama percorreram Estados-chave para cooptar indecisos. Pesquisa mostra o democrata seis pontos à frente do republicano. (págs. 1, Tema do dia A2 a A5)

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Correio Braziliense

Manchete: Repetência custa R$ 10 bi ao Brasil
Cálculo do Correio revela que esse é o valor pago anualmente pelo governo devido à má qualidade do ensino. Na rede pública, mais de 20% dos estudantes são reprovados. (págs. 1 e 6)

Pior da crise já passou, diz prêmio Nobel (págs. 1 e 10)

Estados Unidos que se cuidem
O xeque sírio Omar Bakri Muhammad, líder terrorista ligado à Al-Qaeda, diz ao Correio que Osama bin Laden vai fazer alerta, em breve, ao sucessor de Georg W. Bush. (págs. 1 e Tema do dia 15)

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Valor Econômico

Manchete: Empréstimo a empresas encolhe e juros disparam
As taxas de juros do crédito de curto prazo para empresas dispararam em outubro. No pior mês da crise financeira até agora, os grandes bancos brasileiros se retraíram, tornaram-se muito rigorosos na concessão de crédito e elevaram o spreads em até dois pontos percentuais para as grandes empresas. As pequenas e médias enfrentam taxas que são até o dobro das que pagavam meses atrás. (págs. 1 e C1)

Mais ações judiciais contra o PAC
Aumentou em 50% o número de ações judiciais contra obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em abril, eram 619 processos e em setembro, 923. Para tentar agilizar o andamento desses casos, o governo realiza sessões de conciliação com quem ingressa com ações na Justiça impedindo a continuidade dos empreendimentos. A maior parte dos processos se refere a desapropriações realizadas para a construção de rodovias e hidrelétricas. (págs. 1 e A3)

Exportador sofre pressão por descontos
Exportadores brasileiros de bens de consumo estão concedendo descontos no preço em dólar de seus produtos, cedendo à pressão dos clientes no exterior ou como estratégia para fechar novos negócios. Com o argumento da desvalorização cambial, os importadores dos produtos brasileiros pedem redução de preços e ampliação dos prazos de pagamento. (págs. 1, A4 e A5)


Pacote espera presidente dos EUA
O Congresso dos Estados Unidos vai discutir um novo pacote de estímulo fiscal para reanimar a economia americana assim que o futuro presidente do país estiver escolhido. O pacote vai ampliar o déficit fiscal estimado em US$ 750 bilhões no próximo ano, o equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. (págs. 1 e A11)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Petrolífera descumpre regra de nacionalização
Empresas petrolíferas avisaram a Agência Nacional do Petróleo (ANP) de que não têm conseguido cumprir o conteúdo nacional previsto nos contratos de concessão. A disparada dos custos de aluguel das sondas, que são importadas, aliadas às regras mais rígidas de nacionalização por produto, provoca silenciosa queda-de-braço entre o governo e o setor privado.

A ANP indica que não vai aliviar as empresas do cumprimento dos investimentos na indústria local. A agência deve prorrogar os prazos de exploração de alguns blocos para que as empresas consigam cumprir os índices de nacionalização, que em alguns casos ultrapassam 90%. Mas, se ainda assim não executarem os contratos poderão ser multadas. (págs. 1 e C9)


Empresas têm restrições para rolar dívidas de R$ 11 bilhões
A restrição de crédito provocada pela crise financeira deve dificultar a renovação das dívidas das empresas. Nos próximos seis meses vencem R$ 11 bilhões no mercado interno em notas promissórias e debêntures. As opções para novas colocações além disso, ficará muito restritas.

A Sabesp acaba de registrar uma emissão de debêntures de R$ 220 milhões para cobrir outras que vencem em março, com custo bem maior. (págs. 1 e B1)


Déficit da indústria é de US$ 4,1 bilhões
A balança comercial de bens produzidos pela indústria de transformação encerrou o terceiro trimestre com déficit de US$ 4,1 bilhões. Este resultado representa uma deterioração em relação ao superávit de US$ 15,5 bilhões registrado em igual período no ano passado, segundo estudo elaborado pela Iedi. (págs. 1 e A4)


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domingo, 2 de novembro de 2008

O QUE PUBLICAM OS JORNAIS DE HOJE

02 de novembro de 2008

O Globo

Manchete: Na noite do Rio, 35% são consumidores de drogas
Cerca de 35% dos freqüentadores da noite carioca usaram pelo menos um tipo de droga nos últimos seis meses, revela uma pesquisa inédita feita com exclusividade para a Revista O Globo pela empresa de consultoria Retrato. De acordo com o levantamento, realizado em bares, shows, boates e festas, a maconha é consumida por 91,3% dos usuários de substâncias ilícitas, e o ecstasy, por 22,7%, à frente da cocaína, usada por 20,7% dos entrevistados. O estudo mostra ainda onde os usuários compram drogas, quanto pagam, o que sentem e como vêem a lei. (pág. 1)


Promessas de Paes custam R$ 15 bilhões
Para cumprir apenas 24 de suas 83 promessas, o prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes, vai precisar de pelo menos R$ 15 bilhões. No Orçamento municipal, a previsão de investimentos para 2009 é de R$ 744 milhões. (págs. 1, 3 e 4)

Crise chega a Zona Franca de Manaus
Com o agravamento da crise global, pela primeira vez em 30 anos 16 empresas anteciparam férias coletivas na Zona Franca de Manaus, deixando 15 mil pessoas em casa. E as demissões estão 12% maiores do que em 2007. (págs. 1, 27 a 29)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Banqueiro prevê alta de juros após medida do BC
O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, diz que o setor deve subir os juros para compensar a redução da remuneração do compulsório sobre depósitos a prazo.

A medida do Banco Central foi anunciada na quinta-feira para forçar os bancos a comprarem carteiras de crédito de pequenas instituições em dificuldade e para ampliar o número de empréstimos e do dinheiro em circulação na economia. (págs. 1 e B1)

Brasileiros perdem casas e empregos com crise nos EUA
O estouro da “bolha imobiliária” americana atingiu em cheio uma das maiores comunidades de brasileiros, em Newark (Nova Jersey). São cerca de 30 mil na cidade, de 280 mil habitantes.

Dezenas de famílias deixaram Newark. A maioria dos brasileiros trabalhava na construção civil. Primeiro, perderam o emprego. Agora, ficam sem casa. (págs. 1 e B10)

Concessão de estradas encarece viagens em SP
A concessão de mais rodovias de SP à iniciativa privada criará 61 novas praças de pedágio, elevando os gastos dos usuários. Ao contrário do que sugeriam os deságios de até 55% obtidos nos leilões, o custo da viagem subirá em quase todas as rodovias – até 422,2%. (págs. 1 e B11)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Indústria reclama do crédito e vai reduzir investimentos
Pesquisa feita pela Fiesp, obtida com exclusividade pelo Estado, mostra que 57% das 658 indústrias consultadas em outubro esperam queda nos investimentos em 2009, por causas do aperto no crédito. Só 16% planejam aumento. Até o dia 21 do mês passado, 54% das empresas informaram que estavam com dificuldade para obter financiamento. Entre as indústrias maiores, metade relatou que o acesso ao crédito estava “mais difícil”, e 25%, que estava “muito mais difícil”. (págs. 1, B1 e B3)

Planalto quer arsenal anticrise
O governo está certo de que não haverá recessão, após as ações no Brasil e no exterior. A idéia do Planalto é ter à mão um arsenal de medidas para combater crises agudas, caso necessário. E o presidente Lula exortará empresários a investir. (págs. 1 e B4)

Governo tenta evitar disputa com PMDB fortalecido
A engorda do PMDB nas eleições municipais, agravada pela derrota do PT na disputa pela Prefeitura de São Paulo com altas taxas de rejeição a Marta Suplicy, já se reflete na disputa pelas presidências da Câmara e do Senado. Segundo um ministro, Lula vai “paparicar” o PMDB, evitando transformar a disputa numa guerra. A meta é “não trombar”, com o partido, para não antecipar um racha na base aliada e fragilizar o governo em tempos de crise. (págs. 1 e A4)


Recursos em alta desafiam cientistas brasileiros
Cientistas brasileiros avaliam que já há no País dinheiro suficiente para financiar pesquisas – o desafio é desenvolver bons projetos e reduzir a burocracia. Em seis anos, a quantia disponível foi de R$ 11 bilhões para R$ 23,7 bilhões, de fontes públicas e privadas. (págs. 1, A22 a A25)

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Jornal do Brasil

Manchete: Paes: R$ 200 milhões para o Rio já este ano
Em entrevista exclusiva, o prefeito eleito Eduardo Paes revela que R$ 200 milhões serão usados nas obras do complexo da Penha, da linha 4 do metrô (Zona Sul-Barra), da Via Light e da revitalização da Zona Portuária. Com humor, saboreia a vitória sobre Fernando Gabeira, diz que gosta do Posto 9 – mas ia à praia no 10 – e que não acredita em vitorioso moral. Reportagem de capa da Domingo conta a infância da nova estrela da política. (págs. 1, Tema do dia A2 a A4, e revista Domingo)

Crise não vai ser longa, diz Giannetti
O economista Eduardo Giannetti da Fonseca afirma que a atual crise econômica global não vai durar muito tempo. “O mundo aprendeu com a Grande Depressão dos anos 30 e com a recessão dos anos 90 no Japão. Os mercados terão dimensão proporcional à economia real”, diz. (págs. 1 e Economia E7)

O melhor e o pior do Brasil
Entre 1997 e 2007 a expectativa de vida subiu de 69,3 anos para 72,7, impulsionada por melhorias na alimentação, habitação e serviços de esgoto e tratamento de água. No entanto, o brasileiro ainda sucumbe a doenças típicas de países subdesenvolvidos. (págs. 1 e País A10)

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Correio Braziliense

Manchete: Impunidade diplomática nas ruas de Brasília
Em apenas cinco dias,reportagem do Correio consegue flagrar 26 carros de embaixadas e organismos estrangeiros cometendo as mais variadas infrações no trânsito de Brasília. O mau exemplo surgiu em diferentes situações pelo Plano Piloto e Lago Sul: carros seguindo pela contramão, estacionados em vagas para pessoas com deficiência ou idosos, sobre calçadas ou fechando outros veículos. Nenhum deles foi guinchado. Há 1.289 carros de placa azul em circulação pelas ruas da capital federal. As infrações cometidas por eles têm destaque nas estatísticas do Detran — média de 30 por mês. (págs. 1, 36 e 37)

Empresas de cobrança rindo à toa
Crédito cada vez mais difícil dificulta a vida dos consumidores e faz inadimplência explodir. Por isso, empresas de cobrança viram faturamento triplicar ao correr atrás do grande e novo cordão de endividados. Conheça os direitos do mau pagador. (págs. 1 e 25)

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Valor Econômico

Manchete: Governo reduz o superávit de 2009 para 3,8%
No início de outubro, uma alta fonte do governo disse ao Valor que o superávit primário poderia ser reduzido a 3,8% do Produto Interno Bruto no próximo exercício, caso o agravamento da crise exigisse um contra ponto à retração da atividade econômica. Agora, a decisão está tomada. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou ontem que o governo vai efetivamente reduzir o esforço fiscal em 2009, diminuindo a meta de superávit primário de 4,3% para 3,8% do PIB. Na prática, a redução será ainda maior, uma vez que o setor público consolidado (União, Estados e municípios) vem economizando 4,5% do PIB.

Paulo Bernardo disse que "não faz sentido" aumentar o esforço fiscal no momento em que a economia dá sinais de desaceleração. A idéia é compensar, pelo menos em parte, a suspensão de investimentos do setor privado. Com o superávit menor, a capacidade de investimento público pode ser elevada em cerca de R$ 20 bilhões em 2009. "Vamos fazer o esforço que for preciso para a atividade desacelerar o menos possível", afirmou o ministro.

Ele informou que, apesar da esperada queda da arrecadação tributária, o governo manterá os gastos do Bolsa Família, o reajuste do salário minimo (estimado em mais de 12% em 2009) e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo Paulo Bernardo, o governo deve reduzir a previsão de crescimento da economia no próximo ano - de 4,5%, como estava na proposta original do Orçamento, para algo entre 3,8% e 4%. Ele considera que, nos países onde a crise está sendo mais forte, haverá um período de até dois anos para superar as seqüelas, mas o Brasil tem uma situação diferente e poderá se recuperar mais rapidamente.

De acordo com ele, o problema das aplicações das empresas no mercado de câmbio não tem a gravidade que muitos vinham afirmando e deverá ficar reduzido a algo em torno de US$ 7 bilhões.

O ministro disse também que se o Congresso não aprovar a criação do fundo soberano o governo será obrigado a esterilizar R$ 14 bilhões do superávit economizado neste ano. "A oposição quer criar dificuldades. Em tempos normais isso faz parte do jogo, mas num momento como esse é perigoso brincar com a sorte do país". (págs. 1 e Al6)

BC pressiona bancos a emprestar
O Banco Central baixou ontem circular que procura forçar os grandes bancos a comprar carteiras de crédito de instituições financeiras pequenas e médias, que enfrentam problemas de falta de liquidez. A regra funciona também como um indutor para os bancos voltarem a emprestar, em vez de aplicar recursos em títulos públicos.

Os bancos que não comprarem carteiras dos pequenos e médios ou não voltarem a emprestar vão perder dinheiro. Eles terão que recolher ao BC, sem remuneração, o equivalente a 10,5% dos recursos captados sob a forma de depósitos a prazo, como CDBs. Os bancos perdem porque, para captar esses de recursos, pagam aos clientes juros próximos à Selic, hoje em 13,75% ao ano.

Muito discutida no governo, a medida foi considerada a única alternativa diante do fracasso em persuadir os grandes bancos a assumir papel ativo na resolução da crise. Ontem, o BC teve de enxugar R$ 247 bilhões do mercado, um recorde. A quinta-feira foi mais um dia de calma. A bolsa de Nova York subiu 2,11% e a de São Paulo, 7,47%. (págs. 1, C1 e C2)

Esforço fiscal
O governo central - Tesouro, Banco Central e Previdência - obteve superávit primário de R$ 6,008 bilhões em setembro. Nos primeiros nove meses do ano, o resultado acumulado é de R$ 80,828 bilhões, ante R$ 51,495 bilhões no mesmo período de 2007. (págs. 1 e A3)

Câmbio puxa os preços
A inflação de outubro medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,98%, ante 0,11% no mês anterior, principalmente em razão do efeito da valorização do dólar. Os preços no atacado (IPA) subiram 1,24%. (págs. 1 e A2)

Balanços de bancos médios já mostram marcas da crise
Os cinco primeiros bancos médios que divulgaram balanço do terceiro trimestre mostraram uma característica semelhante: os depósitos encolheram, o crédito desacelerou e os lucros caíram. Os números de Daycoval, Paranabanco, Pine, Sofisa e ABC Brasil exibem as primeiras marcas da crise internacional. Esses bancos esperam uma desaceleração do crédito neste fim de ano e em 2009, em conseqüência do menor crescimento econômico, mas estão otimistas com as medidas de "desempoçamento" da liquidez anunciadas pelo Banco Central.

No Daycoval, o desacasamento de moedas em uma captação externa e a desaceleração das operações de crédito explicam em boa parte a queda do lucro líquido. No Pine, o vice-presidente Clive Botelho explicou que a carteira de crédito diminui 3,2% entre o segundo e o terceiro trimestres. (págs. 1 e C3)

Idéias
Claudia Safatle: concentração bancária deve aumentar no país. (págs. 1 e A2)

Liderança no campo
Projeções do Ministério da Agricultura mostram que, em uma década, o Brasil será responsável por 89,7% das exportações mundiais de frango e 60,6% das de carne bovina. Também será responsável por 40% das vendas de soja (73,5% no caso do óleo) e 74,3% das de açúcar. (págs. 1 e B12)

Diesel limpo
Ministério Público Federal, Anfavea, Petrobras e ANP assinaram um termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelecendo um novo cronograma para a utilização de óleo diesel com menor teor de enxofre no país a partir de 2012. (págs. 1 e B9)

Potencial de crescimento
Pesquisa do The Boston Consulting Group em parceria com a Anbid mostra que dos mais de R$ 2,4 trilhões em ativos de pessoas físicas disponíveis para investimentos no ano passado só R$ 260 bilhões, ou 11% do total, estavam sob gestão de "private banks". (págs. 1 e D2)

Substituição tributária
O governo paulista vai ampliar a cobrança de ICMS por meio de substituição tributária. Projeto enviado à Assembléia Legislativa propõe a inclusão de setores como brinquedos, eletroeletrônicos, máquinas e aparelhos mecânicos. (págs. 1 e A4)

Aliados de Kassab invadem tradicional reduto petista
A derrota da petista Marta Suplicy nas eleições de São Paulo colocou em risco a hegemonia de um dos seus principais grupos de apoio político, a família Tatto, que congrega um vereador e dois deputados, um estadual e outro federal. Não apenas pela derrota no reduto dos Tatto, a Capela do Socorro, bairro da periferia da capital, como pela queda na votação obtida pelo vereador da família, Arselino. O poder dos Tatto minguou com a perda da máquina pública para a base política do prefeito Gilberto Kassab. Fica na região um dos principais investimentos do PAC na capital, um projeto de reurbanização de favelas, capitalizado pelos vereadores kassabistas. (págs. 1 e A10)

Idéias
Maria C. Fernandes: PMDB é depositário de interesses conflitantes. (págs. 1 e A6)

STJ define foro de ação contra Varig
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que cabe à Justiça do Trabalho julgar o processo de uma ex-funcionária da Varig que cobra da companhia aérea Gol verbas trabalhistas não pagas no passado. Ainda que o STJ não tenha decidido se a dívida recai ou não sobre a Gol, que comprou a Varig, a decisão é apontada como um precedente importante. A disputa envolve a possibilidade de companhias que compram empresas em recuperação judicial herdarem seus débitos trabalhistas. (págs. 1 e E1)

Ulbra tenta escapar do colapso
Em meio a uma batalha jurídica sobre sua condição de entidade beneficente - cassada liminarmente pela Justiça Federal -, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) busca uma ampla reestruturação financeira e administrativa para evitar o colapso. A instituição enfrenta ações de execução fiscal que, segundo a União, chegam a R$ 2 bilhões e tenta renegociar quase R$ 300 milhões em dívidas bancárias. Com 36 anos de atuação, a Ulbra tem 15 campi e 153,2 mil alunos. (págs. 1 e B4)

Governo japonês lança pacote de US$ 51 bi para reativar a economia (págs. 1 e A11)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Bancos médios cortam pessoal e empréstimos
Os primeiros balanços dos bancos brasileiros de pequeno e médio portes, os principais afetados pelo aperto da liquidez, mostram uma tendência que, conforme alguns analistas e executivos do setor, será comum a quase todas essas instituições e deverá ficar mais forte neste trimestre: a redução dos empréstimos à pessoa física, além do corte no quadro de funcionários. As demissões são para reduzir custos e readequar o tamanho da estrutura, mais enxuta com a menor atividade no crédito.

O Banco Daycoval informou que está reduzindo em 10% o quadro de funcionários, de 700 colaboradores no total. As áreas mais afetadas são as voltadas para operações de varejo, segmento que pretende desacelerar. O Banco Pine também anunciou redução de 20 pessoas em um ano, assim como fez o Banco Indusval Multistock há poucos dias, quando descontinuou suas atividades na área de crédito ao consumidor e demitiu. O superintendente do Daycoval, Carlos Lazar, disse que o plano é manter as despesas estáveis. (págs. 1 e B3)


Câmbio - Dólar cai 1,73% e é negociado a R$ 2,105 (págs. 1 e B2)

BC já injetou US$ 32,8 bilhões
O Banco Central já injetou, até anteontem, US$ 32,8 bilhões para tentar conter a disparada do dólar frente ao real e amenizar a volatilidade do mercado por conta da crise financeira internacional. (págs. 1 e B2)

Incentivos globais mantêm ânimo do mercado de ações
O Japão anunciou ontem um pacote de US$ 51 bilhões de incentivos a empresas e consumidores, para ajudar o país a superar a atual turbulência. Entre as medidas está a redução em pedágios e a ajuda a consumidores. A Alemanha fará gastos de até € 30 bilhões para sustentar diversas iniciativas que devem ser anunciadas na próxima semana. Nos Estados Unidos, o Tesouro e a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) finalizam medidas de ajuda a pelo menos três milhões de pessoas com prestações de imóveis em atraso, o que deve custar entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões.

Troca cambial é mais interessante aos americanos
O Brasil é o quarto maior credor dos Estados Unidos, atrás apenas do Japão, China e Grã-Bretanha, observa Emílio Garófalo, ex-diretor de Câmbio do BC, para justificar que a operação de swap (troca) de reais por dólares, no valor de US$ 30 bilhões, não tem nada de caritativa. “É do interesse também dos Estados Unidos”, diz. (págs. 1 e B2)

Opinião
Carlos Daniel Coradi: Normas dos EUA, como a COSO e a Sarbanes-Oxley, são adequadas. As grandes falhas, antes da crise, foram de controle e supervisão. (págs. 1 e A3)

Certificação eleva a renda no campo
Com o forte recuo nos preços das commodities, agricultores recorrem à certificação com a garantia de procedência da produção e do respeito às normas ambientais e sociais. Consultorias do setor estimam que a atividade controlada no campo pode agregar entre 3% e 10% na receita final dos produtos agropecuários, o que em tempos de crise pode ser determinante para alcançar lucro.

Isabela Becker, da fazenda Daterra, especializada na produção de café, revela que o custo da certificação pode ser alto. “Após implantado, o sistema funciona como um tipo de seguro. Eleva a confiança entre as duas pontas.” Entre os clientes da fazenda estão a tradicional torrefadora italiana Illy Café e a inglesa Fortnun&mason, que possui 300 anos de tradição e fornece a bebida para a família real britânica.

Mesmo com a crise, o Ministério da Agricultura divulgou ontem uma previsão positiva para o campo nos próximos dez anos. Conforme o estudo, a produção agropecuária deve crescer 25% no período, com uma colheita de 179,8 milhões de toneladas de soja, arroz, feijão, milho e trigo. Até lá, o País será responsável por 89,7% das exportações mundiais de aves e 73,5% das exportações de óleo de soja. (págs. 1, B11 e B12)


Exxon, BP e Shell mostram lucros recordes
O petróleo está em queda livre de preço, mas no trimestre anterior alcançou as mais altas cotações, o que levou grupos petrolíferos a contabilizar lucros recordes. Balanços do terceiro trimestre fechados pela Exxon, BP e Shell mostram ganhos recordes de, respectivamente, US$ 15 bilhões, US$ 10,3 bilhões e US$ 8,45 bilhões. (págs. 1 e C4)

Previdência Privada capta R$ 20 bi
O investidor tem aplicado mais nos fundos de previdência privada por causa da crise. Neste ano, o setor já acumula captação de R$ 20 bi. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)

Brasil será o sétimo no ranking de energia em 2030
De 11º colocado, o Brasil será o sétimo maior consumidor mundial de energia em 2030, projeta um estudo desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Ernst & Young. Para dar o salto, o País terá de investir no período um total de US$ 750 bilhões no setor, estima o pesquisador Fernando Garcia, da FGV.

A nova posição projeta demanda de 468,7 milhões de toneladas de equivalentes de petróleo (tep). Na posição de hoje, o Brasil consome 223,2 milhões de tep. Como o estudo considera o cenário futuro, a atual crise na economia não teve influência no trabalho.

O estudo aponta crescimento da demanda de energia vinculado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que em 2030 será de US$ 2,25 trilhões. (págs. 1 e C4)

Serra e a reforma tributária
O governador paulista José Serra (PSDB) propôs que a discussão sobre a reforma tributária, em tramitação no Congresso, seja adiada até que a extensão da crise econômica possa ser delimitada. (págs. 1 e A7)

Fusão BrT-Oi
Mercado diz que Oi pressiona governo ao afirmar que multa é irreversível. (págs. 1 e A6)


Femsa planeja novos investimentos
Com a fábrica de Manaus operando a plena capacidade, a Femsa, dona das marcas Kaiser e Sol, planeja realizar novos investimentos no Brasil para ampliar a produção de cerveja. (págs. 1 e C1)

Brasil vai bem no festival El Ojo
O Brasil conquistou vitórias importantes no segundo dia do Festival de Publicidade El Ojo de Iberoamerica. Foram anunciados os vencedores nas categorias Desempenho, Interativo e Local. (págs. 1 e C6)

Opinião
Norberto Stavisky: Já se prevê falta de áreas para reflorestamento. Em dez anos, os investimentos vão desembarcar em Angola, em Moçambique ou no Congo. (págs. 1 e A2)

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Veja

Remédios – O que há de errado com eles
Pílulas para emagrecer e para baixar o colesterol e antiinflamatórios foram proibidos.

Saiba se o remédio que você toma está na lista dos suspeitos

- O Natal e 2009

O que esperam da economia real os brasileiros que compram, vendem e investem.

- Exclusivo – Deu no New York Times

Trechos do livro do correspondente que Lula quis expulsar do Brasil.

Entrevista – Demétrio Magnoli – Uma vitória da razão – Para o sociólogo, as últimas eleições mostraram que os brasileiros não se deixam mais levar pela conversa de que toda esquerda é boa e toda direita e má. (págs. 17 a 21)

O salvador do DEM – Tido como “político de bastidores”, o democrata Kassab mostra que é bom de voto e firma-se como liderança nacional . (págs. 62 e 63)

Uma chance para o Rio – O novo prefeito, Eduardo Paes, está diante de um mar de desafios: ilegalidades, abandono, corrupção, crimes... Se os vencer, estará consagrado. (págs. 64 e 65)

Geddel, a cara do PMDB – O ministro da Integração Nacional é a melhor tradução do PMDB: um partido bilionário que segue agarrado a Lula, mas poderá se voltar contra o PT em 2010. (págs. 68 e 69)

Eu sei o que você fez no verão passado – Submerso desde que renunciou à presidência do Congresso, Renan Calheiros se movimenta para retornar ao cenário político fazendo o que sempre fez. (pág. 70)

Enquanto isso, na vida real... – Como os brasileiros estão reagindo à crise externa e à ameaça de um ano difícil em 2009. (págs. 72 a 76)

Remédios: sustos difícil de engolir – A quantidade de medicamentos retirados do mercado por causa de efeitos colaterais graves alarma os consumidores e lança a pergunta: até que ponto se pode confiar nos laboratórios? (págs. 88 a 95)

Deu no New York Times – A política, a sociedade e a cultura brasileiras na visão de Larry Rohter, o jornalista americano que quase foi expulso do Brasil por falar do gosto do presidente por bebidas alcoólicas. (págs. 132 a 139)


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Época

Por que o mundo quer Obama
O que o primeiro negro a um passo da
Casa Branca representa para a economia global, para o futuro do planeta – e para a sua vida.

- Dilma: “Até 2010, vamos ver quem sabe lidar com a crise”.

Quem vai sentar no lugar de Lula? – Com idéias parecidas sobre economia num momento de crise, Dilma Rousseff e José Serra saem da eleição municipal como os candidatos prováveis em 2010. (págs. 38 a 41)

Entrevista – Dilma Rousseff – “Veremos quem lida melhor com a crise” – A ministra diz que o governo Lula mostrará até 2010 que teve mais competência que a oposição na economia. (págs. 42 e 43)

O novo mapa das eleições – Por que o PMDB é o partido que saiu mais vitorioso das urnas por todos os critérios. (págs. 44 e 45)

Eles querem mais – Bem nas urnas, o PMDB briga pelo comando do Congresso e cobra demissão de Tarso Genro. (pág. 46)

O (inesperado) despertar de Guido Mantega – Como o tímido ministro da Fazenda deixou de lado a imagem de coadjuvante e surgiu com ares de protagonista no combate à crise econômica. (págs. 48 e 49)

Em Salvador não deu, mas em El Salvador... – Por que o governo Lula apóia um candidato na eleição no país da América Central. (pág. 50)

A Justiça zen – Quem é o ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto, o vegetariano adepto da meditação que inovou na condução das eleições municipais. (págs. 56 a 58)

As nuvens sobre a Amazônia – O governo afirma que caiu o índice de desmatamento. Só faltou dizer que o satélite não fotografou as regiões encobertas – as mais críticas. (pág. 59)

A história quer Obama – O candidato do Partido Democrata é o favorito nas eleições mais importantes dos últimos cem anos. (págs. 85 a 90)

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ISTOÉ

Os 7 sabotadores da dieta - E como escapar deles
- O projeto Serra – Governador paulista dá a largada para 2010.

- Eleições americanas – O mundo vai melhor com Obama ou McCain?

Entrevista – Guido Mantega – “Estamos no pior da crise” – O ministro da Fazenda diz que as medidas começam a fazer efeito agora e que o Brasil tem como resistir à desaceleração mundial. (págs. 6 a 11)

Serrinha paz e amor – De olho em 2010, governador paulista adota estilo dócil para atrair PSDB e partidos da base governista, mas mantém linha dura com policiais em greve. (págs. 36 a 38)

Forte, mas sem rosto – O PMDB precisa de um presidenciável, sob pena de se transformar em legenda de aluguel. (págs. 40 e 41)

O novo plano de defesa do Brasil – Prioridades incluem a fabricação de porta-aviões, base naval na Amazônia e privilégios à indústria bélica nacional. (págs. 42 e 43)


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ISTOÉ Dinheiro

O outro lado da economia
Longe das bolsas, as empresas do Brasil real apresentam lucros robustos, vendas em alta, crescimento industrial de mais de 7% e recorde de empregos.

- Novo gás na Shell – por que ela voltou a investir forte no Brasil.

- O fenômeno Volks – a maior empresa do mundo, mas só por um dia.

Entrevista - John Williamson - “O capitalismo não acabou” – O economista John Williamson, que no fim dos anos 80 cunhou a expressão Consenso de Washington, diz que, neste momento de pânico, a intervenção dos governos no sistema financeiro faz sentido, mas vê com receio a tendência estatizante em vários países. “No longo prazo, não funciona; como medida de emergência, tudo bem”, afirma em entrevista à Dinheiro. (págs. 20 a 22)

O recado de Mantega a G-20 – Anfitrião de um encontro com as maiores autoridades econômicas do mundo, o ministro da Fazenda quer colocar os emergentes na liderança do esforço para combater a crise global. (págs. 28 a 30)

Sob a neblina, a economia real – As vendas seguem na alta, o desemprego é o menor em dez anos e, se tudo der errado, o Brasil ainda crescerá 3% em 2009. (págs. 36 e 37)

A safra de lucros gigantes – Enquanto os pessimistas se deixam levar pelo pânico no mercado, balanços de grandes empresas comprovam que a economia brasileira continua forte. (págs. 39 a 42)

Licença para crescer – A Shell abre 150 postos por ano, aumenta sua participação de mercado e persegue a vice-liderança. (págs. 69 a 71)

Risco oculto – Tensão elevada dos mercado é o primeiro grande teste para o sistema de garantias da BM&FBovespa. Até que ponto os R$ 125 bilhões em ativos de clientes são suficientes? (págs. 82 a 84)

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CartaCapital

Ecos da Satiagraha
Protógenes Queiroz: “Usei os agentes da Abin dentro da lei”, diz o delegado, que critica a CPI dos Grampos e a cúpula da PF.

José Dirceu: “Não tenho nenhuma relação com o Daniel Dantas”, afirma o ex-ministro.

- O Brasil e a crise – O crédito travado ameaça a safra agrícola.

A farra das fundações - Minas de ouro – Depois do escândalo da UnB, as milionárias fundações “de apoio” às universidades entram na mira do TCU. O governo muda as regras nas federais. (págs. 10 a 13)

“Foi tudo legal” - Entrevista 1 – O delegado Protógenes Queiroz rebate as críticas à Satiagraha e fala das pressões sofridas durante a operação. (págs. 22 a 25)

A versão de Dirceu - Entrevista 2 – O ex-ministro nega ter relações com Daniel Dantas e diz que virou alvo constante das operações da Polícia Federal. (págs. 26 a 31)

O ornitorrinco sobreviveu - Segundo turno – Lacerda vence em BH e reanima as esperanças de Aécio no PSDB. (págs. 32 a 35)

Navegação na neblina - Crise 1 – Apesar das várias intervenções do governo, 2009 ainda é uma incógnita. (págs. 38 a 41)

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EXAME

A hora da economia Real
Diante da crise financeira mundial, o Brasil precisará como nunca se valer de seus setores e empresas mais competitivos. São eles que farão a diferença numa economia cada vez mais desafiadora.

A economia real vai fazer a diferença - Com a crise, começa uma nova fase da economia mundial, marcada pela busca frenética por competitividade. No Brasil, empresas e setores inteiros têm condições de vencer esse jogo. (págs. 24 a 28)

No epicentro da crise - Nenhum executivo brasileiro surfou tão bem o período de bonança da economia global quanto Roger Agnelli, presidente da Vale. Agora, ele precisa provar sua capacidade com ventos menos favoráveis. (págs. 38 a 42)

A árvore e o dólar - A crise abalou as finanças das empresas de papel e celulose, mas a competitividade alcançada nas últimas décadas não vai desaparecer. O Brasil continua a ser forte candidato à liderança global. (págs. 60 a 66)

Ainda somos os melhores - Uma conjunção de vantagens naturais com tecnologia fez do agronegócio brasileiro uma potência mundial. O exemplo da gaúcha SLC mostra como isso fará a diferença em tempos mais difíceis. (págs. 69 a 72)

Biotecnologia de ponta, verde – e brasileira - Especialistas de todo o mundo defendem o investimento em tecnologias verdes como uma nova fronteira de crescimento da economia. E, nessa área, o Brasil já aparece como um parceiro estratégico. (págs. 74 a 77)

À espera do pré-sal - Mirando além da crise financeira, empreendedores brasileiros ainda acreditam que o mundo vai precisar do petróleo que está no fundo do oceano – e se preparam para lucrar com a exploração. (págs. 78 a 81)

Ele pagou a conta - Ex-rei da soja, o empresário Olacyr de Moraes passou os últimos 12 anos vendendo pedaços de seu patrimônio para pagar uma dívida bilionária. Agora, com 95% dos débitos quitados, ele ensaia uma volta aos negócios. (págs. 96 e 97)

E agora, Chávez? - Com a queda dos preços do petróleo em razão da crise global, a economia venezuelana corre o risco de entrar em colapso, arrastando consigo o projeto do poder de seu presidente. (págs. 116 a 118)

A bolada virou pó - A crise afastou os ganhos milionários com opções de ações e está fazendo empresas brasileiras repensarem seus incentivos de longo prazo. (págs. 144 e 145)

O pesadelo do lucro fácil - Um espectro ronda a economia brasileira: contratos de derivativos de câmbio, no valor de dezenas de bilhões de dólares, fechados por empresas como Aracruz, Sadia e Votorantim – e quem mais? (págs. 158 a 161)

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sábado, 1 de novembro de 2008

O QUE PUBLICAM OS JORNAIS DE HOJE

01 de novembro de 2008

O Globo

Manchete: Vale reduz produção em cinco países e dá férias
Para enfrentar o freio da demanda global, a Vale, maior empresa privada brasileira, decidiu reduzir a produção de minério em cinco países - Brasil, China, Indonésia, Noruega e França. Com isso, está pondo 2.300 funcionários - 4% do seu efetivo - em férias coletivas no país e no exterior. Só no estado de Minas, a Vale deixa de produzir, a partir de hoje, 30 milhões de toneladas de minério de ferro, o equivalente 10% da produção anual. Também cairá a oferta de manganês, níquel, ferro liga e pelotas.

O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse que a desaceleração das indústrias está provocando forte queda nos preços do minério e assegurou que os investimentos da empresa serão mantidos. O executivo aposta em recuperação da economia no segundo trimestre de 2009. A Petrobras tomará mais R$ 8 bi para investir. (págs. 1, 27 a 31 e Míriam Leitão)

Presidente Lula: "O mercado é um ovo sem gema" (págs 1 e 31)

Brasília 2 X 0 Rio
A ministra Dilma Rousseff disse ontem que não haverá dinheiro para o PAC da Penha, diferentemente do que tinham anunciado o governador Sérgio Cabral e o prefeito eleito, Eduardo Paes, após encontro com ela e o presidente Lula na quarta-feira. O Rio também perdeu outra batalha: o ministro da Cultura, Juca Ferreira, anunciou que transferirá a direção da Funarte, cujo novo presidente foi anunciado ontem, Sérgio Mamberti, para Brasília. (págs. 1, 9 e 11)

Tortura deixa Dilma e AGU em lados opostos
Ex-presa política, a ministra disse considerar a tortura crime imprescritível, mas evitou criticar o recurso da AGU em defesa de torturadores. "Não é função do Executivo se posicionar sobre o alcance das leis. Cabe ao Judiciário decidir." (págs. 1 e 12)

Bethlem será o novo xerife do Rio
O atual subsecretário estadual de Governo e ex-vereador Rodrigo Bethlem, será o o xerife do Rio. O prefeito eleito Eduardo Paes anunciou ontem que Bethlem comandará a Secretaria de Ordem Pública, encarregada de combater ocupações irregulares, vans e táxis piratas e a proliferação de camelôs, entre outros problemas que atormentam o carioca. A secretaria terá sob seu comando a Guarda Municipal. (págs. 1 e 3)

Novo plano de fuga é descoberto em presídio
Cinco dias após a fuga pela porta da frente do ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, de Bangu 8, a polícia descobriu um plano de resgate do ex-PM Luciano Jerominho - filho do vereador Jerominho. Ele foi transferido do presídio Ary Franco para Bangu. O secretário de Administração Penitenciária, César Rubens, admitiu que as câmeras estavam desligadas quando Batman escapou. (págs. 1 e 14)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Crise faz Vale diminuir produção
Diante da redução da demanda, a Vale vai cortar 30 milhões de tonelada na sua produção de minério de ferro (10% do total extraído). A mineradora também reduziu a fabricação de alumínio e manganês e dará férias coletiva para os trabalhadores das unidades afetadas. A companhia deverá perder US$ 350 milhões por mês em receitas. A balança comercial pode ser afetada; até setembro, a Vale gerou 62% du superavit do pais. O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse que a crise é ''extremamente profunda, mas classificou a reducão omo ''momentânea''. A GM dará férias coletivas em São José dos Campos, o que afeta até 4.000 trabalhadores. Com as férias em outras montadoras, 73,6 mil carros (ou 31% da produção de setembro) devem deixar de ser fabricados. (págs. 1 e Dinheiro)

Para Dilma, AGU não deve decidir sobre torturador
A ministra Dilma Rousseff (casa Civil) presa e torturada pelo regime militar, disse julgar ''imprescritiveis'' os crimes de tortura cometidos á época. Advocacia Geral da União considera perdoados pela Lei da Anistia os crimes de tortura ocorridos na ditadura. ''Acho que não caberá á AGU se posicionar sobre isso, mas sim ao judiciário'', disse Dilma.(págs. 1 e A 4)

Alta do dólar reduz gasto com juro
A alta do dólar em setembro reduziu á metade o gasto do setor público (União, Estados, municípios e estatais) com juros, de R$ 12,5 bilhões para R$ 6,1 bilhões. A queda é consequência do lucro de R$ 6,5 bilhões obtido pelo BC com operações cambiais. A receita serve para abater parte dos juros da divida pública. (págs. 1 e B 5)

Gustavo Franco: Intervenção estatal funciona melhor se for feita por quem crê nos mercados
Crises financeiras existem desde sempre e são combatidas por intervenções salvadoras dos governos. Keynes herói de uma grande crise, estava longe de ser hostil ao que hoje se chama de neoliberalismo: desprezava os heterodoxos e dizia que a luta de classe o acharia ao lado da burguesia educada. Intervenções do Estado no domínio economico têm mais chances de funcionar se feitas por gente que acredita em mercados.( págs. 1 e A 2)

Editoriais:
Leia ''crédito bloqueado'', que comenta medidas do Banco Central; e ''O fiasco do diesel'', sobre poluição ambiental.( Págs. 1 e A 2 )

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Crise faz Vale cortar produção de minério
A Vale anunciou corte de 30 milhões de toneladas na produção de minério de ferro. Além disso, entrarão em férias coletivas de até 20 dias os trabalhadores de unidades no Brasil e outros quatro países. O objetivo da empresa é se adaptar ao novo cenário de crise internacional. “Não adianta gastar capital de giro para produzir algo que vamos deixar no estoque", disse o presidente da Vale, Roger Agnelli. As medidas vão representar uma redução de US$ 2,2 bilhões em exportações nos próximos 12 meses, prejudicando a balança comercial do Brasil. (págs. 1 e B1)

A força da revolução
Raúl Castro dá uma cotovelada em Lula no momento em que pedia aos jornalistas que se afastassem, em Havana; o presidente cubano chamou os repórteres de 'indisciplinados'. (págs. 1 e B4)

Frase:
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Da mesma forma que o Brasil elegeu um metalúrgico, seria extraordinário a maior economia do mundo eleger um negro". (pág.1)

Obama tenta evitar o 'já ganhou' e pede que eleitor vá votar
A campanha de Barack Obama à Casa Branca está tentando conter o excesso de confiança às vésperas da votação, nesta terça-feira. Os democratas temem que o clima de vitória acabe reduzindo o comparecimento às urnas, relata Patricia Campos Mello.(págs. 1 e A12)

Notas e Informações - Incompetência e gastança
O PAC não está atrasado por causa da crise internacional e não foi prejudicado, até hoje, por falta de dinheiro. O problema está na incapacidade gerencial e operacional do governo. (págs. 1 e A3)

Análise - Depressão ainda é evitável
Dominique Strauss-Khan: Pode ser tarde demais para evitar uma recessão nos países desenvolvidos e uma desaceleração nos emergentes, mas não para evitar uma depressão mundial. (págs. 1 e B6)

Artigo - A 'fase 1' da crise
Raul Velloso: A crise ainda não produziu todas as conseqüências de que é capaz. (págs. 1 e A2)

Quadrilha usou Panamá para lavar dinheiro da Saúde
O esquema que desviou R$ 100 milhões de hospitais e prefeituras em São Paulo, Minas, Rio e Goiás usou empresas no Panamá para lavar dinheiro. As firmas estavam em nome até de empregadas domésticas. (págs. 1 e A4)

Secretário diz que greve da polícia é reação a mudanças
O secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, diz, em entrevista a Bruno Paes Manso, que a greve da Polícia Civil é uma reação a mudanças feitas na cúpula da corporação: "É um choque de cultura." (págs. 1, C1 e C3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Crise força Vale a reduzir produção
A Vale anunciou que vai cortar sua produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas anuais – quase 10% da previsão para este ano. O freio é decorrência do desaquecimento da economia. "A Vale é a empresa mais exposta ao mercado global", disse o seu presidente, Roger Agnelli, que prevê a recuperação internacional apenas no segundo semestre de 2009. De Cuba, o presidente Lula criticou o sistema financeiro: "O mercado é uma espécie de ovo sem gema, ou seja, vazio". (págs. 1 e Tema do dia A2 a A5)

Homens em defesa das mulheres
Foi lançada ontem a campanha nacional Homens Unidos pelo Fim da Violência contra as Mulheres. No Brasil, a população feminina é a principal vítima das violências doméstica e sexual, da infância até a terceira idade. (págs. 1 e País A6)

Bethlem, o xerife da ordem pública
O prefeito eleito Eduardo Paes anunciou que o subsecretário estadual de Governo, Rodrigo Bethlem, assumirá a Secretaria Municipal da Ordem Pública. Bethlem comandou as operações CopaBacana, IpaBacana e BarraBacana. Sua secretaria reunirá a Guarda Municipal e diversos órgãos fiscalizadores. Será responsável por todos códigos de postura, pela vigilância sanitária e até pela fiscalização do transporte clandestino. “Agora vou pôr em prática o RioBacana”, brincou. (págs. 1 e Cidade A13)

Facilidade na fuga de Batman
As câmeras de segurança do presídio Bangu 8 estavam desligadas no momento da fuga do ex-policial Ricardo Carvalho dos Santos, o Batman, considerado integrante da milícia Liga da Justiça e suspeito da morte do diretor do Bangu 3, José Roberto Lourenço. (págs. 1 e Cidade A16)

Casa Branca: o futuro dos perdedores
Mesmo se perder as eleições americanas de terça-feira, Barack Obama manterá a aspiração à Presidência. Para analistas, o democrata tem uma imagem forte, capaz de resistir até 2012. John McCain influenciaria republicanos. (págs. 1 e Internacional A21)

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Correio Braziliense

Manchete: Planalto corrige Mantega sobre salário de servidores
Ministro do Planejamento afirma que colega da Fazenda não se referia ao reajuste do funcionalismo quando pediu ao Senado para votar contra aumento nas despesas com pessoal. (pág. 1 e Tema do dia, pág. 14)

A crise ao ar livre
O dólar em alta provocou um encalhe dos produtos importados em todo o país. No Porto Seco Centro-Oeste, em Anápolis (GO), centenas de carros estão estocados, assim como contêineres com autopeças. (pág. 1 e Tema do dia, pág. 20)

Vale corta produção de minério
Por causa da recessão mundial, principal exportadora brasileira vai deixar de extrair 30 milhões de toneladas nas minas que mantém em cinco países e concede férias coletivas no Brasil. (pág. 1 e Tema do dia, pág. 16)

Que história é esta?
Campanha mostra como as crianças podem auxiliar no combate a um dos piores males do país: a corrupção. (págs. 1, 2 a 7 e Super Capa)

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Valor Econômico

Manchete: Governo reduz o superávit de 2009 para 3,8%
No início de outubro, uma alta fonte do governo disse ao Valor que o superávit primário poderia ser reduzido a 3,8% do Produto Interno Bruto no próximo exercício, caso o agravamento da crise exigisse um contra ponto à retração da atividade econômica. Agora, a decisão está tomada. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou ontem que o governo vai efetivamente reduzir o esforço fiscal em 2009, diminuindo a meta de superávit primário de 4,3% para 3,8% do PIB. Na prática, a redução será ainda maior, uma vez que o setor público consolidado (União, Estados e municípios) vem economizando 4,5% do PIB.

Paulo Bernardo disse que "não faz sentido" aumentar o esforço fiscal no momento em que a economia dá sinais de desaceleração. A idéia é compensar, pelo menos em parte, a suspensão de investimentos do setor privado. Com o superávit menor, a capacidade de investimento público pode ser elevada em cerca de R$ 20 bilhões em 2009. "Vamos fazer o esforço que for preciso para a atividade desacelerar o menos possível", afirmou o ministro.

Ele informou que, apesar da esperada queda da arrecadação tributária, o governo manterá os gastos do Bolsa Família, o reajuste do salário minimo (estimado em mais de 12% em 2009) e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo Paulo Bernardo, o governo deve reduzir a previsão de crescimento da economia no próximo ano - de 4,5%, como estava na proposta original do Orçamento, para algo entre 3,8% e 4%. Ele considera que, nos países onde a crise está sendo mais forte, haverá um período de até dois anos para superar as seqüelas, mas o Brasil tem uma situação diferente e poderá se recuperar mais rapidamente.

De acordo com ele, o problema das aplicações das empresas no mercado de câmbio não tem a gravidade que muitos vinham afirmando e deverá ficar reduzido a algo em torno de US$ 7 bilhões.

O ministro disse também que se o Congresso não aprovar a criação do fundo soberano o governo será obrigado a esterilizar R$ 14 bilhões do superávit economizado neste ano. "A oposição quer criar dificuldades. Em tempos normais isso faz parte do jogo, mas num momento como esse é perigoso brincar com a sorte do país". (págs. 1 e Al6)

BC pressiona bancos a emprestar
O Banco Central baixou ontem circular que procura forçar os grandes bancos a comprar carteiras de crédito de instituições financeiras pequenas e médias, que enfrentam problemas de falta de liquidez. A regra funciona também como um indutor para os bancos voltarem a emprestar, em vez de aplicar recursos em títulos públicos.

Os bancos que não comprarem carteiras dos pequenos e médios ou não voltarem a emprestar vão perder dinheiro. Eles terão que recolher ao BC, sem remuneração, o equivalente a 10,5% dos recursos captados sob a forma de depósitos a prazo, como CDBs. Os bancos perdem porque, para captar esses de recursos, pagam aos clientes juros próximos à Selic, hoje em 13,75% ao ano.

Muito discutida no governo, a medida foi considerada a única alternativa diante do fracasso em persuadir os grandes bancos a assumir papel ativo na resolução da crise. Ontem, o BC teve de enxugar R$ 247 bilhões do mercado, um recorde. A quinta-feira foi mais um dia de calma. A bolsa de Nova York subiu 2,11% e a de São Paulo, 7,47%. (págs. 1, C1 e C2)

Esforço fiscal
O governo central - Tesouro, Banco Central e Previdência - obteve superávit primário de R$ 6,008 bilhões em setembro. Nos primeiros nove meses do ano, o resultado acumulado é de R$ 80,828 bilhões, ante R$ 51,495 bilhões no mesmo período de 2007. (págs. 1 e A3)

Câmbio puxa os preços
A inflação de outubro medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,98%, ante 0,11% no mês anterior, principalmente em razão do efeito da valorização do dólar. Os preços no atacado (IPA) subiram 1,24%. (págs. 1 e A2)

Balanços de bancos médios já mostram marcas da crise
Os cinco primeiros bancos médios que divulgaram balanço do terceiro trimestre mostraram uma característica semelhante: os depósitos encolheram, o crédito desacelerou e os lucros caíram. Os números de Daycoval, Paranabanco, Pine, Sofisa e ABC Brasil exibem as primeiras marcas da crise internacional. Esses bancos esperam uma desaceleração do crédito neste fim de ano e em 2009, em conseqüência do menor crescimento econômico, mas estão otimistas com as medidas de "desempoçamento" da liquidez anunciadas pelo Banco Central.

No Daycoval, o desacasamento de moedas em uma captação externa e a desaceleração das operações de crédito explicam em boa parte a queda do lucro líquido. No Pine, o vice-presidente Clive Botelho explicou que a carteira de crédito diminui 3,2% entre o segundo e o terceiro trimestres. (págs. 1 e C3)

Idéias
Claudia Safatle: concentração bancária deve aumentar no país. (págs. 1 e A2)

Liderança no campo
Projeções do Ministério da Agricultura mostram que, em uma década, o Brasil será responsável por 89,7% das exportações mundiais de frango e 60,6% das de carne bovina. Também será responsável por 40% das vendas de soja (73,5% no caso do óleo) e 74,3% das de açúcar. (págs. 1 e B12)

Diesel limpo
Ministério Público Federal, Anfavea, Petrobras e ANP assinaram um termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelecendo um novo cronograma para a utilização de óleo diesel com menor teor de enxofre no país a partir de 2012. (págs. 1 e B9)

Potencial de crescimento
Pesquisa do The Boston Consulting Group em parceria com a Anbid mostra que dos mais de R$ 2,4 trilhões em ativos de pessoas físicas disponíveis para investimentos no ano passado só R$ 260 bilhões, ou 11% do total, estavam sob gestão de "private banks". (págs. 1 e D2)

Substituição tributária
O governo paulista vai ampliar a cobrança de ICMS por meio de substituição tributária. Projeto enviado à Assembléia Legislativa propõe a inclusão de setores como brinquedos, eletroeletrônicos, máquinas e aparelhos mecânicos. (págs. 1 e A4)

Aliados de Kassab invadem tradicional reduto petista
A derrota da petista Marta Suplicy nas eleições de São Paulo colocou em risco a hegemonia de um dos seus principais grupos de apoio político, a família Tatto, que congrega um vereador e dois deputados, um estadual e outro federal. Não apenas pela derrota no reduto dos Tatto, a Capela do Socorro, bairro da periferia da capital, como pela queda na votação obtida pelo vereador da família, Arselino. O poder dos Tatto minguou com a perda da máquina pública para a base política do prefeito Gilberto Kassab. Fica na região um dos principais investimentos do PAC na capital, um projeto de reurbanização de favelas, capitalizado pelos vereadores kassabistas. (págs. 1 e A10)

Idéias
Maria C. Fernandes: PMDB é depositário de interesses conflitantes. (págs. 1 e A6)

STJ define foro de ação contra Varig
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que cabe à Justiça do Trabalho julgar o processo de uma ex-funcionária da Varig que cobra da companhia aérea Gol verbas trabalhistas não pagas no passado. Ainda que o STJ não tenha decidido se a dívida recai ou não sobre a Gol, que comprou a Varig, a decisão é apontada como um precedente importante. A disputa envolve a possibilidade de companhias que compram empresas em recuperação judicial herdarem seus débitos trabalhistas. (págs. 1 e E1)

Ulbra tenta escapar do colapso
Em meio a uma batalha jurídica sobre sua condição de entidade beneficente - cassada liminarmente pela Justiça Federal -, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) busca uma ampla reestruturação financeira e administrativa para evitar o colapso. A instituição enfrenta ações de execução fiscal que, segundo a União, chegam a R$ 2 bilhões e tenta renegociar quase R$ 300 milhões em dívidas bancárias. Com 36 anos de atuação, a Ulbra tem 15 campi e 153,2 mil alunos. (págs. 1 e B4)

Governo japonês lança pacote de US$ 51 bi para reativar a economia (págs. 1 e A11)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Bancos médios cortam pessoal e empréstimos
Os primeiros balanços dos bancos brasileiros de pequeno e médio portes, os principais afetados pelo aperto da liquidez, mostram uma tendência que, conforme alguns analistas e executivos do setor, será comum a quase todas essas instituições e deverá ficar mais forte neste trimestre: a redução dos empréstimos à pessoa física, além do corte no quadro de funcionários. As demissões são para reduzir custos e readequar o tamanho da estrutura, mais enxuta com a menor atividade no crédito.

O Banco Daycoval informou que está reduzindo em 10% o quadro de funcionários, de 700 colaboradores no total. As áreas mais afetadas são as voltadas para operações de varejo, segmento que pretende desacelerar. O Banco Pine também anunciou redução de 20 pessoas em um ano, assim como fez o Banco Indusval Multistock há poucos dias, quando descontinuou suas atividades na área de crédito ao consumidor e demitiu. O superintendente do Daycoval, Carlos Lazar, disse que o plano é manter as despesas estáveis. (págs. 1 e B3)

Câmbio
Dólar cai 1,73% e é negociado a R$ 2,105. (págs. 1 e B2)

BC já injetou US$ 32,8 bilhões
O Banco Central já injetou, até anteontem, US$ 32,8 bilhões para tentar conter a disparada do dólar frente ao real e amenizar a volatilidade do mercado por conta da crise financeira internacional. (págs. 1 e B2)

Incentivos globais mantêm ânimo do mercado de ações
O Japão anunciou ontem um pacote de US$ 51 bilhões de incentivos a empresas e consumidores, para ajudar o país a superar a atual turbulência. Entre as medidas está a redução em pedágios e a ajuda a consumidores. A Alemanha fará gastos de até € 30 bilhões para sustentar diversas iniciativas que devem ser anunciadas na próxima semana. Nos Estados Unidos, o Tesouro e a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) finalizam medidas de ajuda a pelo menos três milhões de pessoas com prestações de imóveis em atraso, o que deve custar entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões.

Troca cambial é mais interessante aos americanos
O Brasil é o quarto maior credor dos Estados Unidos, atrás apenas do Japão, China e Grã-Bretanha, observa Emílio Garófalo, ex-diretor de Câmbio do BC, para justificar que a operação de swap (troca) de reais por dólares, no valor de US$ 30 bilhões, não tem nada de caritativa. “É do interesse também dos Estados Unidos”, diz. (págs. 1 e B2)

Opinião
Carlos Daniel Coradi: Normas dos EUA, como a COSO e a Sarbanes-Oxley, são adequadas. As grandes falhas, antes da crise, foram de controle e supervisão. (págs. 1 e A3)

Certificação eleva a renda no campo
Com o forte recuo nos preços das commodities, agricultores recorrem à certificação com a garantia de procedência da produção e do respeito às normas ambientais e sociais. Consultorias do setor estimam que a atividade controlada no campo pode agregar entre 3% e 10% na receita final dos produtos agropecuários, o que em tempos de crise pode ser determinante para alcançar lucro.

Isabela Becker, da fazenda Daterra, especializada na produção de café, revela que o custo da certificação pode ser alto. “Após implantado, o sistema funciona como um tipo de seguro. Eleva a confiança entre as duas pontas.” Entre os clientes da fazenda estão a tradicional torrefadora italiana Illy Café e a inglesa Fortnun&mason, que possui 300 anos de tradição e fornece a bebida para a família real britânica.

Mesmo com a crise, o Ministério da Agricultura divulgou ontem uma previsão positiva para o campo nos próximos dez anos. Conforme o estudo, a produção agropecuária deve crescer 25% no período, com uma colheita de 179,8 milhões de toneladas de soja, arroz, feijão, milho e trigo. Até lá, o País será responsável por 89,7% das exportações mundiais de aves e 73,5% das exportações de óleo de soja. (págs. 1, B11 e B12)

Exxon, BP e Shell mostram lucros recordes
O petróleo está em queda livre de preço, mas no trimestre anterior alcançou as mais altas cotações, o que levou grupos petrolíferos a contabilizar lucros recordes. Balanços do terceiro trimestre fechados pela Exxon, BP e Shell mostram ganhos recordes de, respectivamente, US$ 15 bilhões, US$ 10,3 bilhões e US$ 8,45 bilhões. (págs. 1 e C4)

Previdência Privada capta R$ 20 bi
O investidor tem aplicado mais nos fundos de previdência privada por causa da crise. Neste ano, o setor já acumula captação de R$ 20 bi. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)

Brasil será o sétimo no ranking de energia em 2030
De 11º colocado, o Brasil será o sétimo maior consumidor mundial de energia em 2030, projeta um estudo desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Ernst & Young. Para dar o salto, o País terá de investir no período um total de US$ 750 bilhões no setor, estima o pesquisador Fernando Garcia, da FGV.

A nova posição projeta demanda de 468,7 milhões de toneladas de equivalentes de petróleo (tep). Na posição de hoje, o Brasil consome 223,2 milhões de tep. Como o estudo considera o cenário futuro, a atual crise na economia não teve influência no trabalho.

O estudo aponta crescimento da demanda de energia vinculado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que em 2030 será de US$ 2,25 trilhões. (págs. 1 e C4)

Serra e a reforma tributária
O governador paulista José Serra (PSDB) propôs que a discussão sobre a reforma tributária, em tramitação no Congresso, seja adiada até que a extensão da crise econômica possa ser delimitada. (págs. 1 e A7)

Fusão BrT-Oi
Mercado diz que Oi pressiona governo ao afirmar que multa é irreversível. (págs. 1 e A6)

Femsa planeja novos investimentos
Com a fábrica de Manaus operando a plena capacidade, a Femsa, dona das marcas Kaiser e Sol, planeja realizar novos investimentos no Brasil para ampliar a produção de cerveja. (págs. 1 e C1)

Brasil vai bem no festival El Ojo
O Brasil conquistou vitórias importantes no segundo dia do Festival de Publicidade El Ojo de Iberoamerica. Foram anunciados os vencedores nas categorias Desempenho, Interativo e Local. (págs. 1 e C6)

Opinião
Norberto Stavisky: Já se prevê falta de áreas para reflorestamento. Em dez anos, os investimentos vão desembarcar em Angola, em Moçambique ou no Congo. (págs. 1 e A2)

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Estado de Minas

Manchete: Revendas fecham a torneira do crédito
Acabou a facilidade para comprar veículos. Os financiamentos que vinham sendo concedidos até sem comprovação de renda e zero de entrada agora estão sendo negados. Segundo as concessionárias, a rejeição já atinge cerca de 35% das solicitações feitas. Para piorar, as taxas de juros aumentaram e os prazos de pagamento escolheram. (págs. 1 e 11)

Dólar caro alivia contas públicas (pág.1)

Sobe-e-desce na Bovespa (pág.1)

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Jornal do Commercio

Manchete: Estado cobra IPVA mais cedo
Todos os donos de carros usados terão que pagar o imposto entre março e maio, sem o esquema do número da placa. Tributo dos veículos zero terá parcela única. Os revendedores se queixam. (pág.1)

Vale reduz produção em 10% por causa da crise internacional (pág.1)

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